Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 66 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Mateo Ayres estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Marcelo Bentancur está nela.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Esequiel Guedes apontou a data.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Ignacio Yepez assinar alguma coisa — um contrato no Cerrito ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Cerrito vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
31 dias de fora para Richard Rangel depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Cerrito vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
«Nunca quis estar noutro sítio. Ainda há trabalho por acabar aqui.» Ignacio Yepez compromete-se com o Cerrito por mais 2 anos.
Plantel08/10/2035
Mateo Ayres desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
12 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
45 dias de fora para Richard Rangel depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Cerrito vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Plantel24/09/2035
Juan Pedro Paiva desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Marcelo Bentancur está nela.
Em resumo
MercadoA história de Ignacio Yepez recusa-se a morrer
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Cerrito vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Plantel27/08/2035
Uma transferência que Richard Rangel teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Richard Rangel está a viver essa versão no Cerrito, e costuma notar-se no primeiro mês.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Mateo Ayres está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nenhum clube fica com muito do que ganha; a maior parte vai para os jogadores. Ficar quase sem nada é um arranjo diferente, e sempre que alguém o experimentou terminou da mesma forma.
Os reforços chegam com uma imagem do clube na cabeça, e a deste era maior do que o edifício. Vai jogar bem e vai-se embora, por essa ordem, e toda a gente o sabe.
Ninguém no Cerrito dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Esequiel Guedes apontou a data.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Cerrito vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Toda a gente no Cerrito viu antes de alguém o dizer, que é como isto vai sempre. Aos 36 o declínio é real e mensurável — 3 pontos — e só falta saber como o clube trata alguém a quem deve muitíssimo.
Os reforços chegam com uma imagem do clube na cabeça, e a deste era maior do que o edifício. Vai jogar bem e vai-se embora, por essa ordem, e toda a gente o sabe.
Nestor Sanchez tem 18 anos, e o Cerrito contratou-o pelo jogador que virá a ser, não pelo que já é. A equipa principal pode esperar; o sentido de um negócio destes são os anos que compra.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Nestor Sanchez e o Cerrito acertam mais 3 anos.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Jonás Rodríguez está nela.
Todos os desenhos têm posições e este não tem a dele. O Cerrito vai mudar o desenho, mudar-lhe a função ou mudar-lhe o clube, e ele está à espera de saber qual.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 82 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
As condições foram oferecidas e recusadas. Se foi o salário, a função ou a cidade, no Liverpool Montevideo ninguém diz, e no Cerrito ninguém gosta de estar a adivinhar.
O Cerrito foi ao Defensor Sporting com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
O Cerrito ofereceu $140.0K; o Defensor Sporting disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Mateo Ayres estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Cerrito ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
A proposta seguiu esta semana para o Penarol, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O Cerrito foi ao Defensor Sporting com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O River Plate fica com o seu homem, e o Cerrito volta a uma lista com um nome riscado.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Cerrito foi explícito quanto à situação de Esequiel Guedes, o que é mais do que muitos recebem.
Aos 36 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.80 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Um 3‑1 sobre o Mar de Fondo, conquistado e não oferecido, e o tipo de tarde que manda toda a gente para casa a falar da próxima semana em vez desta.
O banco30/04/2035
O veredicto do treinador
“Não me vou entusiasmar, e também não os deixo entusiasmar a eles. Foi um bom dia. Virão outros mais difíceis.” Interim Coach foi breve depois da vitória por 3‑1, que é o que os treinadores fazem quando estão contentes.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Vitão está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Outro tem estado melhor, o treinador disse-o com uma ficha de jogo, e não há discussão possível. Vai recuperar a camisola da única maneira que ela se recupera.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Cerrito pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Plantel16/04/2035
Mateo Ayres desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Toda a gente o viu antes de alguém o dizer. Aos 36 anos, os números dizem 3 pontos abaixo do que foi, e a pergunta para o Cerrito é como lidar com um homem a quem deve muito.
Vestiu a outra camisola. No sábado joga contra o Terremoto com esta, e tudo o que disser esta semana sobre ser um jogo como os outros será mentira.
O banco16/04/2035
Leon Collins tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Cerrito dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Cerrito. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
Faltam 3 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Cerrito pode pedir e sobe o salário que Luca Gutiérrez pode exigir.
A raiva no Cerrito transborda para fora do estádio
Deixou de ser um ambiente nas bancadas e passou a ser algo organizado. As direções podem ignorar um mau ambiente durante muito tempo; esta fase não a conseguem ignorar por muito.
Derrota por 0‑1, e justa. O treinador foi curto nas palavras no final, o que provavelmente foi sensato.
O banco09/04/2035
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑1 Interim Coach saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Tizian Varela, e o treinador deixou.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Cerrito foi explícito quanto à situação de Gaston Ferreira, o que é mais do que muitos recebem.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Vitão estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Ninguém no Cerrito sugere que esteja em má fase. O treinador quis simplesmente outras qualidades para noventa minutos concretos, e contra isso um jogador não pode treinar nada.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Cerrito pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Plantel02/04/2035
Mateo Ayres desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
A despromoção que um clube nunca anuncia e um balneário nota sempre. Georgi Iliev está mais longe da equipa do que estava, e a razão só lhe será dada quando perguntar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Segue-se o Villa Espanola, e há um homem no balneário do Cerrito que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Cerrito sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.16 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
Plantel26/03/2035
Mateo Ayres desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Ignacio Yepez, e o treinador deixou.
2‑2, e os dois balneários vão falar de dois pontos perdidos. Um empate que fez muitas perguntas e não respondeu a nenhuma.
O banco26/03/2035
A vista do banco
“Não perdemos. Há semanas em que é só isso que se consegue, e prefiro ter o ponto a não o ter.” Interim Coach escolheu a versão do copo meio cheio do 2‑2; os adeptos saíram com a outra.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
A raiva no Cerrito transborda para fora do estádio
Deixou de ser um ambiente nas bancadas e passou a ser algo organizado. As direções podem ignorar um mau ambiente durante muito tempo; esta fase não a conseguem ignorar por muito.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Mateo Ayres estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Nicolas Morales e o Cerrito acertam mais 4 anos.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
200 jogos com esta camisola, através de treinadores, descidas e tudo o resto. Uma entrega assim está a desaparecer do futebol, e a bancada sabe o que está a ver.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Cerrito ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Cerrito falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
«Disseram-me coisas antes de eu assinar. Não as vou repetir, mas lembro-me de todas.» Cerrito nada responderam, o que também é uma resposta.
Notas dos jogadores26/02/2035
Nicolas Morales, 19 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.69
Um 7.69 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 19. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Tizian Varela. 2‑0 sobre o Platense, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
100 jogos com a camisola. Ninguém se propõe construir um registo assim; acontece a um certo tipo de jogador num certo tipo de clube, e esta cidade sabe o que tem.
“Merecemos. Pedi-lhes uma reação e tive-a, e agora quero o mesmo outra vez no sábado.” Interim Coach sobre uma tarde de 2‑0 que lhe agradou mais do que estava disposto a mostrar.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Cerrito falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Plantel19/02/2035
Mateo Ayres desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
7.59, e nenhuma discussão séria de quem lá esteve. O Cerrito tinha onze homens em campo e um deles decidiu como aquilo correu.
O banco19/02/2035
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Esequiel Guedes
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Cerrito, mais uma semana sem a assinatura de Mario García.
O banco19/02/2035
A vista do banco
“Não perdemos. Há semanas em que é só isso que se consegue, e prefiro ter o ponto a não o ter.” Interim Coach escolheu a versão do copo meio cheio do 0‑0; os adeptos saíram com a outra.
Avaliado com 4.71. Nada do que tentou resultou e a partir da hora deixou de tentar grande coisa, que é a parte em que um treinador repara, mais do que nos erros.
Aos 19 anos foi o melhor de todos da sua idade na divisão durante um fim de semana. Ninguém devia construir uma carreira em cima disso, e toda a gente o faz sem dizer.
Em resumo
O bancoNeste momento há alguém melhor do que Georgi Iliev
Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
Plantel12/02/2035
28 dias de fora para Ignacio Yepez depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Cerrito vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
O Terremoto vai querer esquecer isto depressa: 4‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Cerrito foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Cerrito pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Direção12/02/2035
7 jogadores da formação recebem número de equipa principal no Cerrito
A manhã em que o percurso deixa de ser um folheto e passa a ser uma ficha de jogo. A maioria não estará cá daqui a três anos; todos já fizeram a parte difícil, que era chegar a hoje.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 19 anos que sente como seu. Nicolas Morales tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Quatro parágrafos no site do clube, nenhum deles sobre futebol. A direção agradeceu, desejou-lhe felicidades e já tinha a procura em marcha antes de a página ir para o ar.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Cerrito falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Não sobra ninguém para promover nem ninguém para dirigir um treino. A direção trouxe um nome que os adeptos não conhecem, e a pergunta de como um clube chega aqui vai durar mais do que quem lhe responder.
«Alguém tem de fazer o onze no sábado, e esta semana sou eu.» Uma nomeação interina sem promessa nenhuma, que é como quase todas começam.
Direção05/02/2035
O Cerrito paga $358.6K para rescindir com o treinador
Chegou a conta da demissão. o treinador sai com $358.6K pelo tempo que restava de contrato, e esse dinheiro não compra ao clube nada que possa pôr em campo.
Nada reinicia uma carreira como alguém que não escolheu a equipa na época passada. Mateo Ayres percebeu a deixa, e o Cerrito está a receber uma versão dele que o regime anterior tinha deixado de ver.
O treinador reorganizou as ideias e Emanuel Etcheverry saiu delas mais abaixo. Vão dizer-lhe que é temporário, e os jogadores que já ouviram isso antes vão desviar o olhar.
Em resumo
PlantelVitão desentende-se com um colega por causa das exigências
42 dias de fora para Ignacio Yepez depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Cerrito vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
21 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Cerrito perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Ignacio Yepez. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Nicolás Rivera treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
50 dias de fora para Ignacio Yepez depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Cerrito vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
30 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Cerrito perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Toda a gente no Cerrito viu antes de alguém o dizer, que é como isto vai sempre. Aos 35 o declínio é real e mensurável — 3 pontos — e só falta saber como o clube trata alguém a quem deve muitíssimo.
Plantel22/01/2035
Uma lesão muscular afasta Sergio Diaz durante 16 dias
Ninguém faz um documentário sobre um isquiotibial e toda a gente nisto o teme. No Cerrito vão ter cuidado com a data de regresso, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Jonás Rodríguez assinar alguma coisa — um contrato no Cerrito ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Cerrito falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
38 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Cerrito perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Cerrito ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Agustín da Rocha. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
«Não vim para aqui aquecer à frente das pessoas.» O contrato acaba um dia, sabe contar as semanas, e o Cerrito terá de lhe dar um motivo para ficar ou uma saída.
O Cerrito passou o mercado a tentar colocar Juan Antonini e não apareceu ninguém. Treina com um plantel que já lhe disse que não conta com ele, e ambas as partes esperam agora pela próxima janela.
Agora é aritmética, e a aritmética está feita. Um verão de perguntas difíceis começa mais cedo no Cerrito, e o calendário da próxima época lê-se de outra maneira.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Cerrito falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Plantel08/01/2035
Leon Collins lesiona os ligamentos do joelho — 46 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 46 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
O comunicado da direção tinha três frases e uma delas mencionava resultados. o treinador treina há tempo suficiente para traduzir: ganhar depressa, ou o próximo comunicado será mais curto.
O negócio com o River Plate está feito em todos os sentidos menos no que o põe em campo. Nesta fase nada corre mal, exceto nas vezes em que corre.
Plantel08/01/2035
Mariano Pieres sofre uma lesão muscular — 19 dias de fora
A lesão que volta sempre, de que se regressa sempre à pressa e que em silêncio custa mais carreiras do que as dramáticas. 19 dias é a estimativa; o número honesto depende de haver paciência.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Nacional fica com o seu homem, e o Cerrito volta a uma lista com um nome riscado.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Cerrito ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Todo o plantel tem homens contratados por um treinador concreto e homens que foram simplesmente herdados. Mateo Ayres está no primeiro grupo, e quem o quis aqui já não está no edifício.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 75 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Cerrito está a esgotar-se.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o Huracan del Paso fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Mateo Ayres está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Cerrito falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Cerrito, e não vai ser retirado.
Plantel25/12/2034
Mateo Ayres desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O Cerrito perguntou e o Plaza Colonia disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Esequiel Guedes, e o treinador deixou.
Perguntou-se ao River Plate se o emprestaria. Os empréstimos acertam-se depressa ou não se acertam, e este será uma coisa ou outra até ao fim de semana.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Nicolas Morales treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Jonás Rodríguez. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Em resumo
MercadoCerrito e Vitão falam para lados diferentes
Os adeptos organizam-se contra a direção do Cerrito
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Cerrito falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $8.0K — um clube que quer Julian Palacios ao ponto de perguntar duas vezes.
O Terremoto queria mais do que $7.0K e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
Todos os desenhos têm posições e este não tem a dele. O Cerrito vai mudar o desenho, mudar-lhe a função ou mudar-lhe o clube, e ele está à espera de saber qual.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Esequiel Guedes apontou a data.
Em resumo
MercadoA conversa sobre Ignacio Yepez não desaparece
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Cerrito falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Tudo acordado com o Montevideo City Torque, tudo acordado com o jogador; só falta convencer um médico. A fotografia está a um dia ou dois.
Plantel11/12/2034
Mateo Ayres desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
A papelada fica pronta muito antes do jogador. Valentino Quiroga acertou vir quando o contrato atual terminar, o que significa que o Cerrito substituiu um orçamento de verão por um telefonema.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Agustín da Rocha. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Cerrito. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
106 dias de fora para Ignacio Yepez depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Cerrito vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Mateo Ayres está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O Cerrito já telefonou ao Nacional. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
O Cerrito já telefonou ao River Plate. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Gustavo Bortoli, e o treinador deixou.
«É um clube com história a sério, e não tive de pensar muito.» O novo treinador assume e todos recomeçam do zero.
Plantel27/11/2034
115 dias de fora para Ignacio Yepez depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Cerrito vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Um treinador novo não escolheu a equipa da época passada e não quer saber como ela era. Mateo Ayres levou isso a peito, no melhor sentido, e o Cerrito está a ver uma versão dele que o regime anterior tinha deixado de ver.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Jonás Rodríguez. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Esequiel Guedes apontou a data.
Os adeptos organizam-se contra a direção do Cerrito
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 122 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Posição 13 e 20 pontos, e nesta parte da cidade a classificação lê-se de baixo para cima. O calendário deixou de ser um programa e passou a ser uma contagem decrescente.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Mateo Ayres estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Cerrito foi explícito quanto à situação de Esequiel Guedes, o que é mais do que muitos recebem.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Cerrito, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Cerrito falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Santiago Rinaudo, e o treinador deixou.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Agustín da Rocha. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Agustín da Rocha anda nisto há tempo suficiente para saber como se sente uma primavera que corre mal, e está a senti-lo. Um vestiário com medo joga como um vestiário com medo.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Cerrito, mais uma semana sem a assinatura de Iván Suárez.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 136 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
A equipa técnica esvaziou-se por completo e não havia ninguém internamente para promover, por isso o clube nomeou um nome que quase nenhum adepto reconhecerá. Recupera-se disto; ninguém gosta de o explicar.
Chegou a conta da demissão. Interim Coach sai com $41.4K pelo tempo que restava de contrato, e esse dinheiro não compra ao clube nada que possa pôr em campo.
9 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Cerrito, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Começou-se a ver a tabela antes de os jogos acabarem, e esse é sempre o sinal. No Cerrito ninguém diz a palavra em voz alta, e todos no edifício estão a pensá-la.
Em resumo
As bancadasOs rumores sobre Jonás Rodríguez chegam às bancadas
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Cerrito falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Cerrito está a esgotar-se.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Mateo Ayres estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Aos 36 anos, 3 pontos abaixo de onde esteve, e um corpo que começou a cobrar juros. Acontece a todos, e continua a ser o parágrafo mais difícil desta página.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Cerrito, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Os adeptos organizam-se contra a direção do Cerrito
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 150 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Posição 13 e 20 pontos, e nesta parte da cidade a classificação lê-se de baixo para cima. O calendário deixou de ser um programa e passou a ser uma contagem decrescente.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Mateo Ayres estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Cerrito ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 157 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Agustín da Rocha. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Esequiel Guedes apontou a data.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Cerrito, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
O que se dizia à porta fechada passou a dizer-se diante de um microfone. Em Cerrito toda a gente sabe fazer a conta, incluindo o homem a quem se dirige.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 37 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Plantel02/10/2034
Mateo Ayres desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Esequiel Guedes, e o treinador deixou.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Cerrito, mais uma semana sem a assinatura de Mario García.
Todo o plantel tem homens contratados por um treinador concreto e homens que foram simplesmente herdados. Tizian Varela está no primeiro grupo, e quem o quis aqui já não está no edifício.
O dinheiro que disseram ao treinador que tinha é agora dinheiro que o treinador tinha. $554.0K desaparecidos da mesa sem comunicado, e um balneário que percebe o que isso quer dizer.
Os adeptos organizam-se contra a direção do Cerrito
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
Posição 13 e 20 pontos, e nesta parte da cidade a classificação lê-se de baixo para cima. O calendário deixou de ser um programa e passou a ser uma contagem decrescente.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 44 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Toda a gente no Cerrito viu antes de alguém o dizer, que é como isto vai sempre. Aos 35 o declínio é real e mensurável — 3 pontos — e só falta saber como o clube trata alguém a quem deve muitíssimo.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Esequiel Guedes treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Gustavo Bortoli apontou a data.
O Cerrito entrevistou o mercado e nomeou o corredor: Interim Coach fica com o trabalho que já fazia em tudo menos no título. Às vezes as mãos mais seguras são as que já seguram o volante.
Saiu miúdo e regressa a saber ainda onde fica a bancada dos visitantes. A maioria dos reforços tem de ser explicada à cidade; a este bastou uma fotografia.
Quatro ou cinco jornadas de regularidade, medidas contra todos os da divisão que fazem o seu trabalho. Facundo Alvarez sai dessa comparação dentro da equipa, e o Cerrito beneficiou de cada uma dessas tardes.
A despromoção que um clube nunca anuncia e um balneário nota sempre. Iván Suárez está mais longe da equipa do que estava, e a razão só lhe será dada quando perguntar.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Nicolás Rivera treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
Não é uma nomeação interina — é uma instituição com o gabinete técnico vazio. Esta semana as sessões serão dirigidas por alguém desconhecido, e a pergunta de como um clube chega a este estado será feita à direção e ficará sem resposta.
Nada foi anunciado e toda a gente percebe o que significa. Uma direção que convoca todo o departamento de futebol numa terça de manhã é uma direção que deixou de acreditar que o problema se resolve sozinho.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Cerrito, e não vai ser retirado.
Daniel Oyarzún e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel07/08/2034
Georgi Iliev consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Georgi Iliev acabou de assinar pelo Cerrito e, por uma vez, a resposta importava.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Cerrito vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Direção03/07/2034
O silêncio lá de cima começa a ouvir-se em Cerrito
Ninguém na direção disse nada contra o treinador — e é esse o problema: também já não dizem nada a favor.
O comunicado da direção tinha três frases e uma delas mencionava resultados. Interim Coach treina há tempo suficiente para traduzir: ganhar depressa, ou o próximo comunicado será mais curto.
Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.88 aos 35, e ninguém no campo esteve melhor.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Cerrito, e não vai ser retirado.
Plantel29/05/2034
43 dias de fora para Javier Méndez depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Cerrito vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Daniel Oyarzún esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel29/05/2034
Mateo Ayres desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
Um erro de guarda-redes não tem defesa atrás que o limpe. Soube-o antes de a bola passar a linha, o estádio soube-o um segundo depois, e esta noite não há nada que alguém possa dizer.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.