O último jogo do campeonato está jogado e a tabela parou de mexer: 36 pontos. O verão começa na segunda-feira, e com ele a discussão sobre o que tudo isto quis dizer.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Levadiakos pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Jogo11/03/2028
Não se vê o fim da espera do Levadiakos por uma vitória
Já são 4 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Levadiakos tem de arrancar um resultado de algum lado.
Plantel13/03/2028
Palavras no treino do Levadiakos sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Marios Vichos está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Thanasis Karamanis e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Levadiakos sabem-no.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Levadiakos coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
Plantel28/02/2028
Pablo Vázquez desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Plantel28/02/2028
No Levadiakos ainda são estranhos uns para os outros
7 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
O banco28/02/2028
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 1‑2, ditas por Alexandros Tzavellas a uma sala que já as tinha ouvido.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Levadiakos perdeu-o em tudo menos nos papéis.
O Atromitos vai continuar a utilizá-lo até junho e não receberá nada por ele depois. Giorgos Papadopoulos pré-acordou a mudança para o Levadiakos, e os únicos que perdem nesse arranjo são os que deixaram o contrato correr.
Thanasis Karamanis e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Levadiakos sabem-no.
Há golos que ganham jogos e golos que os tiram a alguém. Giorgos Nikas marcou ao minuto 86, o Kifisia já pensava na viagem de regresso, e o Levadiakos levou tudo.
A dinâmica não se compra e perde-se depressa; neste momento o Levadiakos tem 4 vitórias seguidas dela.
Plantel13/12/2027
Palavras no treino do Levadiakos sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Marios Vichos está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
200 jogos com esta camisola, através de treinadores, descidas e tudo o resto. Uma entrega assim está a desaparecer do futebol, e a bancada sabe o que está a ver.
Dribles concretizados: 17. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Metade do calendário jogado, 7.º lugar, 17 pontos somados. Multiplicar por dois é a conta que todos os adeptos já fizeram e a única que ninguém no clube fará em voz alta.
“Vejo todos os jogos do Levadiakos daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Al-Hilal segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Ognjen Ožegović produziu-o, e o 8.68 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Christos Papadopoulos será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Levadiakos as despedidas começaram em silêncio.
Stephen Hammond e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Aos 37 anos, 3 pontos abaixo de onde esteve, e um corpo que começou a cobrar juros. Acontece a todos, e continua a ser o parágrafo mais difícil desta página.
A despromoção que um clube nunca anuncia e um balneário nota sempre. Yury Lodygin está mais longe da equipa do que estava, e a razão só lhe será dada quando perguntar.
Palavras no treino do Levadiakos sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Marios Vichos está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Stephen Hammond e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
“Vejo todos os jogos do Levadiakos daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Al-Hilal segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
O banco18/10/2027
Neste momento há alguém melhor do que Yury Lodygin
A ficha de jogo di-lo em público todas as semanas até mudar. A única versão de ficar de fora que um futebolista não consegue contestar, e a que lhe custa mais.
Nota 7.18 numa tarde que correu do primeiro ao último apito. Falhasse o que falhasse ao Levadiakos, o melhor em campo era deles.
O banco18/10/2027
O veredicto do treinador
“Estou frustrado, sinceramente. Fizemos o suficiente para ganhar e não ganhámos.” Alexandros Tzavellas não o escondia depois do 0‑0, e no balneário do Levadiakos também ninguém o escondia.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
Palavras no treino do Levadiakos sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Marios Vichos está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Levadiakos coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Dribles concretizados: 19. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
O banco27/09/2027
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 1‑2 Alexandros Tzavellas saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Festejou como quem andava com aquilo às costas há meses, porque andava. Levadiakos têm o reforço desbloqueado e uma pergunta a menos em cada conferência.
Segue-se o Iraklis, e há um homem no balneário do Levadiakos que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Marios Vichos assinar alguma coisa — um contrato no Levadiakos ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
O nome de Giannis Kosti apareceu em conversas de que o Levadiakos não fez parte. Nada formal, nada assinado — mas também nada de acidental.
Plantel16/08/2027
Marios Vichos desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Levadiakos, e 0 jogos em 5 dizem que merece ser ouvido.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Levadiakos, mais uma semana sem a assinatura de Christos Papadopoulos.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
Os números não ficam secretos num balneário. Não está a pedir mais do que vale; está a perguntar porque é que alguém ao lado dele vale mais, e o Levadiakos não tem uma boa resposta.
O encolher de ombros desapareceu, a língua vai chegando, e discute nos treinos como alguém que conta estar aqui no próximo ano. Metade do valor de um reforço é isto, e nada disso aparece na verba.
A coisa menos glamorosa que um reforço estrangeiro faz e a que decide a maioria deles. Um jogador que percebe o grito que vem atrás dele é outro futebolista diferente daquele que não percebe.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Levadiakos, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Christos Papadopoulos será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Levadiakos as despedidas começaram em silêncio.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Marios Vichos estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O Levadiakos perguntou e o PAOK disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Lamarana Jallow e o Levadiakos acertam mais 3 anos.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Levadiakos sabem-no.
Stephen Hammond esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O Levadiakos já telefonou ao Lugano. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
67 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Iraklis perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Iraklis, e não vai ser retirado.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O AEK fica com o seu homem, e o Iraklis volta a uma lista com um nome riscado.
Toda a gente o viu antes de alguém o dizer. Aos 37 anos, os números dizem 3 pontos abaixo do que foi, e a pergunta para o Iraklis é como lidar com um homem a quem deve muito.
Stephen Hammond e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do Iraklis sobre quem trabalha
18 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Levadiakos perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Christos Papadopoulos será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Levadiakos as despedidas começaram em silêncio.
Giannis Kosti e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel17/05/2027
Palavras no treino do Levadiakos sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Gregorio Rodríguez está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Giorgos Kyriakopoulos. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Dimitris Emmanouilidis apontou a data.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Stelios Vallindras treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
A língua chegou, o encolher de ombros foi-se, e discute nos treinos como um homem que conta estar cá para o ano. Nada disto aparece num valor de transferência, e tudo isto aparece no relvado.
112 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Iraklis perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Dribles concretizados: 29. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
As bancadas17/05/2027
A vergonha da taça no AEK segue o Iraklis até casa
0-3. Ser eliminado de uma taça é uma tarde; ser eliminado assim é uma semana de programas de rádio, e o treinador vai ouvir todos.
Todas as séries acabam numa tarde que alguém tinha dado como rotina. Esta durou 11 jogos, o suficiente para uma cidade ter deixado de contar, e pouco o suficiente para se lembrar exatamente de quem a parou.
8 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Em resumo
DireçãoNinguém saiu depressa do balneário de Iraklis
30 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Iraklis perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Ollie O'Neill esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Panagiotis Panagiotidis estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Marco Krainz assinar alguma coisa — um contrato no Iraklis ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
38 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Iraklis perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Ollie O'Neill esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Rodrigo Erramuspe está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Não fui para ficar a ver. Quero voltar ao Iraklis e lutar pelo meu lugar.» 2 jogos em 14 no Niki Volos dizem o resto.
O banco19/04/2027
André Moreira tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Iraklis dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Um desempate por grandes penalidades fica na memória pelo fim, e este acaba em André Moreira: 3 travadas, e uma bancada que vai descrever cada uma delas nos próximos vinte anos.
Um médio mede-se por saber se a equipa funciona quando ele está em campo, algo quase impossível de ver e completamente óbvio em retrospetiva. 12 ações, 7.59, e um treinador que não o vai substituir tão cedo.
Jogo17/03/2027
O Iraklis torna a sua casa um sítio difícil de visitar
8 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
O painel dos descontos já estava levantado, a vitória já estava dada, e então o Atromitos marcou. Não há pior minuto para sofrer, e o estádio esvaziou-se no silêncio que se segue a um desses.
«Disseram-me qual seria o meu papel e assinei por causa disso. Não aconteceu.» Uma queixa com data marcada é a mais difícil de resolver.
Mercado08/02/2027
Tão perto: a transferência de Fiori Durmishaj morre em cima da hora
O valor estava acertado e o voo já tinha sido visto — e então o telefone deixou de tocar. O Asteras seguiu em frente, Fiori Durmishaj apresenta-se de volta no Iraklis, e todos fingem que segunda-feira é só uma segunda-feira.
Quatro semanas em que ninguém na divisão fez melhor o seu trabalho. O prémio vai para uma prateleira e o jogador volta para a equipa, que é a ordem que o Iraklis prefere.
Stephen Hammond esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Panagiotis Panagiotidis estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Kristian Kushta não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
O prazo passou e o plantel é o plantel. Chegaram 0, saíram 2, e tudo o resto que se imprimiu sobre este clube no último mês foi um rumor que ficou rumor.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Iraklis sabem-no.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Aris Thessaloniki fica com o seu homem, e o Iraklis volta a uma lista com um nome riscado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Iraklis coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Aos 33 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.94 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Uma média de 7.24 na época, com 13 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Stephen Hammond e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Panagiotis Panagiotidis estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Merecemos. Pedi-lhes uma reação e tive-a, e agora quero o mesmo outra vez no sábado.” Fotios Tsimikas sobre uma tarde de 3‑0 que lhe agradou mais do que estava disposto a mostrar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Abdul Rahman Weiss, e o treinador deixou.
O jogo que o resto da divisão espera com mais vontade do que qualquer das duas equipas envolvidas. Ambas sabem que uma vitória muda a época e uma derrota não a acaba, e é isso que o torna difícil de jogar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Iraklis coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel14/12/2026
Rodrigo Erramuspe desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Há coisas de que gostei e coisas que vamos repetir na terça-feira até saírem bem.” 0‑0, e um treinador que já tinha decidido como seria a terça-feira.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Um fim de semana, avaliado contra o de todos os outros. Giorgos Manalis ficou por cima, e para a maioria dos futebolistas um prémio semanal é o único troféu que uma carreira produz.
7 tentativas, nenhuma lá dentro. Esteve nos sítios certos a tarde toda, que é a parte difícil, e fez mal a parte fácil: com isso um treinador consegue viver.
200 jogos com esta camisola, através de treinadores, descidas e tudo o resto. Uma entrega assim está a desaparecer do futebol, e a bancada sabe o que está a ver.
Stephen Hammond e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Panagiotis Panagiotidis estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
11 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 0‑1, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
O Iraklis fecha o mercado com um plantel feito por si
20 entradas e 1 saídas, e nenhuma mudança durante meses. O treinador tem o que tem, os adeptos têm a sua opinião sobre isso, e a tabela terá a última palavra.
Stephen Hammond e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Rodrigo Erramuspe estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Nem contrato novo nem número novo: um lugar novo na cabeça do treinador, que é a única promoção no futebol que conta de verdade. Tasos Donis subiu nela.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Marco Krainz assinar alguma coisa — um contrato no Iraklis ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
O Iraklis perguntou e o Haladas disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Faz aos sábados coisas a que ninguém à sua volta consegue responder: durante uma temporada é lisonjeiro e depois é um problema. O Iraklis não o segura a fingir o contrário.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Iraklis, mais uma semana sem a assinatura de Ollie O'Neill.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Rodrigo Erramuspe está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.