Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Kim Taewon produziu-o, e o 8.35 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Verba acordada, salário acordado, e o Omiya Ardija à espera com uma camisola. No FC Tokyo ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Aos 33 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.28 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
As condições foram oferecidas e recusadas. Se foi o salário, a função ou a cidade, no Alianza Lima ninguém diz, e no FC Tokyo ninguém gosta de estar a adivinhar.
O FC Tokyo perguntou e o Albirex Niigata disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do FC Tokyo sobre quem trabalha
Notas dos jogadoresUm daqueles dias de Mauro Rolando
O Omiya Ardija vai querer esquecer isto depressa: 4‑1, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O FC Tokyo foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Aos 35 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.29 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.84 para o resto.
Yamato Naito e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel16/07/2035
Kosei Suwama desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Aos 38 anos, 3 pontos abaixo de onde esteve, e um corpo que começou a cobrar juros. Acontece a todos, e continua a ser o parágrafo mais difícil desta página.
É sentimental, é completamente sincero e é o princípio de uma saída que ninguém anunciou. O clube pode ser elegante quanto a isso ou pode fingir que não ouviu.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No FC Tokyo ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Yamato Naito e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel11/06/2035
Tojiro Kubo desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
«Há manhãs em que acordas e tudo o que conheces continua longíssimo.» Não é o futebol e nunca foi: o FC Tokyo lida com um homem que quer outro país.
O banco11/06/2035
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑1, ditas por Interim Coach a uma sala que já as tinha ouvido.
O banco11/06/2035
Leon Nozawa tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no FC Tokyo dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Palavras no treino do FC Tokyo sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Yota Komi está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No FC Tokyo ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Taisei Kuwata e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em FC Tokyo, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Stéphane Noumbissie está nela.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Hajime Osako e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel29/01/2035
Yota Komi desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Avispa Fukuoka fica com o seu homem, e o FC Tokyo volta a uma lista com um nome riscado.
Aos 35 anos, 3 pontos abaixo de onde esteve, e um corpo que começou a cobrar juros. Acontece a todos, e continua a ser o parágrafo mais difícil desta página.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Harumi Minamino, e o treinador deixou.
Todos os desenhos têm posições e este não tem a dele. O FC Tokyo vai mudar o desenho, mudar-lhe a função ou mudar-lhe o clube, e ele está à espera de saber qual.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Kosei Suwama está nela.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Yota Komi estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Kento Hashimoto e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Haruya Fujii, e o treinador deixou.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no FC Tokyo sabem-no.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Alex Kouto Horio Pisano está nela.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Kento Hashimoto assinar alguma coisa — um contrato no FC Tokyo ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no FC Tokyo. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do FC Tokyo, e não vai ser retirado.
Alex Kouto Horio Pisano esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O Ventforet Kofu vai continuar a utilizá-lo até junho e não receberá nada por ele depois. Kazunari Kita pré-acordou a mudança para o FC Tokyo, e os únicos que perdem nesse arranjo são os que deixaram o contrato correr.
Plantel13/11/2034
Palavras no treino do FC Tokyo sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Chihiro Konagaya está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Toda a carreira longa chega à semana em que o jogador começa a pensar na última. Gostaria que fosse no clube que o pôs pela primeira vez num campo, e no FC Tokyo já sabem disso.
Ninguém no FC Tokyo dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Ryota Kamihashi, e o treinador deixou.
Ninguém o confirma e as fichas de jogo confirmam-no todas as semanas. Um erro comprou-lhe um período como segunda opção que já é mais longo do que o erro merecia.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Ryoga Kida treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Em resumo
MercadoA história de Leon Nozawa recusa-se a morrer
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do FC Tokyo, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Yamato Naito será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no FC Tokyo as despedidas começaram em silêncio.
A série sem derrotas chega aos 7 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Tojiro Kubo e o FC Tokyo acertam mais 2 anos.
Plantel09/10/2034
Yota Komi desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Asahi Uenaka está nela.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em FC Tokyo, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
A proposta seguiu esta semana para o Gamba Osaka, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Alex Kouto Horio Pisano e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
A perseguição a Cailen Hill terminou com $140.0K a mudar de mãos e o Kashiwa Reysol sem razões para dizer que não. Os adeptos julgarão o valor da única maneira que conta: aos sábados.
Toda a gente no FC Tokyo viu antes de alguém o dizer, que é como isto vai sempre. Aos 34 o declínio é real e mensurável — 3 pontos — e só falta saber como o clube trata alguém a quem deve muitíssimo.
Plantel07/08/2034
Palavras no treino do FC Tokyo sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Yota Komi está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
68 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O FC Tokyo perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No FC Tokyo ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
A primeira derrota em 9 jogos. O treinador dirá que tinha de chegar; o balneário dirá que não tinha de chegar contra o Yokohama F. Marinos; os adeptos dirão as duas coisas, por essa ordem, a semana inteira.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de FC Tokyo ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Kento Hashimoto e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel05/06/2034
Yota Komi desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No FC Tokyo ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.