Um desempate por grandes penalidades fica na memória pelo fim, e este acaba em José Antonio Caro: 2 travadas, e uma bancada que vai descrever cada uma delas nos próximos vinte anos.
1‑1 frente ao Mallorca, e a estrada acaba aqui. As eliminações da taça são mortes rápidas — sem segunda mão, sem próxima semana, só o campeonato daqui até maio.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Nicholas Opoku e o Las Palmas acertam mais 4 anos.
Notas dos jogadores14/12/2026
Iván Jaime jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.41. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Viti Rozada, e o treinador deixou.
Um penálti é o único momento do futebol em que não há onde esconder-se, e ele não o marcou. O caminho de volta foi longo, e a semana vai ser mais longa ainda.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Las Palmas ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Notas dos jogadores30/11/2026
Iván Jaime jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.33. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
O banco30/11/2026
A vista do banco
“Controlámos o jogo. Houve períodos de que não gostei e vamos vê-los, mas o grupo mostrou-me alguma coisa.” Pedro Herrero, sobre uma vitória por 3‑1 que já ia a desmontar a caminho da sala de imprensa.
Aqui não há queixa possível e todos os envolvidos sabem, o que não encurta o caminho até ao banco. A forma é a única moeda do futebol sobre a qual não se pode pedir emprestado.
Antevisão30/11/2026
O Las Palmas mede-se com a equipa que todos perseguem
O Almería chega como líder. Uma equipa no topo perde mais ou menos uma vez por mês, e o clube que o consegue ganha uma semana de que se lembra durante um ano.
Borja Sainz e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Porto disse a Mattéo Guendouzi que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
“Vejo todos os jogos do Porto daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Chaves segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
O banco16/11/2026
Jakub Kiwior tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Porto dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Emprestados16/11/2026
Os golos continuam a chegar do exílio de Fabio Lima
8 golos em 11 jogos no Luton Town — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Porto alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Plantel16/11/2026
O melhor da divisão no último fim de semana foi um jogador do Porto
É uma honra pequena e não é coisa nenhuma: alguém viu todos os jogos da divisão e decidiu que Santiago Giménez foi o melhor de qualquer um deles.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Enzo Loiodice produziu-o, e o 8.42 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Aos 37 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.84 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.24 para o resto.
Aos 22 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Las Palmas foi explícito quanto à situação de Marvin Park, o que é mais do que muitos recebem.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 23 anos que sente como seu. Ale García tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Loren Morón. 1‑0 sobre o Gijón, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Disseram uma coisa a Loren Morón e depois aconteceu. Neste meio, isso passa por notável, e o balneário reparou mais depressa do que qualquer adepto podia.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Pedro Herrero depois do 1‑2, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
Aqui não há queixa possível e todos os envolvidos sabem, o que não encurta o caminho até ao banco. A forma é a única moeda do futebol sobre a qual não se pode pedir emprestado.
Aos 37 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.96 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
A única versão de ficar de fora contra a qual um jogador não pode argumentar, e a que pior aceita. Outro tem estado melhor e a ficha de jogo di-lo, em público, todas as semanas até mudar.
O banco26/10/2026
A vista do banco
“Não perdemos. Há semanas em que é só isso que se consegue, e prefiro ter o ponto a não o ter.” Pedro Herrero escolheu a versão do copo meio cheio do 1‑1; os adeptos saíram com a outra.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Las Palmas, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Nico Serrano: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Las Palmas a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Em resumo
Notas dos jogadoresAle García ganha o jogo a partir do banco
Notas dos jogadoresJesé passa por eles um de cada vez
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Iván Jaime produziu-o, e o 8.37 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Jogo17/10/2026
Ninguém quer jogar contra o Las Palmas neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Aos 23 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
Segue-se o Zaragoza, e há um homem no balneário do Las Palmas que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
Recuperou e depois fez alguma coisa com isso, que são dois trabalhos e a razão de o marcador ter o aspeto que tem. 14 ações combinadas e uma nota de 7.20, e nenhuma delas entrará num resumo.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Las Palmas sabem-no.
Aos 21 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
O treinador reorganizou as ideias e Kirian saiu delas mais abaixo. Vão dizer-lhe que é temporário, e os jogadores que já ouviram isso antes vão desviar o olhar.
Plantel05/10/2026
10 caras novas e o Las Palmas ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Taisei Miyashiro, e o treinador deixou.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Las Palmas podem fingir não ter ouvido.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Las Palmas sabem-no.
Dribles concretizados: 15. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Las Palmas foi explícito quanto à situação de Juanma Herzog, o que é mais do que muitos recebem.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O banco28/09/2026
A vista do banco
“Controlámos o jogo. Houve períodos de que não gostei e vamos vê-los, mas o grupo mostrou-me alguma coisa.” Pedro Herrero, sobre uma vitória por 4‑1 que já ia a desmontar a caminho da sala de imprensa.
9 ações combinadas e 7.43. O trabalho dele aparece sob a forma de outros parecerem bons, e a única maneira fiável de o notar é ver o que acontece nas tardes em que ele falta.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Não é o fim do mundo e não chega. As duas coisas são verdade.” O treinador, depois de um empate por 0‑0, disse a coisa honesta e foi dizê-la outra vez lá dentro.
A lista é um documento discreto com um significado ruidoso. Marvin Park pode falar com quem perguntar, e no clube toda a gente sabe o que isso quer dizer.
Cabeceamentos, cortes, desarmes, interceções: 11 no total, e nem um golo às suas costas. Daquelas exibições que nunca entram nos melhores momentos e ganham jogos.
Noventa minutos concretos pediam outro tipo de jogador, e o treinador escolheu um. Não está em má forma e não está na equipa, e as duas coisas são verdade.
Em resumo
O bancoJuanma Herzog pede uma conversa com o treinador
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Las Palmas podem fingir não ter ouvido.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.23 aos 36, e ninguém no campo esteve melhor.
200 jogos com a camisola. Ninguém se propõe construir um registo assim; acontece a um certo tipo de jogador num certo tipo de clube, e esta cidade sabe o que tem.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Álex Suárez, e o treinador deixou.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Pedro Herrero depois do 1‑3, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
Outro tem estado melhor, o treinador disse-o com uma ficha de jogo, e não há discussão possível. Vai recuperar a camisola da única maneira que ela se recupera.
27 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Las Palmas perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
A perseguição a Nico Serrano terminou com $6.4M a mudar de mãos e o Athletic Bilbao sem razões para dizer que não. Os adeptos julgarão o valor da única maneira que conta: aos sábados.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Almería fica com o seu homem, e o Las Palmas volta a uma lista com um nome riscado.
O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Iker Bravo não precisou: 7.70, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
A proposta do Marbella por Jesé foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 7 golos entre o Las Palmas e o Castellón, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.