Verba acordada, salário acordado, e o Trento à espera com uma camisola. No Sassuolo ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Audace Cerignola fica com o seu homem, e o Sassuolo volta a uma lista com um nome riscado.
Plantel14/08/2028
Henrik Meister desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Sassuolo sabem-no.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Zakaria Aboukhlal treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Onde jogava antes fala por ele quase todo o tempo no Sassuolo. O balneário respeita-o, os miúdos estudam-no, e a única coisa capaz de o furar é um mau mês.
Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
34 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Sassuolo perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Perugia tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
O Sassuolo foi ao Foggia com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $5.9M — um clube que quer Federico Zuccon ao ponto de perguntar duas vezes.
21 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Sassuolo perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
A proposta do Reggiana por Jay Idzes foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Sassuolo perdeu-o em tudo menos nos papéis.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Jay Idzes tem a sua resposta do Sassuolo; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Jay Idzes treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 37 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Armand Laurienté não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Sassuolo fez a parte difícil com o Parma, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Cas Odenthal esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
72 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Sassuolo perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
O Bologna pagou $22.2M e o Sassuolo aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
A proposta do Reggiana por Jay Idzes foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O Sassuolo foi ao Cosenza com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Sassuolo perdeu-o em tudo menos nos papéis.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
O Sassuolo perguntou e o West Ham United disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
86 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Sassuolo perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Sassuolo, e não vai ser retirado.
A proposta seguiu esta semana para o Napoli, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Sassuolo a ouviu como outra coisa.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Sassuolo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Luca Lipani e o Sassuolo acertam mais 5 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Ismaël Koné tem a sua resposta do Sassuolo; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Em resumo
PlantelLesão muscular e 16 dias de fora para Fallou Faye
108 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Sassuolo perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
14 dias com a cadeira livre, uma lista de nomes que cresce e encolhe todos os dias, e nem uma assinatura. Cada semana que passa retira dela os melhores candidatos.
Armando Izzo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
“Vejo todos os jogos do Sassuolo daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Renate segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
A história da ambição ao contrário, a que ninguém conta: um futebolista a pedir um palco mais pequeno, menos câmaras e uma bancada que não se vire. Não é fraqueza e é quase sempre contada como se fosse.
Em resumo
Notas dos jogadoresNinguém em campo chegou perto de Dany Mota
131 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Sassuolo perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Jogo22/04/2028
Não se vê o fim da espera do Sassuolo por uma vitória
Já são 6 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Sassuolo tem de arrancar um resultado de algum lado.
Fallou Faye esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Sassuolo, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
163 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Sassuolo perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Samuel Lino estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Raffaele Panariello e o Sassuolo acertam mais 4 anos.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Sassuolo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Disseram uma coisa a Samuel Lino e depois aconteceu. Neste meio, isso passa por notável, e o balneário reparou mais depressa do que qualquer adepto podia.
Vestiu a outra camisola. No sábado joga contra o Hellas Verona com esta, e tudo o que disser esta semana sobre ser um jogo como os outros será mentira.
Raffaele Panariello e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
«Não fui para ficar a ver. Quero voltar ao Sassuolo e lutar pelo meu lugar.» 7 jogos em 34 no Renate dizem o resto.
O banco13/03/2028
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑1, ditas por Alessandro Amato a uma sala que já as tinha ouvido.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Sassuolo ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
A proposta ficou muito aquém e em Sassuolo não precisaram de pensar muito. Ninguém neste negócio lê uma primeira recusa como um fim.
Plantel14/02/2028
Samuel Lino desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
Posição 18 e 6 pontos, e nesta parte da cidade a classificação lê-se de baixo para cima. O calendário deixou de ser um programa e passou a ser uma contagem decrescente.
Sofrer é uma coisa; a resposta é o que fala de um balneário. Dany Mota pôs o Sassuolo de novo em igualdade em 4 minutos, e o Udinese nunca chegou a jogar com vantagem.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Sassuolo lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Sassuolo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Agustín Álvarez quer futebol continental; se o Sassuolo o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Vejo todos os jogos do Sassuolo daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Renate segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
O banco22/11/2027
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑3 Andrea Pellegrini saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Sassuolo, e não vai ser retirado.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Armand Laurienté tem a sua resposta do Sassuolo; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Sassuolo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Kevin Lasagna e o Sassuolo acertam mais 2 anos.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Andrea Pellegrini depois do 1‑2, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Armand Laurienté treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Andrea Ghion lesiona os ligamentos do joelho — 15 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 15 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Sassuolo, e não vai ser retirado.
Dany Mota e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
3 jogos, nenhum golo e um centro de treinos que já tentou tudo. Vai acabar — as secas acabam sempre — mas ninguém no Sassuolo sabe dizer em que semana.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Jay Idzes tem a sua resposta do Sassuolo; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Zakaria Aboukhlal, e o treinador deixou.
Disseram uma coisa a Jay Idzes e depois aconteceu. Neste meio, isso passa por notável, e o balneário reparou mais depressa do que qualquer adepto podia.
O banco18/10/2027
O veredicto do treinador
“Estou frustrado, sinceramente. Fizemos o suficiente para ganhar e não ganhámos.” Andrea Pellegrini não o escondia depois do 0‑0, e no balneário do Sassuolo também ninguém o escondia.
Noventa minutos concretos pediam outro tipo de jogador, e o treinador escolheu um. Não está em má forma e não está na equipa, e as duas coisas são verdade.
23 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Sassuolo perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Sassuolo sabem-no.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Kevin Miranda e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Sassuolo disse a Janis Antiste que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
Todos os desenhos têm posições e este não tem a dele. O Sassuolo vai mudar o desenho, mudar-lhe a função ou mudar-lhe o clube, e ele está à espera de saber qual.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Sassuolo, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
30 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Sassuolo perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Sassuolo, e não vai ser retirado.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Albion Rrahmani, e o treinador deixou.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 0‑3, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Sassuolo, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
89 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Sassuolo perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
O Sassuolo perguntou e o Juventus disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Sassuolo, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Josh Doig. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Yann Aurel Bisseck chegou com um passado num clube maior do que este, e o balneário tratou-o em conformidade. Os mais novos veem-no treinar; os mais velhos veem se aquilo dura.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
«Não vim para aqui aquecer à frente das pessoas.» O contrato acaba um dia, sabe contar as semanas, e o Sassuolo terá de lhe dar um motivo para ficar ou uma saída.
96 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Sassuolo perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
O que se dizia à porta fechada passou a dizer-se diante de um microfone. Em Sassuolo toda a gente sabe fazer a conta, incluindo o homem a quem se dirige.
Nada foi anunciado e toda a gente percebe o que significa. Uma direção que convoca todo o departamento de futebol numa terça de manhã é uma direção que deixou de acreditar que o problema se resolve sozinho.
Toda a gente deixou de fingir: o Südtirol vai fazer a chamada por Kristian Thorstvedt esta semana. O Sassuolo tem um número em mente, e o número não é tímido.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Sassuolo lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
O treinador reorganizou as ideias e Jay Idzes saiu delas mais abaixo. Vão dizer-lhe que é temporário, e os jogadores que já ouviram isso antes vão desviar o olhar.
Plantel02/08/2027
No Sassuolo ainda são estranhos uns para os outros
29 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
110 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Sassuolo perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Sassuolo, e não vai ser retirado.
O Cesena pagou $4.4M e o Sassuolo aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
Dany Mota e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
As bancadas19/07/2027
O Sassuolo gasta $19.1M na contratação que a cidade queria
É a sequência mais rara do futebol: os adeptos pedem uma coisa e o clube vai e fá-la. $19.1M por Zakaria Aboukhlal, e durante uma semana ninguém se queixa de nada.
O Sassuolo perguntou e o Fiorentina disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Yann Aurel Bisseck estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Sassuolo, e não vai ser retirado.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Sassuolo está a esgotar-se.
O Venezia não queria vender e o número é a razão por que o fez. $9.5M por Albion Rrahmani, e a expectativa que chega com ele não é suavizada por nenhum período de adaptação.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Juventus fica com o seu homem, e o Sassuolo volta a uma lista com um nome riscado.
Arijanet Murić e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Toda a gente deixou de fingir: o Atalanta vai fazer a chamada por Arijanet Murić esta semana. O Sassuolo tem um número em mente, e o número não é tímido.
Não está a ser deixado de fora. Simplesmente não há, no sistema que o Sassuolo joga, sítio onde pôr um homem que faz o que ele faz, o que é mais difícil de ouvir do que qualquer ficha de jogo.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Sassuolo perdeu-o em tudo menos nos papéis.
O Napoli paga $12.9M, e o negócio está fechado. O número lê-se bem num balanço; se se lê bem dentro de campo é pergunta para a próxima época.
As bancadas21/06/2027
Os adeptos revoltam-se com a venda de Domenico Berardi por $12.9M
Vai para o Napoli, o clube tem $12.9M que não tinha na sexta-feira, e os programas de rádio já decidiram como se sentem quanto a isso. Vender bem e vender alguém que amavam não são a mesma competência.
21 golos em 36 jogos no Hellas Verona — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Sassuolo alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Aleksandar Stanković não precisou: 7.76, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Arijanet Murić e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Jay Idzes, e o treinador deixou.
Uma média de 7.22 na época, com 6 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
“Há coisas de que gostei e coisas que vamos repetir na terça-feira até saírem bem.” 1‑1, e um treinador que já tinha decidido como seria a terça-feira.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 8 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Sassuolo está a esgotar-se.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Sassuolo ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Rasmus Højlund esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
3 jogos, nenhum golo e um centro de treinos que já tentou tudo. Vai acabar — as secas acabam sempre — mas ninguém no Sassuolo sabe dizer em que semana.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Sassuolo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Armand Laurienté tem a sua resposta do Sassuolo; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Armand Laurienté treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
O banco26/04/2027
A vista do banco
“Não perdemos. Há semanas em que é só isso que se consegue, e prefiro ter o ponto a não o ter.” Andrea Pellegrini escolheu a versão do copo meio cheio do 0‑0; os adeptos saíram com a outra.
Segue-se a equipa do topo da tabela, e a medida honesta de onde esta equipa realmente está. Qualquer um ganha ao clube que tem abaixo; a pergunta é o que acontece contra o Inter.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Sassuolo, e não vai ser retirado.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Armand Laurienté quer futebol continental; se o Sassuolo o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Arijanet Murić e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Aos 23 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Rasmus Højlund e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Sassuolo lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Sassuolo sabem-no.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Rasmus Højlund e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Dribles concretizados: 31. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o Spezia fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
O prazo passou e o plantel é o plantel. Chegaram 4, saíram 1, e tudo o resto que se imprimiu sobre este clube no último mês foi um rumor que ficou rumor.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Sassuolo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Arijanet Murić e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Minuto 95, frente ao Fiorentina, e um golo que soube a vitória a toda a gente que ficou. Foi um empate. Ninguém à saída do estádio o vai descrever assim.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Sassuolo, e 4 jogos em 17 dizem que merece ser ouvido.
“Há coisas de que gostei e coisas que vamos repetir na terça-feira até saírem bem.” 2‑2, e um treinador que já tinha decidido como seria a terça-feira.
Vitória por 4‑0 sobre o Pescara, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
7.97, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Sassuolo ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Sassuolo sabem-no.
Arijanet Murić esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Sassuolo, e 0 jogos em 17 dizem que merece ser ouvido.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 8 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Sassuolo ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
“Vejo todos os jogos do Sassuolo daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Cesena segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Sonosi Daldum e o Sassuolo acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
“Um ponto é um ponto e fico com ele, mas devíamos ter levado os três.” Andrea Pellegrini depois do empate por 0‑0, e a frase que todos os treinadores do país disseram a certa altura deste fim de semana.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O banco23/11/2026
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Jay Idzes
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Andrea Pellegrini depois do 1‑2, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Sassuolo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Sassuolo, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Kristian Thorstvedt assinar alguma coisa — um contrato no Sassuolo ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Aos 24 anos conquistou um lugar em vez de o receber, e outro tem de arranjar alguma coisa para dizer sobre isso. O Sassuolo tem uma decisão que se tomou sozinha.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 8 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Arijanet Murić e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
“Merecemos. Pedi-lhes uma reação e tive-a, e agora quero o mesmo outra vez no sábado.” Andrea Pellegrini sobre uma tarde de 3‑1 que lhe agradou mais do que estava disposto a mostrar.