Aos 38 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.14 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no RC Lens coisas que levam mais de uma semana a retirar.
2 golos em vinte minutos com Ernest Nuamah no meio de tudo, e o Le Havre AC sem conseguir chegar à bola tempo suficiente para mudar seja o que for. Há jogos que se ganham antes da primeira bebida.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Alban Lafont estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Yann Gboho, e o treinador deixou.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no RC Lens, mais uma semana sem a assinatura de Tanner Tessmann.
Em resumo
Emprestados10 golos por empréstimo para Shina Ayodele
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.94 para o resto.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no RC Lens coisas que levam mais de uma semana a retirar.
1‑3 para o Olympique de Marseille, e nenhuma queixa que valha a pena imprimir. A exibição não pediu mais do que aquilo que recebeu.
Plantel28/02/2033
Alban Lafont desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O banco28/02/2033
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 1‑3, ditas por Interim Coach a uma sala que já as tinha ouvido.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Uma cláusula em que alguém insistiu há anos, numa negociação de que ninguém se lembra, acaba de pagar $390.0K ao RC Lens. Thierno Baldé saiu há muito tempo; o papel ficou.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No RC Lens ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Tanner Tessmann e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Um médio mede-se por saber se a equipa funciona quando ele está em campo, algo quase impossível de ver e completamente óbvio em retrospetiva. 15 ações, 7.47, e um treinador que não o vai substituir tão cedo.
Terminou 1‑0, e a tarde foi de Zakaria Ariss: marcou quando era preciso, e é a razão de os pontos ficarem com o RC Lens.
Notas dos jogadores06/12/2032
Zakaria Ariss jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.00. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
Plantel06/12/2032
Salis Abdul Samed desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Zuriko Davitashvili tem a sua resposta do RC Lens; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Bahmed Deuff será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no RC Lens as despedidas começaram em silêncio.
Bernardo Silva e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Salis Abdul Samed estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em RC Lens, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Alguém viu todos os jogos da divisão no fim de semana e decidiu que ele foi o melhor que havia em qualquer deles. Uma honra pequena, e a maioria das carreiras acaba sem uma.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No RC Lens ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Plantel11/10/2032
Bernardo Silva sofre uma lesão muscular — 16 dias de fora
A lesão que volta sempre, de que se regressa sempre à pressa e que em silêncio custa mais carreiras do que as dramáticas. 16 dias é a estimativa; o número honesto depende de haver paciência.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no RC Lens coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Toda a gente o viu antes de alguém o dizer. Aos 34 anos, os números dizem 3 pontos abaixo do que foi, e a pergunta para o RC Lens é como lidar com um homem a quem deve muito.
Plantel11/10/2032
Salis Abdul Samed desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Disseram uma coisa a Dee-Shawn Jacinthe e depois aconteceu. Neste meio, isso passa por notável, e o balneário reparou mais depressa do que qualquer adepto podia.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Saïmon Bouabré assinar alguma coisa — um contrato no RC Lens ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Segue-se o AJ Auxerre, e há um homem no balneário do RC Lens que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O RC Lens perdeu-o em tudo menos nos papéis.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O AS Nancy tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Pierre Mounguengue esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
1‑3 para o FC Nantes, e nenhuma queixa que valha a pena imprimir. A exibição não pediu mais do que aquilo que recebeu.
Plantel30/08/2032
Salis Abdul Samed desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Andy Nzi e o RC Lens acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Alban Lafont lesiona os ligamentos do joelho — 132 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 132 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Emprestados22/03/2032
Os golos continuam a chegar do exílio de Gabin Capuano
32 golos em 32 jogos no Montpellier HSC — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No RC Lens alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No RC Lens ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Javier Vargas e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
Notas dos jogadores22/03/2032
Aron Dønnum fez o trabalho que ninguém conta — 6.67
9 ações combinadas e 6.67. O trabalho dele aparece sob a forma de outros parecerem bons, e a única maneira fiável de o notar é ver o que acontece nas tardes em que ele falta.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O RC Lens perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O RC Lens vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do RC Lens está a esgotar-se.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que RC Lens podem fingir não ter ouvido.
Emprestados05/01/2032
Os golos continuam a chegar do exílio de Gabin Capuano
22 golos em 21 jogos no Montpellier HSC — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No RC Lens alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de RC Lens ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Sékou Mara e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no RC Lens falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do RC Lens, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Amine Sbaï será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no RC Lens as despedidas começaram em silêncio.
Não há pior forma de perder um futebolista. Tom Dulongpont pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no RC Lens coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A papelada fica pronta muito antes do jogador. Tomas Baković acertou vir quando o contrato atual terminar, o que significa que o RC Lens substituiu um orçamento de verão por um telefonema.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no RC Lens falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Thierno Baldé será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no RC Lens as despedidas começaram em silêncio.
As regras permitem-no e dói na mesma. Amine Sbaï acertou condições com o LOSC Lille para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Sékou Mara e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
3 jogos sem golo. Os avançados deixam de levantar a cabeça, os médios dão o toque a mais, e cada remate que passa por cima é seguido de um lamento que se acumula desde o último golo.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Aron Dønnum está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No RC Lens ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Em resumo
O bancoA vista do banco
DireçãoOs salários engolem 87% das receitas do RC Lens
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O RC Lens vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Sékou Mara esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Não acontece nada durante meses e depois ele simplesmente chega, a custo zero, tendo assinado um pré-contrato enquanto ainda jogava por outro. É a forma menos dramática de contratar um futebolista e muitas vezes a mais esperta.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Alban Lafont e o RC Lens acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
15 jogos no Montpellier HSC e os golos não param. No RC Lens acompanham isto mais de perto do que o clube que o tem gostaria.
Plantel24/11/2031
Aron Dønnum desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O RC Lens vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do RC Lens, e não vai ser retirado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no RC Lens coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A papelada fica pronta muito antes do jogador. Tom Raiani acertou vir quando o contrato atual terminar, o que significa que o RC Lens substituiu um orçamento de verão por um telefonema.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Pierre Mounguengue, e o treinador deixou.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Aron Dønnum estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Jesús Rodríguez assinar alguma coisa — um contrato no RC Lens ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Ninguém no RC Lens dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Álex Domínguez será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no RC Lens as despedidas começaram em silêncio.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o RC Lens lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Não acontece nada durante meses e depois ele simplesmente chega, a custo zero, tendo assinado um pré-contrato enquanto ainda jogava por outro. É a forma menos dramática de contratar um futebolista e muitas vezes a mais esperta.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do RC Lens, e não vai ser retirado.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
Joseph Kalulu esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Aron Dønnum está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Sékou Mara assinar alguma coisa — um contrato no RC Lens ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Sékou Mara: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o RC Lens a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Em resumo
Emprestados6 golos por empréstimo para Gabin Capuano
Os centrais têm licença para subir duas vezes por época e são julgados pelo que fazem quando lá chegam. Willian Pacho marcou, foi avaliado com 7.83 e voltou antes de alguém dar pela falta.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no RC Lens a ouviu como outra coisa.
O SM Caen segurou a vantagem 4 minutos, que não chega para a desfrutar. O RC Lens respondeu antes de o festejo terminar, e com isso mudou a forma da tarde.
Plantel06/10/2031
Aron Dønnum desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no RC Lens sabem-no.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No RC Lens ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no RC Lens coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Não acontece nada durante meses e depois ele simplesmente chega, a custo zero, tendo assinado um pré-contrato enquanto ainda jogava por outro. É a forma menos dramática de contratar um futebolista e muitas vezes a mais esperta.
Plantel22/09/2031
Aron Dønnum desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O banco22/09/2031
A vista do banco
“Não perdemos. Há semanas em que é só isso que se consegue, e prefiro ter o ponto a não o ter.” Interim Coach escolheu a versão do copo meio cheio do 0‑0; os adeptos saíram com a outra.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Jesús Rodríguez assinar alguma coisa — um contrato no RC Lens ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do RC Lens já se começa a dizer o nome dele no passado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No RC Lens ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Sékou Mara e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no RC Lens a ouviu como outra coisa.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Aron Dønnum estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Em resumo
O bancoO veredicto do treinador
PlantelUm clube mais pequeno assentaria agora a Josh Keeley
15 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O RC Lens perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Verba acordada, salário acordado, e o Quevilly-Rouen à espera com uma camisola. No RC Lens ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
A perseguição a Yann Gboho terminou com $8.9M a mudar de mãos e o Olympique de Marseille sem razões para dizer que não. Os adeptos julgarão o valor da única maneira que conta: aos sábados.
O Sparta Prague queria mais do que $8.4M e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do RC Lens, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Bahmed Deuff será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no RC Lens as despedidas começaram em silêncio.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Aron Dønnum está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Em resumo
PlantelNão há lugar para Yann Gboho no desenho novo
Louis Dufour lesiona os ligamentos do joelho — 22 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 22 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
$8.9M em cima da mesa do Olympique de Marseille. O treinador queria-o, a direção acertou um número, e as únicas vozes que faltam ouvir são as do outro clube.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O RC Lens perdeu-o em tudo menos nos papéis.
O FC Annecy queria mais do que $8.8M e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do RC Lens, e não vai ser retirado.
A proposta do Dijon por Otis Caporusso foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no RC Lens a ouviu como outra coisa.
Sékou Mara e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel07/07/2031
Willian Pacho desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
A direcção disse em público o que já dizia em privado. Os resultados daqui até à próxima reunião decidem tudo, e no clube toda a gente sabe fazer as contas.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Toulouse FC podem fingir não ter ouvido.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Toulouse FC ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
O Toulouse FC perguntou e o LOSC Lille disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Plantel07/07/2031
Alejandro Leiva desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Todos os plantéis são metade jogadores que o treinador escolheu e metade jogadores que herdou. Désiré Doué foi escolhido, o homem que o escolheu foi-se, e ele recomeça do zero com o próximo.
Louis Dufour lesiona os ligamentos do joelho — 36 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 36 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do RC Lens já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do RC Lens, e não vai ser retirado.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Grenoble Foot 38 tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no RC Lens coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Aron Dønnum está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Ninguém o confirma e as fichas de jogo confirmam-no todas as semanas. Um erro comprou-lhe um período como segunda opção que já é mais longo do que o erro merecia.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Ismaëlo Ganiou treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Em resumo
PlantelNão há lugar para Rudy Matondo no desenho novo
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Pau FC coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel19/05/2031
Aron Dønnum desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Pau FC, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Bahmed Deuff será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no RC Lens as despedidas começaram em silêncio.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o RC Lens lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Sékou Mara esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Willian Pacho está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
A lesão mais comum do futebol e aquela de que mais se volta à pressa. O RC Lens vai falar em 15 dias e vai ter cuidado, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
Disseram uma coisa a Leandro Lucero e depois aconteceu. Neste meio, isso passa por notável, e o balneário reparou mais depressa do que qualquer adepto podia.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Álex Domínguez, e o treinador deixou.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Jesús Rodríguez. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Ninguém no RC Lens dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Mathys Houdayer será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Pau FC as despedidas começaram em silêncio.
Dominik Schmid e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Aron Dønnum está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Jules Varvat, e o treinador deixou.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Noah Raveyre assinar alguma coisa — um contrato no Pau FC ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Pau FC, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
O que se dizia à porta fechada passou a dizer-se diante de um microfone. Em Pau FC toda a gente sabe fazer a conta, incluindo o homem a quem se dirige.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Aron Dønnum produziu-o, e o 8.16 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Toda a gente o viu antes de alguém o dizer. Aos 33 anos, os números dizem 3 pontos abaixo do que foi, e a pergunta para o Pau FC é como lidar com um homem a quem deve muito.
A perder, e batido em qualquer leitura honesta, até ao minuto 96. O FC Villefranche tinha os pontos no bolso e um canto do estádio ainda acreditava, que é geralmente quando acontece.
18 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Pau FC perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
A primeira derrota em 10 jogos. O treinador dirá que tinha de chegar; o balneário dirá que não tinha de chegar contra o US Concarneau; os adeptos dirão as duas coisas, por essa ordem, a semana inteira.
George Hall esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Aron Dønnum está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
1‑2 para o US Concarneau, e nenhuma queixa que valha a pena imprimir. A exibição não pediu mais do que aquilo que recebeu.
Notas dos jogadores28/04/2031
Yoël Armougom fez o trabalho que ninguém conta — 7.13
9 ações combinadas e 7.13. O trabalho dele aparece sob a forma de outros parecerem bons, e a única maneira fiável de o notar é ver o que acontece nas tardes em que ele falta.
25 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Pau FC perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Joël Kana será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Pau FC as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Pau FC coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Aron Dønnum está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Minuto 92, frente ao FC Fleury 91, e um golo que soube a vitória a toda a gente que ficou. Foi um empate. Ninguém à saída do estádio o vai descrever assim.