145 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Amazonas perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Bruno Menezes esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Luiz Nardo é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
A formação existe exatamente para esta manhã. Rodrigo Rodrigues passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Amazonas. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
Uma cara nova na sua posição e, de repente, Tcharlles tem de reconquistar o que julgava seu. O Amazonas não prometeu nada — nesta fase raramente promete.
Mateus Mendes lesiona os ligamentos do joelho — 155 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 155 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Amazonas está a esgotar-se.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Amazonas coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Os adeptos organizam-se contra a direção do Amazonas
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
Alyson esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Amazonas. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Amazonas coisas que levam mais de uma semana a retirar.
12 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
A língua chegou, o encolher de ombros foi-se, e discute nos treinos como um homem que conta estar cá para o ano. Nada disto aparece num valor de transferência, e tudo isto aparece no relvado.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o Avaí fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Alyson e o Amazonas acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Alyson e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Um negócio que à hora de almoço estava a um telefonema de fechar estava morto à meia-noite. O Amazonas vai tentar outra vez quando o mercado abrir; nessa altura o Ponte Preta pode já não estar a vender.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
A formação existe exatamente para esta manhã. Tiago Nogueira passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Cristiano Barbosa está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
O que se dizia à porta fechada passou a dizer-se diante de um microfone. Em Amazonas toda a gente sabe fazer a conta, incluindo o homem a quem se dirige.
O aperto de mão com o Ponte Preta está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 21 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Amazonas coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O Amazonas perguntou e o Monte Azul disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Aos 38 anos, 3 pontos abaixo de onde esteve, e um corpo que começou a cobrar juros. Acontece a todos, e continua a ser o parágrafo mais difícil desta página.
O bancoJuninho perde o treinador que acreditava nele
22Edição
A Gazeta de Amazonas
28/12/2026
Do nosso correspondente de futebolInquietação
As bancadas28/12/2026
A raiva no Amazonas transborda para fora do estádio
Deixou de ser um ambiente nas bancadas e passou a ser algo organizado. As direções podem ignorar um mau ambiente durante muito tempo; esta fase não a conseguem ignorar por muito.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Amazonas fez a parte difícil com o Internacional, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
A verba é $96.0K, o contrato está assinado, e a discussão sobre se ele vale o preço pode começar. O Vasco da Gama negociou duro; o tempo dirá quem ganhou.
O Amazonas perguntou e o Ferroviária disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Uma sondagem ao Vila Nova para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
Todos os desenhos têm posições e este não tem a dele. O Amazonas vai mudar o desenho, mudar-lhe a função ou mudar-lhe o clube, e ele está à espera de saber qual.
A verba é $310.0K, o contrato está assinado, e a discussão sobre se ele vale o preço pode começar. O Atlético Goianiense negociou duro; o tempo dirá quem ganhou.
$320.0K era o máximo que o clube pagaria, e o Guarani pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
Bruno Menezes e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
As bancadas21/12/2026
O Amazonas gasta $310.0K na contratação que a cidade queria
É a sequência mais rara do futebol: os adeptos pedem uma coisa e o clube vai e fá-la. $310.0K por Mateus Macedo, e durante uma semana ninguém se queixa de nada.
Um ano depois, a cidade não se abriu, a língua não chegou, e o almoço come-se sozinho mais vezes do que alguém no Amazonas admitiria. Nota-se aos sábados.
Verba acordada, condições acordadas, e um exame que disse o contrário. Ele volta para o Goiânia; o Amazonas volta ao mercado; e ambos vão insistir que aqui não há história nenhuma.
Bruno Menezes esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
$200.0K era o máximo que o clube pagaria, e o Atlético Mineiro pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Kazuaki Suganuma e o Amazonas acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Willyam Maranhão, e o treinador deixou.
O Amazonas já telefonou ao Ferroviária. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Amazonas, mais uma semana sem a assinatura de Murilo.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Keder Junior assinar alguma coisa — um contrato no Amazonas ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
O aperto de mão com o Goiânia está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
Direção07/12/2026
O silêncio lá de cima começa a ouvir-se em Amazonas
Ninguém na direção disse nada contra o treinador — e é esse o problema: também já não dizem nada a favor.
Jogo05/12/2026
Não se vê o fim da espera do Amazonas por uma vitória
Já são 6 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Amazonas tem de arrancar um resultado de algum lado.
6 jogos sem golo. Os avançados deixam de levantar a cabeça, os médios dão o toque a mais, e cada remate que passa por cima é seguido de um lamento que se acumula desde o último golo.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Amazonas coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Metade do calendário jogado, 20.º lugar, 6 pontos somados. Multiplicar por dois é a conta que todos os adeptos já fizeram e a única que ninguém no clube fará em voz alta.
O banco07/12/2026
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑1 Luís Nogueira saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Houve 9 defesas pelo meio e pelo menos três que não tinham nada que ser defesas. Os dez jogadores de campo devem-lhe um copo, e sabem-no.
As bancadas30/11/2026
Os adeptos organizam-se contra a direção do Amazonas
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
0‑3 para o Coritiba, e foi exatamente tão mau como o número sugere. Há derrotas que se discutem e derrotas pelas quais se pede desculpa; esta foi do segundo tipo.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Natan Costa agiu, no Amazonas, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Jogo28/11/2026
Não se vê o fim da espera do Amazonas por uma vitória
Já são 5 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Amazonas tem de arrancar um resultado de algum lado.
5 jogos sem golo. Os avançados deixam de levantar a cabeça, os médios dão o toque a mais, e cada remate que passa por cima é seguido de um lamento que se acumula desde o último golo.
Valentino Pereyra esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o outro clube fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
4 jogos, nenhum golo e um centro de treinos que já tentou tudo. Vai acabar — as secas acabam sempre — mas ninguém no Amazonas sabe dizer em que semana.
Não está a ser deixado de fora. Simplesmente não há, no sistema que o Amazonas joga, sítio onde pôr um homem que faz o que ele faz, o que é mais difícil de ouvir do que qualquer ficha de jogo.
Posição 20 e 6 pontos, e nesta parte da cidade a classificação lê-se de baixo para cima. O calendário deixou de ser um programa e passou a ser uma contagem decrescente.
A próxima visita é de uma equipa no 3.º lugar. O resultado não fará a época de ninguém e pode, em silêncio, estragar a forma de uma, e é por isso que o treinador vê vídeo desde domingo.
3 jogos sem golo. Os avançados deixam de levantar a cabeça, os médios dão o toque a mais, e cada remate que passa por cima é seguido de um lamento que se acumula desde o último golo.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Thiago Santos, e o treinador deixou.
O banco09/11/2026
O veredicto do treinador
“Estou frustrado, sinceramente. Fizemos o suficiente para ganhar e não ganhámos.” Luís Nogueira não o escondia depois do 0‑0, e no balneário do Amazonas também ninguém o escondia.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Keder Junior. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Aos 37 anos conquistou um lugar em vez de o receber, e outro tem de arranjar alguma coisa para dizer sobre isso. O Amazonas tem uma decisão que se tomou sozinha.
Notas dos jogadoresMatheus Guedes na corda bamba a tarde inteira
14Edição
A Gazeta de Amazonas
02/11/2026
Do nosso correspondente de futebolInquietação
As bancadas02/11/2026
A raiva no Amazonas transborda para fora do estádio
Deixou de ser um ambiente nas bancadas e passou a ser algo organizado. As direções podem ignorar um mau ambiente durante muito tempo; esta fase não a conseguem ignorar por muito.
Bruno Menezes e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
A papelada fica pronta muito antes do jogador. Caio Araújo acertou vir quando o contrato atual terminar, o que significa que o Amazonas substituiu um orçamento de verão por um telefonema.
O Botafogo-SP levou os pontos após um 0‑1 que será difícil de explicar nas bancadas.
Plantel02/11/2026
13 caras novas e o Amazonas ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 0‑1, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Avaliado com 7.30. Pergunte a qualquer pessoa à saída do estádio o que decidiu aquilo e receberá um nome, que é o único prémio que alguma vez contou a sério.
Quatro ou cinco jornadas de regularidade, medidas contra todos os da divisão que fazem o seu trabalho. Márcio Monteiro sai dessa comparação dentro da equipa, e o Amazonas beneficiou de cada uma dessas tardes.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.18 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
A papelada fica pronta muito antes do jogador. Euder acertou vir quando o contrato atual terminar, o que significa que o Amazonas substituiu um orçamento de verão por um telefonema.
Terminou 2‑1, e a tarde foi de Renatinho: marcou quando era preciso, e é a razão de os pontos ficarem com o Amazonas.
O banco26/10/2026
O veredicto do treinador
“Não me vou entusiasmar, e também não os deixo entusiasmar a eles. Foi um bom dia. Virão outros mais difíceis.” Luís Nogueira foi breve depois da vitória por 2‑1, que é o que os treinadores fazem quando estão contentes.
Festejou como quem andava com aquilo às costas há meses, porque andava. Amazonas têm o reforço desbloqueado e uma pergunta a menos em cada conferência.
Todos os reforços esperam por ele e todas as conferências de imprensa perguntam por ele até chegar. Chegou, o Amazonas tem o seu homem a marcar, e o segundo é sempre mais fácil.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Matheus Guedes: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Amazonas a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Em resumo
Notas dos jogadoresBruno Menezes passa por eles um de cada vez
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 10 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Rafael Santos esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Acontece a todos e continua a ser o parágrafo mais difícil que um jornal local tem de escrever. 34 anos, 3 pontos abaixo do que era, e um corpo que começou a cobrar juros sobre uma carreira.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Thiago Santos, e o treinador deixou.
Acontece a todos e continua a ser o parágrafo mais difícil que um jornal local tem de escrever. 37 anos, 3 pontos abaixo do que era, e um corpo que começou a cobrar juros sobre uma carreira.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Nino Paraíba: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Amazonas a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Não se vê o fim da espera do Amazonas por uma vitória
Já são 12 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Amazonas tem de arrancar um resultado de algum lado.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Plantel05/10/2026
14 caras novas e o Amazonas ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Fulvio Duarte e o Amazonas acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
A ficha de jogo di-lo em público todas as semanas até mudar. A única versão de ficar de fora que um futebolista não consegue contestar, e a que lhe custa mais.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Amazonas, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Em resumo
MercadoExperiência a entrar pela porta do Amazonas
PlantelKeder Junior estreia-se finalmente a marcar
Não se vê o fim da espera do Amazonas por uma vitória
Já são 11 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Amazonas tem de arrancar um resultado de algum lado.
Aos 40 anos, 3 pontos abaixo de onde esteve, e um corpo que começou a cobrar juros. Acontece a todos, e continua a ser o parágrafo mais difícil desta página.
Derrota por 0‑1, e justa. O treinador foi curto nas palavras no final, o que provavelmente foi sensato.
O banco28/09/2026
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑1, ditas por Luís Nogueira a uma sala que já as tinha ouvido.
Segue-se o Athletic Club, e há um homem no balneário do Amazonas que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
O desenho queria outro perfil frente a este adversário, o que é uma resposta futebolística a sério e nenhum consolo para o visado. Não fez nada de errado e não jogou.
«De fora não vem ninguém salvar-nos.» Foi curto, foi incómodo e, segundo todos, o vestiário do Amazonas ficou depois mais calado do que em toda a temporada.
Não se vê o fim da espera do Amazonas por uma vitória
Já são 10 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Amazonas tem de arrancar um resultado de algum lado.
Aqui não há queixa possível e todos os envolvidos sabem, o que não encurta o caminho até ao banco. A forma é a única moeda do futebol sobre a qual não se pode pedir emprestado.
A equipa técnica decidiu que as pernas importavam mais do que a tarde. É a linha menos dramática desta página e a razão por que em abril ainda estará disponível.
Segue-se, em casa, o Paysandu, que chega no 8.º lugar. O tipo de jogo sobre o qual uma época se constrói em silêncio, ou em que perde a forma em silêncio.
Em resumo
O bancoO treinador crava a sua bandeira em Tcharlles
5 jogos sem golo. Os avançados deixam de levantar a cabeça, os médios dão o toque a mais, e cada remate que passa por cima é seguido de um lamento que se acumula desde o último golo.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Amazonas coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Não acontece nada durante meses e depois ele simplesmente chega, a custo zero, tendo assinado um pré-contrato enquanto ainda jogava por outro. É a forma menos dramática de contratar um futebolista e muitas vezes a mais esperta.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 0‑2, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Ninguém no Amazonas sugere que esteja em má fase. O treinador quis simplesmente outras qualidades para noventa minutos concretos, e contra isso um jogador não pode treinar nada.
Dribles concretizados: 8. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Bruno Menezes e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
A papelada fica pronta muito antes do jogador. Riquelme acertou vir quando o contrato atual terminar, o que significa que o Amazonas substituiu um orçamento de verão por um telefonema.
Não está a ser deixado de fora. Simplesmente não há, no sistema que o Amazonas joga, sítio onde pôr um homem que faz o que ele faz, o que é mais difícil de ouvir do que qualquer ficha de jogo.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Amazonas, mais uma semana sem a assinatura de Nino Paraíba.
Plantel07/09/2026
13 caras novas e o Amazonas ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
Um mês é longo o suficiente para ninguém entrar por acaso. Júnior Moura está no melhor onze da divisão, o que é um elogio mais discreto do que um prémio e mais fiável.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Amazonas falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Willyam Maranhão está a viver essa versão no Amazonas, e costuma notar-se no primeiro mês.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 4 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
A papelada fica pronta muito antes do jogador. Du Fernandes acertou vir quando o contrato atual terminar, o que significa que o Amazonas substituiu um orçamento de verão por um telefonema.
Todos os desenhos têm posições e este não tem a dele. O Amazonas vai mudar o desenho, mudar-lhe a função ou mudar-lhe o clube, e ele está à espera de saber qual.
Outro tem estado melhor, o treinador disse-o com uma ficha de jogo, e não há discussão possível. Vai recuperar a camisola da única maneira que ela se recupera.
Em resumo
O bancoO veredicto do treinador
MercadoExperiência a entrar pela porta do Amazonas
MercadoExperiência a entrar pela porta do Amazonas
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 19 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Amazonas falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
A papelada fica pronta muito antes do jogador. Bruno Leite acertou vir quando o contrato atual terminar, o que significa que o Amazonas substituiu um orçamento de verão por um telefonema.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 3 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
0‑14 para o Chapecoense, e foi exatamente tão mau como o número sugere. Há derrotas que se discutem e derrotas pelas quais se pede desculpa; esta foi do segundo tipo.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Amazonas falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
5 jogos, dois ou mais sofridos em todos eles. Equipas que criam tanto podem viver com isso durante algum tempo. Ninguém vive com isso para sempre.
Jogo15/08/2026
Ninguém conseguiu parar de marcar
14 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Amazonas e do Chapecoense por igual; os restantes divertiram-se imenso.
O banco17/08/2026
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑14, ditas por Luís Nogueira a uma sala que já as tinha ouvido.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 6 golos entre o Amazonas e o Operário Ferroviário, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
A formação existe exatamente para esta manhã. Henrique Porto passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Júnior Moura está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Éder Amaral está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
A formação existe exatamente para esta manhã. Éder Guimarães passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 7 golos entre o Amazonas e o Criciúma, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Fabiano e o Amazonas acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Não acontece nada durante meses e depois ele simplesmente chega, a custo zero, tendo assinado um pré-contrato enquanto ainda jogava por outro. É a forma menos dramática de contratar um futebolista e muitas vezes a mais esperta.
Plantel03/08/2026
Palavras no treino do Amazonas sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Fabiano está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Alyson esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 3‑4, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
Em resumo
MercadoEm Amazonas ninguém pegou no telefone para Alyson
Notas dos jogadoresUma tarde que Bernardo vai querer de volta