19 dias de fora para João Oliveira depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Lusitano Évora vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Diogo Calila e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Toda a gente no Lusitano Évora viu antes de alguém o dizer, que é como isto vai sempre. Aos 35 o declínio é real e mensurável — 3 pontos — e só falta saber como o clube trata alguém a quem deve muitíssimo.
O Lusitano Évora perguntou e o Estoril Praia disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Lusitano Évora, mais uma semana sem a assinatura de João Miguel.
Posição 8 e 16 pontos, e nesta parte da cidade a classificação lê-se de baixo para cima. O calendário deixou de ser um programa e passou a ser uma contagem decrescente.
1 para Diogo Calila, avaliado com 7.82, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
6 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Lusitano Évora e do Mafra por igual; os restantes divertiram-se imenso.
Aos 18 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Lusitano Évora coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O banco21/12/2026
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 2‑4 Alexandre Santos saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Gerson Valencia produziu-o, e o 8.28 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Notas dos jogadores07/12/2026
Kauan Kelvin, 21 anos, joga como se cá estivesse há anos — 8.70
Um 8.70 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 21. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
6 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Lusitano Évora e do Sporting da Covilhã por igual; os restantes divertiram-se imenso.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 21 anos que sente como seu. Kauan Kelvin tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Giacomo Volpe, e o treinador deixou.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Danilo Luís agiu, no Lusitano Évora, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Diogo Calila esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Cican Stanković, e o treinador deixou.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Alexandre Santos depois do 1‑2, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
A proposta seguiu esta semana para o Estrela da Amadora, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Nacional fica com o seu homem, e o Lusitano Évora volta a uma lista com um nome riscado.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Leandro Tipote e o Lusitano Évora acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Lusitano Évora coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O Lusitano Évora já telefonou ao Benfica. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
Contrato liquidado, apertos de mão, nenhuma verba a mudar de mãos. Marcelo Valverde deixa o Lusitano Évora pela porta discreta, e a folha salarial respira um pouco melhor.