“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Zenit Penza, e não vai ser retirado.
Direção10/09/2029
Fecha o mercado: 9 entradas, 9 saídas no Zenit Penza
O prazo passou e o plantel é o plantel. Chegaram 9, saíram 9, e tudo o resto que se imprimiu sobre este clube no último mês foi um rumor que ficou rumor.
100 jogos com esta camisola, através de treinadores, descidas e tudo o resto. Uma entrega assim está a desaparecer do futebol, e a bancada sabe o que está a ver.
O banco10/09/2029
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑2 Interim Coach saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Vladimir Belov esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Aqui não há queixa possível e todos os envolvidos sabem, o que não encurta o caminho até ao banco. A forma é a única moeda do futebol sobre a qual não se pode pedir emprestado.
Evgeni Tokarev esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Notas dos jogadores13/08/2029
Alexey Shulgin jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.23. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
Faz o seu trabalho e não se está a instalar. O Zenit Penza devia ser um passo em frente nas contas dele, e as contas dele foram revistas desde que chegou.
Quatro parágrafos no site do clube, nenhum deles sobre futebol. A direção agradeceu, desejou-lhe felicidades e já tinha a procura em marcha antes de a página ir para o ar.
A equipa técnica esvaziou-se por completo e não havia ninguém internamente para promover, por isso o clube nomeou um nome que quase nenhum adepto reconhecerá. Recupera-se disto; ninguém gosta de o explicar.
“Não penso para lá de sábado, e não aconselharia ninguém a fazê-lo.” A primeira regra do interino é fingir que o trabalho é pequeno; Interim Coach recitou-a na perfeição.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 23 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Aos 25 a evolução devia ter acabado. Não acabou: 3 pontos acima da marca do início do ano, o que acontece aos jogadores que levam a sério as partes aborrecidas do ofício.
Direção16/07/2029
5 jogadores da formação recebem número de equipa principal no Zenit Penza
A manhã em que o percurso deixa de ser um folheto e passa a ser uma ficha de jogo. A maioria não estará cá daqui a três anos; todos já fizeram a parte difícil, que era chegar a hoje.
A formação existe exatamente para esta manhã. Anton Lunev passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
A formação existe exatamente para esta manhã. Luka Kolesnikov passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
A raiva no Zenit Penza transborda para fora do estádio
Deixou de ser um ambiente nas bancadas e passou a ser algo organizado. As direções podem ignorar um mau ambiente durante muito tempo; esta fase não a conseguem ignorar por muito.
Direção09/07/2029
O silêncio lá de cima começa a ouvir-se em Zenit Penza
Ninguém na direção disse nada contra o treinador — e é esse o problema: também já não dizem nada a favor.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Zenit Penza, e não vai ser retirado.
Alexandr Grigorjev esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Volna fica com o seu homem, e o Zenit Penza volta a uma lista com um nome riscado.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O banco09/07/2029
Alexandr Ageev tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Zenit Penza dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Os adeptos organizam-se contra a direção do Zenit Penza
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Zenit Penza está a esgotar-se.
Alexandr Grigorjev esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Em Zenit Penza, 111% das receitas vão para salários
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
O banco11/06/2029
Alexandr Ageev tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Zenit Penza dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Zenit Penza sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
A lista é um documento discreto com um significado ruidoso. Daniil Makhnach pode falar com quem perguntar, e no clube toda a gente sabe o que isso quer dizer.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Zenit Penza, e não vai ser retirado.
O endividamento passou o que o banco tinha autorizado, e é aí que uma dívida deixa de ser a forma como o futebol se financia e passa a ser um problema. Todos os programas de adeptos desta cidade vão citar o número nos próximos cinco anos.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Zenit Penza coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Zenit Penza sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Os adeptos organizam-se contra a direção do Zenit Penza
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
Kirill Pluzhnikov e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
O comunicado da direção tinha três frases e uma delas mencionava resultados. Yegor Dzyuba treina há tempo suficiente para traduzir: ganhar depressa, ou o próximo comunicado será mais curto.
Nada foi anunciado e toda a gente percebe o que significa. Uma direção que convoca todo o departamento de futebol numa terça de manhã é uma direção que deixou de acreditar que o problema se resolve sozinho.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Zenit Penza, e não vai ser retirado.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Evgeni Tokarev, e o treinador deixou.
Timur Zainullin e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alexandr Grigorjev e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Ninguém no Zenit Penza dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Zenit Penza, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
O encolher de ombros desapareceu, a língua vai chegando, e discute nos treinos como alguém que conta estar aqui no próximo ano. Metade do valor de um reforço é isto, e nada disso aparece na verba.
Em resumo
PlantelOs relatórios de treino sobre Vladimir Pronin não são bons
Os adeptos organizam-se contra a direção do Zenit Penza
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
Direção16/04/2029
O silêncio lá de cima começa a ouvir-se em Zenit Penza
Ninguém na direção disse nada contra o treinador — e é esse o problema: também já não dizem nada a favor.
Palavras no treino do Zenit Penza sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Kirill Pluzhnikov está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Vladimir Belov e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O banco16/04/2029
Alexandr Ageev tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Zenit Penza dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Vladimir Pronin, e o treinador deixou.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Zenit Penza, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Em resumo
PlantelOs relatórios de treino sobre Evgeni Tokarev não são bons
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Zenit Penza podem fingir não ter ouvido.
Kirill Pluzhnikov esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Zenit Penza, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Em resumo
PlantelOs relatórios de treino sobre Evgeny Nikolayev não são bons
Os adeptos organizam-se contra a direção do Zenit Penza
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
Plantel19/03/2029
Vladimir Pronin lesiona os ligamentos do joelho — 18 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 18 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Palavras no treino do Zenit Penza sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Viktor Mikhaylov está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Timur Zainullin e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O banco19/03/2029
Alexandr Ageev tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Zenit Penza dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Para o Zenit Penza, cada ponto é agora uma discussão
Posição 14 e 11 pontos, e nesta parte da cidade a classificação lê-se de baixo para cima. O calendário deixou de ser um programa e passou a ser uma contagem decrescente.
O que se dizia à porta fechada passou a dizer-se diante de um microfone. Em Zenit Penza toda a gente sabe fazer a conta, incluindo o homem a quem se dirige.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Wojciech Szafranek e o Zenit Penza acertam mais 4 anos.
Alexandr Grigorjev e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Nizhniy Novgorod fica com o seu homem, e o Zenit Penza volta a uma lista com um nome riscado.
Plantel05/03/2029
Kirill Pluzhnikov desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Todos os plantéis são metade jogadores que o treinador escolheu e metade jogadores que herdou. Alexey Shulgin foi escolhido, o homem que o escolheu foi-se, e ele recomeça do zero com o próximo.
Os adeptos organizam-se contra a direção do Zenit Penza
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Viktor Mikhaylov estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Kirill Pluzhnikov e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Toda a gente deixou de fingir: o Zvezda vai fazer a chamada por Mikhail Emelyanov esta semana. O Zenit Penza tem um número em mente, e o número não é tímido.
Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
Jogo20/01/2029
Não se vê o fim da espera do Zenit Penza por uma vitória
Já são 13 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Zenit Penza tem de arrancar um resultado de algum lado.
21 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Zenit Penza perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Zenit Penza está a esgotar-se.
Kirill Pluzhnikov e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Os adeptos organizam-se contra a direção do Zenit Penza
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
49 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Zenit Penza perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Zenit Penza está a esgotar-se.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Zenit Penza coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Dois clubes atolados, um jogo entre eles, e um estádio que vai estar mais barulhento e mais assustado do que em qualquer outro momento da época. O Zenit Penza sabe o que está em jogo, e toda a gente na bancada visitante também.
Em resumo
O bancoO veredicto do treinador
PlantelKirill Pluzhnikov desentende-se com um colega por causa das exigências
77 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Zenit Penza perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
As bancadas27/11/2028
Os adeptos organizam-se contra a direção do Zenit Penza
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Zenit Penza coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Alexandr Ageev está nela.
Ninguém proibiu o clube de gastar; simplesmente não tem nada para gastar que não tenha primeiro arrecadado. Cada nome que entra vem com outro agarrado à saída.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 112 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 10 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Mikhail Emelyanov será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Zenit Penza as despedidas começaram em silêncio.
Derrota por 1‑3, e justa. O treinador foi curto nas palavras no final, o que provavelmente foi sensato.
O banco23/10/2028
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 1‑3, ditas por Yegor Dzyuba a uma sala que já as tinha ouvido.
Timur Zainullin e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Direção23/10/2028
Os salários engolem 92% das receitas do Zenit Penza
Nenhum clube fica com muito do que ganha; a maior parte vai para os jogadores. Ficar quase sem nada é um arranjo diferente, e sempre que alguém o experimentou terminou da mesma forma.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Em resumo
DireçãoEm Zenit Penza não entra ninguém enquanto não sair alguém
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 119 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Dribles concretizados: 37. Cada vez que recebia, alguém tinha de decidir, e todas as vezes a decisão foi a errada.
Jogo16/10/2028
Para o Zenit Penza, cada ponto é agora uma discussão
Posição 13 e 8 pontos, e nesta parte da cidade a classificação lê-se de baixo para cima. O calendário deixou de ser um programa e passou a ser uma contagem decrescente.
Três pontos para o Zenit Penza: um 2‑0 diante do Strogino num duelo decidido por pormenores.
Plantel16/10/2028
Viktor Mikhaylov desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Zenit Penza coisas que levam mais de uma semana a retirar.
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 126 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
1‑4 para o Rodina M, e foi exatamente tão mau como o número sugere. Há derrotas que se discutem e derrotas pelas quais se pede desculpa; esta foi do segundo tipo.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Zenit Penza podem fingir não ter ouvido.
7.59, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Alexandr Ageev e o Zenit Penza acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
A raiva no Zenit Penza transborda para fora do estádio
Deixou de ser um ambiente nas bancadas e passou a ser algo organizado. As direções podem ignorar um mau ambiente durante muito tempo; esta fase não a conseguem ignorar por muito.
Jogo30/09/2028
Não se vê o fim da espera do Zenit Penza por uma vitória
Já são 9 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Zenit Penza tem de arrancar um resultado de algum lado.
6 jogos, nenhum golo e um centro de treinos que já tentou tudo. Vai acabar — as secas acabam sempre — mas ninguém no Zenit Penza sabe dizer em que semana.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Alexandr Ageev e o Zenit Penza acertam mais 2 anos.
5 jogos sem golo. Os avançados deixam de levantar a cabeça, os médios dão o toque a mais, e cada remate que passa por cima é seguido de um lamento que se acumula desde o último golo.
O treinador prendeu-os no balneário e disse o que tinha a dizer. Espera-se resposta no sábado e, se não vier, as perguntas sobem um andar.
O banco25/09/2028
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑4 Yegor Dzyuba saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Direção25/09/2028
Em Zenit Penza, 93% das receitas vão para salários
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
18 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Zenit Penza perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Zenit Penza, e não vai ser retirado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Zenit Penza ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Zenit Penza coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Kirill Pluzhnikov estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Em resumo
DireçãoOs salários levam 87% do que Zenit Penza recebem
O bancoAlexandr Ageev tornou-se um homem de confiança do treinador
O bancoMeio satisfeito: Yegor Dzyuba sobre o empate
25 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Zenit Penza perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 9 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Eliminado, 0‑2 com o Spartak Tambov, e a longa discussão sobre qual dos pequenos momentos o decidiu. Agora só resta o campeonato, e toda a gente o sabe.
Notas dos jogadores21/08/2028
Um golo de defesa dá a vitória ao Zenit Penza — 7.44
1 para Alexandr Ageev, avaliado com 7.44, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
6 golos num jogo, Wojciech Szafranek na ficha e um resultado que vai parecer uma gralha. Os neutros não podiam pedir mais ao Zenit Penza nem ao Ryazan.
Alexandr Grigorjev esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Os salários ultrapassaram as receitas e a contabilidade começou a aparecer em reuniões a que antes mandava desculpas. Numa época destas, a ambição vem em segundo.
Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
39 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Zenit Penza perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Alexandr Grigorjev e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Maksim Korotkov e o Zenit Penza acertam mais 4 anos.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 0‑1, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Dribles concretizados: 15. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Wojciech Szafranek está nela.
Em resumo
O bancoNeste momento há alguém melhor do que Nikita Zyuzin
7 jogos sem vencer é o tipo de série que muda a forma como uma cidade fala do seu clube, e o Orel foi a tarde em que parou. Um resultado não resolve nada, e um resultado faz tudo parecer diferente.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Prokhor Polivanov está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
A formação existe exatamente para esta manhã. Kirill Potapov passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Anton Konovalov é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Daniil Makhnach. 1‑0 sobre o Orel, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Zenit Penza coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Os adeptos organizam-se contra a direção do Zenit Penza
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
Direção10/07/2028
O silêncio lá de cima começa a ouvir-se em Zenit Penza
Ninguém na direção disse nada contra o treinador — e é esse o problema: também já não dizem nada a favor.
Kirill Pluzhnikov esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Perguntou-se ao Spartak Nalchik se o emprestaria. Os empréstimos acertam-se depressa ou não se acertam, e este será uma coisa ou outra até ao fim de semana.
Ninguém no Zenit Penza dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Zenit Penza, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Alexandr Ageev assinar alguma coisa — um contrato no Zenit Penza ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Em resumo
PlantelOs relatórios de treino sobre Viktor Mikhaylov não são bons
O comunicado da direção tinha três frases e uma delas mencionava resultados. Yegor Dzyuba treina há tempo suficiente para traduzir: ganhar depressa, ou o próximo comunicado será mais curto.
Nada foi anunciado e toda a gente percebe o que significa. Uma direção que convoca todo o departamento de futebol numa terça de manhã é uma direção que deixou de acreditar que o problema se resolve sozinho.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Zenit Penza podem fingir não ter ouvido.
Alexandr Grigorjev e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Dinamo Vladivostok fica com o seu homem, e o Zenit Penza volta a uma lista com um nome riscado.
Uma sondagem ao Uralets-TS para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
Nenhum deles será visto por quem quer que seja fora do centro de treinos durante três anos, a maioria nunca jogará um jogo sénior, e um deles pode mudar o clube. É toda a proposta, e é por isso que as academias existem.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Alexandr Ageev está nela.
Em resumo
O bancoAlexey Shulgin perde o treinador que acreditava nele
A raiva no Zenit Penza transborda para fora do estádio
Deixou de ser um ambiente nas bancadas e passou a ser algo organizado. As direções podem ignorar um mau ambiente durante muito tempo; esta fase não a conseguem ignorar por muito.
Kirill Pluzhnikov esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Ninguém no Zenit Penza dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Alexandr Dementjev treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
A direcção disse em público o que já dizia em privado. Os resultados daqui até à próxima reunião decidem tudo, e no clube toda a gente sabe fazer as contas.
Nada foi anunciado e toda a gente percebe o que significa. Uma direção que convoca todo o departamento de futebol numa terça de manhã é uma direção que deixou de acreditar que o problema se resolve sozinho.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Zenit Penza podem fingir não ter ouvido.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Viktor Mikhaylov e o Zenit Penza acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Zenit Penza coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Alexandr Ageev está nela.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Zenit Penza sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Os adeptos organizam-se contra a direção do Zenit Penza
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Zenit Penza está a esgotar-se.
Alexandr Grigorjev e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Ninguém no Zenit Penza dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Daniil Makhnach treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Danil Artemov, e o treinador deixou.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Alexandr Ageev assinar alguma coisa — um contrato no Zenit Penza ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Um ano depois, a cidade não se abriu, a língua não chegou, e o almoço come-se sozinho mais vezes do que alguém no Zenit Penza admitiria. Nota-se aos sábados.
O comunicado da direção tinha três frases e uma delas mencionava resultados. Yegor Dzyuba treina há tempo suficiente para traduzir: ganhar depressa, ou o próximo comunicado será mais curto.
Nada foi anunciado e toda a gente percebe o que significa. Uma direção que convoca todo o departamento de futebol numa terça de manhã é uma direção que deixou de acreditar que o problema se resolve sozinho.
Alexandr Dementjev e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Alexandr Ageev está nela.
Todo o plantel tem homens contratados por um treinador concreto e homens que foram simplesmente herdados. Alexey Shulgin está no primeiro grupo, e quem o quis aqui já não está no edifício.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Zenit Penza sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Em resumo
O bancoDanil Artemov pede uma conversa com o treinador
Alexandr Grigorjev esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Direção01/05/2028
Em Zenit Penza, 111% das receitas vão para salários
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
Todos os plantéis são metade jogadores que o treinador escolheu e metade jogadores que herdou. Alexey Shulgin foi escolhido, o homem que o escolheu foi-se, e ele recomeça do zero com o próximo.
Treina a sério, diz o que há a dizer e volta para um apartamento vazio. No Zenit Penza ninguém fez nada de mal, e é justamente isso que torna tudo tão difícil de resolver.
“Fiz tudo o que me pediram nos treinos e ao sábado não mudou nada.” A queixa mais conhecida do futebol, e uma a que o Zenit Penza terá de responder com minutos ou com uma transferência.
Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Zenit Penza está a esgotar-se.
Kirill Pluzhnikov esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Timur Yelizarov, e o treinador deixou.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Zenit Penza, e não vai ser retirado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Zenit Penza coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O banco10/04/2028
Alexandr Ageev tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Zenit Penza dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Zenit Penza, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
Direção20/03/2028
O silêncio lá de cima começa a ouvir-se em Zenit Penza
Ninguém na direção disse nada contra o treinador — e é esse o problema: também já não dizem nada a favor.
Alexandr Dementjev e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Alexandr Ageev assinar alguma coisa — um contrato no Zenit Penza ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Alexandr Grigorjev e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
Direção13/03/2028
Os salários engolem 89% das receitas do Zenit Penza
Nenhum clube fica com muito do que ganha; a maior parte vai para os jogadores. Ficar quase sem nada é um arranjo diferente, e sempre que alguém o experimentou terminou da mesma forma.
O banco13/03/2028
Alexandr Ageev tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Zenit Penza dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Zenit Penza sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
23 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Zenit Penza perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
As bancadas21/02/2028
Os adeptos organizam-se contra a direção do Zenit Penza
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
Direção21/02/2028
O silêncio lá de cima começa a ouvir-se em Zenit Penza
Ninguém na direção disse nada contra o treinador — e é esse o problema: também já não dizem nada a favor.
Kirill Pluzhnikov esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Uma sondagem ao Spartak Tambov para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
30 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Zenit Penza perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
O Zenit Penza perguntou e o Dinamo Vladivostok disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Yaroslav Terechev e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Miroslav Belov está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Vladimir Pronin é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Dmitriy Ragulin é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
Direção14/02/2028
Em Zenit Penza, 90% das receitas vão para salários
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
Dribles concretizados: 29. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Zenit Penza coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“Não é o fim do mundo e não chega. As duas coisas são verdade.” O treinador, depois de um empate por 1‑1, disse a coisa honesta e foi dizê-la outra vez lá dentro.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Zenit Penza, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Cada estreia é uma pequena história sobre o futuro: Vladimir Grishin, 14 anos, saído dos campos da formação para a equipa principal. Os pais, na bancada, vão guardar o programa do jogo.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Alexandr Ageev. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 7 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
A formação existe exatamente para esta manhã. Vladimir Grishin passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Leonid Mironov é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
Kirill Pluzhnikov e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O banco10/01/2028
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑2 Yegor Dzyuba saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Alexandr Ageev está nela.
O que se dizia à porta fechada passou a dizer-se diante de um microfone. Em Zenit Penza toda a gente sabe fazer a conta, incluindo o homem a quem se dirige.
5 jogos sem vencer é o tipo de série que muda a forma como uma cidade fala do seu clube, e o SKA Khabarovsk 2 foi a tarde em que parou. Um resultado não resolve nada, e um resultado faz tudo parecer diferente.
Kirill Pluzhnikov e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Direção03/01/2028
Os salários engolem 88% das receitas do Zenit Penza
Nenhum clube fica com muito do que ganha; a maior parte vai para os jogadores. Ficar quase sem nada é um arranjo diferente, e sempre que alguém o experimentou terminou da mesma forma.
4 jogos, nenhum golo e um centro de treinos que já tentou tudo. Vai acabar — as secas acabam sempre — mas ninguém no Zenit Penza sabe dizer em que semana.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Zenit Penza coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 3 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Zenit Penza coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 21 anos que sente como seu. Alexandr Dementjev tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Tikhon Zimin está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Timur Yelizarov é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
A formação existe exatamente para esta manhã. Mikhail Emelyanov passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Evgeny Yershov é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
O que se dizia à porta fechada passou a dizer-se diante de um microfone. Em Zenit Penza toda a gente sabe fazer a conta, incluindo o homem a quem se dirige.
Dribles concretizados: 23. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Denis Skrypnikov e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 0‑1, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
Kirill Pluzhnikov esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O banco22/11/2027
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑1 Yegor Dzyuba saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Disseram uma coisa a Denis Skrypnikov e depois aconteceu. Neste meio, isso passa por notável, e o balneário reparou mais depressa do que qualquer adepto podia.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Wojciech Szafranek está nela.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Alexandr Ageev assinar alguma coisa — um contrato no Zenit Penza ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
«Se nos vão ganhar, que não seja porque alguém aqui não se quis chatear.» Levantou-se e disse-o à frente de todos, e isso é algo que um grupo recorda de um homem durante anos.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Alexey Shulgin produziu-o, e o 8.22 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Tem 23 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Kirill Pluzhnikov e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
“O mérito é dos jogadores. Hoje o meu trabalho foi fácil.” Não foi, e toda a gente na sala o sabia; depois do 3‑0, Yegor Dzyuba podia dar-se ao luxo de ser generoso.
Os salários ultrapassaram as receitas e a contabilidade começou a aparecer em reuniões a que antes mandava desculpas. Numa época destas, a ambição vem em segundo.
A direcção disse em público o que já dizia em privado. Os resultados daqui até à próxima reunião decidem tudo, e no clube toda a gente sabe fazer as contas.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Zenit Penza podem fingir não ter ouvido.
Jogo06/11/2027
Não se vê o fim da espera do Zenit Penza por uma vitória
Já são 5 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Zenit Penza tem de arrancar um resultado de algum lado.
Yaroslav Terechev esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Denis Shishkin é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
A formação existe exatamente para esta manhã. Vlad Belikov passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
Todo o plantel tem homens contratados por um treinador concreto e homens que foram simplesmente herdados. Alexandr Ageev está no primeiro grupo, e quem o quis aqui já não está no edifício.