Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
Jogo20/03/2027
Não se vê o fim da espera do Alto Peru por uma vitória
Já são 11 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Alto Peru tem de arrancar um resultado de algum lado.
38 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Alto Peru perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
O Montevideo City Torque segue em frente e o Alto Peru vai para casa, com um 0‑1 a decidir tudo. O balneário vai agora dizer que a prioridade é o campeonato, porque é isso que os balneários dizem.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Alto Peru podem fingir não ter ouvido.
Facundo Pareja e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
3 jogos, nenhum golo e um centro de treinos que já tentou tudo. Vai acabar — as secas acabam sempre — mas ninguém no Alto Peru sabe dizer em que semana.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Gonzalo Saavedra estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Direção22/03/2027
Os salários engolem 256% das receitas do Alto Peru
Nenhum clube fica com muito do que ganha; a maior parte vai para os jogadores. Ficar quase sem nada é um arranjo diferente, e sempre que alguém o experimentou terminou da mesma forma.
45 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Alto Peru perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Jogo13/03/2027
Não se vê o fim da espera do Alto Peru por uma vitória
Já são 9 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Alto Peru tem de arrancar um resultado de algum lado.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Maximiliano Repolho e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Gonzalo Saavedra estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Willian León, e o treinador deixou.
Dribles concretizados: 18. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Ignacio Bertone lesiona os ligamentos do joelho — 52 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 52 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Jogo06/03/2027
Não se vê o fim da espera do Alto Peru por uma vitória
Já são 8 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Alto Peru tem de arrancar um resultado de algum lado.
Agustín Cartagena esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel08/03/2027
Palavras no treino do Alto Peru sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Gonzalo Saavedra está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Juan Martín Pirota, e o treinador deixou.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Alto Peru, mais uma semana sem a assinatura de Joaquín Rodríguez.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Cristian Cabrera depois do 1‑2, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
59 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Alto Peru perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
5 jogos, nenhum golo e um centro de treinos que já tentou tudo. Vai acabar — as secas acabam sempre — mas ninguém no Alto Peru sabe dizer em que semana.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Gonzalo Saavedra estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Os adeptos organizam-se contra a direção do Alto Peru
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
66 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Alto Peru perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
«Dei tudo aqui e preciso de um desafio novo.» O pedido é formal, e a relação nunca mais vai ser exatamente a mesma.
Jogo20/02/2027
Não se vê o fim da espera do Alto Peru por uma vitória
Já são 5 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Alto Peru tem de arrancar um resultado de algum lado.
4 jogos, nenhum golo e um centro de treinos que já tentou tudo. Vai acabar — as secas acabam sempre — mas ninguém no Alto Peru sabe dizer em que semana.
Willian León esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel22/02/2027
Gonzalo Saavedra desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
73 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Alto Peru perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Alto Peru, e não vai ser retirado.
«Disseram-me coisas antes de eu assinar. Não as vou repetir, mas lembro-me de todas.» Alto Peru nada responderam, o que também é uma resposta.
Jogo13/02/2027
Não se vê o fim da espera do Alto Peru por uma vitória
Já são 4 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Alto Peru tem de arrancar um resultado de algum lado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Alto Peru coisas que levam mais de uma semana a retirar.
3 jogos sem golo. Os avançados deixam de levantar a cabeça, os médios dão o toque a mais, e cada remate que passa por cima é seguido de um lamento que se acumula desde o último golo.
Plantel15/02/2027
Palavras no treino do Alto Peru sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Gonzalo Saavedra está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
80 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Alto Peru perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
O que se dizia à porta fechada passou a dizer-se diante de um microfone. Em Alto Peru toda a gente sabe fazer a conta, incluindo o homem a quem se dirige.
Facundo Pareja esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel08/02/2027
Gonzalo Saavedra desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
«Não vim para aqui aquecer à frente das pessoas.» O contrato acaba um dia, sabe contar as semanas, e o Alto Peru terá de lhe dar um motivo para ficar ou uma saída.
Todo o plantel tem homens contratados por um treinador concreto e homens que foram simplesmente herdados. Facundo Pareja está no primeiro grupo, e quem o quis aqui já não está no edifício.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Nicolás Soria treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Em resumo
MercadoA história de Willian León recusa-se a morrer
87 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Alto Peru perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Alto Peru, e não vai ser retirado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Alto Peru coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel01/02/2027
Gonzalo Saavedra desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Willian León, e o treinador deixou.
“Fiz tudo o que me pediram nos treinos e ao sábado não mudou nada.” A queixa mais conhecida do futebol, e uma a que o Alto Peru terá de responder com minutos ou com uma transferência.
Todos os plantéis são metade jogadores que o treinador escolheu e metade jogadores que herdou. Facundo Pareja foi escolhido, o homem que o escolheu foi-se, e ele recomeça do zero com o próximo.
Os adeptos organizam-se contra a direção do Alto Peru
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
Plantel25/01/2027
Ignacio Bertone lesiona os ligamentos do joelho — 94 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 94 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Alto Peru, e não vai ser retirado.
Plantel25/01/2027
Gonzalo Saavedra desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Fiz tudo o que me pediram nos treinos e ao sábado não mudou nada.” A queixa mais conhecida do futebol, e uma a que o Alto Peru terá de responder com minutos ou com uma transferência.
Ignacio Bertone lesiona os ligamentos do joelho — 101 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 101 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o Defensor Sporting fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
Maximiliano Repolho e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Gonzalo Saavedra estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Ezequiel Franco assinar alguma coisa — um contrato no Alto Peru ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
108 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Alto Peru perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Willian León e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel11/01/2027
Agustín Cartagena desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Alto Peru, mais uma semana sem a assinatura de Joaquín Rodríguez.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Willian León assinar alguma coisa — um contrato no Alto Peru ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
A lista é um documento discreto com um significado ruidoso. Germán Soba pode falar com quem perguntar, e no clube toda a gente sabe o que isso quer dizer.
115 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Alto Peru perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
A direcção disse em público o que já dizia em privado. Os resultados daqui até à próxima reunião decidem tudo, e no clube toda a gente sabe fazer as contas.
O negócio com o Deportivo Maldonado está feito em todos os sentidos menos no que o põe em campo. Nesta fase nada corre mal, exceto nas vezes em que corre.
O Alto Peru perguntou e o Plaza Colonia disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Plantel04/01/2027
Gonzalo Saavedra desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Faz todos os sábados coisas a que ninguém à volta dele consegue responder. É lisonjeiro durante uma época e um problema a partir daí, e o Alto Peru sabe em que fase está.
A raiva no Alto Peru transborda para fora do estádio
Deixou de ser um ambiente nas bancadas e passou a ser algo organizado. As direções podem ignorar um mau ambiente durante muito tempo; esta fase não a conseguem ignorar por muito.
122 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Alto Peru perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Alto Peru está a esgotar-se.
Jogo28/12/2026
Para o Alto Peru, cada ponto é agora uma discussão
Posição 26 e 12 pontos, e nesta parte da cidade a classificação lê-se de baixo para cima. O calendário deixou de ser um programa e passou a ser uma contagem decrescente.
Willian León esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O La Luz fica com o seu homem, e o Alto Peru volta a uma lista com um nome riscado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Gonzalo Saavedra estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Em resumo
DireçãoEm Alto Peru, 243% das receitas vão para salários
129 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Alto Peru perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
As condições foram oferecidas e recusadas. Se foi o salário, a função ou a cidade, no Defensor Sporting ninguém diz, e no Alto Peru ninguém gosta de estar a adivinhar.
Facundo Pareja e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Uma sondagem ao Plaza Colonia para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
Uma sondagem ao Deportivo Maldonado para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Germán Soba treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Ezequiel Franco assinar alguma coisa — um contrato no Alto Peru ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
O bancoO treinador crava a sua bandeira em Kevin Viera
20Edição
A Crónica de Alto Peru
14/12/2026
Do nosso correspondente de futebolCrise
Plantel14/12/2026
Ignacio Bertone lesiona os ligamentos do joelho — 136 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 136 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Facundo Pareja esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel14/12/2026
Palavras no treino do Alto Peru sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Gonzalo Saavedra está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Jordan da Costa, e o treinador deixou.
143 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Alto Peru perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
O que se dizia à porta fechada passou a dizer-se diante de um microfone. Em Alto Peru toda a gente sabe fazer a conta, incluindo o homem a quem se dirige.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Dribles concretizados: 20. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Plantel07/12/2026
Gonzalo Saavedra desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Ignacio Bertone lesiona os ligamentos do joelho — 150 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 150 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
As bancadas30/11/2026
A raiva no Alto Peru transborda para fora do estádio
Deixou de ser um ambiente nas bancadas e passou a ser algo organizado. As direções podem ignorar um mau ambiente durante muito tempo; esta fase não a conseguem ignorar por muito.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Alto Peru podem fingir não ter ouvido.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Alto Peru está a esgotar-se.
Maximiliano Repolho e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Direção30/11/2026
Os salários engolem 258% das receitas do Alto Peru
Nenhum clube fica com muito do que ganha; a maior parte vai para os jogadores. Ficar quase sem nada é um arranjo diferente, e sempre que alguém o experimentou terminou da mesma forma.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Alto Peru disse a Kevin Viera que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Alto Peru coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel23/11/2026
Gonzalo Saavedra desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Um ponto é um ponto e fico com ele, mas devíamos ter levado os três.” Cristian Cabrera depois do empate por 1‑1, e a frase que todos os treinadores do país disseram a certa altura deste fim de semana.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Ezequiel Franco assinar alguma coisa — um contrato no Alto Peru ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Willian León e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Gonzalo Saavedra estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Rodrigo González, e o treinador deixou.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Alto Peru, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Francisco Gordillo: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Alto Peru a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Um treinador perdoa um mau sábado muito mais depressa do que uma má terça, porque um explica-se e o outro escolheu-o. Os relatos desta semana não foram bons.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 22 anos que sente como seu. Maximiliano Repolho tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Dribles concretizados: 16. Havia sempre um defesa à frente dele, e nunca houve um defesa à frente dele por muito tempo.
Plantel09/11/2026
No Alto Peru ainda são estranhos uns para os outros
6 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
Aqui não há queixa possível e todos os envolvidos sabem, o que não encurta o caminho até ao banco. A forma é a única moeda do futebol sobre a qual não se pode pedir emprestado.
Os adeptos organizam-se contra a direção do Alto Peru
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Alto Peru, e não vai ser retirado.
Direção02/11/2026
O silêncio lá de cima começa a ouvir-se em Alto Peru
Ninguém na direção disse nada contra o treinador — e é esse o problema: também já não dizem nada a favor.
Jogo31/10/2026
Não se vê o fim da espera do Alto Peru por uma vitória
Já são 4 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Alto Peru tem de arrancar um resultado de algum lado.
4 jogos sem golo. Os avançados deixam de levantar a cabeça, os médios dão o toque a mais, e cada remate que passa por cima é seguido de um lamento que se acumula desde o último golo.
Facundo Pareja e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel02/11/2026
Palavras no treino do Alto Peru sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Gonzalo Saavedra está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Direção02/11/2026
Os salários engolem 258% das receitas do Alto Peru
Nenhum clube fica com muito do que ganha; a maior parte vai para os jogadores. Ficar quase sem nada é um arranjo diferente, e sempre que alguém o experimentou terminou da mesma forma.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 8 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Nicolás Soria e o Alto Peru acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Facundo Pareja e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Gonzalo Saavedra estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Joaquín González, e o treinador deixou.
O banco26/10/2026
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑2 Cristian Cabrera saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
A ficha de jogo di-lo em público todas as semanas até mudar. A única versão de ficar de fora que um futebolista não consegue contestar, e a que lhe custa mais.
Noventa minutos concretos pediam outro tipo de jogador, e o treinador escolheu um. Não está em má forma e não está na equipa, e as duas coisas são verdade.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Alto Peru coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 0‑1, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Disseram uma coisa a Bruno Irigoyen e depois aconteceu. Neste meio, isso passa por notável, e o balneário reparou mais depressa do que qualquer adepto podia.
A única versão de ficar de fora contra a qual um jogador não pode argumentar, e a que pior aceita. Outro tem estado melhor e a ficha de jogo di-lo, em público, todas as semanas até mudar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Rodrigo González, e o treinador deixou.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Alto Peru coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Gonzalo Saavedra estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Brian Santos é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Todos os desenhos têm posições e este não tem a dele. O Alto Peru vai mudar o desenho, mudar-lhe a função ou mudar-lhe o clube, e ele está à espera de saber qual.
AntevisãoConforto de casa à vista para o Alto Peru
10Edição
A Crónica de Alto Peru
05/10/2026
Do nosso correspondente de futebolInquietação
As bancadas05/10/2026
A raiva no Alto Peru transborda para fora do estádio
Deixou de ser um ambiente nas bancadas e passou a ser algo organizado. As direções podem ignorar um mau ambiente durante muito tempo; esta fase não a conseguem ignorar por muito.
Willian León esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
6 jogos sem vencer, e depois isto, frente ao Villa Teresa. O alívio é um barulho estranho num estádio de futebol, e foi o único que se ouviu no fim.
Plantel05/10/2026
Palavras no treino do Alto Peru sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Kevin Viera está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
Tem 22 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Willian León. 1‑0 sobre o Villa Teresa, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Alto Peru, e não vai ser retirado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Alto Peru coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Plantel28/09/2026
No Alto Peru ainda são estranhos uns para os outros
24 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
O banco28/09/2026
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑1, ditas por Cristian Cabrera a uma sala que já as tinha ouvido.
A ficha de jogo di-lo em público todas as semanas até mudar. A única versão de ficar de fora que um futebolista não consegue contestar, e a que lhe custa mais.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 7 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Willian León e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Maximiliano Repolho estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
A única versão de ficar de fora contra a qual um jogador não pode argumentar, e a que pior aceita. Outro tem estado melhor e a ficha de jogo di-lo, em público, todas as semanas até mudar.
“Não é o fim do mundo e não chega. As duas coisas são verdade.” O treinador, depois de um empate por 1‑1, disse a coisa honesta e foi dizê-la outra vez lá dentro.
0‑3 para o Renegades, e foi exatamente tão mau como o número sugere. Há derrotas que se discutem e derrotas pelas quais se pede desculpa; esta foi do segundo tipo.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Lucas Ibarra e o Alto Peru acertam mais 3 anos.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Alto Peru coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Todos os desenhos têm posições e este não tem a dele. O Alto Peru vai mudar o desenho, mudar-lhe a função ou mudar-lhe o clube, e ele está à espera de saber qual.
Willian León esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Alto Peru, mais uma semana sem a assinatura de Facundo Pareja.
Os reforços chegam com uma imagem do clube na cabeça, e a deste era maior do que o edifício. Vai jogar bem e vai-se embora, por essa ordem, e toda a gente o sabe.
Todos os desenhos têm posições e este não tem a dele. O Alto Peru vai mudar o desenho, mudar-lhe a função ou mudar-lhe o clube, e ele está à espera de saber qual.
Fernando Quiroz tem 58 e já não tem nada a provar. O que lhe resta é saber onde se colocar, quando baixar o ritmo e o que dizer ao intervalo, e nada disso aparece num gráfico físico.
Em resumo
MercadoExperiência a entrar pela porta do Alto Peru
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Maximiliano Repolho estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Maximiliano Repolho, e o treinador deixou.
Dribles concretizados: 16. Cada vez que recebia, alguém tinha de decidir, e todas as vezes a decisão foi a errada.
O banco31/08/2026
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 1‑2, ditas por Cristian Cabrera a uma sala que já as tinha ouvido.
A ficha de jogo di-lo em público todas as semanas até mudar. A única versão de ficar de fora que um futebolista não consegue contestar, e a que lhe custa mais.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Alto Peru coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Kevin Viera estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Aos 22 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Willian León. 2‑0 sobre o Bella Vista, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
0‑3 frente ao Rocha, e nenhuma queixa que sobreviva ao replay. O treinador falou de carácter no final; a bancada usou palavras mais curtas.
As bancadas17/08/2026
Os assobios descem de três lados
«Pagamos isto de quinze em quinze dias. O mínimo é alguém a quem se note que lhe importa.» 4 dos 20 do plantel principal saíram para aquilo; os outros não jogaram.
5 jogos, nenhum golo e um centro de treinos que já tentou tudo. Vai acabar — as secas acabam sempre — mas ninguém no Alto Peru sabe dizer em que semana.
Faz o seu trabalho e não se está a instalar. O Alto Peru devia ser um passo em frente nas contas dele, e as contas dele foram revistas desde que chegou.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
0‑11 frente ao Montevideo City Torque, e a estrada acaba aqui. As eliminações da taça são mortes rápidas — sem segunda mão, sem próxima semana, só o campeonato daqui até maio.
Acabou 0-11. Uma eliminação na taça é uma desilusão; isto foi um desmantelamento público, e a diferença mede-se em quantas pessoas ainda falarão nisso em agosto.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Francisco Gordillo e o Alto Peru acertam mais 1 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
A camisola ainda lhe serve. Diego Baldriz está de volta ao Alto Peru, e metade do estádio ainda o lembra com estas cores. Há contratações que é preciso vender à cidade; esta vendeu-se sozinha.
A camisola ainda lhe serve. Jordan da Costa está de volta ao Alto Peru, e metade do estádio ainda o lembra com estas cores. Há contratações que é preciso vender à cidade; esta vendeu-se sozinha.
Saiu miúdo e regressa a saber ainda onde fica a bancada dos visitantes. A maioria dos reforços tem de ser explicada à cidade; a este bastou uma fotografia.
Algumas transferências precisam de uma campanha de imprensa. Esta precisava de uma camisola com o número antigo. Darwins Cor volta a ser jogador do Alto Peru, e a cidade tem a sua história do verão.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Cristian Cabrera depois do 0‑2, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.