Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Atlanta falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Thiago Nahuel está nela.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Atlanta falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Pocho. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Lucas Bruno está nela.
Em resumo
O bancoO treinador crava a sua bandeira em Julián Álvarez
PlantelJulián Álvarez treina como quem tem algo a provar
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Thiago Nahuel assinar alguma coisa — um contrato no Atlanta ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
O banco18/08/2036
Bruno Medina tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Atlanta dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Julián Álvarez e o Atlanta acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Atlanta, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Em resumo
O bancoBenicio Núñez tornou-se um homem de confiança do treinador
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Thiago Nahuel está nela.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Diego Miranda treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
“Fiz tudo o que me pediram nos treinos e ao sábado não mudou nada.” A queixa mais conhecida do futebol, e uma a que o Atlanta terá de responder com minutos ou com uma transferência.
Mercado04/08/2036
O mercado disse que não: Bruno Medina fica onde está
O Atlanta abriu a porta e ninguém a atravessou. Por isso Bruno Medina fica — listado, treinado e disponível — enquanto ambos os lados riscam os dias até janeiro no mesmo calendário.
A equipa técnica deu a José Silva algo à parte. Se é uma fraqueza a ser corrigida ou uma virtude a ser afiada, ninguém de fora saberá até aparecer num sábado.
Estava tudo acordado com o Vélez, e então o médico falou. O Atlanta desistiu de uma contratação por conselho de alguém que nunca o viu jogar, que é exatamente como deve funcionar.
Um negócio que à hora de almoço estava a um telefonema de fechar estava morto à meia-noite. O Atlanta vai tentar outra vez quando o mercado abrir; nessa altura o Güemes pode já não estar a vender.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Pocho. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Lucas Bruno está nela.
O Vélez aceitou o dinheiro. O que o Atlanta ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Atlanta podem fingir não ter ouvido.
Direção21/07/2036
O Atlanta fecha o mercado com um plantel feito por si
0 entradas e 0 saídas, e nenhuma mudança durante meses. O treinador tem o que tem, os adeptos têm a sua opinião sobre isso, e a tabela terá a última palavra.
Um negócio que à hora de almoço estava a um telefonema de fechar estava morto à meia-noite. O Atlanta vai tentar outra vez quando o mercado abrir; nessa altura o Instituto pode já não estar a vender.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Thiago Nahuel assinar alguma coisa — um contrato no Atlanta ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Atlanta, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Bruno Medina está nela.
O Atlanta passou o mercado a tentar colocar Alejandro Pérez e não apareceu ninguém. Treina com um plantel que já lhe disse que não conta com ele, e ambas as partes esperam agora pela próxima janela.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Diego Miranda e o Atlanta acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Benicio Núñez e o Atlanta acertam mais 4 anos.
4 chegadas, uma média de idades que ninguém chamaria plantel, e pais a quem mostram um edifício onde os filhos passarão mais tempo do que em casa. A prospeção já aconteceu; hoje é só papelada.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Thiago Nahuel está nela.
Nem contrato novo nem número novo: um lugar novo na cabeça do treinador, que é a única promoção no futebol que conta de verdade. Diego Miranda subiu nela.
O Villa Dálmine aceitou o dinheiro. O que o Atlanta ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
A lesão mais comum do futebol e aquela de que mais se volta à pressa. O Atlanta vai falar em 15 dias e vai ter cuidado, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Pocho. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Em resumo
O bancoLucas Bruno tornou-se um homem de confiança do treinador
O Güemes aceitou o dinheiro. O que o Atlanta ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
Acontece a todos e continua a ser o parágrafo mais difícil que um jornal local tem de escrever. 36 anos, 3 pontos abaixo do que era, e um corpo que começou a cobrar juros sobre uma carreira.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Thiago Nahuel assinar alguma coisa — um contrato no Atlanta ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
O banco23/06/2036
Bruno Medina tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Atlanta dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
O Atlanta e o Belgrano acertaram em $18.0K. O resto pertence ao jogador e ao empresário, e um adepto que já viu uma destas sabe que ainda não é altura de comprar a camisola.
As condições foram oferecidas e recusadas. Se foi o salário, a função ou a cidade, no Ferro Carril Oeste ninguém diz, e no Atlanta ninguém gosta de estar a adivinhar.
$200.00 em cima da mesa do Chacarita Juniors. O treinador queria-o, a direção acertou um número, e as únicas vozes que faltam ouvir são as do outro clube.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Juan Carlos Acosta e o Atlanta acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Plantel16/06/2036
Gustavo Muñoz, 16 anos, é o melhor jovem do fim de semana
Medido contra todos os outros miúdos da divisão, e o primeiro entre eles. O prémio de sénior é onde o Atlanta gostava que isto fosse dar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
15 dias de fora para Thiago Nahuel depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Atlanta vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
O último jogo do campeonato está jogado e a tabela parou de mexer: 21 pontos. O verão começa na segunda-feira, e com ele a discussão sobre o que tudo isto quis dizer.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.82 aos 36, e ninguém no campo esteve melhor.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o Independiente fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
O Atlanta perguntou e o Tigre disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Um ponto arrancado aos 87 minutos vale exatamente um ponto e consideravelmente mais do que isso para um balneário. Esta equipa não para, e essa reputação vale mais do que o resultado.
Em resumo
DireçãoEm Atlanta, 100% das receitas vão para salários
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 22 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Aos 19 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Notas dos jogadores02/06/2036
Pocho jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.13. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
Um erro na defesa é um momento; um erro na baliza é um golo. Yaya sabe-o, a bancada percebeu-o de imediato, e não havia mais ninguém atrás dele para o transformar noutra coisa.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Atlanta falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Gustavo Méndez produziu-o, e o 8.15 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Atlanta, e não vai ser retirado.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Juan Carlos Acosta, e o treinador deixou.
0‑3 para o Nueva Chicago, e foi exatamente tão mau como o número sugere. Há derrotas que se discutem e derrotas pelas quais se pede desculpa; esta foi do segundo tipo.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Juan Bianchi depois do 0‑3, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Atlanta sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Pedro González treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Diego Miranda e o Atlanta acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 18 anos que sente como seu. Pedro González tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Gustavo Méndez. 1‑0 sobre o Ferro Carril Oeste, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Avaliado com 7.85. Pergunte a qualquer pessoa à saída do estádio o que decidiu aquilo e receberá um nome, que é o único prémio que alguma vez contou a sério.
Nenhum clube fica com muito do que ganha; a maior parte vai para os jogadores. Ficar quase sem nada é um arranjo diferente, e sempre que alguém o experimentou terminou da mesma forma.
“Merecemos. Pedi-lhes uma reação e tive-a, e agora quero o mesmo outra vez no sábado.” Juan Bianchi sobre uma tarde de 1‑0 que lhe agradou mais do que estava disposto a mostrar.
O banco12/05/2036
Thiago Nahuel tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Atlanta dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Aos 36 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.32 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Gustavo Méndez e o Atlanta acertam mais 2 anos.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Benicio Núñez. 3‑1 sobre o Patronato, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Tem 22 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Eliminado, 0‑1 com o Comunicaciones, e a longa discussão sobre qual dos pequenos momentos o decidiu. Agora só resta o campeonato, e toda a gente o sabe.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 8 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 4 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
“Há coisas de que gostei e coisas que vamos repetir na terça-feira até saírem bem.” 0‑0, e um treinador que já tinha decidido como seria a terça-feira.
As bancadas esperaram por um golo que nunca chegou. O Madryn defendeu com muita gente e levou aquilo que veio buscar, e as duas equipas podiam ainda estar a jogar sem incomodar o marcador.
Nota 7.59 numa tarde que correu do primeiro ao último apito. Falhasse o que falhasse ao Atlanta, o melhor em campo era deles.
O banco21/04/2036
A vista do banco
“Não perdemos. Há semanas em que é só isso que se consegue, e prefiro ter o ponto a não o ter.” Juan Bianchi escolheu a versão do copo meio cheio do 0‑0; os adeptos saíram com a outra.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Atlanta sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O desenho queria outro perfil frente a este adversário, o que é uma resposta futebolística a sério e nenhum consolo para o visado. Não fez nada de errado e não jogou.
Dribles concretizados: 7. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Juan Pablo Pérez e o Atlanta acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Juan Bianchi depois do 0‑2, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Gustavo Méndez: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Atlanta a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
2 golos, e o segundo foi o que fechou o jogo. Nota de 8.65, e com mais sorte ao primeiro poste teria tido um terceiro.
Notas dos jogadores07/04/2036
Juan Pablo Pérez, 18 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.63
Um 7.63 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 18. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Pocho e o Atlanta acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Pocho. 4‑3 sobre o Colegiales, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Tem 18 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Atlanta, e não vai ser retirado.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Pedro González treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Pocho. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Segue-se, em casa, o Colegiales, que chega no 3.º lugar. O tipo de jogo sobre o qual uma época se constrói em silêncio, ou em que perde a forma em silêncio.
Dribles concretizados: 22. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Juan Carlos Acosta, e o treinador deixou.
A ficha de jogo di-lo em público todas as semanas até mudar. A única versão de ficar de fora que um futebolista não consegue contestar, e a que lhe custa mais.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Atlanta sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
O banco24/03/2036
Bruno Medina tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Atlanta dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Vitória por 2‑1 sobre o Racing, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
Aos 35 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.83 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Dribles concretizados: 25. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Aos 19 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
O banco17/03/2036
O veredicto do treinador
“Estou frustrado, sinceramente. Fizemos o suficiente para ganhar e não ganhámos.” Juan Bianchi não o escondia depois do 0‑0, e no balneário do Atlanta também ninguém o escondia.
Noventa minutos, zero golos, e a discussão começou antes de o parque de estacionamento esvaziar: um ponto somado ou dois deitados fora contra o San Martín? Na quinta-feira ainda vai haver quem discuta.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 10 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Nota 8.27 — daquelas que um cronista aponta duas vezes para ter a certeza. Saiu-lhe tudo o que tentou, e o que não tentou não valia a pena.
O banco10/03/2036
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 1‑2, ditas por Juan Bianchi a uma sala que já as tinha ouvido.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Benicio Núñez está nela.
A ficha de jogo di-lo em público todas as semanas até mudar. A única versão de ficar de fora que um futebolista não consegue contestar, e a que lhe custa mais.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Thiago Nahuel assinar alguma coisa — um contrato no Atlanta ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Quatro ou cinco jornadas de regularidade, medidas contra todos os da divisão que fazem o seu trabalho. Pedro González sai dessa comparação dentro da equipa, e o Atlanta beneficiou de cada uma dessas tardes.
O banco03/03/2036
A vista do banco
“Não perdemos. Há semanas em que é só isso que se consegue, e prefiro ter o ponto a não o ter.” Juan Bianchi escolheu a versão do copo meio cheio do 0‑0; os adeptos saíram com a outra.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Lucas Bruno está nela.
Dribles concretizados: 22. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
“Há coisas de que gostei e coisas que vamos repetir na terça-feira até saírem bem.” 0‑0, e um treinador que já tinha decidido como seria a terça-feira.
As bancadas esperaram por um golo que nunca chegou. O Patronato defendeu com muita gente e levou aquilo que veio buscar, e as duas equipas podiam ainda estar a jogar sem incomodar o marcador.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Atlanta sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Pocho: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Atlanta a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Cada estreia é uma pequena história sobre o futuro: Felipe Ortiz, 19 anos, saído dos campos da formação para a equipa principal. Os pais, na bancada, vão guardar o programa do jogo.
Aos 35 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.22 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 19 anos que sente como seu. Iván Gómez tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
“O mérito é dos jogadores. Hoje o meu trabalho foi fácil.” Não foi, e toda a gente na sala o sabia; depois do 3‑2, Juan Bianchi podia dar-se ao luxo de ser generoso.
O banco18/02/2036
Thiago Nahuel tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Atlanta dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Aos 35 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.25 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Iván Gómez e o Atlanta acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Podia falar de decisões e podia falar de sorte. Não vou. Perdemos.” O treinador, o 2‑6, e uma conferência de imprensa que durou quatro minutos.
Antevisão11/02/2036
O Atlanta mede-se com a equipa que todos perseguem
O Madryn chega como líder. Uma equipa no topo perde mais ou menos uma vez por mês, e o clube que o consegue ganha uma semana de que se lembra durante um ano.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Alejo Dramisino e o Atlanta acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Direção04/02/2036
5 jogadores da formação sobem à equipa principal do Atlanta
Números de equipa principal entregues a miúdos que os treinadores conhecem desde os doze anos. A maioria não vai lá chegar, e todos já fizeram a parte difícil.
A formação existe exatamente para esta manhã. Juan Carlos Acosta passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Jorge Torres está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Ezequiel Gómez é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Federico Marino está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
O Atlanta ficou sem tempo com o Platense. Os papéis estavam abertos quando o prazo passou, e uma transferência que estava quase feita é agora uma transferência que nunca aconteceu.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Atlanta sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
O banco28/01/2036
Lucas Bruno tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Atlanta dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Um negócio que à hora de almoço estava a um telefonema de fechar estava morto à meia-noite. O Atlanta vai tentar outra vez quando o mercado abrir; nessa altura o Defensa y Justicia pode já não estar a vender.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
O relógio fez o que o Instituto não quis fazer, e acabou com aquilo. Os adeptos que seguiram a contagem decrescente vão passar o próximo mercado a fazê-lo outra vez.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Thiago Nahuel assinar alguma coisa — um contrato no Atlanta ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Bruno Medina está nela.
O Atlanta não queria esta conversa e está a tê-la na mesma. Um treinador cobiçado lá fora é um treinador cuja próxima renovação acabou de ficar mais cara.
Verba acordada, condições acordadas, e um exame que disse o contrário. Ele volta para o Banfield; o Atlanta volta ao mercado; e ambos vão insistir que aqui não há história nenhuma.
O Atlanta foi ao Defensa y Justicia com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Um negócio que à hora de almoço estava a um telefonema de fechar estava morto à meia-noite. O Atlanta vai tentar outra vez quando o mercado abrir; nessa altura o Boca Juniors pode já não estar a vender.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Benicio Núñez está nela.
4.º lugar com 26 pontos, e os lugares que dão bilhete para a Europa estão perto o suficiente para se contarem. Épocas assim decidem-se em dois resultados em abril, e o clube sabe quais.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Hernán Castro treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
O aperto de mão com o Boca Juniors está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Atlanta, e não vai ser retirado.
O negócio com o Unión de Santa Fe está feito em todos os sentidos menos no que o põe em campo. Nesta fase nada corre mal, exceto nas vezes em que corre.
O Godoy Cruz queria mais do que $1.0K e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Atlanta sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Atlanta, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
O Atlanta e o Platense acertaram em $19.0K. O resto pertence ao jogador e ao empresário, e um adepto que já viu uma destas sabe que ainda não é altura de comprar a camisola.
O Atlanta ofereceu $6.0K; o Boca Juniors disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
O Atlanta perguntou e o Defensa y Justicia disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Thiago Nahuel está nela.
O Atlanta e o Defensa y Justicia acertaram em $35.0K. O resto pertence ao jogador e ao empresário, e um adepto que já viu uma destas sabe que ainda não é altura de comprar a camisola.
As condições foram oferecidas e recusadas. Se foi o salário, a função ou a cidade, no Lanús ninguém diz, e no Atlanta ninguém gosta de estar a adivinhar.
A proposta seguiu esta semana para o Boca Juniors, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O Atlanta foi ao Godoy Cruz com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Thiago Nahuel assinar alguma coisa — um contrato no Atlanta ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Pedro González treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Os exames médicos acabam com o negócio de Iván Herrera
Estava tudo acordado com o River Plate, e então o médico falou. O Atlanta desistiu de uma contratação por conselho de alguém que nunca o viu jogar, que é exatamente como deve funcionar.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Atlanta fez a parte difícil com o San Lorenzo, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
As condições foram oferecidas e recusadas. Se foi o salário, a função ou a cidade, no San Telmo ninguém diz, e no Atlanta ninguém gosta de estar a adivinhar.
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
Uma sondagem ao Lanús para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
O Atlanta já telefonou ao River Plate. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Gustavo Muñoz tem a sua resposta do Atlanta; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Thiago Nahuel está nela.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Thiago Nahuel assinar alguma coisa — um contrato no Atlanta ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Bruno Medina está nela.
Em resumo
PlantelJosé Silva treina como quem tem algo a provar
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Atlanta sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Diego Miranda treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
O Atlanta não queria esta conversa e está a tê-la na mesma. Um treinador cobiçado lá fora é um treinador cuja próxima renovação acabou de ficar mais cara.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Atlanta, e não vai ser retirado.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Atlanta sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Atlanta, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Em resumo
PlantelOs relatórios de treino sobre Chapa não são bons
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Lucas Bruno e o Atlanta acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Thiago Nahuel assinar alguma coisa — um contrato no Atlanta ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Bruno Medina está nela.
Benicio Núñez tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Atlanta dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Atlanta sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
4.º lugar, 26 pontos, e uma reta final que decide se a próxima época tem noites de quinta-feira. Ninguém lhe chama ainda uma corrida, que é o que se diz durante uma.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Alejandro Pérez e o Atlanta acertam mais 3 anos.
Nenhum clube fica com muito do que ganha; a maior parte vai para os jogadores. Ficar quase sem nada é um arranjo diferente, e sempre que alguém o experimentou terminou da mesma forma.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Atlanta sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Em resumo
PlantelBenicio Núñez passa a ter um programa só dele
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
O banco01/10/2035
Thiago Nahuel tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Atlanta dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Thiago Nahuel assinar alguma coisa — um contrato no Atlanta ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Bruno Medina está nela.
Acontece a todos e continua a ser o parágrafo mais difícil que um jornal local tem de escrever. 37 anos, 3 pontos abaixo do que era, e um corpo que começou a cobrar juros sobre uma carreira.
«Prefiro dizer-lho na cara do que ler no jornal.» A reunião foi pedida pelo jogador, e isso diz quase tudo.
O banco17/09/2035
Benicio Núñez tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Atlanta dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Martín García. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
4.º lugar com 26 pontos, e os lugares que dão bilhete para a Europa estão perto o suficiente para se contarem. Épocas assim decidem-se em dois resultados em abril, e o clube sabe quais.
Um treinador perdoa um mau sábado muito mais depressa do que uma má terça, porque um explica-se e o outro escolheu-o. Os relatos desta semana não foram bons.
Martín García tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Atlanta dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Faltam 1 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Atlanta pode pedir e sobe o salário que Alejandro Álvarez pode exigir.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Atlanta, e não vai ser retirado.
Nenhum clube fica com muito do que ganha; a maior parte vai para os jogadores. Ficar quase sem nada é um arranjo diferente, e sempre que alguém o experimentou terminou da mesma forma.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Pocho assinar alguma coisa — um contrato no Atlanta ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Thiago Nahuel fez a conta e não gosta do resultado. Nada corrói um grupo mais depressa, e nenhum clube resolveu isto explicando a um futebolista a estrutura salarial.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Atlanta, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Yaya e o Atlanta acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Benicio Núñez está nela.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Martín García. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
4.º lugar com 26 pontos, e os lugares que dão bilhete para a Europa estão perto o suficiente para se contarem. Épocas assim decidem-se em dois resultados em abril, e o clube sabe quais.
Em resumo
O bancoJosé Silva pede uma conversa com o treinador
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Diego Miranda, e o treinador deixou.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Hernán Castro e o Atlanta acertam mais 3 anos.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Martín García está nela.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Alejo Dramisino. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o San Telmo fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Atlanta coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Facundo Ponce e o Atlanta acertam mais 3 anos.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Thiago Nahuel está nela.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Raúl Gutiérrez, e o treinador deixou.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Pocho assinar alguma coisa — um contrato no Atlanta ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
O Atlanta ficou sem tempo com o Atlético Tucumán. Os papéis estavam abertos quando o prazo passou, e uma transferência que estava quase feita é agora uma transferência que nunca aconteceu.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Atlanta, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
O Atlanta fecha o mercado com um plantel feito por si
0 entradas e 5 saídas, e nenhuma mudança durante meses. O treinador tem o que tem, os adeptos têm a sua opinião sobre isso, e a tabela terá a última palavra.
A proposta seguiu esta semana para o Brown de Adrogué, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O Atlanta perguntou e o River Plate disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Um negócio que à hora de almoço estava a um telefonema de fechar estava morto à meia-noite. O Atlanta vai tentar outra vez quando o mercado abrir; nessa altura o Instituto pode já não estar a vender.
O banco23/07/2035
Benicio Núñez tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Atlanta dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Martín García. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
4.º lugar com 26 pontos, e os lugares que dão bilhete para a Europa estão perto o suficiente para se contarem. Épocas assim decidem-se em dois resultados em abril, e o clube sabe quais.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Fernando Muñoz treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Contrato liquidado, apertos de mão, nenhuma verba a mudar de mãos. Jorge Castillo deixa o Atlanta pela porta discreta, e a folha salarial respira um pouco melhor.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Atlanta fez a parte difícil com o Racing Club, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
O Atlanta foi ao River Plate com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
O Atlanta foi ao Atlético Tucumán com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
O Atlanta ofereceu $11.0K; o Brown de Adrogué disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Martín García está nela.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Alejo Dramisino. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
O Atlanta foi ao Brown de Adrogué com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Thiago Nahuel está nela.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Pocho assinar alguma coisa — um contrato no Atlanta ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Atlanta, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Alejo Dramisino e o Atlanta acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
O Atlanta foi ao Atlético Tucumán com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
O Atlanta ofereceu $6.0K; o Atlético Tucumán disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O River Plate fica com o seu homem, e o Atlanta volta a uma lista com um nome riscado.
O Atlanta já telefonou ao Godoy Cruz. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
Assinaram hoje, ninguém os vai ver durante anos, e um deles pode um dia ser a razão de o clube existir. É este todo o argumento a favor de uma formação, e é um bom argumento.
Um mês é longo o suficiente para ninguém entrar por acaso. Martín García está no melhor onze da divisão, o que é um elogio mais discreto do que um prémio e mais fiável.
O banco02/07/2035
Matías Moretti tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Atlanta dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
As condições foram oferecidas e recusadas. Se foi o salário, a função ou a cidade, no Brown de Adrogué ninguém diz, e no Atlanta ninguém gosta de estar a adivinhar.
O Atlanta ofereceu $5.0K; o River Plate disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O River Plate fica com o seu homem, e o Atlanta volta a uma lista com um nome riscado.
Nenhum clube fica com muito do que ganha; a maior parte vai para os jogadores. Ficar quase sem nada é um arranjo diferente, e sempre que alguém o experimentou terminou da mesma forma.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Benicio Núñez está nela.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Martín García. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
O aperto de mão com o Huracán está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
A proposta seguiu esta semana para o River Plate, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
$6.0K em cima da mesa do Atlético Tucumán. O treinador queria-o, a direção acertou um número, e as únicas vozes que faltam ouvir são as do outro clube.
Gustavo Méndez esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
O último jogo do campeonato está jogado e a tabela parou de mexer: 26 pontos. O verão começa na segunda-feira, e com ele a discussão sobre o que tudo isto quis dizer.
Houve 8 defesas pelo meio e pelo menos três que não tinham nada que ser defesas. Os dez jogadores de campo devem-lhe um copo, e sabem-no.
Notas dos jogadores11/06/2035
Gustavo Muñoz, 15 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.95
Um 7.95 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 15. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.94 aos 35, e ninguém no campo esteve melhor.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Atlanta, e não vai ser retirado.
As condições foram oferecidas e recusadas. Se foi o salário, a função ou a cidade, no San Telmo ninguém diz, e no Atlanta ninguém gosta de estar a adivinhar.
A proposta seguiu esta semana para o Brown de Adrogué, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Diego Miranda e o Atlanta acertam mais 3 anos.
O Atlanta perguntou e o Estudiantes disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Juan Pablo Pérez produziu-o, e o 8.41 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Notas dos jogadores04/06/2035
Gigante, 17 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.64
Um 7.64 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 17. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Boca Juniors fica com o seu homem, e o Atlanta volta a uma lista com um nome riscado.
Tem 17 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Quatro semanas em que ninguém na divisão fez melhor o seu trabalho. O prémio vai para uma prateleira e o jogador volta para a equipa, que é a ordem que o Atlanta prefere.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 8 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Gustavo Méndez. 2‑1 sobre o Arsenal, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
O banco28/05/2035
A vista do banco
“Controlámos o jogo. Houve períodos de que não gostei e vamos vê-los, mas o grupo mostrou-me alguma coisa.” Juan Bianchi, sobre uma vitória por 2‑1 que já ia a desmontar a caminho da sala de imprensa.
Alguém viu todos os jogos da divisão no fim de semana e decidiu que ele foi o melhor que havia em qualquer deles. Uma honra pequena, e a maioria das carreiras acaba sem uma.
A única versão de ficar de fora contra a qual um jogador não pode argumentar, e a que pior aceita. Outro tem estado melhor e a ficha de jogo di-lo, em público, todas as semanas até mudar.
Ninguém o confirma e as fichas de jogo confirmam-no todas as semanas. Um erro comprou-lhe um período como segunda opção que já é mais longo do que o erro merecia.
Em resumo
Notas dos jogadoresAs ocasiões vieram e foram-se para Benicio Núñez
Benicio Núñez, 21 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.72
Um 7.72 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 21. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Tem 21 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
“É isto que quero todas as semanas. Não o resultado, a maneira como o fizeram.” O treinador, depois do 2‑0, já a falar do próximo.
O banco21/05/2035
Martín García tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Atlanta dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Alejo Dramisino. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 10 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Jogo12/05/2035
Não se vê o fim da espera do Atlanta por uma vitória
Já são 4 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Atlanta tem de arrancar um resultado de algum lado.
1‑1, e os dois balneários vão falar de dois pontos perdidos. Um empate que fez muitas perguntas e não respondeu a nenhuma.
O banco14/05/2035
Thiago Nahuel tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Atlanta dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Há coisas de que gostei e coisas que vamos repetir na terça-feira até saírem bem.” 1‑1, e um treinador que já tinha decidido como seria a terça-feira.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Fernando Muñoz, e o treinador deixou.
Vestiu a outra camisola. No sábado joga contra o Ferro Carril Oeste com esta, e tudo o que disser esta semana sobre ser um jogo como os outros será mentira.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Pocho assinar alguma coisa — um contrato no Atlanta ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 10 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Atlanta, mais uma semana sem a assinatura de Alejandro Álvarez.
O banco07/05/2035
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑1 Juan Bianchi saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
O Comunicaciones lidera a tabela e vem aí. Nada a perder, que é o que todos os treinadores dizem antes de perder.
O banco07/05/2035
Benicio Núñez tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Atlanta dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Notas dos jogadoresGustavo Méndez passa por eles um de cada vez
457Edição
O Diário de Atlanta
30/04/2035
Do nosso correspondente de futebolEstável
Plantel30/04/2035
Lucas Bruno lesiona os ligamentos do joelho — 15 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 15 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Gustavo Méndez e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
Ninguém o confirma e as fichas de jogo confirmam-no todas as semanas. Um erro comprou-lhe um período como segunda opção que já é mais longo do que o erro merecia.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Alejandro Martínez, e o treinador deixou.
22 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Atlanta perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
0‑1 para o All Boys, e nenhuma queixa que valha a pena imprimir. A exibição não pediu mais do que aquilo que recebeu.
O banco23/04/2035
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑1 Juan Bianchi saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Ninguém o confirma e as fichas de jogo confirmam-no todas as semanas. Um erro comprou-lhe um período como segunda opção que já é mais longo do que o erro merecia.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Martín García está nela.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Ezequiel González, e o treinador deixou.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Alejo Dramisino. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
29 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Atlanta perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Juan Pablo Pérez produziu-o, e o 8.44 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.45 aos 35, e ninguém no campo esteve melhor.
Tem 21 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Isto não é rotação. Jorge Castillo está fora dos planos do treinador há algum tempo, e ninguém no Atlanta finge o contrário.
O banco16/04/2035
O veredicto do treinador
“Não me vou entusiasmar, e também não os deixo entusiasmar a eles. Foi um bom dia. Virão outros mais difíceis.” Juan Bianchi foi breve depois da vitória por 3‑1, que é o que os treinadores fazem quando estão contentes.
36 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Atlanta perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Alejandro Álvarez, e o treinador deixou.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Diego Miranda e o Atlanta acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 0‑3, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
Em resumo
As bancadasToda a gente tem uma opinião sobre Thiago Nahuel
34 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Atlanta perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
Um mês é longo o suficiente para ninguém entrar por acaso. Gustavo Méndez está no melhor onze da divisão, o que é um elogio mais discreto do que um prémio e mais fiável.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Atlanta sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
O banco02/04/2035
Bruno Medina tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Atlanta dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Nem contrato novo nem número novo: um lugar novo na cabeça do treinador, que é a única promoção no futebol que conta de verdade. Diego Miranda subiu nela.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Atlanta, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Gustavo Méndez produziu-o, e o 8.21 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Notas dos jogadores26/03/2035
Juan Pablo Pérez, 17 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.72
Um 7.72 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 17. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Aos 34 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.39 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Tem 17 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Avaliado com 8.38. Há carreiras inteiras sem uma única tarde assim, e ele acabou de ter uma à frente de todo o Atlanta.
O banco26/03/2035
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Alejandro Álvarez
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
“Merecemos. Pedi-lhes uma reação e tive-a, e agora quero o mesmo outra vez no sábado.” Juan Bianchi sobre uma tarde de 4‑3 que lhe agradou mais do que estava disposto a mostrar.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Gustavo Méndez produziu-o, e o 8.18 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Aos 34 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.00 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
“Merecemos. Pedi-lhes uma reação e tive-a, e agora quero o mesmo outra vez no sábado.” Juan Bianchi sobre uma tarde de 2‑1 que lhe agradou mais do que estava disposto a mostrar.
O banco19/03/2035
Benicio Núñez tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Atlanta dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
O banco19/03/2035
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Ezequiel González
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
O Arsenal segue em frente e o Atlanta vai para casa, com um 0‑2 a decidir tudo. O balneário vai agora dizer que a prioridade é o campeonato, porque é isso que os balneários dizem.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.07 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
Gustavo Méndez e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
«Estamos muito longe um do outro, e fingir o contrário não ajuda ninguém.» Nada se moveu, e o calendário não joga a favor do clube.
O banco05/03/2035
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑1, ditas por Juan Bianchi a uma sala que já as tinha ouvido.
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.14 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Juan Bianchi depois do 1‑3, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Martín García está nela.
Aos 15 anos foi o melhor de todos da sua idade na divisão durante um fim de semana. Ninguém devia construir uma carreira em cima disso, e toda a gente o faz sem dizer.
Aqui não há queixa possível e todos os envolvidos sabem, o que não encurta o caminho até ao banco. A forma é a única moeda do futebol sobre a qual não se pode pedir emprestado.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Alejo Dramisino. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Tem 18 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
“O mérito é dos jogadores. Hoje o meu trabalho foi fácil.” Não foi, e toda a gente na sala o sabia; depois do 2‑0, Juan Bianchi podia dar-se ao luxo de ser generoso.
Segue-se a equipa do topo da tabela, e a medida honesta de onde esta equipa realmente está. Qualquer um ganha ao clube que tem abaixo; a pergunta é o que acontece contra o Maipú.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Em resumo
PlantelGustavo Muñoz, 15 anos, é o melhor jovem do fim de semana
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 11 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Juan Pablo Pérez e o Atlanta acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Thiago Nahuel está nela.
O banco12/02/2035
A vista do banco
“Não perdemos. Há semanas em que é só isso que se consegue, e prefiro ter o ponto a não o ter.” Juan Bianchi escolheu a versão do copo meio cheio do 0‑0; os adeptos saíram com a outra.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Noventa minutos, zero golos, e a discussão começou antes de o parque de estacionamento esvaziar: um ponto somado ou dois deitados fora contra o All Boys? Na quinta-feira ainda vai haver quem discuta.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Martín García assinar alguma coisa — um contrato no Atlanta ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Em resumo
PlantelEstreia na equipa principal aos 18 anos para Iván Gómez
O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Benicio Núñez não precisou: 7.69, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
A direção prendeu por mais tempo o homem do banco, e isso diz mais do que qualquer comunicado de apoio. A estabilidade promete-se com facilidade e mantém-se a peso de ouro.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Martín García e o Atlanta acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Direção05/02/2035
5 jogadores da formação sobem à equipa principal do Atlanta
Números de equipa principal entregues a miúdos que os treinadores conhecem desde os doze anos. A maioria não vai lá chegar, e todos já fizeram a parte difícil.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Gael Bianchi está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Cristian Méndez é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Carlos Alberto Sánchez está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Hernán Godoy está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Em resumo
Notas dos jogadoresPocho passa por eles um de cada vez
DireçãoOs salários engolem 90% das receitas do Atlanta
Notas dos jogadoresAlejandro Martínez vai rever aquele lance muitas vezes
«Nunca quis estar noutro sítio. Ainda há trabalho por acabar aqui.» Iván Gómez compromete-se com o Atlanta por mais 3 anos.
O banco29/01/2035
Martín García tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Atlanta dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Alejandro Álvarez, e o treinador deixou.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Bruno Núñez e o Atlanta acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Em resumo
MercadoA história de Thiago Nahuel recusa-se a morrer
O bancoBruno Medina tornou-se um homem de confiança do treinador
Um negócio que à hora de almoço estava a um telefonema de fechar estava morto à meia-noite. O Atlanta vai tentar outra vez quando o mercado abrir; nessa altura o Argentinos Juniors pode já não estar a vender.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Atlanta, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
O Atlanta abriu a porta e ninguém a atravessou. Por isso Leonardo Castillo fica — listado, treinado e disponível — enquanto ambos os lados riscam os dias até janeiro no mesmo calendário.
Faltam 6 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Atlanta pode pedir e sobe o salário que Ezequiel González pode exigir.
Um negócio que à hora de almoço estava a um telefonema de fechar estava morto à meia-noite. O Atlanta vai tentar outra vez quando o mercado abrir; nessa altura o San Lorenzo pode já não estar a vender.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Thiago Nahuel está nela.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Martín García assinar alguma coisa — um contrato no Atlanta ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Contrato liquidado, apertos de mão, nenhuma verba a mudar de mãos. Jorge Bruno deixa o Atlanta pela porta discreta, e a folha salarial respira um pouco melhor.
Contrato liquidado, apertos de mão, nenhuma verba a mudar de mãos. Jorge Herrera deixa o Atlanta pela porta discreta, e a folha salarial respira um pouco melhor.
O Atlanta passou o mercado a tentar colocar Matías Moretti e não apareceu ninguém. Treina com um plantel que já lhe disse que não conta com ele, e ambas as partes esperam agora pela próxima janela.
Em resumo
PlantelBruno Medina passa a ter um programa só dele
O Atlanta e o San Lorenzo acertaram em $43.0K. O resto pertence ao jogador e ao empresário, e um adepto que já viu uma destas sabe que ainda não é altura de comprar a camisola.
O Atlanta perguntou e o Godoy Cruz disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Martín García está nela.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Alejo Dramisino assinar alguma coisa — um contrato no Atlanta ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Alejandro Martínez treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Thiago Nahuel. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
O Atlanta fez saber ao mercado que Leonardo Castillo está disponível. O anúncio não traz preço, mas toda a gente do ramo sabe mais ou menos o que lá diz.
A abordagem foi feita e a resposta veio numa frase. Não há número em cima da mesa porque não havia número que chegasse.
O banco18/12/2034
Benicio Núñez tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Atlanta dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Atlanta sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e José Silva treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o San Telmo fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Atlético Tucumán fica com o seu homem, e o Atlanta volta a uma lista com um nome riscado.
O banco11/12/2034
Thiago Nahuel tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Atlanta dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Martín García assinar alguma coisa — um contrato no Atlanta ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Atlanta, e não vai ser retirado.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Alejo Dramisino e o Atlanta acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Atlanta, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Alejo Dramisino assinar alguma coisa — um contrato no Atlanta ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Um mês em que todos os rumores são possíveis e a maioria é disparate. O treinador tem uma lista, a direção tem um número, e nenhum conta ao outro a história toda.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Alejandro Álvarez treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Jorge Bruno, e o treinador deixou.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Benicio Núñez está nela.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Atlanta sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Thiago Nahuel está nela.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Martín García assinar alguma coisa — um contrato no Atlanta ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Aos 36 anos, 3 pontos abaixo de onde esteve, e um corpo que começou a cobrar juros. Acontece a todos, e continua a ser o parágrafo mais difícil desta página.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Martín García está nela.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Alejo Dramisino assinar alguma coisa — um contrato no Atlanta ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Jorge Bruno está nela.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Thiago Nahuel. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Benicio Núñez tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Atlanta dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Atlanta sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Atlanta coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O banco16/10/2034
Thiago Nahuel tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Atlanta dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Em resumo
MercadoA história de Martín García recusa-se a morrer
Thiago Nahuel e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Bruno Medina e o Atlanta acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
O banco09/10/2034
Martín García tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Atlanta dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.