«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Artigas, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Tem 20 anos e ninguém em Artigas o contratou para esta época. Negócios destes julgam-se daqui a quatro anos, por gente que talvez já não esteja na casa.
A direcção disse em público o que já dizia em privado. Os resultados daqui até à próxima reunião decidem tudo, e no clube toda a gente sabe fazer as contas.
O negócio que levaria Federico Viera para o Albion caiu na fase final e ele reapresenta-se no Artigas com um verão para esquecer e uma época inteira para jogar. Ninguém diz quem se levantou da mesa.
O prémio é pouca coisa com um significado pesado: durante quatro semanas ninguém neste escalão fez melhor o seu trabalho. Artigas têm o troféu numa prateleira e o jogador na equipa.
Um jogador que contava ser titular assistiu de fora. O treinador vai chamar-lhe uma decisão pela equipa; Anthony da Costa chama-lhe outra coisa em privado.
Colocado numa posição que não é a sua, ou substituído antes da hora uma vez de mais: Nicolás Leites deixou claro que não gosta da forma como o Artigas o está a utilizar. Os treinadores sabem destas coisas muito antes da imprensa.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Artigas, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Dados como perdidos há quinze dias, o plantel fechou fileiras e respondeu no relvado. Alguma coisa se disse atrás daquela porta e, por enquanto, está a aguentar.
Em resumo
As bancadasA imprensa encontrou o seu homem em Anthony Segovia
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
Colocado numa posição que não é a sua, ou substituído antes da hora uma vez de mais: Thiago Dubroca deixou claro que não gosta da forma como o Artigas o está a utilizar. Os treinadores sabem destas coisas muito antes da imprensa.
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
Faltam 48 meses e lá de cima só silêncio — sem proposta, sem conversas, nada a que os representantes possam responder. Os clubes que deixam o calendário negociar por eles acabam quase sempre a negociar com o calendário.