6 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
1 para Louis Leroux, avaliado com 7.64, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Olympique de Marseille ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Olympique de Marseille coisas que levam mais de uma semana a retirar.
3 triunfos consecutivos como visitante. As equipas que ganham fora costumam saber defender e contra-atacar, e a tabela começou a refletir o que essas viagens renderam.
Notas dos jogadores21/03/2033
Quentin Merlin jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.04. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
«Disseram-me coisas antes de eu assinar. Não as vou repetir, mas lembro-me de todas.» Olympique de Marseille nada responderam, o que também é uma resposta.
4 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Jah-Mason Telusson será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Olympique de Marseille as despedidas começaram em silêncio.
2 golos em vinte minutos com Hamza Igamane no meio de tudo, e o AJ Auxerre sem conseguir chegar à bola tempo suficiente para mudar seja o que for. Há jogos que se ganham antes da primeira bebida.
1 para Habib Keïta, avaliado com 7.89, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Pathé Mboup será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Olympique de Marseille as despedidas começaram em silêncio.
Mercado21/02/2033
Tão perto: a transferência de Rémy Descamps morre em cima da hora
O valor estava acertado e o voo já tinha sido visto — e então o telefone deixou de tocar. O Quevilly-Rouen seguiu em frente, Rémy Descamps apresenta-se de volta no Olympique de Marseille, e todos fingem que segunda-feira é só uma segunda-feira.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. João Pereira está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Jah-Mason Telusson esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Karim Konaté está nela.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Cheick Oumar Souaré não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
O aperto de mão com o Valerenga está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Olympique de Marseille podem fingir não ter ouvido.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Olympique de Marseille perdeu-o em tudo menos nos papéis.
$3.6M era o máximo que o clube pagaria, e o Monaco pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
A proposta seguiu esta semana para o San Lorenzo, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Rodez AF tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
A proposta do Stade de Reims por Aurélien Tchouaméni foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Olympique de Marseille perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Plantel10/01/2033
Uma transferência que Hamza Igamane teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Hamza Igamane está a viver essa versão no Olympique de Marseille, e costuma notar-se no primeiro mês.
Ganhar a qualquer um são três pontos. Ganhar-lhes a eles é uma história que uma cidade conta durante dez anos. O Olympique de Marseille tem o seu homem.
Segue-se o LOSC Lille, e as duas equipas para que a divisão olha encontram-se. A quem ganhar dirão que nada está decidido no mesmo fôlego em que lhe dão os parabéns.
Derrota por 1‑2 com o Paris Saint-Germain no único jogo que nunca é só um jogo. No trabalho, na escola, no café — desta não haverá como fugir esta semana.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Olympique de Marseille podem fingir não ter ouvido.
O tipo de ano que acaba com um nome a ser lido num salão. O Olympique de Marseille aproveitou-o todas as semanas e tem agora o problema de todos os outros saberem.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
«Disseram-me coisas antes de eu assinar. Não as vou repetir, mas lembro-me de todas.» Olympique de Marseille nada responderam, o que também é uma resposta.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Dmytro Riznyk e o Olympique de Marseille acertam mais 2 anos.
Já são 4 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Rémy Descamps será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Olympique de Marseille as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Olympique de Marseille coisas que levam mais de uma semana a retirar.
12 golos e uma média de 7.33 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Notas dos jogadores25/10/2032
Jayden Danns jogou uma tarde diferente da de toda a gente
9.57. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
«Disseram-me coisas antes de eu assinar. Não as vou repetir, mas lembro-me de todas.» Olympique de Marseille nada responderam, o que também é uma resposta.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Olympique de Marseille ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
O pedido está em cima da mesa do Ikorodu City e a resposta é de outros. Estas coisas resolvem-se em privado e contam-se em público, normalmente por essa ordem.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Notas dos jogadores04/10/2032
Quentin Merlin jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.31. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
O Stade Brestois vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Olympique de Marseille foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.87 para o resto.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Rémy Descamps será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Olympique de Marseille as despedidas começaram em silêncio.
As regras permitem-no e dói na mesma. Marcel Duval acertou condições com o Quevilly-Rouen para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Jah-Mason Telusson esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Em resumo
Notas dos jogadoresQuentin Merlin passa por eles um de cada vez
PlantelMontassar Talbi desentende-se com um colega por causa das exigências
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Habib Keïta não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Olympique de Marseille já se começa a dizer o nome dele no passado.
A proposta do AJ Auxerre por Quentin Merlin foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Já são 4 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Olympique de Marseille tem de arrancar um resultado de algum lado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Olympique de Marseille coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Em resumo
Notas dos jogadoresUm daqueles dias de Ethan Mbappé
Quatro parágrafos no site do clube, nenhum deles sobre futebol. A direção agradeceu, desejou-lhe felicidades e já tinha a procura em marcha antes de a página ir para o ar.
Não sobra ninguém para promover nem ninguém para dirigir um treino. A direção trouxe um nome que os adeptos não conhecem, e a pergunta de como um clube chega aqui vai durar mais do que quem lhe responder.
O nome de Quentin Merlin apareceu em conversas de que o Olympique de Marseille não fez parte. Nada formal, nada assinado — mas também nada de acidental.
11 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Olympique de Marseille coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Montpellier HSC tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Verba acordada, salário acordado, e o Pau FC à espera com uma camisola. No Olympique de Marseille ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
O aperto de mão com o Salford City está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Olympique de Marseille coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A despromoção que um clube nunca anuncia e um balneário nota sempre. Aurélien Tchouaméni está mais longe da equipa do que estava, e a razão só lhe será dada quando perguntar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Montassar Talbi está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Verba acordada, salário acordado, e o SC Bastia à espera com uma camisola. No Olympique de Marseille ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Olympique de Marseille, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Rémy Descamps será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Olympique de Marseille as despedidas começaram em silêncio.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Matej Grahovac acabou de assinar pelo Olympique de Marseille e, por uma vez, a resposta importava.
Jean-Victor Makengo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
9 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Bobby Pointon, e o treinador deixou.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Montassar Talbi está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Olympique de Marseille perdeu-o em tudo menos nos papéis.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Jayden Danns tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Olympique de Marseille dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Olympique de Marseille já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Quentin Merlin não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
A proposta ficou muito aquém e em Olympique de Marseille não precisaram de pensar muito. Ninguém neste negócio lê uma primeira recusa como um fim.
Plantel14/06/2032
Orkun Kökçü desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Olympique de Marseille a ouviu como outra coisa.
Jean-Victor Makengo e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O centro de treinos fica sossegado durante quinze dias. 5 homens partiram para serem jogadores de outros, e o treinador fica com os que ninguém chamou.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Luc Collet e o Olympique de Marseille acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Já são 14 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Olympique de Marseille ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Olympique de Marseille a ouviu como outra coisa.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Orkun Kökçü está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Um desempate por grandes penalidades fica na memória pelo fim, e este acaba em Dmytro Riznyk: 2 travadas, e uma bancada que vai descrever cada uma delas nos próximos vinte anos.
A série sem derrotas chega aos 13 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
7.70, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
1 para Quentin Merlin, avaliado com 7.90, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Olympique de Marseille a ouviu como outra coisa.
Orkun Kökçü e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
9 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
A série sem derrotas chega aos 9 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Já são 4 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Olympique de Marseille tem de arrancar um resultado de algum lado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Orkun Kökçü estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Olympique de Marseille coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Colete de aquecimento, noventa minutos a ver, e um aperto de mão no fim que não enganou ninguém. Os jogos grandes dizem em quem o treinador confia; este disse-o a Musa Barrow.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Olympique de Marseille, e 0 jogos em 5 dizem que merece ser ouvido.
O banco08/03/2032
Jayden Danns tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Olympique de Marseille dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
O banco08/03/2032
A vista do banco
“Não perdemos. Há semanas em que é só isso que se consegue, e prefiro ter o ponto a não o ter.” Philippe Barré escolheu a versão do copo meio cheio do 0‑0; os adeptos saíram com a outra.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Olympique de Marseille podem fingir não ter ouvido.
Dribles concretizados: 29. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
O Olympique de Marseille ofereceu $4.1M; o OGC Nice disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Pathé Mboup será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Olympique de Marseille as despedidas começaram em silêncio.
Mercado16/02/2032
Tão perto: a transferência de Habib Keïta morre em cima da hora
O valor estava acertado e o voo já tinha sido visto — e então o telefone deixou de tocar. O Le Mans FC seguiu em frente, Habib Keïta apresenta-se de volta no Olympique de Marseille, e todos fingem que segunda-feira é só uma segunda-feira.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Orkun Kökçü estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Olympique de Marseille coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Olympique de Marseille, e não vai ser retirado.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Jayden Danns produziu-o, e o 8.93 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
O Monaco queria mais do que $13.2M e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
A proposta do Stade de Reims por Quentin Merlin foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Chegou por uma verba e sai por uma fração dela. $3.0M do que o Olympique de Marseille pagou por Krépin Diatta é dinheiro que o clube não volta a ver, e a direção será interpelada sobre isso durante duas épocas.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
O relógio fez o que o Stade Brestois não quis fazer, e acabou com aquilo. Os adeptos que seguiram a contagem decrescente vão passar o próximo mercado a fazê-lo outra vez.
Em resumo
DireçãoO prazo passa com 1 contratações e 5 saídas
PlantelUma transferência que Bobby Pointon teria feito de graça
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do ESTAC Troyes está a esgotar-se.
O ESTAC Troyes ofereceu $1.0M; o LOSC Lille disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o Stade Rennais fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
O ESTAC Troyes foi ao LOSC Lille com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Antoine Mille e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Merwan Ifnaoui estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Olympique de Marseille podem fingir não ter ouvido.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Olympique de Marseille já se começa a dizer o nome dele no passado.
Os contabilistas vão chamar-lhe bom negócio e terão razão, o que não é o assunto de ninguém fora da administração. Luka Vušković era uma das razões por que as pessoas vinham, e $58.6M não substitui isso sozinho.
Dmytro Riznyk e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel26/01/2032
Orkun Kökçü desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Pathé Mboup, e o treinador deixou.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Quentin Merlin não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Olympique de Marseille já se começa a dizer o nome dele no passado.
A proposta do EA Guingamp por Arsène Kouassi foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Olympique de Marseille, e não vai ser retirado.
As regras permitem-no e dói na mesma. Mohamed Bamba acertou condições com o Stade Rennais para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Dribles concretizados: 16. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Philippe Barré depois do 0‑1, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O OGC Nice tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
A proposta do Sochaux por Quentin Merlin foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Olympique de Marseille, e não vai ser retirado.
Um prémio individual é coisa estranha num desporto de equipa, e os melhores não se discutem. Teve o tipo de ano que acaba com o seu nome lido em voz alta, e o Olympique de Marseille beneficiou disso.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Pathé Mboup será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Olympique de Marseille as despedidas começaram em silêncio.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Dmytro Riznyk, e o treinador deixou.
O jogo à volta do qual se organiza o calendário. A forma vai pela janela, a tabela não se consulta, e durante noventa minutos o Olympique de Marseille será julgado por uma única coisa.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Mory Gbané está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Orkun Kökçü desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Pladi Nzinga-Pambani e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
O banco17/11/2031
Luka Vušković tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Olympique de Marseille dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Ninguém proibiu o clube de gastar; simplesmente não tem nada para gastar que não tenha primeiro arrecadado. Cada nome que entra vem com outro agarrado à saída.
Faltam 6 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Olympique de Marseille pode pedir e sobe o salário que Mohamed Bamba pode exigir.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Olympique de Marseille. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
21 dias de fora para Jayden Danns depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Olympique de Marseille vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
5 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Olympique de Marseille a ouviu como outra coisa.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Orkun Kökçü estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Olympique de Marseille falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
«Disseram-me coisas antes de eu assinar. Não as vou repetir, mas lembro-me de todas.» Olympique de Marseille nada responderam, o que também é uma resposta.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Olympique de Marseille coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Mohamed Bamba. 2‑0 sobre o SM Caen, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Dribles concretizados: 15. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Jayden Danns está nela.
Em resumo
O bancoO veredicto do treinador
Notas dos jogadoresUma tarde de defesa para Luka Vušković
20 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Olympique de Marseille perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Olympique de Marseille falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Arsène Kouassi será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Olympique de Marseille as despedidas começaram em silêncio.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Olympique de Marseille ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Musa Barrow e o Olympique de Marseille acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Dribles concretizados: 16. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
28 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Olympique de Marseille perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Olympique de Marseille falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Olympique de Marseille podem fingir não ter ouvido.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Krépin Diatta será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Olympique de Marseille as despedidas começaram em silêncio.
Orkun Kökçü e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que ESTAC Troyes podem fingir não ter ouvido.
A abordagem foi feita e a resposta veio numa frase. Não há número em cima da mesa porque não havia número que chegasse.
Direção01/09/2031
O prazo passa com 26 contratações e 8 saídas
Está feito o negócio no ESTAC Troyes até o mercado voltar a abrir. Se chegou, responde-se aos sábados e não numa coluna, e o primeiro sábado está perto.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o Stade Rennais fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no ESTAC Troyes coisas que levam mais de uma semana a retirar.
10 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
98 dias de fora para Jayden Danns depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Olympique de Marseille vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Olympique de Marseille perdeu-o em tudo menos nos papéis.
13 entradas e 19 saídas, e nenhuma mudança durante meses. O treinador tem o que tem, os adeptos têm a sua opinião sobre isso, e a tabela terá a última palavra.
Luka Vušković esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
1‑0 frente ao Olympique Lyonnais, e os cânticos continuaram muito depois do apito. As classificações vêm e vão; dias assim contam-se aos jantares de família durante anos.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 106 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Olympique de Marseille perdeu-o em tudo menos nos papéis.
A proposta do FC Annecy por Quentin Merlin foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Ganhar a qualquer um são três pontos. Ganhar-lhes a eles é uma história que uma cidade conta durante dez anos. O Olympique de Marseille tem o seu homem.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Orkun Kökçü estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Dribles concretizados: 19. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Olympique de Marseille já se começa a dizer o nome dele no passado.
Posição 3, 69 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Olympique de Marseille ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Monaco fica com o seu homem, e o Olympique de Marseille volta a uma lista com um nome riscado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Orkun Kökçü estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Gianni Calisto esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Olympique de Marseille já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Arsène Kouassi não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
A proposta do Sochaux por Pathé Mboup foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Olympique de Marseille coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
O banco28/07/2031
Gustavo Perez tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Olympique de Marseille dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Ninguém proibiu o clube de gastar; simplesmente não tem nada para gastar que não tenha primeiro arrecadado. Cada nome que entra vem com outro agarrado à saída.
«Não vim para aqui aquecer à frente das pessoas.» O contrato acaba um dia, sabe contar as semanas, e o Olympique de Marseille terá de lhe dar um motivo para ficar ou uma saída.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
A proposta do Stade Brestois por Krépin Diatta foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Luka Vušković e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel21/07/2031
Orkun Kökçü desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Habib Keïta e o Olympique de Marseille acertam mais 5 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Ethan Mbappé está nela.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Olympique de Marseille sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Olympique de Marseille, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Os números não ficam secretos num balneário. Não está a pedir mais do que vale; está a perguntar porque é que alguém ao lado dele vale mais, e o Olympique de Marseille não tem uma boa resposta.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Olympique de Marseille perdeu-o em tudo menos nos papéis.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Olympique de Marseille a ouviu como outra coisa.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Olympique de Marseille coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Rémy Descamps e o Olympique de Marseille acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Olympique de Marseille podem fingir não ter ouvido.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Orkun Kökçü estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Yann Gboho e o Olympique de Marseille acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Pladi Nzinga-Pambani e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
O banco23/06/2031
Ethan Mbappé tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Olympique de Marseille dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Rodez AF tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Verba acordada, salário acordado, e o ESTAC Troyes à espera com uma camisola. No Olympique de Marseille ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Olympique de Marseille ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Orkun Kökçü está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
11 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Aurélien Tchouaméni está nela.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Olympique de Marseille, e não vai ser retirado.
Luka Vušković e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Orkun Kökçü está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
28 jogos, 1 golos e uma opção de plantel que chegou sem verba associada. A pergunta interessante no Olympique de Marseille já não é se joga, mas quem desloca.
O treinador reorganizou as ideias e Mohamed Bamba saiu delas mais abaixo. Vão dizer-lhe que é temporário, e os jogadores que já ouviram isso antes vão desviar o olhar.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Pladi Nzinga-Pambani e o Olympique de Marseille acertam mais 3 anos.
O banco02/06/2031
Gustavo Perez tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Olympique de Marseille dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Aos 33 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.93 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Olympique de Marseille coisas que levam mais de uma semana a retirar.
As contas são de leitura incómoda. Primeiro os salários, depois a ambição: é essa a ordem no Olympique de Marseille.
Plantel28/04/2031
Orkun Kökçü desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Dodi Lukébakio. 2‑0 sobre o FC Lorient, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Francisco Alonso tem a sua resposta do Olympique de Marseille; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
O banco28/04/2031
Ethan Mbappé tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Olympique de Marseille dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Mory Gbané, e o treinador deixou.