Neyzinho esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel25/10/2027
Domingos Andrade desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
46 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Goianésia perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Goianésia podem fingir não ter ouvido.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Goianésia coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel06/09/2027
Palavras no treino do Goianésia sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Domingos Andrade está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Vejo todos os jogos do Goianésia daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Azuriz segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
Quatro ou cinco jornadas de regularidade, medidas contra todos os da divisão que fazem o seu trabalho. Domingos Andrade sai dessa comparação dentro da equipa, e o Goianésia beneficiou de cada uma dessas tardes.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Goianésia podem fingir não ter ouvido.
«Disseram-me coisas antes de eu assinar. Não as vou repetir, mas lembro-me de todas.» Goianésia nada responderam, o que também é uma resposta.
Jogo07/08/2027
Ninguém quer jogar contra o Goianésia neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Goianésia coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O Goianésia perguntou e o Santos disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Marcos Cunha. 2‑1 sobre o Capital, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 23 anos que sente como seu. Mateus Lustosa tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Plantel09/08/2027
Mateus Lustosa desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Goianésia podem fingir não ter ouvido.
A primeira derrota em 8 jogos. O treinador dirá que tinha de chegar; o balneário dirá que não tinha de chegar contra o Portuguesa; os adeptos dirão as duas coisas, por essa ordem, a semana inteira.
Yuri Sena esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O Goianésia perguntou e o Manaus disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Mateus Peixoto produziu-o, e o 8.26 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Tem 22 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Goianésia coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Domingos Andrade estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
“Um ponto é um ponto e fico com ele, mas devíamos ter levado os três.” Éder Pereira depois do empate por 0‑0, e a frase que todos os treinadores do país disseram a certa altura deste fim de semana.
Noventa minutos, zero golos, e a discussão começou antes de o parque de estacionamento esvaziar: um ponto somado ou dois deitados fora contra o Rio Branco? Na quinta-feira ainda vai haver quem discuta.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Brabo será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Goianésia as despedidas começaram em silêncio.
Neyzinho e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel12/04/2027
Ronaldo desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Júnior Moreira, e o treinador deixou.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Neyzinho. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Goianésia coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel01/03/2027
Palavras no treino do Goianésia sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Domingos Andrade está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Ronaldo, e o treinador deixou.
Ninguém o confirma e as fichas de jogo confirmam-no todas as semanas. Um erro comprou-lhe um período como segunda opção que já é mais longo do que o erro merecia.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Diego Viana. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Matheus Freitas será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Goianésia as despedidas começaram em silêncio.
Neyzinho e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel22/02/2027
Marcos Cunha desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Não está a ser deixado de fora. Simplesmente não há, no sistema que o Goianésia joga, sítio onde pôr um homem que faz o que ele faz, o que é mais difícil de ouvir do que qualquer ficha de jogo.
15 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Goianésia perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Verba acordada, salário acordado, e o Porto Vitória à espera com uma camisola. No Goianésia ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Goianésia, e não vai ser retirado.
Estava tudo acordado até deixar de estar, e Júnior Barbosa regressa a Goianésia com um verão para esquecer. Nenhum dos clubes diz quem se levantou da mesa.
Neyzinho esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Tiago Costa lesiona os ligamentos do joelho — 22 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 22 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Goianésia perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Goianésia coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O Goianésia perguntou e o Sport Recife disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Plantel04/01/2027
Palavras no treino do Goianésia sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Romário está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Goianésia, mais uma semana sem a assinatura de Willian Oliveira.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Júnior Moreira, e o treinador deixou.
$1.9M em cima da mesa do Mérida. O treinador queria-o, a direção acertou um número, e as únicas vozes que faltam ouvir são as do outro clube.
Direção07/09/2026
Fecha o mercado: 19 entradas, 2 saídas no Castellón
O prazo passou e o plantel é o plantel. Chegaram 19, saíram 2, e tudo o resto que se imprimiu sobre este clube no último mês foi um rumor que ficou rumor.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Alavés fica com o seu homem, e o Castellón volta a uma lista com um nome riscado.
Um mês é longo o suficiente para ninguém entrar por acaso. Israel Suero está no melhor onze da divisão, o que é um elogio mais discreto do que um prémio e mais fiável.
O treinador reorganizou as ideias e Amir Saipi saiu delas mais abaixo. Vão dizer-lhe que é temporário, e os jogadores que já ouviram isso antes vão desviar o olhar.
Nem contrato novo nem número novo: um lugar novo na cabeça do treinador, que é a única promoção no futebol que conta de verdade. Adam Jakobsen subiu nela.
O Castellón passou o mercado a tentar colocar Israel Suero e não apareceu ninguém. Treina com um plantel que já lhe disse que não conta com ele, e ambas as partes esperam agora pela próxima janela.
Uma audição de uma época inteira: o passe continua a ser do Zamora, mas a camisola e os minutos são do Castellón. Um empréstimo é uma aposta que ambos os clubes acreditam estar a ganhar.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Castellón podem fingir não ter ouvido.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Mérida fica com o seu homem, e o Castellón volta a uma lista com um nome riscado.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Jérémy Mellot, e o treinador deixou.
15 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
O banco31/08/2026
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 1‑2 Enrique Montero saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Em resumo
MercadoIsrael Suero colocado na lista de transferências
As condições foram oferecidas e recusadas. Se foi o salário, a função ou a cidade, no Villarreal ninguém diz, e no Castellón ninguém gosta de estar a adivinhar.
Alonso Hernández esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Tincho estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Nada disto sairá num comunicado. Um plano subiu, voltou chumbado, e a versão do clube que existiria daqui a três anos deixou silenciosamente de ser possível.
Em resumo
MercadoRonaldo está livre para procurar outro sítio