Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Jakub Piotrowski será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Fiorentina as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Fiorentina coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Fiorentina ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O negócio que levaria Nicolò Fagioli para o Cesena caiu na fase final e ele reapresenta-se no Fiorentina com um verão para esquecer e uma época inteira para jogar. Ninguém diz quem se levantou da mesa.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 7 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Albert Guðmundsson esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Filippo Terracciano e o Fiorentina acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Albert Guðmundsson esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Robin Gosens assinar alguma coisa — um contrato no Fiorentina ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Os números não ficam em segredo num vestiário e nunca ficaram. Não pede mais do que vale: pergunta por que o do lado vale mais, e no Fiorentina essa pergunta é mais difícil de responder.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Domagoj Bradarić treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Posição 2, 70 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Fiorentina ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Fiorentina coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Fiorentina a ouviu como outra coisa.
Albert Guðmundsson esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O telefone voltou a tocar por causa de Alessandro Bianco, e desta vez do outro lado está o Reggiana. No Fiorentina ouvem com educação e não prometem nada.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Fiorentina sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Fiorentina, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
O que era notícia de canto de página passou a ser assunto das bancadas, e as bancadas não fazem nuances. Fiorentina gostariam de resolver isto antes de ser a única pergunta.