18 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Pafos perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Pafos, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Francisco Valenzuela será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Pafos as despedidas começaram em silêncio.
Mons Bassouamina e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Erik Milošević estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Toda a gente no Pafos viu antes de alguém o dizer, que é como isto vai sempre. Aos 37 o declínio é real e mensurável — 3 pontos — e só falta saber como o clube trata alguém a quem deve muitíssimo.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Erik Milošević, e o treinador deixou.
Não há pior forma de perder um futebolista. Rodrigo Freitas pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Pafos coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Pafos sabem-no.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Franco Fagúndez estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Toda a gente o viu antes de alguém o dizer. Aos 36 anos, os números dizem 3 pontos abaixo do que foi, e a pergunta para o Pafos é como lidar com um homem a quem deve muito.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
O banco20/05/2030
João Correia tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Pafos dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Pedrinho treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Verba acordada, salário acordado, e o AEZ Zakakiou à espera com uma camisola. No Pafos ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Pafos ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
As regras permitem-no e dói na mesma. Pedrinho acertou condições com o Aris para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Marios Laifis esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Franco Fagúndez estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Toda a gente no Pafos viu antes de alguém o dizer, que é como isto vai sempre. Aos 36 o declínio é real e mensurável — 3 pontos — e só falta saber como o clube trata alguém a quem deve muitíssimo.
7 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
65 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Pafos perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Pafos podem fingir não ter ouvido.
Plantel08/10/2029
71 dias de fora para Igor Henrique depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Pafos vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Vukota Isakovski será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Pafos as despedidas começaram em silêncio.
Nikolas Ioannou e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Pedrinho está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.