«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Nathan Fernandes estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Emprestados17/05/2027
Os golos continuam a chegar do exílio de Deroy Duarte
10 golos em 10 jogos no Spartak Pleven — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Ludogorets alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Ludogorets coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O banco17/05/2027
Caio Vidal tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Ludogorets dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Ludogorets, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Sergio Padt apontou a data.
«Disseram-me coisas antes de eu assinar. Não as vou repetir, mas lembro-me de todas.» Ludogorets nada responderam, o que também é uma resposta.
Emprestados03/05/2027
Os golos continuam a chegar do exílio de Yelisey Syrov
18 golos em 29 jogos no Spartak Pleven — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Ludogorets alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Hendrik Bonmann e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Nathan Fernandes estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
É o problema de balneário mais silencioso e o mais duradouro, porque ninguém fez nada pelo qual alguém possa ser castigado. 2 jogadores ficam fora dos 3 grupos por completo, que costuma ser o detalhe que importa.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Anton Nedyalkov está nela.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Petar Stanić. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
“Pela primeira vez em anos jogo porque alguém me quer na equipa.” O Spartak Pleven assenta-lhe bem; a conversa incómoda pertence ao Ludogorets, e o verão vai forçá-la.
Em resumo
O bancoEric Bile pede uma conversa com o treinador
Emprestados4 balizas a zeros por empréstimo para Ivo Grbić
Hendrik Bonmann e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel26/04/2027
Nathan Fernandes desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Son assinar alguma coisa — um contrato no Ludogorets ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Ludogorets. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Ludogorets ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Hendrik Bonmann esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Ludogorets lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Erick Marcus estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
É o problema de balneário mais silencioso e o mais duradouro, porque ninguém fez nada pelo qual alguém possa ser castigado. 2 jogadores ficam fora dos 4 grupos por completo, que costuma ser o detalhe que importa.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Ludogorets sabem-no.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Ludogorets sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Ludogorets a ouviu como outra coisa.
Aos 22 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
Julien Lamy e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O banco29/03/2027
Filip Kaloč tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Ludogorets dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Pedro Naressi treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Sergio Padt apontou a data.
Palavras no treino do Ludogorets sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Nathan Fernandes está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Timur Mustafa e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Caio Vidal está nela.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Aos 18 anos foi o melhor de todos da sua idade na divisão durante um fim de semana. Ninguém devia construir uma carreira em cima disso, e toda a gente o faz sem dizer.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Caio Vidal assinar alguma coisa — um contrato no Ludogorets ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Hendrik Bonmann e o Ludogorets acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Hendrik Bonmann esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Nos plantéis formam-se amizades e isso é saudável; isto não é isso. 8 grupos separados, 6 jogadores que não pertencem a nenhum, e mesas ao almoço que deixaram de se recompor. Raramente se resolve sozinho.
Emprestados08/03/2027
Os golos continuam a chegar do exílio de Deroy Duarte
9 golos em 8 jogos no Spartak Pleven — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Ludogorets alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Ninguém no Ludogorets dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Ludogorets sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Eric Bile treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Em resumo
Emprestados4 balizas a zeros por empréstimo para Ivo Grbić
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 9 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
17 golos e uma média de 7.27 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
5 triunfos consecutivos como visitante. As equipas que ganham fora costumam saber defender e contra-atacar, e a tabela começou a refletir o que essas viagens renderam.
Ivaylo Chochev e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Haverá conversa esta semana. Ludogorets vão pôr um número, e a partir daí deixa de ser futebol e passa a ser aritmética.
Plantel22/02/2027
Nathan Fernandes desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Avaliado com 7.82. Pergunte a qualquer pessoa à saída do estádio o que decidiu aquilo e receberá um nome, que é o único prémio que alguma vez contou a sério.
Em resumo
O bancoA vista do banco
EmprestadosOs golos continuam a chegar do exílio de Filip Gigov
O bancoAnton Nedyalkov tornou-se um homem de confiança do treinador