Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Dilane Bakwa produziu-o, e o 8.80 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.12 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
Manfred Ugalde e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
A dinâmica não se compra e perde-se depressa; neste momento o Middlesbrough tem 3 vitórias seguidas dela.
Plantel14/03/2033
Freddie Simmonds desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Uma média de 7.38 na época, com 8 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
O Charlton Athletic vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Middlesbrough foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Middlesbrough podem fingir não ter ouvido.
Aos 34 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.92 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Middlesbrough a ouviu como outra coisa.
Derry Murkin esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Alexis Mac Allister. 1‑0 sobre o Burnley, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Middlesbrough podem fingir não ter ouvido.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Middlesbrough ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Emile Smith Rowe, e o treinador deixou.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Middlesbrough ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Plantel28/02/2033
Palavras no treino do Middlesbrough sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Freddie Simmonds está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nikola Soldo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Todas as séries acabam numa tarde que alguém tinha dado como rotina. Esta durou 5 jogos, o suficiente para uma cidade ter deixado de contar, e pouco o suficiente para se lembrar exatamente de quem a parou.
Em resumo
PlantelDilane Bakwa vive a melhor forma da carreira
EmprestadosOs golos continuam a chegar do exílio de Dylan Levitt
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Middlesbrough podem fingir não ter ouvido.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Derry Murkin será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Middlesbrough as despedidas começaram em silêncio.
O valor estava acertado e o voo já tinha sido visto — e então o telefone deixou de tocar. O Cambridge United seguiu em frente, Andre Harriman-Annous apresenta-se de volta no Middlesbrough, e todos fingem que segunda-feira é só uma segunda-feira.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Middlesbrough pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Alexis Mac Allister esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Freddie Simmonds estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 80 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Há um silêncio muito próprio: o de um estádio a ver dissolver-se uma posição vencedora. O Huddersfield Town continuou a vir porque nada o travou, e ao Middlesbrough vão perguntar pela última meia hora a semana inteira.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Middlesbrough podem fingir não ter ouvido.
Um prémio individual é coisa estranha num desporto de equipa, e os melhores não se discutem. Teve o tipo de ano que acaba com o seu nome lido em voz alta, e o Middlesbrough beneficiou disso.
Tayo Subuloye esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Já são 6 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
A papelada fica pronta muito antes do jogador. Adam Idah acertou vir quando o contrato atual terminar, o que significa que o Middlesbrough substituiu um orçamento de verão por um telefonema.
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 88 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Middlesbrough podem fingir não ter ouvido.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Middlesbrough pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Luke Pearce será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Middlesbrough as despedidas começaram em silêncio.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Middlesbrough sabem-no.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Middlesbrough coisas que levam mais de uma semana a retirar.
103 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Middlesbrough perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Middlesbrough, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Andre Harriman-Annous será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Middlesbrough as despedidas começaram em silêncio.
100 jogos com a camisola. Ninguém se propõe construir um registo assim; acontece a um certo tipo de jogador num certo tipo de clube, e esta cidade sabe o que tem.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O Middlesbrough torna a sua casa um sítio difícil de visitar
22 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
124 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Middlesbrough perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Jogo20/11/2032
Ninguém quer jogar contra o Middlesbrough neste momento
9 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Middlesbrough ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Alex Cochrane e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Não acontece nada durante meses e depois ele simplesmente chega, a custo zero, tendo assinado um pré-contrato enquanto ainda jogava por outro. É a forma menos dramática de contratar um futebolista e muitas vezes a mais esperta.
18 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Middlesbrough, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Andre Harriman-Annous será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Middlesbrough as despedidas começaram em silêncio.
Já são 3 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Middlesbrough coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A papelada fica pronta muito antes do jogador. Jake Richards acertou vir quando o contrato atual terminar, o que significa que o Middlesbrough substituiu um orçamento de verão por um telefonema.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Andre Harriman-Annous será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Middlesbrough as despedidas começaram em silêncio.
Nikola Soldo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O relógio fez o que o Wycombe Wanderers não quis fazer, e acabou com aquilo. Os adeptos que seguiram a contagem decrescente vão passar o próximo mercado a fazê-lo outra vez.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Middlesbrough, e não vai ser retirado.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Middlesbrough perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Alvos de mercado13/09/2032
O mercado fecha em cima do negócio de Lorent Tolaj
O Middlesbrough ficou sem tempo com o Aston Villa. Os papéis estavam abertos quando o prazo passou, e uma transferência que estava quase feita é agora uma transferência que nunca aconteceu.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Manchester United fica com o seu homem, e o Middlesbrough volta a uma lista com um nome riscado.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Middlesbrough ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
As condições foram oferecidas e recusadas. Se foi o salário, a função ou a cidade, no Aston Villa ninguém diz, e no Middlesbrough ninguém gosta de estar a adivinhar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Ipswich Town fica com o seu homem, e o Middlesbrough volta a uma lista com um nome riscado.
O Huddersfield Town aceitou o dinheiro. O que o Middlesbrough ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Middlesbrough, e não vai ser retirado.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Middlesbrough já se começa a dizer o nome dele no passado.
Direção05/07/2032
O silêncio lá de cima começa a ouvir-se em Middlesbrough
Ninguém na direção disse nada contra o treinador — e é esse o problema: também já não dizem nada a favor.
A proposta do Cambridge United por Andre Harriman-Annous foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Adem Mustafić será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Middlesbrough as despedidas começaram em silêncio.
O Middlesbrough ofereceu $580.0K; o Sunderland disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Derry Murkin e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Tammy Abraham lesiona os ligamentos do joelho — 36 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 36 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Tottenham coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Tottenham ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
O banco29/03/2032
Phil Foden tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Tottenham dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Plantel29/03/2032
10 caras novas e o Tottenham ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Middlesbrough pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Evan Mooney será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Middlesbrough as despedidas começaram em silêncio.
Não há pior forma de perder um futebolista. Dexter Lembikisa pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
O Tottenham vai continuar a utilizá-lo até junho e não receberá nada por ele depois. Dilane Bakwa pré-acordou a mudança para o Middlesbrough, e os únicos que perdem nesse arranjo são os que deixaram o contrato correr.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Middlesbrough coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel22/03/2032
Tayo Subuloye desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
4 convocatórias são um elogio ao plantel e uma dor de cabeça para quem o dirige. Vai recebê-los de volta daqui a quinze dias, cansados e em vários estados de conservação.
Os golos continuam a chegar do exílio de Ricardo Pepi
34 golos em 39 jogos no Ipswich Town — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Tottenham alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Plantel22/03/2032
Tammy Abraham lesiona os ligamentos do joelho — 44 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 44 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Phil Foden produziu-o, e o 8.53 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Eliot Matazo será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Tottenham as despedidas começaram em silêncio.
Jurriën Timber e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
17 golos e uma média de 7.32 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
11 convocatórias são um elogio ao plantel e uma dor de cabeça para quem o dirige. Vai recebê-los de volta daqui a quinze dias, cansados e em vários estados de conservação.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Tottenham podem fingir não ter ouvido.
«Disseram-me coisas antes de eu assinar. Não as vou repetir, mas lembro-me de todas.» Tottenham nada responderam, o que também é uma resposta.
Jogo28/02/2032
O Tottenham torna a sua casa um sítio difícil de visitar
13 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Tottenham ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Bukayo Saka e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Uma média de 7.35 na época, com 8 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para António Silva, e o treinador deixou.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Tottenham ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Em resumo
Notas dos jogadoresJamie Gittens passa por eles um de cada vez
21 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Tottenham perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Tottenham perdeu-o em tudo menos nos papéis.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Tottenham podem fingir não ter ouvido.
A proposta do Sunderland por Eliot Matazo foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Tottenham ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Tottenham coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O aperto de mão com o Al-Ahli está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
Algumas transferências precisam de uma campanha de imprensa. Esta precisava de uma camisola com o número antigo. Luka Vušković volta a ser jogador do Tottenham, e a cidade tem a sua história do verão.
A verba é $40.3M, o contrato está assinado, e a discussão sobre se ele vale o preço pode começar. O Wolverhampton negociou duro; o tempo dirá quem ganhou.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Tottenham, e não vai ser retirado.
O Tottenham perguntou e o Kaiserslautern disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
A verba é $182.0M, o contrato está assinado, e a discussão sobre se ele vale o preço pode começar. O Manchester City negociou duro; o tempo dirá quem ganhou.
Chega um momento em que um clube apoia a sua ambição ou admite que não a tem. O Tottenham pagou $150.1M por Moisés Caicedo, que é a forma mais barulhenta de dizer qual das duas escolheu.
A proposta seguiu esta semana para o Manchester United, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
A proposta seguiu esta semana para o Monaco, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
$58.6M em cima da mesa do Olympique de Marseille. O treinador queria-o, a direção acertou um número, e as únicas vozes que faltam ouvir são as do outro clube.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Tottenham perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Em resumo
Notas dos jogadoresPhil Foden marca duas vezes — 8.50
JogoNinguém quer jogar contra o Tottenham neste momento
Vitória por 4‑0 sobre o Rotherham United, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Phil Foden produziu-o, e o 8.65 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Dilane Bakwa produziu-o, e o 8.37 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em Tottenham já falam dele no passado.
Jogo09/11/2031
Ninguém quer jogar contra o Tottenham neste momento
4 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Jurriën Timber e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Tottenham, e não vai ser retirado.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Tottenham a ouviu como outra coisa.
Já são 3 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Um 2‑1 sobre o Newcastle United, conquistado e não oferecido, e o tipo de tarde que manda toda a gente para casa a falar da próxima semana em vez desta.
Plantel15/09/2031
Vitor Reis desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Sindre Walle Egeli esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Em resumo
Notas dos jogadoresJamie Gittens jogou uma tarde diferente da de toda a gente
O Tottenham e o Barcelona acertaram em $105.1M. O resto pertence ao jogador e ao empresário, e um adepto que já viu uma destas sabe que ainda não é altura de comprar a camisola.
A proposta seguiu esta semana para o Leeds United, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Verba acordada, salário acordado, e o Huddersfield Town à espera com uma camisola. No Tottenham ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
O Tottenham ofereceu $3.8M; o Liverpool disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
O telefone voltou a tocar por causa de Juma Bah, e desta vez do outro lado está o Huddersfield Town. No Tottenham ouvem com educação e não prometem nada.
O Liverpool vai continuar a utilizá-lo até junho e não receberá nada por ele depois. Florentino Luís pré-acordou a mudança para o Tottenham, e os únicos que perdem nesse arranjo são os que deixaram o contrato correr.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Leeds United fica com o seu homem, e o Tottenham volta a uma lista com um nome riscado.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Tottenham perdeu-o em tudo menos nos papéis.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Tottenham a ouviu como outra coisa.
O banco07/07/2031
Savinho tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Tottenham dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Assinaram hoje, ninguém os vai ver durante anos, e um deles pode um dia ser a razão de o clube existir. É este todo o argumento a favor de uma formação, e é um bom argumento.
Nem contrato novo nem número novo: um lugar novo na cabeça do treinador, que é a única promoção no futebol que conta de verdade. Eliot Matazo subiu nela.
O Tottenham foi ao Leeds United com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
O Tottenham ofereceu $17.5M; o Leeds United disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Tottenham, e não vai ser retirado.
O Tottenham perguntou e o Manchester City disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Toda a gente deixou de fingir: o Reading vai fazer a chamada por Dilane Bakwa esta semana. O Tottenham tem um número em mente, e o número não é tímido.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Uma média de 7.58 na época, com 19 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.80 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Dilane Bakwa será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Tottenham as despedidas começaram em silêncio.
Há uma impotência muito própria em sofrer 2 vezes antes do minuto vinte. O Burnley tentou reorganizar-se, o Tottenham não deixou, e o resultado estava escrito muito antes de ser confirmado.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Manfred Ugalde, e o treinador deixou.
Em resumo
Notas dos jogadoresUm daqueles dias de Jacob Ramsey