O Castellón e o Betis acertaram em $9.5M. O resto pertence ao jogador e ao empresário, e um adepto que já viu uma destas sabe que ainda não é altura de comprar a camisola.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Castellón podem fingir não ter ouvido.
Aos 23 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
Jérémy Mellot e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Romain Matthys estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Krasnodar fica com o seu homem, e o Castellón volta a uma lista com um nome riscado.
O telefone voltou a tocar por causa de Fabrizio Brignani, e desta vez do outro lado está o Córdoba. No Castellón ouvem com educação e não prometem nada.
Aos 25 a evolução devia ter acabado. Não acabou: 3 pontos acima da marca do início do ano, o que acontece aos jogadores que levam a sério as partes aborrecidas do ofício.
O Castellón fez saber ao mercado que Alberto Jiménez está disponível. O anúncio não traz preço, mas toda a gente do ramo sabe mais ou menos o que lá diz.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.95 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Castellón, e não vai ser retirado.
Jérémy Mellot esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Adam Jakobsen. 1‑0 sobre o Ceuta, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Um jogador que contava ser titular assistiu de fora. O treinador vai chamar-lhe uma decisão pela equipa; Alberto Jiménez chama-lhe outra coisa em privado.
O banco31/05/2027
O veredicto do treinador
“Não me vou entusiasmar, e também não os deixo entusiasmar a eles. Foi um bom dia. Virão outros mais difíceis.” Héctor Parra foi breve depois da vitória por 1‑0, que é o que os treinadores fazem quando estão contentes.
Cada toque pesado, cada frase dissecada, cada erro repetido. Há jogadores que crescem com isso; há outros que acabam com isso, sem alarido; e só depois se sabe quais.
29 golos e uma média de 7.57 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
A direcção disse em público o que já dizia em privado. Os resultados daqui até à próxima reunião decidem tudo, e no clube toda a gente sabe fazer as contas.
Jérémy Mellot esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel03/05/2027
Romain Matthys desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Uma mudança no banco não é uma história, são vinte e cinco. Esta é a de Beñat Gerenabarrena: era o jogador de alguém e agora tem de ser o de outra pessoa, a começar do zero.
O banco03/05/2027
A vista do banco
“Não perdemos. Há semanas em que é só isso que se consegue, e prefiro ter o ponto a não o ter.” Héctor Parra escolheu a versão do copo meio cheio do 2‑2; os adeptos saíram com a outra.
Dribles concretizados: 13. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.