Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Aparecidense falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Pedro Cuiabá esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Aparecidense falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Aos 22 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
Saimon e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Internacional fica com o seu homem, e o Aparecidense volta a uma lista com um nome riscado.
20 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Aparecidense perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Pedro Cuiabá e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Corinthians fica com o seu homem, e o Aparecidense volta a uma lista com um nome riscado.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Júnior Assis está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Plantel11/01/2027
Palavras no treino do Aparecidense sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Alison Matheus está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
MercadoA história de Rodrigo Lugo recusa-se a morrer
23Edição
A Crónica de Aparecidense
04/01/2027
Do nosso correspondente de futebolInquietação
As bancadas04/01/2027
Os adeptos organizam-se contra a direção do Aparecidense
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
27 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Aparecidense perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Aos 18 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
Saimon esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Faz todos os sábados coisas a que ninguém à volta dele consegue responder. É lisonjeiro durante uma época e um problema a partir daí, e o Aparecidense sabe em que fase está.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Aparecidense sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Uma audição de uma época inteira: o passe continua a ser do Nova Iguaçu, mas a camisola e os minutos são do Aparecidense. Um empréstimo é uma aposta que ambos os clubes acreditam estar a ganhar.
35 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Aparecidense perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Bragantino fica com o seu homem, e o Aparecidense volta a uma lista com um nome riscado.
Tem 20 anos e ninguém em Aparecidense o contratou para esta época. Negócios destes julgam-se daqui a quatro anos, por gente que talvez já não esteja na casa.
Em resumo
Plantel6 caras novas e o Aparecidense ainda se está a conhecer
PlantelPalavras no treino do Aparecidense sobre quem trabalha
O negócio com o Atlético Mineiro está feito em todos os sentidos menos no que o põe em campo. Nesta fase nada corre mal, exceto nas vezes em que corre.
Saimon e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Aparecidense coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O Atlético Mineiro queria mais do que $73.0K e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Ryan Santana e o Aparecidense acertam mais 3 anos.
O Aparecidense perguntou e o Nova Iguaçu disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
O Aparecidense já telefonou ao CRB. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
Faz todos os sábados coisas a que ninguém à volta dele consegue responder. É lisonjeiro durante uma época e um problema a partir daí, e o Aparecidense sabe em que fase está.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Lucas Alves, e o treinador deixou.
Em resumo
MercadoA história de Rodrigo Lugo recusa-se a morrer
MercadoO Aparecidense faz compras onde não custa nada
19Edição
A Crónica de Aparecidense
07/12/2026
Do nosso correspondente de futebolInquietação
Plantel07/12/2026
133 dias de fora para Raphael Luz depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Aparecidense vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
As bancadas07/12/2026
Os adeptos organizam-se contra a direção do Aparecidense
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Aparecidense coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O Aparecidense foi ao Atlético Mineiro com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Operário Ferroviário fica com o seu homem, e o Aparecidense volta a uma lista com um nome riscado.
Quatro ou cinco jornadas de regularidade, medidas contra todos os da divisão que fazem o seu trabalho. Luiz Guilherme sai dessa comparação dentro da equipa, e o Aparecidense beneficiou de cada uma dessas tardes.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Aparecidense falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Já são 10 jogos sem vencer, e o estádio ganhou aquele silêncio especial de quem espera o pior. Um 1-0 feio curava quase tudo; é isso que enlouquece.
Jogo30/11/2026
Para o Aparecidense, cada ponto é agora uma discussão
Posição 14 e 9 pontos, e nesta parte da cidade a classificação lê-se de baixo para cima. O calendário deixou de ser um programa e passou a ser uma contagem decrescente.
O mais difícil de ter 19 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Keven Samuel não precisou: 8.13, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Saimon e o Aparecidense acertam mais 1 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Tem 19 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 147 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
7 jogos sem golo. Os avançados deixam de levantar a cabeça, os médios dão o toque a mais, e cada remate que passa por cima é seguido de um lamento que se acumula desde o último golo.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Aparecidense pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
0‑2 para o Água Santa, e nenhuma queixa que valha a pena imprimir. A exibição não pediu mais do que aquilo que recebeu.
Plantel23/11/2026
Alison Matheus desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Plantel23/11/2026
Demasiada mudança demasiado depressa no Aparecidense
9 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 0‑2, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Ivo lesiona os ligamentos do joelho — 17 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 17 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Plantel16/11/2026
154 dias de fora para Raphael Luz depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Aparecidense vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Aparecidense coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para William Axel, e o treinador deixou.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Rodrigo Lugo assinar alguma coisa — um contrato no Aparecidense ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Rodrigo Lugo fez a conta e não gosta do resultado. Nada corrói um grupo mais depressa, e nenhum clube resolveu isto explicando a um futebolista a estrutura salarial.
Em resumo
AntevisãoConforto de casa à vista para o Aparecidense
24 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Aparecidense perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Jogo07/11/2026
Não se vê o fim da espera do Aparecidense por uma vitória
Já são 8 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Aparecidense tem de arrancar um resultado de algum lado.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 6 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Gabriel Souza é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
Plantel09/11/2026
Palavras no treino do Aparecidense sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Raphael Luz está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
16 vezes se meteu no caminho. Escreve-se sobre os centrais quando erram e ignoram-se quando não erram, por isso uma tarde destas tem de ser dita em voz alta: é ele a razão de o marcador dizer o que diz.
Ivo lesiona os ligamentos do joelho — 31 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 31 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 6 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
5 jogos sem golo. Os avançados deixam de levantar a cabeça, os médios dão o toque a mais, e cada remate que passa por cima é seguido de um lamento que se acumula desde o último golo.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
O banco02/11/2026
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Renan Areias
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
Quatro ou cinco jornadas de regularidade, medidas contra todos os da divisão que fazem o seu trabalho. Luiz Guilherme sai dessa comparação dentro da equipa, e o Aparecidense beneficiou de cada uma dessas tardes.
Ivo lesiona os ligamentos do joelho — 38 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 38 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
4 jogos, nenhum golo e um centro de treinos que já tentou tudo. Vai acabar — as secas acabam sempre — mas ninguém no Aparecidense sabe dizer em que semana.
Ivo e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel26/10/2026
Demasiada mudança demasiado depressa no Aparecidense
15 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
“Não é o fim do mundo e não chega. As duas coisas são verdade.” O treinador, depois de um empate por 0‑0, disse a coisa honesta e foi dizê-la outra vez lá dentro.
14 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Aparecidense perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Jogo17/10/2026
Não se vê o fim da espera do Aparecidense por uma vitória
Já são 5 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Aparecidense tem de arrancar um resultado de algum lado.
Ivo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
3 jogos, nenhum golo e um centro de treinos que já tentou tudo. Vai acabar — as secas acabam sempre — mas ninguém no Aparecidense sabe dizer em que semana.
0‑2 para o Boavista, e nenhuma queixa que valha a pena imprimir. A exibição não pediu mais do que aquilo que recebeu.
Plantel19/10/2026
Palavras no treino do Aparecidense sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Raphael Luz está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” João Nogueira depois do 0‑2, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
Ninguém o confirma e as fichas de jogo confirmam-no todas as semanas. Um erro comprou-lhe um período como segunda opção que já é mais longo do que o erro merecia.
Fábio Rampi lesiona os ligamentos do joelho — 23 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 23 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Aparecidense coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Toda a gente no Aparecidense viu antes de alguém o dizer, que é como isto vai sempre. Aos 37 o declínio é real e mensurável — 3 pontos — e só falta saber como o clube trata alguém a quem deve muitíssimo.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Guga está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Plantel12/10/2026
Palavras no treino do Aparecidense sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Alison Matheus está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Luiz Guilherme, e o treinador deixou.
Em resumo
AntevisãoO líder é o próximo adversário do Aparecidense
30 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Aparecidense perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Aos 18 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Saimon e o Aparecidense acertam mais 1 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Rodrigo Lugo, e o treinador deixou.
Tem 20 anos, e os relatórios dos observadores concordam na única linha que importa: o teto. Contratações assim são bilhetes de lotaria preenchidos por profissionais.
37 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Aparecidense perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 7 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Aparecidense, e não vai ser retirado.
Plantel28/09/2026
Raphael Luz desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O treinador prendeu-os no balneário e disse o que tinha a dizer. Espera-se resposta no sábado e, se não vier, as perguntas sobem um andar.
Plantel28/09/2026
Demasiada mudança demasiado depressa no Aparecidense
12 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
Fábio Rampi lesiona os ligamentos do joelho — 46 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 46 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Aparecidense coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel21/09/2026
Raphael Luz desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Faz todos os sábados coisas a que ninguém à volta dele consegue responder. É lisonjeiro durante uma época e um problema a partir daí, e o Aparecidense sabe em que fase está.
O banco21/09/2026
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 1‑3, ditas por João Nogueira a uma sala que já as tinha ouvido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Lucas Alves, e o treinador deixou.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Ivo: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Aparecidense a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Ronald assinar alguma coisa — um contrato no Aparecidense ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Fábio Rampi lesiona os ligamentos do joelho — 53 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 53 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 8 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Plantel14/09/2026
Rodrigo Lugo sofre uma lesão muscular — 17 dias de fora
A lesão que volta sempre, de que se regressa sempre à pressa e que em silêncio custa mais carreiras do que as dramáticas. 17 dias é a estimativa; o número honesto depende de haver paciência.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Aparecidense coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A papelada fica pronta muito antes do jogador. Pedro Mantovani acertou vir quando o contrato atual terminar, o que significa que o Aparecidense substituiu um orçamento de verão por um telefonema.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. André Alves está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Rodrigo Borges é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
60 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Aparecidense perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Alison Matheus e o Aparecidense acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Raphael Luz estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Aparecidense, mais uma semana sem a assinatura de Ronald.
Tem 18 anos, e os relatórios dos observadores concordam na única linha que importa: o teto. Contratações assim são bilhetes de lotaria preenchidos por profissionais.
Dribles concretizados: 26. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Raphael Luz esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Há um nível em que um futebolista deixa de ser posto à prova e passa apenas a ser contido, e ele chegou lá há algum tempo. No Aparecidense sabem-no, e também todos os que o veem.
Qualquer adepto nas bancadas saberia apontar o buraco desta equipa, e a maioria fê-lo, em voz alta, durante meses. Ronald foi contratado para o fechar.
“O mérito é dos jogadores. Hoje o meu trabalho foi fácil.” Não foi, e toda a gente na sala o sabia; depois do 2‑0, João Nogueira podia dar-se ao luxo de ser generoso.
Plantel31/08/2026
Matheus Amaral desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 6 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Jogo22/08/2026
Não se vê o fim da espera do Aparecidense por uma vitória
Já são 5 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Aparecidense tem de arrancar um resultado de algum lado.
4 jogos sem golo. Os avançados deixam de levantar a cabeça, os médios dão o toque a mais, e cada remate que passa por cima é seguido de um lamento que se acumula desde o último golo.
Qualquer adepto nas bancadas saberia apontar o buraco desta equipa, e a maioria fê-lo, em voz alta, durante meses. Matheus Gonçalves foi contratado para o fechar.
«Há uma distância, e fingir que não há não ajuda ninguém.» Nenhuma das partes se mexeu, e o calendário trabalha para uma delas apenas.
O banco24/08/2026
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑2 João Nogueira saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Em resumo
Plantel6 caras novas e o Aparecidense ainda se está a conhecer
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 14 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
0‑7 frente ao ABC, e a estrada acaba aqui. As eliminações da taça são mortes rápidas — sem segunda mão, sem próxima semana, só o campeonato daqui até maio.
0‑3 para o Goiânia, e foi exatamente tão mau como o número sugere. Há derrotas que se discutem e derrotas pelas quais se pede desculpa; esta foi do segundo tipo.
As bancadas17/08/2026
As bancadas viraram-se
“Chega. Há meses que estamos a ver isto.” 10 dos 18 jogadores seniores saíram do campo a ouvi-lo, e a mensagem não era para nenhum deles em particular.
As bancadas17/08/2026
Uma goleada na taça no ABC deixa o Aparecidense a explicar-se
0-7, e muito antes do fim a bancada visitante tinha passado do incentivo para algo bastante mais afiado. Ninguém liga para um programa de rádio por perder por pouco.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Raphael Luz estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
3 jogos sem golo. Os avançados deixam de levantar a cabeça, os médios dão o toque a mais, e cada remate que passa por cima é seguido de um lamento que se acumula desde o último golo.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 6 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
A formação existe exatamente para esta manhã. Lucas Alves passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
A formação existe exatamente para esta manhã. Igor Guimarães passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
A formação existe exatamente para esta manhã. Vitor Pacheco passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
A formação existe exatamente para esta manhã. Thiago Tavares passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 0‑1, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Fábio Rampi e o Aparecidense acertam mais 1 anos.
2 golos de vantagem e depois uma rendição lenta de tudo o que fora ganho. Erick Monteiro não será o apontado, mas ninguém no Aparecidense escapa à conversa que se segue a um colapso destes.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Aparecidense coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” João Nogueira depois do 2‑3, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Raphael Luz: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Aparecidense a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Contrato liquidado, apertos de mão, nenhuma verba a mudar de mãos. Pedro Henrique deixa o Aparecidense pela porta discreta, e a folha salarial respira um pouco melhor.
Contrato liquidado, apertos de mão, nenhuma verba a mudar de mãos. Renato deixa o Aparecidense pela porta discreta, e a folha salarial respira um pouco melhor.
Contrato liquidado, apertos de mão, nenhuma verba a mudar de mãos. Fellipe deixa o Aparecidense pela porta discreta, e a folha salarial respira um pouco melhor.