38 dias de fora para Tommaso Villa depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Ravenna vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Ravenna sabem-no.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Manuel Fischnaller, e o treinador deixou.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Matteo Motti. 1‑0 sobre o Bra, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Todas as carreiras longas chegam à semana em que se pensa na última. Ele gostava que fosse onde começou, e o Ravenna sabe agora que esse pensamento chegou.
Colete de aquecimento, noventa minutos a ver, e um aperto de mão no fim que não enganou ninguém. Os jogos grandes dizem em quem o treinador confia; este disse-o a Giacomo Poluzzi.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Matteo Motti. 1‑0 sobre o Perugia, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Ravenna coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Avaliado com 7.77. Pergunte a qualquer pessoa à saída do estádio o que decidiu aquilo e receberá um nome, que é o único prémio que alguma vez contou a sério.
A única versão de ficar de fora contra a qual um jogador não pode argumentar, e a que pior aceita. Outro tem estado melhor e a ficha de jogo di-lo, em público, todas as semanas até mudar.
Uma nota de 7.23, e ninguém no estádio a contestaria. Esteve em tudo o que importava e em quase tudo o que não.
O banco15/02/2027
A vista do banco
“Não perdemos. Há semanas em que é só isso que se consegue, e prefiro ter o ponto a não o ter.” Andrea Baraldi escolheu a versão do copo meio cheio do 0‑0; os adeptos saíram com a outra.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
77 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Ravenna perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Ravenna falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Um desempate por grandes penalidades fica na memória pelo fim, e este acaba em Giacomo Poluzzi: 2 travadas, e uma bancada que vai descrever cada uma delas nos próximos vinte anos.
O Atalanta segue em frente e o Ravenna vai para casa, com um 0‑0 a decidir tudo. O balneário vai agora dizer que a prioridade é o campeonato, porque é isso que os balneários dizem.
Giacomo Poluzzi e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Ravenna disse a Lorenzo Bernasconi que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
Vitória por 3‑0 sobre o Giugliano, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
Um 1‑1 com o Torres deixa o balneário entre o alívio e a frustração.
O banco28/09/2026
O veredicto do treinador
“Estou frustrado, sinceramente. Fizemos o suficiente para ganhar e não ganhámos.” Andrea Baraldi não o escondia depois do 1‑1, e no balneário do Ravenna também ninguém o escondia.