Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Já são 5 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Pacos de Ferreira tem de arrancar um resultado de algum lado.
Ibrahima Ba esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Tiago Mamede estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Os centrais têm licença para subir duas vezes por época e são julgados pelo que fazem quando lá chegam. Ugo Raghouber marcou, foi avaliado com 7.94 e voltou antes de alguém dar pela falta.
Os centrais têm licença para subir duas vezes por época e são julgados pelo que fazem quando lá chegam. Ibrahima Ba marcou, foi avaliado com 7.78 e voltou antes de alguém dar pela falta.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Boschilia quer futebol continental; se o Pacos de Ferreira o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Já são 6 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Gonçalo Cardoso esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Eliton Junior, e o treinador deixou.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Tiago Mamede estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Um ponto arrancado aos 97 minutos vale exatamente um ponto e consideravelmente mais do que isso para um balneário. Esta equipa não para, e essa reputação vale mais do que o resultado.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Pacos de Ferreira pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
«Há manhãs em que acordas e tudo o que conheces continua longíssimo.» Não é o futebol e nunca foi: o Pacos de Ferreira lida com um homem que quer outro país.
Ugo Raghouber esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Rafael Vieira está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Francisco Ramos treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para André Simões, e o treinador deixou.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Tiago Mesquita: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Pacos de Ferreira a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Platiny está nela.
Os centrais têm licença para subir duas vezes por época e são julgados pelo que fazem quando lá chegam. Ibrahima Ba marcou, foi avaliado com 7.99 e voltou antes de alguém dar pela falta.
«Há manhãs em que acordas e tudo o que conheces continua longíssimo.» Não é o futebol e nunca foi: o Pacos de Ferreira lida com um homem que quer outro país.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Pacos de Ferreira coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Alexandre Guedes. 3‑1 sobre o Lusitânia Lourosa, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
“Vejo todos os jogos do Pacos de Ferreira daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Gil Vicente segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 22 anos que sente como seu. Miguel Falé tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Plantel05/10/2026
Tiago Mamede desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Miguel Falé estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Não assinei para ver. Ninguém assina.” A queixa mais antiga do futebol, e o Pacos de Ferreira vai ter de lhe responder com minutos ou com uma transferência.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Ibrahima Ba treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
O banco28/09/2026
A vista do banco
“Não perdemos. Há semanas em que é só isso que se consegue, e prefiro ter o ponto a não o ter.” Rodrigo Silva escolheu a versão do copo meio cheio do 0‑0; os adeptos saíram com a outra.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
As bancadas esperaram por um golo que nunca chegou. O Oliveirense defendeu com muita gente e levou aquilo que veio buscar, e as duas equipas podiam ainda estar a jogar sem incomodar o marcador.
Os centrais têm licença para subir duas vezes por época e são julgados pelo que fazem quando lá chegam. Tiago Ribeiro marcou, foi avaliado com 7.64 e voltou antes de alguém dar pela falta.
A lesão mais comum do futebol e aquela de que mais se volta à pressa. O Pacos de Ferreira vai falar em 14 dias e vai ter cuidado, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o Sporting Cristal fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
Ibrahima Ba esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A abordagem foi feita e a resposta veio numa frase. Não há número em cima da mesa porque não havia número que chegasse.
Plantel14/09/2026
Miguel Falé desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Pacos de Ferreira, e não vai ser retirado.
22 entradas e 4 saídas, e nenhuma mudança durante meses. O treinador tem o que tem, os adeptos têm a sua opinião sobre isso, e a tabela terá a última palavra.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Sporting CP fica com o seu homem, e o Pacos de Ferreira volta a uma lista com um nome riscado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Pacos de Ferreira coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel07/09/2026
Miguel Falé desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Fiz tudo o que me pediram nos treinos e ao sábado não mudou nada.” A queixa mais conhecida do futebol, e uma a que o Pacos de Ferreira terá de responder com minutos ou com uma transferência.
O Pacos de Ferreira já telefonou ao Sporting CP. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
Um mês é longo o suficiente para ninguém entrar por acaso. Kauê Alves está no melhor onze da divisão, o que é um elogio mais discreto do que um prémio e mais fiável.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o La Equidad fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O AVS fica com o seu homem, e o Pacos de Ferreira volta a uma lista com um nome riscado.
Marcinho esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Tiago Mamede marcou, e pouco mais correu bem: 1‑2 para o Farense, e um caminho silencioso até ao balneário.
Plantel31/08/2026
Rafael Vieira desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Rodrigo Silva depois do 1‑2, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
O Pacos de Ferreira já telefonou ao Sporting Cristal. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
O Millwall pagou $21.3M e o Burnley aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
Qualquer balneário sabe ler uma contratação destas. Róbert Boženík não veio esperar indefinidamente, e o homem cujo lugar ele foi comprado para ocupar sabe-o melhor do que ninguém.
Marcus Edwards foi-se, as contas têm $21.3M a mais, e os adeptos ficaram com a sensação de que também lhes venderam alguma coisa. Um bom negócio e uma boa decisão nem sempre são a mesma coisa.
Grégoire Coudert esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Direção17/08/2026
5 jogadores da formação recebem número de equipa principal no Burnley
A manhã em que o percurso deixa de ser um folheto e passa a ser uma ficha de jogo. A maioria não estará cá daqui a três anos; todos já fizeram a parte difícil, que era chegar a hoje.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Newcastle United fica com o seu homem, e o Burnley volta a uma lista com um nome riscado.