Um negócio que à hora de almoço estava a um telefonema de fechar estava morto à meia-noite. O Guarani vai tentar outra vez quando o mercado abrir; nessa altura o Cerro Porteno pode já não estar a vender.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Gaspar Servio e o Guarani acertam mais 2 anos.
Gaspar Servio e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
A despromoção que um clube nunca anuncia e um balneário nota sempre. Paul Riveros está mais longe da equipa do que estava, e a razão só lhe será dada quando perguntar.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Richard Torales apontou a data.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Guarani, mais uma semana sem a assinatura de Ignacio Brea.
Em resumo
MercadoO mercado fechou e Robert Rojas continua cá
81 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Sportivo Luqueno perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Aos 36 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.98 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Giovanni Bogado e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 75 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Lautaro Comas quer futebol continental; se o Sportivo Luqueno o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Giovanni Bogado e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Marcelo Jiménez está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Paul Riveros: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Sportivo Luqueno a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Sportivo Luqueno sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Jonathan Ramos está nela.
83 dias de fora para Lucas Morales depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Sportivo Luqueno vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Sportivo Luqueno já se começa a dizer o nome dele no passado.
Walter González e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Matías Medina está nela.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Fernando Bobadilla assinar alguma coisa — um contrato no Sportivo Luqueno ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
25 dias de fora para Matías Riveros depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Sportivo Luqueno vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Walter González e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Lucas Morales estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Nicolás Campisi. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Jonathan Ramos está nela.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Sportivo Luqueno. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
A lista é um documento discreto com um significado ruidoso. Francisco Mongelos pode falar com quem perguntar, e no clube toda a gente sabe o que isso quer dizer.
Em resumo
PlantelOs relatórios de treino sobre Paul Riveros não são bons
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Oscar Cáceres não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
Walter González e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
A formação existe exatamente para esta manhã. Juan Gamarra passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.