A série sem derrotas chega aos 39 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Jogo18/09/2032
O Olympiacos B torna a sua casa um sítio difícil de visitar
20 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Olympiacos B ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Oscar Naasei esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Matúš Sláviček, e o treinador deixou.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Olympiacos B, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Já são 7 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 6 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
2-0, e um canto do estádio alheio que fez mais barulho do que todo o resto junto. Aqueles autocarros saem antes de amanhecer e ninguém fora deles alguma vez o menciona.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Aimar Duñabeitia não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
Oscar Naasei e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
A despromoção que um clube nunca anuncia e um balneário nota sempre. Giorgi Moistsrapishvili está mais longe da equipa do que estava, e a razão só lhe será dada quando perguntar.
«Não vim para aqui aquecer à frente das pessoas.» O contrato acaba um dia, sabe contar as semanas, e o Olympiacos B terá de lhe dar um motivo para ficar ou uma saída.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Aimar Duñabeitia treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
A capitania foi retirada a Giorgi Moistsrapishvili. O Olympiacos B vai chamar-lhe uma decisão de equipa; um balneário lê-a como um veredicto sobre um homem.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Olympiacos já se começa a dizer o nome dele no passado.
A proposta do Niki Volos por Cristian Medina foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Olympiacos ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
35 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Olympiacos perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Sergej Milinković-Savić esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
44 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Olympiacos perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
As regras permitem-no e dói na mesma. Zini acertou condições com o Aris Thessaloniki para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Eguinaldo estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Harold Moukoudi e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Sergej Milinković-Savić está nela.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Olympiacos ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Sergej Milinković-Savić e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O banco13/10/2031
Cristian Medina tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Olympiacos dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Um fim de semana, avaliado contra o de todos os outros. Yacine Adli ficou por cima, e para a maioria dos futebolistas um prémio semanal é o único troféu que uma carreira produz.
Segue-se o Asteras, e há um homem no balneário do Olympiacos que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
Segue-se, em casa, o Asteras, que chega no 4.º lugar. O tipo de jogo sobre o qual uma época se constrói em silêncio, ou em que perde a forma em silêncio.
Verba acordada, salário acordado, e o OFI à espera com uma camisola. No Olympiacos ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
A proposta do Fulham por Illan Meslier foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Olympiacos coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Olympiacos ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
19 miúdos sobem, e algures no edifício as pessoas que os treinaram aos doze anos estão a ter, em silêncio, a melhor manhã do seu ano de trabalho. Nada disto aparece num resultado, e é para isto que a formação existe.
A formação existe exatamente para esta manhã. Panagiotis Siovas passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Emmanouil Georgiadis está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Plantel25/08/2031
Palavras no treino do Olympiacos sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Ian Vera está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O banco25/08/2031
Abel Bretones tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Olympiacos dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
O Shakhtar não queria vender e o número é a razão por que o fez. $32.5M por Eguinaldo, e a expectativa que chega com ele não é suavizada por nenhum período de adaptação.
Verba acordada, salário acordado, e o Panionios à espera com uma camisola. No Olympiacos ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Eguinaldo agiu, no Olympiacos, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Olympiacos ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Bruno Onyemaechi e o Olympiacos acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Faz todos os sábados coisas a que ninguém à volta dele consegue responder. É lisonjeiro durante uma época e um problema a partir daí, e o Olympiacos sabe em que fase está.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
A lista é um documento discreto com um significado ruidoso. Lorenzo Pirola pode falar com quem perguntar, e no clube toda a gente sabe o que isso quer dizer.
O Olympiacos perguntou e o Newcastle United disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Olympiacos já se começa a dizer o nome dele no passado.
Posição 2, 61 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
A proposta do Panetolikos por David Flakus foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Sergej Milinković-Savić e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
O AEK pagou $1.0M e o Olympiacos aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Olympiacos ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
$400.0K era o máximo que o clube pagaria, e o Aris Thessaloniki pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
Em resumo
PlantelIan Vera desentende-se com um colega por causa das exigências
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Olympiacos ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Abel Bretones esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O banco26/05/2031
Abel Bretones tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Olympiacos dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Saúl treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Oscar Naasei e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
O banco12/05/2031
Cristian Medina tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Olympiacos dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Olympiacos ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Daniil Dushevskiy e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Fanis Bakoulas treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Posição 2, 61 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Olympiacos lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Olympiacos ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Lorenzo Pirola e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Olympiacos. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
Vitória por 3‑0 sobre o AEL Larisa, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
12 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Plantel24/03/2031
Palavras no treino do Olympiacos sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Juan Ignacio Nardoni está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Fanis Bakoulas e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.