A venda está feita e o dinheiro veio com ela. Donos novos chegam a prometer paciência; a promessa tem prazo de validade, e toda a gente no clube sabe mais ou menos qual é.
62 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Corinthians perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Caio Alexandre e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Breno Bidon estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Direção07/02/2028
A direção do Corinthians arranja $26.5M para o treinador
Dinheiro, não palavras, e é a única resposta que um treinador quer alguma vez ouvir. Gastar bem $26.5M passa a ser inteiramente problema dele.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Lucas Paquetá está nela.
Alex Santana lesiona os ligamentos do joelho — 106 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 106 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
75 pontos, e o resto da divisão a olhar para cima. Todas as equipas que acabam em primeiro passam a época a fingir que não pensam nisso, e esta começou a fingir.
O Corinthians foi ao Coritiba com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Corinthians podem fingir não ter ouvido.
O tipo de ano que acaba com um nome a ser lido num salão. O Corinthians aproveitou-o todas as semanas e tem agora o problema de todos os outros saberem.
A proposta do Juventude por João Pedro Tchoca foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
O negócio que levaria André Carrillo para o Anápolis caiu na fase final e ele reapresenta-se no Corinthians com um verão para esquecer e uma época inteira para jogar. Ninguém diz quem se levantou da mesa.
Lucas Paquetá esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
36 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Corinthians perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Corinthians, e não vai ser retirado.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Santos fica com o seu homem, e o Corinthians volta a uma lista com um nome riscado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Corinthians coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Mais um nome na lista: o Anápolis fez a pergunta que todo o futebol anda a fazer sobre André Carrillo. A resposta do Corinthians não mudou — para já.
Plantel27/12/2027
Breno Bidon desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para André Carrillo, e o treinador deixou.
Em resumo
O bancoRodrigo Garro tornou-se um homem de confiança do treinador
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 38 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Posição 3, 61 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Caio Alexandre esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Breno Bidon estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Segue-se o Fluminense, e as duas equipas para que a divisão olha encontram-se. A quem ganhar dirão que nada está decidido no mesmo fôlego em que lhe dão os parabéns.
Em resumo
PlantelRodrigo Garro vive a melhor forma da carreira
101 dias de fora para Matheus Bidu depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Corinthians vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Aos 33 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.02 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Já são 3 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Uma média de 7.10 numa idade em que quase todos os da sua geração ainda jogam nos juniores. O Corinthians sabe o que tem, e a esta altura já toda a gente sabe.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 21 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
135 dias de fora para Matheus Bidu depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Corinthians vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Verba acordada, salário acordado, e o Santa Cruz de Natal à espera com uma camisola. No Corinthians ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Estava tudo acordado até deixar de estar, e André Carrillo regressa a Corinthians com um verão para esquecer. Nenhum dos clubes diz quem se levantou da mesa.
Caio Alexandre esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Tem 21 anos, média de 7.00, e os profissionais mais velhos começaram a dar-lhe a bola nos minutos difíceis. Essa última parte é o verdadeiro relatório de observação.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Vitória fica com o seu homem, e o Corinthians volta a uma lista com um nome riscado.
19 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Vitória por 3‑0 sobre o Sousa, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Corinthians já se começa a dizer o nome dele no passado.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Corinthians podem fingir não ter ouvido.
O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Alisson não precisou: 7.90, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
O Santos pagou $4.3M e o Corinthians aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
Aos 34 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.00 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
A primeira derrota em 8 jogos. O treinador dirá que tinha de chegar; o balneário dirá que não tinha de chegar contra o Cruzeiro; os adeptos dirão as duas coisas, por essa ordem, a semana inteira.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Corinthians ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
O Bahia vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Corinthians foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
15 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Yuri Alberto esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Tem 22 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Matheus Bidu estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Corinthians, e 7 jogos em 24 dizem que merece ser ouvido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Corinthians coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Matheus Bidu estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Corinthians, e 6 jogos em 22 dizem que merece ser ouvido.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 0‑1, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Aos 33 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.32 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Corinthians ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Jesse Lingard esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Raniele, e o treinador deixou.
Emprestados17/05/2027
Os golos continuam a chegar do exílio de Alex Santana
11 golos em 13 jogos no Deportes Recoleta — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Corinthians alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Yuri Alberto está nela.
Em resumo
O bancoA vista do banco
MercadoA história de Memphis Depay recusa-se a morrer
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Corinthians coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A primeira derrota em 8 jogos. O treinador dirá que tinha de chegar; o balneário dirá que não tinha de chegar contra o Santos; os adeptos dirão as duas coisas, por essa ordem, a semana inteira.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Hugo Souza, e o treinador deixou.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Corinthians, e 2 jogos em 19 dizem que merece ser ouvido.
O banco26/04/2027
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑1 Paulo Barbosa saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
O banco26/04/2027
Rodrigo Garro tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Corinthians dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
A proposta do Changchun Yatai por Pedro Milans foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Memphis Depay esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Haverá conversa esta semana. Corinthians vão pôr um número, e a partir daí deixa de ser futebol e passa a ser aritmética.
Plantel15/02/2027
Palavras no treino do Corinthians sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Breno Bidon está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Corinthians sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Corinthians, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Treina a sério, diz o que há a dizer e volta para um apartamento vazio. No Corinthians ninguém fez nada de mal, e é justamente isso que torna tudo tão difícil de resolver.
Yuri Alberto esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Léo Agostinho será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Corinthians as despedidas começaram em silêncio.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
O banco23/11/2026
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑1 Paulo Barbosa saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Léo Maná estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Corinthians sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
4‑0 frente ao Universidad Catolica, numa noite que vai ser revista neste clube durante uma geração. As reputações europeias fazem-se em noites soltas, e esta foi a noite.
7.92, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
Jogo24/10/2026
Ninguém quer jogar contra o Corinthians neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Memphis Depay esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Léo Agostinho será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Corinthians as despedidas começaram em silêncio.
O Juventude obrigou o Corinthians a suar, mas no fim o marcador dizia 2‑0 e a tabela não pergunta como.
Plantel26/10/2026
Palavras no treino do Corinthians sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Matheus Bidu está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Os jogos da taça esperam que alguém os agarre, e Vitinho agarrou este contra o Athletico Paranaense. 1‑0 no fim, e no sorteio da próxima ronda está o nome do Corinthians.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Corinthians podem fingir não ter ouvido.
Notas dos jogadores28/09/2026
Um golo de defesa dá a vitória ao Corinthians — 7.59
1 para Matheus Pereira, avaliado com 7.59, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
Yuri Alberto esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
0‑1 perante o nível do Lanús. Ninguém vai fingir que isto é um escândalo: a distância é real, é mensurável, e encurtá-la é um projeto e não uma palestra.
Aos 19 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Hugo Souza, e o treinador deixou.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Corinthians, e 0 jogos em 5 dizem que merece ser ouvido.
Soube como os outros, uma hora antes, por uma folha colada na parede. Ninguém em Corinthians fingiu que fosse outra coisa que não uma decisão sobre ele.
Em resumo
O bancoNeste momento há alguém melhor do que Matheuzinho
O bancoO veredicto do treinador
PlantelPalavras no treino do Corinthians sobre quem trabalha
Os centrais têm licença para subir duas vezes por época e são julgados pelo que fazem quando lá chegam. Gustavo Henrique marcou, foi avaliado com 7.23 e voltou antes de alguém dar pela falta.
A proposta do Belenenses por Dieguinho foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
1‑3 para o Bahia, e nenhuma queixa que valha a pena imprimir. A exibição não pediu mais do que aquilo que recebeu.
Plantel14/09/2026
Palavras no treino do Corinthians sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Allan está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nota 7.76 numa tarde que correu do primeiro ao último apito. Falhasse o que falhasse ao Corinthians, o melhor em campo era deles.
O banco14/09/2026
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 1‑3, ditas por Paulo Barbosa a uma sala que já as tinha ouvido.
Em resumo
PlantelNo Corinthians ainda são estranhos uns para os outros
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Memphis Depay e o Corinthians acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Corinthians coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«108 internacionalizações são mais do que alguma vez esperei, e está na hora de serem de outro.» Aos 35 acabou com a selecção e está longe de acabar com o Corinthians.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Matheus Bidu estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.