Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Rubin ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Yegor Teslenko e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel10/06/2030
Denil Maldonado desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Kurban Rasulov, e o treinador deixou.
9 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
O banco10/06/2030
Daniil Zorin tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Rubin dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
83 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Rubin perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Yegor Teslenko e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Saúl Guarirapa está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Rubin, mais uma semana sem a assinatura de Denil Maldonado.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Yegor Teslenko treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Arsenal Tula falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Chegou por uma verba e sai por uma fração dela. $37.0K do que o Arsenal Tula pagou por Roman Denisov é dinheiro que o clube não volta a ver, e a direção será interpelada sobre isso durante duas épocas.
Direção10/09/2029
Fecha o mercado: 15 entradas, 22 saídas no Arsenal Tula
O prazo passou e o plantel é o plantel. Chegaram 15, saíram 22, e tudo o resto que se imprimiu sobre este clube no último mês foi um rumor que ficou rumor.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Arsenal Tula coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Lokomotiv Moscow fica com o seu homem, e o Arsenal Tula volta a uma lista com um nome riscado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Gadji Budunov estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Gadji Budunov, e o treinador deixou.
Em resumo
DireçãoOs salários levam 88% do que Arsenal Tula recebem
PlantelNo Arsenal Tula ainda são estranhos uns para os outros
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 32 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Roman Denisov será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Arsenal Tula as despedidas começaram em silêncio.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Duarte Rosa não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
As condições foram oferecidas e recusadas. Se foi o salário, a função ou a cidade, no CSKA Moscow ninguém diz, e no Arsenal Tula ninguém gosta de estar a adivinhar.
Ilja Kuptsov e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel27/08/2029
Palavras no treino do Arsenal Tula sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. David Shavlokhov está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Roman Denisov será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Arsenal Tula as despedidas começaram em silêncio.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Arsenal Tula, e não vai ser retirado.
«Disseram-me qual seria o meu papel e assinei por causa disso. Não aconteceu.» Uma queixa com data marcada é a mais difícil de resolver.
Jogo28/07/2029
Ninguém quer jogar contra o Arsenal Tula neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
O Arsenal Tula perguntou e o Dinamo Moscow disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Toda a gente o viu antes de alguém o dizer. Aos 34 anos, os números dizem 3 pontos abaixo do que foi, e a pergunta para o Arsenal Tula é como lidar com um homem a quem deve muito.
Karamoko Bamba e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
A direcção disse em público o que já dizia em privado. Os resultados daqui até à próxima reunião decidem tudo, e no clube toda a gente sabe fazer as contas.
Nada foi anunciado e toda a gente percebe o que significa. Uma direção que convoca todo o departamento de futebol numa terça de manhã é uma direção que deixou de acreditar que o problema se resolve sozinho.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Roman Denisov será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Arsenal Tula as despedidas começaram em silêncio.
Maxim Saveljev foi-se, as contas têm $1.8M a mais, e os adeptos ficaram com a sensação de que também lhes venderam alguma coisa. Um bom negócio e uma boa decisão nem sempre são a mesma coisa.
Plantel02/07/2029
Ivan Semin consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Ivan Semin acabou de assinar pelo Arsenal Tula e, por uma vez, a resposta importava.
Mattéo Ahlinvi e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e David Shavlokhov estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O que se dizia à porta fechada passou a dizer-se diante de um microfone. Em Arsenal Tula toda a gente sabe fazer a conta, incluindo o homem a quem se dirige.
Mattéo Ahlinvi e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e David Shavlokhov estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
29 jogos e 3 golos longe daqui, e um homem que o treinador não tinha no verão passado. O empréstimo fez o que os empréstimos devem fazer e quase nunca fazem.
Direção04/06/2029
Os salários engolem 87% das receitas do Arsenal Tula
Nenhum clube fica com muito do que ganha; a maior parte vai para os jogadores. Ficar quase sem nada é um arranjo diferente, e sempre que alguém o experimentou terminou da mesma forma.
«Estamos muito longe um do outro, e fingir o contrário não ajuda ninguém.» Nada se moveu, e o calendário não joga a favor do clube.
O banco04/06/2029
Victor Okishor tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Arsenal Tula dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Todo o plantel tem homens contratados por um treinador concreto e homens que foram simplesmente herdados. Karamoko Bamba está no primeiro grupo, e quem o quis aqui já não está no edifício.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Arsenal Tula está a esgotar-se.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Arsenal Tula falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Plantel21/05/2029
David Shavlokhov desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Matvey Shavel e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
O que se dizia à porta fechada passou a dizer-se diante de um microfone. Em Arsenal Tula toda a gente sabe fazer a conta, incluindo o homem a quem se dirige.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Arsenal Tula pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 31 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Arsenal Tula ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Mattéo Ahlinvi e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Igor Gorbunov e o Arsenal Tula acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
Todo o plantel tem homens contratados por um treinador concreto e homens que foram simplesmente herdados. Dmitry Vasiljev está no primeiro grupo, e quem o quis aqui já não está no edifício.
Em resumo
PlantelAdam Beymik desentende-se com um colega por causa das exigências
O bancoRenat Golybin pede uma conversa com o treinador
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Arsenal Tula falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e David Shavlokhov estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Aos 34 anos, 3 pontos abaixo de onde esteve, e um corpo que começou a cobrar juros. Acontece a todos, e continua a ser o parágrafo mais difícil desta página.
Alexey Kolyshev esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Igor Gorbunov treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Arsenal Tula falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Romeesh Ivey e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Arsenal Tula foi explícito quanto à situação de Roman Denisov, o que é mais do que muitos recebem.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Arsenal Tula, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
O banco23/04/2029
Dimitris Avraam tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Arsenal Tula dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 60 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Roman Denisov será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Arsenal Tula as despedidas começaram em silêncio.
Mattéo Ahlinvi e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Alexandr Putsko, e o treinador deixou.
Não está a ser deixado de fora. Simplesmente não há, no sistema que o Arsenal Tula joga, sítio onde pôr um homem que faz o que ele faz, o que é mais difícil de ouvir do que qualquer ficha de jogo.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Timur Melekestsev assinar alguma coisa — um contrato no Arsenal Tula ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
89 dias de fora para Matvey Zubov depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Arsenal Tula vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em Arsenal Tula já falam dele no passado.
Notas dos jogadores12/03/2029
Alexandr Pomalyuk, 21 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.72
Um 7.72 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 21. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Jogo10/03/2029
Ninguém quer jogar contra o Arsenal Tula neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Mattéo Ahlinvi e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Matvey Shavel e o Arsenal Tula acertam mais 3 anos.
Plantel12/03/2029
David Shavlokhov desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Mattéo Ahlinvi e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e David Shavlokhov estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Arsenal Tula ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
1‑3 para o SKA Khabarovsk, e nenhuma queixa que valha a pena imprimir. A exibição não pediu mais do que aquilo que recebeu.
Plantel12/02/2029
David Shavlokhov desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Arsenal Tula coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Notas dos jogadores12/02/2029
Mattéo Ahlinvi jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.20. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
Um médio mede-se por saber se a equipa funciona quando ele está em campo, algo quase impossível de ver e completamente óbvio em retrospetiva. 9 ações, 6.95, e um treinador que não o vai substituir tão cedo.
Em resumo
O bancoO veredicto do treinador
O bancoIlja Antonov tornou-se um homem de confiança do treinador
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Arsenal Tula podem fingir não ter ouvido.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Tino Krešić será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Arsenal Tula as despedidas começaram em silêncio.
Os dirigentes deixaram de mostrar afeto público ao treinador. No futebol, isso costuma ser a fase anterior ao comunicado curto.
Notas dos jogadores29/01/2029
Um golo de defesa dá a vitória ao Arsenal Tula — 7.93
1 para Dmitry Vasiljev, avaliado com 7.93, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
Mattéo Ahlinvi esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e David Shavlokhov estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Um 1‑1 com o Ufa deixa o balneário entre o alívio e a frustração.
O banco29/01/2029
O veredicto do treinador
“Estou frustrado, sinceramente. Fizemos o suficiente para ganhar e não ganhámos.” Aleksey Ragulin não o escondia depois do 1‑1, e no balneário do Arsenal Tula também ninguém o escondia.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Arsenal Tula já se começa a dizer o nome dele no passado.
Mattéo Ahlinvi e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Avaliado com 8.11. Há carreiras inteiras sem uma única tarde assim, e ele acabou de ter uma à frente de todo o Arsenal Tula.
Plantel15/01/2029
Palavras no treino do Arsenal Tula sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Tino Krešić está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O banco15/01/2029
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 1‑2 Aleksey Ragulin saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Arsenal Tula, mais uma semana sem a assinatura de Magomed Omarov.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.