Uma média de 7.82 na época, com 24 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Uma média de 7.53 numa idade em que quase todos os da sua geração ainda jogam nos juniores. O Paris Saint-Germain sabe o que tem, e a esta altura já toda a gente sabe.
Matvey Safonov esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 6 golos entre o Paris Saint-Germain e o Olympique de Marseille, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
18 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
66 pontos, e o resto da divisão a olhar para cima. Todas as equipas que acabam em primeiro passam a época a fingir que não pensam nisso, e esta começou a fingir.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Monaco fica com o seu homem, e o Paris Saint-Germain volta a uma lista com um nome riscado.
14 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Chega um momento em que um clube apoia a sua ambição ou admite que não a tem. O Paris Saint-Germain pagou $3.9M por Filip Marschall, que é a forma mais barulhenta de dizer qual das duas escolheu.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O NK Krka tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Já são 15 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Isto não é profundidade de plantel e ninguém finge que seja. Pagaram-se $92.8M porque Rafael Leão é simplesmente melhor do que o que já cá estava, e o clube decidiu deixar de esperar.
O Napoli pagou $92.5M e o Paris Saint-Germain aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
Raras vezes este jogo viu exibição assim: 3‑0 frente ao FC Lorient, e podiam ter sido mais.
Plantel18/01/2027
Uma transferência que Rafael Leão teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Rafael Leão está a viver essa versão no Paris Saint-Germain, e costuma notar-se no primeiro mês.
Uma média de 7.68 na época, com 17 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
O negócio que levaria João Neves para o Real Madrid caiu na fase final e ele reapresenta-se no Paris Saint-Germain com um verão para esquecer e uma época inteira para jogar. Ninguém diz quem se levantou da mesa.
14 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
11 triunfos consecutivos como visitante. As equipas que ganham fora costumam saber defender e contra-atacar, e a tabela começou a refletir o que essas viagens renderam.
O Paris Saint-Germain ofereceu $3.5M; o Le Havre AC disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Jonathan Clauss agiu, no Paris Saint-Germain, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Paris Saint-Germain coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Já são 8 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
«Disseram-me coisas antes de eu assinar. Não as vou repetir, mas lembro-me de todas.» Paris Saint-Germain nada responderam, o que também é uma resposta.
16 golos e uma média de 7.46 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
9 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Plantel30/11/2026
Willian Pacho desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Tem 21 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Em resumo
Notas dos jogadoresFerran Torres jogou uma tarde diferente da de toda a gente
Vitória por 5‑0 sobre o US Creteil, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
O Toulouse FC vai querer esquecer isto depressa: 4‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Paris Saint-Germain foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Já são 7 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Mika Godts produziu-o, e o 8.54 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
O mais difícil de ter 17 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Mamadou Meité não precisou: 8.90, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
7 triunfos consecutivos como visitante. As equipas que ganham fora costumam saber defender e contra-atacar, e a tabela começou a refletir o que essas viagens renderam.
Uma média de 7.42 na época, com 15 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Vitinha e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Já são 5 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Notas dos jogadores16/11/2026
Mika Godts, 21 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.88
Um 7.88 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 21. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Paris Saint-Germain coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Uma média de 7.38 na época, com 14 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Fabián está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O Le Havre AC vai querer esquecer isto depressa: 5‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Paris Saint-Germain foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
«Disseram-me coisas antes de eu assinar. Não as vou repetir, mas lembro-me de todas.» Paris Saint-Germain nada responderam, o que também é uma resposta.
Posição 2, 27 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Paris Saint-Germain a ouviu como outra coisa.
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Dribles concretizados: 21. Pelo minuto setenta aparece no rosto de um lateral um desespero muito próprio, e ali estava ele.
Plantel02/11/2026
Fabián desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Já são 8 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Vitinha esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Fabián estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Com 6 jogadores ao serviço das seleções, os treinos são pequenos e o treinador até consegue ouvir-se. É a única pausa da época, e nunca sabe bem a uma.
O jogo à volta do qual se organiza o calendário. A forma vai pela janela, a tabela não se consulta, e durante noventa minutos o Paris Saint-Germain será julgado por uma única coisa.
“Não é o fim do mundo e não chega. As duas coisas são verdade.” O treinador, depois de um empate por 0‑0, disse a coisa honesta e foi dizê-la outra vez lá dentro.
Já são 7 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 20 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Jogo03/10/2026
Mais uma trazida de fora
4 seguidas na estrada para o Paris Saint-Germain. Os autocarros saem cedo, chegam de noite a estádios pouco simpáticos, e voltam sempre com três pontos.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Willian Pacho estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Vitinha e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Já são 6 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Willian Pacho estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Avaliado com 7.61. Pergunte a qualquer pessoa à saída do estádio o que decidiu aquilo e receberá um nome, que é o único prémio que alguma vez contou a sério.
Outro tem estado melhor, o treinador disse-o com uma ficha de jogo, e não há discussão possível. Vai recuperar a camisola da única maneira que ela se recupera.
O banco28/09/2026
O veredicto do treinador
“Estou frustrado, sinceramente. Fizemos o suficiente para ganhar e não ganhámos.” Robert Roussel não o escondia depois do 0‑0, e no balneário do Paris Saint-Germain também ninguém o escondia.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Khvicha Kvaratskhelia assinar alguma coisa — um contrato no Paris Saint-Germain ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Manchester United fica com o seu homem, e o Paris Saint-Germain volta a uma lista com um nome riscado.
Plantel14/09/2026
Willian Pacho desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Lucas Hernández esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
7 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
Um 1‑1 com o Monaco deixa o balneário entre o alívio e a frustração.
O banco14/09/2026
O veredicto do treinador
“Estou frustrado, sinceramente. Fizemos o suficiente para ganhar e não ganhámos.” Robert Roussel não o escondia depois do 1‑1, e no balneário do Paris Saint-Germain também ninguém o escondia.
O Paris Saint-Germain perguntou e o Porto disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. João Neves produziu-o, e o 8.31 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Notas dos jogadores31/08/2026
Désiré Doué, 21 anos, joga como se cá estivesse há anos — 8.33
Um 8.33 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 21. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Paris Saint-Germain a ouviu como outra coisa.
Vitinha e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Tem 21 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Verba acordada, salário acordado, e o Olympique Lyonnais à espera com uma camisola. No Paris Saint-Germain ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
O LOSC Lille queria mais do que $16.4M e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Désiré Doué produziu-o, e o 8.28 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Paris Saint-Germain coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O Paris Saint-Germain perguntou e o Manchester City disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
O Paris Saint-Germain ofereceu $21.2M; o RC Strasbourg disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Ousmane Dembélé esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O telefone voltou a tocar por causa de Fabián, e desta vez do outro lado está o Napoli. No Paris Saint-Germain ouvem com educação e não prometem nada.
Direção17/08/2026
5 jogadores da formação recebem número de equipa principal no Paris Saint-Germain
A manhã em que o percurso deixa de ser um folheto e passa a ser uma ficha de jogo. A maioria não estará cá daqui a três anos; todos já fizeram a parte difícil, que era chegar a hoje.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Stéphane Huet é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Sébastien François está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
O Paris Saint-Germain foi ao RC Strasbourg com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
O Paris Saint-Germain foi ao LOSC Lille com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Ousmane Dembélé e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
A lesão mais comum do futebol e aquela de que mais se volta à pressa. O Paris Saint-Germain vai falar em 14 dias e vai ter cuidado, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
A proposta do Barcelona por Nuno Mendes foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
356 jogos ao longo de 13 épocas com uma só camisola. Carreiras assim já não se constroem de propósito, e o Paris Saint-Germain sabe exatamente o que tem.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Paris Saint-Germain a ouviu como outra coisa.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Ousmane Dembélé estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.