48 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Rio Ave perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Tamble Monteiro e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
6 jogos sem vencer é o tipo de série que muda a forma como uma cidade fala do seu clube, e o Estrela da Amadora foi a tarde em que parou. Um resultado não resolve nada, e um resultado faz tudo parecer diferente.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 23 anos que sente como seu. Brandon Aguilera tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Manuel Pérez lesiona os ligamentos do joelho — 58 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 58 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
As regras permitem-no e dói na mesma. Pedro Virgínia acertou condições com o Estrela da Amadora para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
O Estrela da Amadora paga $1.0M, e o negócio está fechado. O número lê-se bem num balanço; se se lê bem dentro de campo é pergunta para a próxima época.
67 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Rio Ave perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Jogo09/01/2027
Não se vê o fim da espera do Rio Ave por uma vitória
Já são 5 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Rio Ave tem de arrancar um resultado de algum lado.
4 jogos sem golo. Os avançados deixam de levantar a cabeça, os médios dão o toque a mais, e cada remate que passa por cima é seguido de um lamento que se acumula desde o último golo.
O Rio Ave perguntou e o Porto disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Cezary Miszta tem a sua resposta do Rio Ave; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para João Miguel, e o treinador deixou.
Ennio van der Gouw esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel11/01/2027
Nelson Abbey desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
74 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Rio Ave perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
0‑3 para o Vitoria Guimaraes, e foi exatamente tão mau como o número sugere. Há derrotas que se discutem e derrotas pelas quais se pede desculpa; esta foi do segundo tipo.
Tamble Monteiro esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
3 jogos sem golo. Os avançados deixam de levantar a cabeça, os médios dão o toque a mais, e cada remate que passa por cima é seguido de um lamento que se acumula desde o último golo.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Rio Ave foi explícito quanto à situação de Marios Vrousai, o que é mais do que muitos recebem.
“Vejo todos os jogos do Rio Ave daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Moreirense segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Francisco Petrasso, e o treinador deixou.
Em resumo
DireçãoNinguém saiu depressa do balneário de Rio Ave
82 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Rio Ave perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Tamble Monteiro e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Jakub Brabec, e o treinador deixou.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Nelson Abbey estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
A ficha de jogo di-lo em público todas as semanas até mudar. A única versão de ficar de fora que um futebolista não consegue contestar, e a que lhe custa mais.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Jakub Brabec está nela.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Rio Ave, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Manuel Pérez lesiona os ligamentos do joelho — 90 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 90 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Nelson Abbey está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Plantel21/12/2026
Bater Cezary Miszta tornou-se o trabalho mais difícil da divisão
8 jogos sem sofrer, e a contar. Os avançados costumavam acreditar aqui; agora rematam cedo demais, rematam ao lado, e procuram alguém a quem atribuir a culpa.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Marios Vrousai está nela.
4‑0 frente ao Haladas, numa noite que vai ser revista neste clube durante uma geração. As reputações europeias fazem-se em noites soltas, e esta foi a noite.
Plantel14/12/2026
Manuel Pérez lesiona os ligamentos do joelho — 100 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 100 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Naldo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Notas dos jogadores14/12/2026
Tamble Monteiro jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.49. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
107 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Rio Ave perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
“Vejo todos os jogos do Rio Ave daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Oliveirense segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Pedro Maranhão esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Rio Ave ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Nelson Abbey está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O banco07/12/2026
Cezary Miszta tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Rio Ave dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Manuel Pérez lesiona os ligamentos do joelho — 115 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 115 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
1‑0 frente ao Elche, sob os holofotes, contra gente que não fala a mesma língua que a bancada. É nestas noites que um clube mede a sua década, e nunca são tantas quantas se espera.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Giorgos Liavas e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Aos 23 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Carlos Monteiro, e o treinador deixou.
200 jogos com a camisola. Ninguém se propõe construir um registo assim; acontece a um certo tipo de jogador num certo tipo de clube, e esta cidade sabe o que tem.
Colete de aquecimento, noventa minutos a ver, e um aperto de mão no fim que não enganou ninguém. Os jogos grandes dizem em quem o treinador confia; este disse-o a Marios Vrousai.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do Rio Ave sobre quem trabalha
O bancoNeste momento há alguém melhor do que Marios Vrousai
124 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Rio Ave perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Marios Vrousai, e o treinador deixou.
Ennio van der Gouw e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 1‑3, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Rio Ave, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
132 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Rio Ave perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Todas as séries acabam numa tarde que alguém tinha dado como rotina. Esta durou 11 jogos, o suficiente para uma cidade ter deixado de contar, e pouco o suficiente para se lembrar exatamente de quem a parou.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Rio Ave coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Carlos Monteiro está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
9 ações combinadas e 6.59. O trabalho dele aparece sob a forma de outros parecerem bons, e a única maneira fiável de o notar é ver o que acontece nas tardes em que ele falta.
O banco16/11/2026
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑2 Sergio Dias saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
4 convocatórias são um elogio ao plantel e uma dor de cabeça para quem o dirige. Vai recebê-los de volta daqui a quinze dias, cansados e em vários estados de conservação.
Em resumo
O bancoMarios Vrousai tornou-se um homem de confiança do treinador
O bancoJalen Blesa pede uma conversa com o treinador
MercadoTobías Medina está livre para procurar outro sítio
139 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Rio Ave perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
1‑0 frente ao FC Copenhagen, e uma exibição que será descrita durante o resto da época a quem não esteve lá. Roland Galčík está no centro dessa descrição.
Já são 11 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Tamble Monteiro esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
10 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Rio Ave foi explícito quanto à situação de Ole Pohlmann, o que é mais do que muitos recebem.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Rio Ave, e 4 jogos em 12 dizem que merece ser ouvido.
5 jogos sem vencer é o tipo de série que muda a forma como uma cidade fala do seu clube, e o FC Copenhagen foi a tarde em que parou. Um resultado não resolve nada, e um resultado faz tudo parecer diferente.
Notas dos jogadores09/11/2026
Roland Galčík jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.03. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
Em resumo
O bancoA ficha de jogo disse tudo sobre Jakub Brabec
Um desempate por grandes penalidades fica na memória pelo fim, e este acaba em Cezary Miszta: 3 travadas, e uma bancada que vai descrever cada uma delas nos próximos vinte anos.
Plantel02/11/2026
Manuel Pérez lesiona os ligamentos do joelho — 148 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 148 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Ser difícil de bater não é o mesmo que ganhar, mas 9 jogos sem derrota são uma base que o Rio Ave não tinha no outono.
Plantel02/11/2026
Ole Pohlmann sofre uma lesão muscular — 14 dias de fora
A lesão que volta sempre, de que se regressa sempre à pressa e que em silêncio custa mais carreiras do que as dramáticas. 14 dias é a estimativa; o número honesto depende de haver paciência.
Jogo31/10/2026
Não se vê o fim da espera do Rio Ave por uma vitória
Já são 4 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Rio Ave tem de arrancar um resultado de algum lado.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Carlos Monteiro e o Rio Ave acertam mais 4 anos.
9 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Manuel Pérez lesiona os ligamentos do joelho — 155 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 155 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Tamble Monteiro produziu-o, e o 8.86 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
A série sem derrotas chega aos 7 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Andreas Ndoj esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Minuto 95, frente ao Estoril Praia, e um golo que soube a vitória a toda a gente que ficou. Foi um empate. Ninguém à saída do estádio o vai descrever assim.