31 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Bnei Sakhnin perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
0‑3 para o Maccabi Tel Aviv, e foi exatamente tão mau como o número sugere. Há derrotas que se discutem e derrotas pelas quais se pede desculpa; esta foi do segundo tipo.
Verba acordada, salário acordado, e o Hapoel Acre à espera com uma camisola. No Bnei Sakhnin ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Bnei Sakhnin, e não vai ser retirado.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Bnei Sakhnin pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Tudo acordado com o Hapoel Tel Aviv, tudo acordado com o jogador; só falta convencer um médico. A fotografia está a um dia ou dois.
Plantel17/01/2033
Martín Mundaca desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Listowel Amankona e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Mohammed Abu-Nil, e o treinador deixou.
Verba acordada, salário acordado, e o Hapoel Kfar Saba à espera com uma camisola. No Bnei Sakhnin ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Plantel10/01/2033
Amit Abada lesiona os ligamentos do joelho — 38 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 38 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Bnei Sakhnin podem fingir não ter ouvido.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Lancine Bamba será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Bnei Sakhnin as despedidas começaram em silêncio.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Bnei Sakhnin fez a parte difícil com o Maccabi Haifa, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Maccabi Haifa fica com o seu homem, e o Bnei Sakhnin volta a uma lista com um nome riscado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Martín Mundaca estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
59 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Bnei Sakhnin perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Bnei Sakhnin, e não vai ser retirado.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Bnei Sakhnin pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Luis Felipe estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Luis Felipe, e o treinador deixou.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Bnei Sakhnin, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Itai Zafrani será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Bnei Sakhnin as despedidas começaram em silêncio.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Bnei Sakhnin pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Plantel11/10/2032
Palavras no treino do Bnei Sakhnin sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Martín Mundaca está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Listowel Amankona e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Acontece a todos e continua a ser o parágrafo mais difícil que um jornal local tem de escrever. 36 anos, 3 pontos abaixo do que era, e um corpo que começou a cobrar juros sobre uma carreira.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Plantel11/10/2032
Demasiada mudança demasiado depressa no Bnei Sakhnin
8 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
79 dias de fora para Xande Silva depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Bnei Sakhnin vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Bnei Sakhnin, e não vai ser retirado.
«Há manhãs em que acordas e tudo o que conheces continua longíssimo.» Não é o futebol e nunca foi: o Bnei Sakhnin lida com um homem que quer outro país.
Burak Alili e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel24/05/2032
Yuval Piven desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Youssouf Tandia, e o treinador deixou.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Burak Alili treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Mohammed Abu-Nil. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
39 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Beitar Jerusalem perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Beitar Jerusalem coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Roey Elimelech está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Omri Levi, e o treinador deixou.
Toda a gente o viu antes de alguém o dizer. Aos 35 anos, os números dizem 3 pontos abaixo do que foi, e a pergunta para o Beitar Jerusalem é como lidar com um homem a quem deve muito.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Yarden Shua assinar alguma coisa — um contrato no Beitar Jerusalem ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Beitar Jerusalem, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Em resumo
O bancoPeter Adejimi tornou-se um homem de confiança do treinador
Miguel Silva lesiona os ligamentos do joelho — 76 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 76 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Beitar Jerusalem podem fingir não ter ouvido.
Randy Schneider esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Roey Elimelech estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Or Mesika, e o treinador deixou.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Kamal Sowah assinar alguma coisa — um contrato no Beitar Jerusalem ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
83 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Beitar Jerusalem perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
O comunicado da direção tinha três frases e uma delas mencionava resultados. Omer Levy treina há tempo suficiente para traduzir: ganhar depressa, ou o próximo comunicado será mais curto.
Todo o departamento de futebol numa sala, numa manhã de dia de semana. Nada foi anunciado depois, que é o que uma direção anuncia quando a paciência acabou.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Beitar Jerusalem, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Tomer Zarfati será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Beitar Jerusalem as despedidas começaram em silêncio.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Miguel Silva e o Beitar Jerusalem acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Randy Schneider esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Roey Elimelech estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.