“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Eintracht Frankfurt, e não vai ser retirado.
Otávio esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
6 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Jonathan Burkardt. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Marcel Beifus: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Eintracht Frankfurt a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Eintracht Frankfurt, e não vai ser retirado.
A proposta do Borussia Dortmund por Can Uzun foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O Eintracht Frankfurt perguntou e o Karlsruher SC disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Han-Noah Massengo acabou de assinar pelo Eintracht Frankfurt e, por uma vez, a resposta importava.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Riccardo Piscitelli, e o treinador deixou.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Eintracht Frankfurt lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Tem 22 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
O centro de treinos fica sossegado durante quinze dias. 6 homens partiram para serem jogadores de outros, e o treinador fica com os que ninguém chamou.
Aos 22 anos passou um mês a ser melhor do que todos os da sua idade na liga, o que é diferente e mais difícil do que uma boa tarde. No Eintracht Frankfurt vão esforçar-se muito por não fazer disto um caso.
Um jogador que contava ser titular assistiu de fora. O treinador vai chamar-lhe uma decisão pela equipa; Ansgar Knauff chama-lhe outra coisa em privado.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Eintracht Frankfurt podem fingir não ter ouvido.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Eintracht Frankfurt já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Fehervar tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 6 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Eintracht Frankfurt ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Lilian Brassier e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
O Mainz 05 levou os pontos após um 0‑1 que será difícil de explicar nas bancadas.
Plantel05/10/2026
Uma lesão muscular afasta Marcel Beifus durante 14 dias
Ninguém faz um documentário sobre um isquiotibial e toda a gente nisto o teme. No Eintracht Frankfurt vão ter cuidado com a data de regresso, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Jens Grahl e o Eintracht Frankfurt acertam mais 1 anos.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Felix Schwarz depois do 0‑1, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
8 golos em 8 jogos no Wolfsberger AC — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Eintracht Frankfurt alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.02 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Eintracht Frankfurt coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Não é o fim do mundo e não chega. As duas coisas são verdade.” O treinador, depois de um empate por 1‑1, disse a coisa honesta e foi dizê-la outra vez lá dentro.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Eintracht Frankfurt sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
O Borussia Dortmund aceitou o dinheiro. O que o Eintracht Frankfurt ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
O negócio que levaria Michy Batshuayi para o Magdeburg caiu na fase final e ele reapresenta-se no Eintracht Frankfurt com um verão para esquecer e uma época inteira para jogar. Ninguém diz quem se levantou da mesa.
16 entradas e 2 saídas, e nenhuma mudança durante meses. O treinador tem o que tem, os adeptos têm a sua opinião sobre isso, e a tabela terá a última palavra.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Eintracht Frankfurt ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Lilian Brassier e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
O treinador reorganizou as ideias e Raphael Onyedika saiu delas mais abaixo. Vão dizer-lhe que é temporário, e os jogadores que já ouviram isso antes vão desviar o olhar.
Não está a ser deixado de fora. Simplesmente não há, no sistema que o Eintracht Frankfurt joga, sítio onde pôr um homem que faz o que ele faz, o que é mais difícil de ouvir do que qualquer ficha de jogo.
Chega um momento em que um clube apoia a sua ambição ou admite que não a tem. O Eintracht Frankfurt pagou $26.0M por Vitaly Janelt, que é a forma mais barulhenta de dizer qual das duas escolheu.
Isto não é profundidade de plantel e ninguém finge que seja. Pagaram-se $21.4M porque Heorhii Sudakov é simplesmente melhor do que o que já cá estava, e o clube decidiu deixar de esperar.
$25.8M era o máximo que o clube pagaria, e o Bayer Leverkusen pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Fenerbahce fica com o seu homem, e o Eintracht Frankfurt volta a uma lista com um nome riscado.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Eintracht Frankfurt podem fingir não ter ouvido.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Heorhii Sudakov agiu, no Eintracht Frankfurt, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Lilian Brassier e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Ninguém no clube vai dizer em voz alta para quem é esta contratação, que é exatamente como se percebe para quem é. Marcel Beifus chegou para ficar com uma camisola que alguém ainda veste.
Todos os desenhos têm posições e este não tem a dele. O Eintracht Frankfurt vai mudar o desenho, mudar-lhe a função ou mudar-lhe o clube, e ele está à espera de saber qual.
Em resumo
Notas dos jogadoresNinguém em campo chegou perto de Ansgar Knauff