Robin Hranáč lesiona os ligamentos do joelho — 35 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 35 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Hannover 96 ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Andrea Colpani produziu-o, e o 8.24 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Aos 33 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.01 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Andrea Colpani. 2‑1 sobre o Hertha BSC, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Pascal Loretz, e o treinador deixou.
O Hertha BSC segurou a vantagem 4 minutos, que não chega para a desfrutar. O Hannover 96 respondeu antes de o festejo terminar, e com isso mudou a forma da tarde.
Robin Hranáč lesiona os ligamentos do joelho — 50 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 50 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
0‑3 para o Borussia Dortmund, e foi exatamente tão mau como o número sugere. Há derrotas que se discutem e derrotas pelas quais se pede desculpa; esta foi do segundo tipo.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Hannover 96 ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Hannover 96 a ouviu como outra coisa.
Plantel05/12/2033
Codruţ Sandu consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Codruţ Sandu acabou de assinar pelo Hannover 96 e, por uma vez, a resposta importava.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Anísio Cabral estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Khalis Merah esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Hannover 96, mais uma semana sem a assinatura de Robin Hranáč.
Robin Hranáč lesiona os ligamentos do joelho — 58 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 58 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Lilian Egloff estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Robin Hranáč lesiona os ligamentos do joelho — 76 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 76 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Hannover 96 ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
As regras permitem-no e dói na mesma. Jarleysom acertou condições com o Werder Bremen para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Hannover 96 coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Mattéo Piveteau acabou de assinar pelo Hannover 96 e, por uma vez, a resposta importava.
Plantel14/11/2033
Palavras no treino do Hannover 96 sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Anísio Cabral está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O Hertha BSC vai continuar a utilizá-lo até junho e não receberá nada por ele depois. Seb Ferdinand pré-acordou a mudança para o Hannover 96, e os únicos que perdem nesse arranjo são os que deixaram o contrato correr.
Robin Hranáč lesiona os ligamentos do joelho — 116 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 116 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Deniz Zeitler será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Hannover 96 as despedidas começaram em silêncio.
Pascal Loretz e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel10/10/2033
Anísio Cabral desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Hannover 96 ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Hannover 96 sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Hannover 96 ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Dribles concretizados: 28. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Jogo24/09/2033
Não se vê o fim da espera do Hannover 96 por uma vitória
Já são 5 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Hannover 96 tem de arrancar um resultado de algum lado.
As regras permitem-no e dói na mesma. Lilian Egloff acertou condições com o Hertha BSC para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Mattia Mannini estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Rafik el Arguioui e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Hannover 96 ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Notas dos jogadores19/09/2033
Nathan Tella, 34 anos, faz recuar o relógio — 7.81
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.81 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
Já são 4 jogos sem vencer, e o estádio ganhou aquele silêncio especial de quem espera o pior. Um 1-0 feio curava quase tudo; é isso que enlouquece.
Plantel19/09/2033
Uma lesão muscular afasta Nathan Tella durante 17 dias
Ninguém faz um documentário sobre um isquiotibial e toda a gente nisto o teme. No Hannover 96 vão ter cuidado com a data de regresso, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Sam Roovers agiu, no Hannover 96, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Plantel19/09/2033
Anísio Cabral desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Rafik el Arguioui e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
«Dei tudo aqui e preciso de um desafio novo.» O pedido é formal, e a relação nunca mais vai ser exatamente a mesma.
Direção05/09/2033
O Hannover 96 fecha o mercado com um plantel feito por si
33 entradas e 34 saídas, e nenhuma mudança durante meses. O treinador tem o que tem, os adeptos têm a sua opinião sobre isso, e a tabela terá a última palavra.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Hannover 96 ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Robin Hranáč esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O Hannover 96 foi ao Darmstadt 98 com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Plantel05/09/2033
Palavras no treino do Hannover 96 sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Mattia Mannini está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Schalke 04 fica com o seu homem, e o Hannover 96 volta a uma lista com um nome riscado.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Hannover 96 já se começa a dizer o nome dele no passado.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Hannover 96 sabem-no.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Hannover 96 ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Hannover 96 coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel22/08/2033
Palavras no treino do Hannover 96 sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Anísio Cabral está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Não acontece nada durante meses e depois ele simplesmente chega, a custo zero, tendo assinado um pré-contrato enquanto ainda jogava por outro. É a forma menos dramática de contratar um futebolista e muitas vezes a mais esperta.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Em resumo
MercadoDenis Zakaria está livre para procurar outro sítio
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Hannover 96 podem fingir não ter ouvido.
Pascal Loretz e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Plantel11/07/2033
Anísio Cabral desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Club Brugge fica com o seu homem, e o Hannover 96 volta a uma lista com um nome riscado.
O Hannover 96 já telefonou ao Bayer Leverkusen. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Hannover 96 já se começa a dizer o nome dele no passado.
$4.3M em cima da mesa do Borussia Dortmund. O treinador queria-o, a direção acertou um número, e as únicas vozes que faltam ouvir são as do outro clube.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Daylam Meddah será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Hannover 96 as despedidas começaram em silêncio.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o Bayer Leverkusen fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
As regras permitem-no e dói na mesma. Daylam Meddah acertou condições com o Arminia Bielefeld para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Pascal Loretz e o Hannover 96 acertam mais 4 anos.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Hannover 96, e não vai ser retirado.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 6 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Hannover 96 a ouviu como outra coisa.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Pascal Loretz, e o treinador deixou.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Hannover 96, e não vai ser retirado.
Emprestados04/04/2033
O empréstimo de Daniel Peretz mede-se pelo que não acontece
24 balizas a zeros em 27 jogos no Bayer Leverkusen. É o ofício inteiro de um guarda-redes bem cumprido, e está a ser cumprido muito longe do clube que o detém.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Albert Grønbæk será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Hannover 96 as despedidas começaram em silêncio.
5 jogos, nenhum golo e um centro de treinos que já tentou tudo. Vai acabar — as secas acabam sempre — mas ninguém no Hannover 96 sabe dizer em que semana.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Hannover 96 ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Elias Baum e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do Hannover 96 sobre quem trabalha
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 17 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Hannover 96 podem fingir não ter ouvido.
17 ações combinadas e 6.31. O trabalho dele aparece sob a forma de outros parecerem bons, e a única maneira fiável de o notar é ver o que acontece nas tardes em que ele falta.
Jogo19/03/2033
Não se vê o fim da espera do Hannover 96 por uma vitória
Já são 4 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Hannover 96 tem de arrancar um resultado de algum lado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Hannover 96 coisas que levam mais de uma semana a retirar.
4 jogos sem golo. Os avançados deixam de levantar a cabeça, os médios dão o toque a mais, e cada remate que passa por cima é seguido de um lamento que se acumula desde o último golo.
O Köln levou os pontos após um 0‑1 que será difícil de explicar nas bancadas.
Plantel21/03/2033
Julian Niehues desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 32 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Albert Grønbæk será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Hannover 96 as despedidas começaram em silêncio.
Emprestados07/03/2033
O empréstimo de Daniel Peretz mede-se pelo que não acontece
21 balizas a zeros em 24 jogos no Bayer Leverkusen. É o ofício inteiro de um guarda-redes bem cumprido, e está a ser cumprido muito longe do clube que o detém.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Hannover 96 podem fingir não ter ouvido.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Elias Baum e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Mario Martín estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Hannover 96, e não vai ser retirado.
Emprestados14/02/2033
19 balizas a zeros por empréstimo para Daniel Peretz
21 jogos no Bayer Leverkusen e os golos deixaram de entrar. O Hannover 96 emprestou um guarda-redes e vê a época de outro clube melhorar todas as semanas.
«Há manhãs em que acordas e tudo o que conheces continua longíssimo.» Não é o futebol e nunca foi: o Hannover 96 lida com um homem que quer outro país.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Hannover 96 a ouviu como outra coisa.
Plantel14/02/2033
Palavras no treino do Hannover 96 sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Mario Martín está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Dribles concretizados: 21. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Borussia Dortmund fica com o seu homem, e o Hannover 96 volta a uma lista com um nome riscado.
59 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Lausanne-Sport perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Chegou por uma verba e sai por uma fração dela. $548.1K do que o Lausanne-Sport pagou por Pascal Loretz é dinheiro que o clube não volta a ver, e a direção será interpelada sobre isso durante duas épocas.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Lausanne-Sport podem fingir não ter ouvido.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em Lausanne-Sport já falam dele no passado.
Direção06/09/2032
O prazo passa com 20 contratações e 35 saídas
Está feito o negócio no Lausanne-Sport até o mercado voltar a abrir. Se chegou, responde-se aos sábados e não numa coluna, e o primeiro sábado está perto.
O negócio que levaria Sekou Diawara para o Sion caiu na fase final e ele reapresenta-se no Lausanne-Sport com um verão para esquecer e uma época inteira para jogar. Ninguém diz quem se levantou da mesa.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Lausanne-Sport coisas que levam mais de uma semana a retirar.
61 dias, diz o departamento médico, e os departamentos médicos são otimistas por profissão. A ficha de jogo vai parecer errada sem ele.
Plantel06/09/2032
Tim Meyer desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Lausanne-Sport perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Lausanne-Sport ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Beyatt Lekoueiry esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Tim Meyer estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
5 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Lausanne-Sport perdeu-o em tudo menos nos papéis.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Lausanne-Sport podem fingir não ter ouvido.
Não há pior forma de perder um futebolista. Felix Mambimbi pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Lausanne-Sport coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Tim Meyer estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Lausanne-Sport já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Lausanne-Sport, e não vai ser retirado.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Lausanne-Sport pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Os centrais têm licença para subir duas vezes por época e são julgados pelo que fazem quando lá chegam. Ethan Bruchez marcou, foi avaliado com 7.87 e voltou antes de alguém dar pela falta.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Lausanne-Sport fez a parte difícil com o Yverdon, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Beyatt Lekoueiry e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel26/07/2032
Uma transferência que Álvaro Ocampo teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Álvaro Ocampo está a viver essa versão no Lausanne-Sport, e costuma notar-se no primeiro mês.
O Zurich vai continuar a utilizá-lo até junho e não receberá nada por ele depois. Ruslan Myalkovskiy pré-acordou a mudança para o Lausanne-Sport, e os únicos que perdem nesse arranjo são os que deixaram o contrato correr.
Em resumo
Alvos de mercadoPorta fechada: Mass Sise fica onde está
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Lausanne-Sport já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Lausanne-Sport, e não vai ser retirado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Lausanne-Sport coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Lausanne-Sport, mais uma semana sem a assinatura de Bade Aluko.
Plantel12/07/2032
Felix Mambimbi desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Lee Young-Jun está nela.
O comunicado da direção tinha três frases e uma delas mencionava resultados. Interim Coach treina há tempo suficiente para traduzir: ganhar depressa, ou o próximo comunicado será mais curto.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Lausanne-Sport já se começa a dizer o nome dele no passado.
Todo o departamento de futebol numa sala, numa manhã de dia de semana. Nada foi anunciado depois, que é o que uma direção anuncia quando a paciência acabou.
Mais um nome na lista: o St. Gallen fez a pergunta que todo o futebol anda a fazer sobre Pascal Loretz. A resposta do Lausanne-Sport não mudou — para já.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Lausanne-Sport ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Ninguém faz um documentário sobre um isquiotibial e toda a gente nisto o teme. No Lausanne-Sport vão ter cuidado com a data de regresso, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
Beyatt Lekoueiry e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Tim Meyer estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Lausanne-Sport perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Lausanne-Sport ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Pascal Loretz esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O Lausanne-Sport perguntou e o Sion disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Felix Mambimbi estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Perguntou-se ao Zurich se o emprestaria. Os empréstimos acertam-se depressa ou não se acertam, e este será uma coisa ou outra até ao fim de semana.
Plantel21/06/2032
No Lausanne-Sport ainda são estranhos uns para os outros
6 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
Em resumo
DireçãoOs salários engolem 86% das receitas do Lausanne-Sport
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Lausanne-Sport perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Lausanne-Sport está a esgotar-se.
A proposta do Grasshopper por Bade Aluko foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Lausanne-Sport fez a parte difícil com o Zurich, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
As regras permitem-no e dói na mesma. Juan David Rubio acertou condições com o Grasshopper para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Lausanne-Sport coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A papelada fica pronta muito antes do jogador. Mass Sise acertou vir quando o contrato atual terminar, o que significa que o Lausanne-Sport substituiu um orçamento de verão por um telefonema.
O que se dizia à porta fechada passou a dizer-se diante de um microfone. Em Lausanne-Sport toda a gente sabe fazer a conta, incluindo o homem a quem se dirige.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Lausanne-Sport já se começa a dizer o nome dele no passado.
Todo o departamento de futebol numa sala, numa manhã de dia de semana. Nada foi anunciado depois, que é o que uma direção anuncia quando a paciência acabou.
Mais um nome na lista: o St. Gallen fez a pergunta que todo o futebol anda a fazer sobre Pascal Loretz. A resposta do Lausanne-Sport não mudou — para já.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Lukas Reich será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Lausanne-Sport as despedidas começaram em silêncio.
Beyatt Lekoueiry e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Lio Rothenhagen acabou de assinar pelo Lausanne-Sport e, por uma vez, a resposta importava.
O tipo de ano que acaba com um nome a ser lido num salão. O Lausanne-Sport aproveitou-o todas as semanas e tem agora o problema de todos os outros saberem.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Lausanne-Sport, e não vai ser retirado.
Beyatt Lekoueiry e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel31/05/2032
Bade Aluko desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Lausanne-Sport ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Beyatt Lekoueiry está nela.
O Lausanne-Sport fez saber ao mercado que Roméo Garnier está disponível. O anúncio não traz preço, mas toda a gente do ramo sabe mais ou menos o que lá diz.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Tim Dietrich será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Lausanne-Sport as despedidas começaram em silêncio.
Beyatt Lekoueiry esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
«Há manhãs em que acordas e tudo o que conheces continua longíssimo.» Não é o futebol e nunca foi: o Lausanne-Sport lida com um homem que quer outro país.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Felix Mambimbi estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
Beyatt Lekoueiry e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel10/05/2032
Bade Aluko desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Zachary Athekame está nela.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Lausanne-Sport, mais uma semana sem a assinatura de Giacomo Vrioni.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Pascal Loretz assinar alguma coisa — um contrato no Lausanne-Sport ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Faltam 5 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Lausanne-Sport pode pedir e sobe o salário que Oskar Sivertsen pode exigir.
18 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Lausanne-Sport perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
O comunicado da direção tinha três frases e uma delas mencionava resultados. Interim Coach treina há tempo suficiente para traduzir: ganhar depressa, ou o próximo comunicado será mais curto.
Todo o departamento de futebol numa sala, numa manhã de dia de semana. Nada foi anunciado depois, que é o que uma direção anuncia quando a paciência acabou.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Lausanne-Sport, e não vai ser retirado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Lausanne-Sport ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Lausanne-Sport, mais uma semana sem a assinatura de Oskar Sivertsen.
Plantel03/05/2032
No Lausanne-Sport ainda são estranhos uns para os outros
5 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
Todos os plantéis são metade jogadores que o treinador escolheu e metade jogadores que herdou. Zachary Athekame foi escolhido, o homem que o escolheu foi-se, e ele recomeça do zero com o próximo.
Em resumo
O bancoBeyatt Lekoueiry tornou-se um homem de confiança do treinador
25 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Lausanne-Sport perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Lausanne-Sport ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Beyatt Lekoueiry esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Bade Aluko estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Lausanne-Sport, e 11 jogos em 33 dizem que merece ser ouvido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Luke Plange, e o treinador deixou.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Faltam 3 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Lausanne-Sport pode pedir e sobe o salário que Bade Aluko pode exigir.
39 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Lausanne-Sport perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Lausanne-Sport ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Beyatt Lekoueiry e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Toda a gente no Lausanne-Sport viu antes de alguém o dizer, que é como isto vai sempre. Aos 34 o declínio é real e mensurável — 3 pontos — e só falta saber como o clube trata alguém a quem deve muitíssimo.
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
Plantel12/04/2032
Felix Mambimbi desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
43 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Lausanne-Sport perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Beyatt Lekoueiry esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Bade Aluko estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Há manhãs em que acordas e tudo o que conheces continua longíssimo.» Não é o futebol e nunca foi: o Lausanne-Sport lida com um homem que quer outro país.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Lausanne-Sport, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Steffen Tigges, e o treinador deixou.
0‑1 perante o nível do Viking. Ninguém vai fingir que isto é um escândalo: a distância é real, é mensurável, e encurtá-la é um projeto e não uma palestra.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Lausanne-Sport está a esgotar-se.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Lausanne-Sport pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Marco Wörner será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Lausanne-Sport as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Lausanne-Sport coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Lausanne-Sport sabem-no.
Plantel22/03/2032
Felix Mambimbi desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 0‑1, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Em resumo
O bancoJastin tornou-se um homem de confiança do treinador
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Lukas Reich será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Lausanne-Sport as despedidas começaram em silêncio.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Bade Aluko estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Lausanne-Sport, mais uma semana sem a assinatura de Oskar Sivertsen.
5 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Felix Mambimbi, e o treinador deixou.
Ninguém no Lausanne-Sport dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Pascal Loretz. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
0‑0 frente ao Viking, sob os holofotes, contra gente que não fala a mesma língua que a bancada. É nestas noites que um clube mede a sua década, e nunca são tantas quantas se espera.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Lausanne-Sport coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A série sem derrotas chega aos 7 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
A primeira derrota em 5 jogos. O treinador dirá que tinha de chegar; o balneário dirá que não tinha de chegar contra o Viking; os adeptos dirão as duas coisas, por essa ordem, a semana inteira.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Lausanne-Sport ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
Beyatt Lekoueiry e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel16/02/2032
Bade Aluko desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Nenhum clube fica com muito do que ganha; a maior parte vai para os jogadores. Ficar quase sem nada é um arranjo diferente, e sempre que alguém o experimentou terminou da mesma forma.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Lausanne-Sport perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o Young Boys fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Lausanne-Sport pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
O prazo passou e o plantel é o plantel. Chegaram 1, saíram 9, e tudo o resto que se imprimiu sobre este clube no último mês foi um rumor que ficou rumor.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Lausanne-Sport coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Toda a gente deixou de fingir: o St. Gallen vai fazer a chamada por Pascal Loretz esta semana. O Lausanne-Sport tem um número em mente, e o número não é tímido.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Bade Aluko estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Mariusz Kutwa, e o treinador deixou.
Em resumo
O bancoJastin tornou-se um homem de confiança do treinador