Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 101 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Melgar coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Luis Ramos. 1‑0 sobre o Alianza Atletico, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Luis Iberico está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Avaliado com 7.89. Pergunte a qualquer pessoa à saída do estádio o que decidiu aquilo e receberá um nome, que é o único prémio que alguma vez contou a sério.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
O banco07/05/2029
A vista do banco
“Controlámos o jogo. Houve períodos de que não gostei e vamos vê-los, mas o grupo mostrou-me alguma coisa.” Cristian Advincula, sobre uma vitória por 1‑0 que já ia a desmontar a caminho da sala de imprensa.
Ninguém no Melgar dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 108 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Leandro Quiroz e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Recuperou e depois fez alguma coisa com isso, que são dois trabalhos e a razão de o marcador ter o aspeto que tem. 13 ações combinadas e uma nota de 7.66, e nenhuma delas entrará num resumo.
Plantel30/04/2029
Víctor Cumpa desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Minuto 94, frente ao Juan Aurich, e um golo que soube a vitória a toda a gente que ficou. Foi um empate. Ninguém à saída do estádio o vai descrever assim.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Melgar ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Leandro Quiroz e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
O UTC obrigou o Melgar a suar, mas no fim o marcador dizia 2‑0 e a tabela não pergunta como.
Plantel23/04/2029
Víctor Cumpa desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Metade do calendário jogado, 9.º lugar, 13 pontos somados. Multiplicar por dois é a conta que todos os adeptos já fizeram e a única que ninguém no clube fará em voz alta.
Leandro Quiroz e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Melgar lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Luis Iberico está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O banco02/04/2029
Luis Ramos tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Melgar dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
O treinador reorganizou as ideias e Nicolás Quagliata saiu delas mais abaixo. Vão dizer-lhe que é temporário, e os jogadores que já ouviram isso antes vão desviar o olhar.
Segue-se a equipa do topo da tabela, e a medida honesta de onde esta equipa realmente está. Qualquer um ganha ao clube que tem abaixo; a pergunta é o que acontece contra o Universitario.
Segue-se o Universitario, e há um homem no balneário do Melgar que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Jems Tenorio tem a sua resposta do Melgar; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Em resumo
O bancoVíctor Cumpa pede uma conversa com o treinador
Leandro Quiroz esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Gregorio Rodríguez. 1‑0 sobre o Cienciano, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Víctor Cumpa estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Merecemos. Pedi-lhes uma reação e tive-a, e agora quero o mesmo outra vez no sábado.” Cristian Advincula sobre uma tarde de 1‑0 que lhe agradou mais do que estava disposto a mostrar.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
O banco19/03/2029
Pablo Erustes tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Melgar dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
A única versão de ficar de fora contra a qual um jogador não pode argumentar, e a que pior aceita. Outro tem estado melhor e a ficha de jogo di-lo, em público, todas as semanas até mudar.
Em resumo
Notas dos jogadoresA única coisa que Alan Cantero não conseguiu
11 jogos sem vencer é o tipo de série que muda a forma como uma cidade fala do seu clube, e o Cesar Vallejo foi a tarde em que parou. Um resultado não resolve nada, e um resultado faz tudo parecer diferente.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Melgar, e não vai ser retirado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Melgar coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Víctor Cumpa estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
7 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Mariano Bracamonte, e o treinador deixou.
O banco12/03/2029
O veredicto do treinador
“Não me vou entusiasmar, e também não os deixo entusiasmar a eles. Foi um bom dia. Virão outros mais difíceis.” Cristian Advincula foi breve depois da vitória por 2‑0, que é o que os treinadores fazem quando estão contentes.
Já são 11 jogos sem vencer, e o estádio ganhou aquele silêncio especial de quem espera o pior. Um 1-0 feio curava quase tudo; é isso que enlouquece.
Plantel05/03/2029
Frank Encalada lesiona os ligamentos do joelho — 20 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 20 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Melgar podem fingir não ter ouvido.
Plantel05/03/2029
17 dias de fora para Alexis Castro depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Melgar vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Melgar falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Leandro Quiroz e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O novo treinador do Melgar já trabalhou com Gregorio Rodríguez e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
O Melgar perguntou e o Botafogo disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Luis Iberico está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Luis Ramos está nela.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Juan Escobar assinar alguma coisa — um contrato no Melgar ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 82 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Renato Solís quer futebol continental; se o Melgar o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
O novo treinador do Melgar já trabalhou com Gregorio Rodríguez e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Luis Iberico está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O banco27/11/2028
Luis Ramos tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Melgar dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Renato Solís. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Matías Lazo apontou a data.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Melgar vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
1‑3 perante o nível do Olimpia. Ninguém vai fingir que isto é um escândalo: a distância é real, é mensurável, e encurtá-la é um projeto e não uma palestra.
O novo treinador do Melgar já trabalhou com Gregorio Rodríguez e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 1‑3, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Colete de aquecimento, noventa minutos a ver, e um aperto de mão no fim que não enganou ninguém. Os jogos grandes dizem em quem o treinador confia; este disse-o a Pablo Erustes.
O centro de treinos fica sossegado durante quinze dias. 4 homens partiram para serem jogadores de outros, e o treinador fica com os que ninguém chamou.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Melgar falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Alexis Castro e o Melgar acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
O novo treinador do Melgar já trabalhou com Gregorio Rodríguez e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
3 jogos sem golo. Os avançados deixam de levantar a cabeça, os médios dão o toque a mais, e cada remate que passa por cima é seguido de um lamento que se acumula desde o último golo.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Cristian Advincula depois do 0‑2, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Luis Ramos está nela.
Plantel30/10/2028
Carlos Henríquez desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Renato Solís. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Em resumo
Notas dos jogadoresNinguém conseguiu chegar a Luis Ramos
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Martín Távara quer futebol continental; se o Melgar o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
O novo treinador do Melgar já trabalhou com Gregorio Rodríguez e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Anderson Santamaría e o Melgar acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
O banco02/10/2028
Luis Ramos tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Melgar dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Plantel02/10/2028
Carlos Henríquez desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Jogo enquanto o corpo deixar e paro no dia em que não deixar.” Tem 36 anos e 425 jogos atrás de si, e o clube tem de planear para uma decisão que ainda não está tomada.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Yimy Gamero treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Em resumo
EmprestadosOs golos continuam a chegar do exílio de Franco Sosa
0‑0 frente ao Envigado, sob os holofotes, contra gente que não fala a mesma língua que a bancada. É nestas noites que um clube mede a sua década, e nunca são tantas quantas se espera.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Renato Solís quer futebol continental; se o Melgar o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
O novo treinador do Melgar já trabalhou com Gregorio Rodríguez e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
Dribles concretizados: 19. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Colete de aquecimento, noventa minutos a ver, e um aperto de mão no fim que não enganou ninguém. Os jogos grandes dizem em quem o treinador confia; este disse-o a Mariano Bracamonte.
Carlos Henríquez e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
O novo treinador do Melgar já trabalhou com Gregorio Rodríguez e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
“Vejo todos os jogos do Melgar daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no UTC segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
Carlos Henríquez esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O banco28/08/2028
Luis Ramos tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Melgar dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Melgar. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Diego Campos. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
O encolher de ombros desapareceu, a língua vai chegando, e discute nos treinos como alguém que conta estar aqui no próximo ano. Metade do valor de um reforço é isto, e nada disso aparece na verba.
O novo treinador do Melgar já trabalhou com Gregorio Rodríguez e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Carlos Henríquez está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
4.º lugar com 34 pontos, e os lugares que dão bilhete para a Europa estão perto o suficiente para se contarem. Épocas assim decidem-se em dois resultados em abril, e o clube sabe quais.
Em resumo
O bancoYimy Gamero pede uma conversa com o treinador
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Melgar lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
O Melgar perguntou e o Santos Laguna disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Víctor Cumpa esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Luis Ramos está nela.
Plantel31/07/2028
Carlos Henríquez desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Faltam 1 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Melgar pode pedir e sobe o salário que Leonel González pode exigir.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Melgar. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
Paolo Reyna lesiona os ligamentos do joelho — 67 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 67 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Alianza Lima perdeu-o em tudo menos nos papéis.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Alianza Lima, e não vai ser retirado.
«Disseram-me coisas antes de eu assinar. Não as vou repetir, mas lembro-me de todas.» Alianza Lima nada responderam, o que também é uma resposta.
Direção24/07/2028
Fecha o mercado: 4 entradas, 9 saídas no Alianza Lima
O prazo passou e o plantel é o plantel. Chegaram 4, saíram 9, e tudo o resto que se imprimiu sobre este clube no último mês foi um rumor que ficou rumor.
O negócio que levaria Jefferson Churi para o Sporting Cristal caiu na fase final e ele reapresenta-se no Alianza Lima com um verão para esquecer e uma época inteira para jogar. Ninguém diz quem se levantou da mesa.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Alianza Lima coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Melgar fica com o seu homem, e o Alianza Lima volta a uma lista com um nome riscado.
Faz todos os sábados coisas a que ninguém à volta dele consegue responder. É lisonjeiro durante uma época e um problema a partir daí, e o Alianza Lima sabe em que fase está.
O UTC vai querer esquecer isto depressa: 4‑1, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Melgar foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Melgar perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Aos 34 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.81 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
O negócio com o Sporting Cristal está feito em todos os sentidos menos no que o põe em campo. Nesta fase nada corre mal, exceto nas vezes em que corre.
Notas dos jogadores10/07/2028
Alan Cantero jogou uma tarde diferente da de toda a gente
9.60. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
Em resumo
Notas dos jogadoresO jogo passou por Martín Távara — 7.84
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Luis Ramos produziu-o, e o 8.81 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Minuto 92, frente ao Sporting Cristal, e um golo que soube a vitória a toda a gente que ficou. Foi um empate. Ninguém à saída do estádio o vai descrever assim.
Javier Salas e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Foi preciso Luis Ramos marcar para trazer alguma coisa para casa: 2‑2 com o Sporting Cristal, e metade do balneário vai chamar-lhe um ponto ganho.
O banco22/05/2028
Luis Ramos tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Melgar dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
O banco22/05/2028
A vista do banco
“Não perdemos. Há semanas em que é só isso que se consegue, e prefiro ter o ponto a não o ter.” Cristian Advincula escolheu a versão do copo meio cheio do 2‑2; os adeptos saíram com a outra.
Noventa minutos concretos pediam outro tipo de jogador, e o treinador escolheu um. Não está em má forma e não está na equipa, e as duas coisas são verdade.
Em resumo
As bancadasToda a gente tem uma opinião sobre Leonel González
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Melgar coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Alan Cantero está nela.
O banco15/05/2028
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Leonel González
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
Segue-se o Sporting Cristal, e há um homem no balneário do Melgar que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Luis Iberico quer futebol continental; se o Melgar o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Nelson Cabanillas esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Melgar, e 4 jogos em 13 dizem que merece ser ouvido.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
O banco08/05/2028
A vista do banco
“Não perdemos. Há semanas em que é só isso que se consegue, e prefiro ter o ponto a não o ter.” Cristian Advincula escolheu a versão do copo meio cheio do 0‑0; os adeptos saíram com a outra.
Nelson Cabanillas e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Alec Deneumostier está nela.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Diego Núñez tem a sua resposta do Melgar; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Nelson Cabanillas, e o treinador deixou.
O banco24/04/2028
A vista do banco
“Controlámos o jogo. Houve períodos de que não gostei e vamos vê-los, mas o grupo mostrou-me alguma coisa.” Cristian Advincula, sobre uma vitória por 4‑3 que já ia a desmontar a caminho da sala de imprensa.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Melgar lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Javier Salas e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
O banco03/04/2028
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑1 Cristian Advincula saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Alec Deneumostier tem a sua resposta do Melgar; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Nelson Cabanillas e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O banco27/03/2028
Luis Ramos tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Melgar dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Luis Ramos: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Melgar a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Melgar. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Melgar sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Faltam 4 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Melgar pode pedir e sobe o salário que Leonel González pode exigir.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Jogo18/03/2028
Não se vê o fim da espera do Melgar por uma vitória
Já são 4 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Melgar tem de arrancar um resultado de algum lado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Melgar coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Acabou 2‑2, e de certa forma sempre pareceu que ia acabar assim. Uma daquelas tardes em que a tabela mexe menos do que os nervos.
O banco20/03/2028
A vista do banco
“Não perdemos. Há semanas em que é só isso que se consegue, e prefiro ter o ponto a não o ter.” Cristian Advincula escolheu a versão do copo meio cheio do 2‑2; os adeptos saíram com a outra.
Disseram uma coisa a Alec Deneumostier e depois aconteceu. Neste meio, isso passa por notável, e o balneário reparou mais depressa do que qualquer adepto podia.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Javier Salas, e o treinador deixou.
O banco20/03/2028
Alan Cantero tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Melgar dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
1‑2 perante o nível do Cerro Porteno. Ninguém vai fingir que isto é um escândalo: a distância é real, é mensurável, e encurtá-la é um projeto e não uma palestra.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Empate aos 88 minutos, depois de uma tarde que o Melgar tinha praticamente arrumada. O Cesar Vallejo vai chamar-lhe um ponto ganho; o balneário da casa vai chamar-lhe dois oferecidos, e ambos têm razão.
Javier Salas esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Foi preciso Luis Ramos marcar para trazer alguma coisa para casa: 1‑1 com o Cesar Vallejo, e metade do balneário vai chamar-lhe um ponto ganho.
O banco13/03/2028
A vista do banco
“Não perdemos. Há semanas em que é só isso que se consegue, e prefiro ter o ponto a não o ter.” Cristian Advincula escolheu a versão do copo meio cheio do 1‑1; os adeptos saíram com a outra.
Em resumo
O bancoNão há lugar para Pablo Erustes no jogo grande
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.90 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Anderson Santamaría, e o treinador deixou.
“Merecemos. Pedi-lhes uma reação e tive-a, e agora quero o mesmo outra vez no sábado.” Cristian Advincula sobre uma tarde de 3‑0 que lhe agradou mais do que estava disposto a mostrar.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Luis Ramos está nela.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Luis Iberico treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Em resumo
MercadoA conversa sobre Juan Escobar não desaparece
0‑3 frente ao Cerro Porteno. A leitura honesta não é que os jogadores estiveram mal: é que a distância entre este clube e aquele se mede hoje em coisas que o dinheiro leva anos a comprar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Melgar coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 0‑1, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Em resumo
As bancadasToda a gente tem uma opinião sobre Renato Solís
Notas dos jogadoresLuis Ramos podia ter feito três
21 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Melgar perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Javier Salas esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Jhamir D'Arrigo quer futebol continental; se o Melgar o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
“Vejo todos os jogos do Melgar daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Ayacucho segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Cristian Advincula depois do 2‑3, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 110 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
1‑2 perante o nível do Montevideo City Torque. Ninguém vai fingir que isto é um escândalo: a distância é real, é mensurável, e encurtá-la é um projeto e não uma palestra.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Alejandro Ramos será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Melgar as despedidas começaram em silêncio.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Anderson Santamaría e o Melgar acertam mais 2 anos.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Melgar coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Melgar foi explícito quanto à situação de Jhamir D'Arrigo, o que é mais do que muitos recebem.
Colete de aquecimento, noventa minutos a ver, e um aperto de mão no fim que não enganou ninguém. Os jogos grandes dizem em quem o treinador confia; este disse-o a Anderson Santamaría.
3‑4 frente ao Universitario, e a estrada acaba aqui. As eliminações da taça são mortes rápidas — sem segunda mão, sem próxima semana, só o campeonato daqui até maio.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Melgar lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Pablo Erustes e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 7 golos entre o Melgar e o Universitario, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
Aqui não há queixa possível e todos os envolvidos sabem, o que não encurta o caminho até ao banco. A forma é a única moeda do futebol sobre a qual não se pode pedir emprestado.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 14 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Alianza Lima já se começa a dizer o nome dele no passado.
Os contabilistas vão chamar-lhe bom negócio e terão razão, o que não é o assunto de ninguém fora da administração. Luis Ramos era uma das razões por que as pessoas vinham, e $4.7M não substitui isso sozinho.
Aos 37 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.81 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Alianza Lima pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Alianza Lima lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Em resumo
JogoAconteça o que acontecer, o Alianza Lima não perde
32 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Melgar perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
O Alianza Lima não queria vender e o número é a razão por que o fez. $4.7M por Luis Ramos, e a expectativa que chega com ele não é suavizada por nenhum período de adaptação.
$770.0K em cima da mesa do Sporting Cristal. O treinador queria-o, a direção acertou um número, e as únicas vozes que faltam ouvir são as do outro clube.
Luis Ramos era o nome em todos os programas de rádio, e o clube foi buscá-lo por $4.7M. Durante uma semana a direção não faz nada de errado, e é uma semana que a maioria das direções nunca tem.
Plantel28/06/2027
Jhamir D'Arrigo desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 22 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Alianza Lima podem fingir não ter ouvido.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Alianza Lima lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O San Lorenzo fica com o seu homem, e o Alianza Lima volta a uma lista com um nome riscado.
Leonardo Villar esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Melgar perdeu-o em tudo menos nos papéis.
O aperto de mão com o Sporting Cristal está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
A proposta seguiu esta semana para o Alianza Lima, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Franco Sosa esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
30 dias de fora para Pedro Aquino depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Alianza Lima vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Gaspar Gentile produziu-o, e o 8.81 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Alianza Lima, e não vai ser retirado.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Alianza Lima perdeu-o em tudo menos nos papéis.