4 golos de vantagem e depois uma rendição lenta de tudo o que fora ganho. Michael Olise não será o apontado, mas ninguém no Bayern Munich escapa à conversa que se segue a um colapso destes.
1‑3 perante o nível do PSV. Ninguém vai fingir que isto é um escândalo: a distância é real, é mensurável, e encurtá-la é um projeto e não uma palestra.
740 jogos ao longo de 15 épocas e uma só camisola. Já ninguém constrói uma carreira assim de propósito; acontece a certo tipo de jogador em certo tipo de clube.
Posição 3, 30 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Bayern Munich ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Em resumo
Notas dos jogadoresMichael Olise, 39 anos, faz recuar o relógio — 8.36
Vitória por 4‑1 sobre o Mainz 05, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
7.76, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
Michael Olise esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Bayern Munich ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Jean-Mattéo Bahoya, e o treinador deixou.
Colete de aquecimento, noventa minutos a ver, e um aperto de mão no fim que não enganou ninguém. Os jogos grandes dizem em quem o treinador confia; este disse-o a Aleksandar Pavlović.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 23 anos que sente como seu. Marcel Kraus tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Bayern Munich coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel19/11/2040
Michael Olise desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Wael Mohya. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
1‑2 frente ao Paris Saint-Germain. O futebol continental não perdoa aquilo que uma liga interna deixa passar, e esta foi uma noite passada a descobrir quais dessas coisas o clube ainda arrasta.
7.99, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
Jean-Mattéo Bahoya esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em Bayern Munich já falam dele no passado.
Plantel12/11/2040
Palavras no treino do Bayern Munich sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Michael Olise está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Bayern Munich falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Bayern Munich coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 28 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
2‑1 frente ao Paris Saint-Germain, sob os holofotes, contra gente que não fala a mesma língua que a bancada. É nestas noites que um clube mede a sua década, e nunca são tantas quantas se espera.
2 golos de vantagem e depois uma rendição lenta de tudo o que fora ganho. Lennart Karl não será o apontado, mas ninguém no Bayern Munich escapa à conversa que se segue a um colapso destes.
Jean-Mattéo Bahoya esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Bayern Munich ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Plantel29/10/2040
Palavras no treino do Bayern Munich sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Michael Olise está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Bayern Munich falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 7 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Bayern Munich coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A dinâmica não se compra e perde-se depressa; neste momento o Bayern Munich tem 3 vitórias seguidas dela.
Plantel22/10/2040
Michael Olise desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 23 anos que sente como seu. Manuel Nascimento tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
1 erro, um golo e uma noite à frente dos mesmos três segundos. Vai vê-lo hoje, amanhã e provavelmente em fevereiro, e quem já jogou sabe em que fotograma ele para.
Em resumo
MercadoA história de Jonas Urbig recusa-se a morrer
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 46 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Bayern Munich ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Michael Olise esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Marcel Kraus será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Bayern Munich as despedidas começaram em silêncio.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Bayern Munich sabem-no.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 53 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Mirza Ćatović será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Bayern Munich as despedidas começaram em silêncio.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
A série sem derrotas chega aos 9 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Bayern Munich coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel08/10/2040
Michael Olise desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Bayern Munich falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.15 aos 35, e ninguém no campo esteve melhor.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Jean-Mattéo Bahoya esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Bayern Munich ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Plantel01/10/2040
Palavras no treino do Bayern Munich sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Michael Olise está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
A história preferida de qualquer jornal e a menos preferida de qualquer treinador. O sucedido «está a ser tratado internamente», expressão que os clubes usam quando preferiam que ninguém voltasse a perguntar.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 71 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
3‑3 frente ao PSV, sob os holofotes, contra gente que não fala a mesma língua que a bancada. É nestas noites que um clube mede a sua década, e nunca são tantas quantas se espera.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Emre Ünüvar produziu-o, e o 8.68 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Bayern Munich coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Saïd El Mala, e o treinador deixou.
A série sem derrotas chega aos 6 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Um jogador que contava ser titular assistiu de fora. O treinador vai chamar-lhe uma decisão pela equipa; Jeanuël Belocian chama-lhe outra coisa em privado.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Bayern Munich falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Ficar 2 atrás faz algo a uma equipa, e normalmente o que faz é acabar com ela. Aqui não. O Bayern Munich reconstruiu a tarde golo a golo, e o SC Freiburg não teve resposta para nada disso.
Jean-Mattéo Bahoya esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel17/09/2040
Palavras no treino do Bayern Munich sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Michael Olise está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Bayern Munich falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Aos 35 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.44 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Bayern Munich coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel10/09/2040
Michael Olise desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Jean-Mattéo Bahoya. 2‑0 sobre o Hamburger SV, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Bayern Munich foi explícito quanto à situação de Jofre Torrents, o que é mais do que muitos recebem.
Em resumo
MercadoA conversa sobre Jonas Urbig não desaparece
18 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Bayern Munich perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Bayern Munich falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Bayern Munich a ouviu como outra coisa.
Michael Olise esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Roko Mijatović será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Bayern Munich as despedidas começaram em silêncio.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 8 golos entre o Bayern Munich e o VfB Stuttgart, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
Notas dos jogadoresEmre Ünüvar encarou-os todo o jogo
735Edição
O Correio de Bayern Munich
27/08/2040
Do nosso correspondente de futebolOtimismo
Plantel27/08/2040
Eliezer Mayenda lesiona os ligamentos do joelho — 30 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 30 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 90 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
A proposta do Köln por Jean-Mattéo Bahoya foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 9 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
7.96, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Bayern Munich coisas que levam mais de uma semana a retirar.
12 miúdos sobem, e algures no edifício as pessoas que os treinaram aos doze anos estão a ter, em silêncio, a melhor manhã do seu ano de trabalho. Nada disto aparece num resultado, e é para isto que a formação existe.
40 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Bayern Munich perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 99 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Bayern Munich ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Jean-Mattéo Bahoya esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Eliezer Mayenda lesiona os ligamentos do joelho — 47 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 47 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Bayern Munich falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Bayern Munich ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Michael Olise esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
57 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Bayern Munich perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 118 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Alphonso Davies será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Bayern Munich as despedidas começaram em silêncio.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Saïd El Mala e o Bayern Munich acertam mais 3 anos.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Bayern Munich coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A proposta do Mainz 05 por Martín Cortés foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Michael Olise esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 22 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Toda a gente deixou de fingir: o Heidenheim vai fazer a chamada por Lennart Karl esta semana. O Bayern Munich tem um número em mente, e o número não é tímido.
Plantel30/07/2040
Palavras no treino do Bayern Munich sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Luis Ramirez está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Em resumo
PlantelJonas Urbig tornou-se um homem de confiança do treinador
O telefone voltou a tocar por causa de Lennart Karl, e desta vez do outro lado está o Heidenheim. No Bayern Munich ouvem com educação e não prometem nada.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Bayern Munich podem fingir não ter ouvido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Bayern Munich coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O clube não teve nada a ver e a cidade vai reclamá-la na mesma, que é exatamente como deve ser. São agora 72 internacionalizações, um verão que vai definir como o nome dele é dito no resto da carreira, e um treinador a perguntar-se em silêncio o que isso faz ao apetite por uma terça-feira à chuva.
Perder uma final é uma lesão específica e não aparece em exame nenhum. 117 internacionalizações, um torneio que foi mais longe do que se esperava e parou a um jogo do fim, e um homem que tem agora de começar uma época a partir de parado.
Jean-Mattéo Bahoya esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel16/07/2040
Palavras no treino do Bayern Munich sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Michael Olise está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
A proposta do Hamburger SV por Alphonso Davies foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Bayern Munich ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Michael Olise e o Bayern Munich acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Alphonso Davies esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Em resumo
PlantelMichael Olise desentende-se com um colega por causa das exigências
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Bayern Munich podem fingir não ter ouvido.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Bayern Munich ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Michael Olise e o Bayern Munich acertam mais 2 anos.
513 jogos ao longo de 9 épocas e uma só camisola. Já ninguém constrói uma carreira assim de propósito; acontece a certo tipo de jogador em certo tipo de clube.
Michael Olise esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Frank Neumann será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Bayern Munich as despedidas começaram em silêncio.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Nenhum deles será visto por quem quer que seja fora do centro de treinos durante três anos, a maioria nunca jogará um jogo sénior, e um deles pode mudar o clube. É toda a proposta, e é por isso que as academias existem.
Em resumo
DireçãoA formação do Bayern Munich continua a produzir
A proposta do Köln por Jean-Mattéo Bahoya foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Bayern Munich ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Bayern Munich, e não vai ser retirado.
O telefone voltou a tocar por causa de Lennart Karl, e desta vez do outro lado está o Heidenheim. No Bayern Munich ouvem com educação e não prometem nada.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Bayern Munich coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel25/06/2040
Michael Olise desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Bayern Munich podem fingir não ter ouvido.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Bayern Munich a ouviu como outra coisa.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Ryan Francisco e o Bayern Munich acertam mais 3 anos.
Jean-Mattéo Bahoya esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Toda a gente deixou de fingir: o Köln vai fazer a chamada por Jean-Mattéo Bahoya esta semana. O Bayern Munich tem um número em mente, e o número não é tímido.
Ryan Francisco tem 33 e já não tem nada a provar. O que lhe resta é saber onde se colocar, quando baixar o ritmo e o que dizer ao intervalo, e nada disso aparece num gráfico físico.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do Bayern Munich sobre quem trabalha
As bancadasToda a gente tem uma opinião sobre Ryan Francisco
Helmut Schulze lesiona os ligamentos do joelho — 15 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 15 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Bayern Munich a ouviu como outra coisa.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Bayern Munich coisas que levam mais de uma semana a retirar.
As regras permitem-no e dói na mesma. Luka Vrbančić acertou condições com o TSG Hoffenheim para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
23 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Bayern Munich perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Bayern Munich a ouviu como outra coisa.
Jean-Mattéo Bahoya esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel04/06/2040
Palavras no treino do Bayern Munich sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Michael Olise está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
30 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Bayern Munich perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Bayern Munich coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Em resumo
PlantelMichael Olise desentende-se com um colega por causa das exigências
37 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Bayern Munich perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
A qualificação está garantida, e para a época que vem as grandes noites de holofotes são continentais. Para os jogadores é um palco; para as contas, uma tábua de salvação; para os adeptos, passaportes.
Há futebolistas que fazem uma boa temporada e futebolistas por quem uma temporada é recordada; aos segundos leem-lhes o nome num salão no verão. No Bayern Munich estarão discretamente encantados e, em privado, nervosos.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Frank Neumann será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Bayern Munich as despedidas começaram em silêncio.
3 triunfos consecutivos como visitante. As equipas que ganham fora costumam saber defender e contra-atacar, e a tabela começou a refletir o que essas viagens renderam.
46 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Bayern Munich perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Bayern Munich pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Bayern Munich coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Em resumo
PlantelMichael Olise desentende-se com um colega por causa das exigências
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Bayern Munich ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Jean-Mattéo Bahoya e o Bayern Munich acertam mais 2 anos.
Jean-Mattéo Bahoya esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel07/05/2040
Uma lesão muscular afasta Rico Lewis durante 15 dias
Ninguém faz um documentário sobre um isquiotibial e toda a gente nisto o teme. No Bayern Munich vão ter cuidado com a data de regresso, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
A direcção pôs dinheiro em cima da mesa em vez de uma palavra de incentivo. O que lhe acontece a partir de agora é problema de outro, e trabalho de outro.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Tobias Slotsager será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Bayern Munich as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Bayern Munich coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
15 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Bayern Munich perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Jean-Mattéo Bahoya esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel23/04/2040
Palavras no treino do Bayern Munich sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Michael Olise está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
MercadoContinua sem haver assinatura de Luka Vrbančić
716Edição
O Correio de Bayern Munich
16/04/2040
Do nosso correspondente de futebolTriunfo
Plantel16/04/2040
Alphonso Davies lesiona os ligamentos do joelho — 25 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 25 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Bayern Munich coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel16/04/2040
Michael Olise desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Aos 23 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Jogo14/04/2040
Mais uma trazida de fora
3 seguidas na estrada para o Bayern Munich. Os autocarros saem cedo, chegam de noite a estádios pouco simpáticos, e voltam sempre com três pontos.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Marcel Kraus. 1‑0 sobre o TSG Hoffenheim, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Wael Mohya. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
33 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Bayern Munich perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Bayern Munich falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Michael Olise esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Bayern Munich foi explícito quanto à situação de Sven Kraus, o que é mais do que muitos recebem.
Alphonso Davies lesiona os ligamentos do joelho — 41 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 41 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
O Borussia Mönchengladbach vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Bayern Munich foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 22 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 7 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Bayern Munich ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Notas dos jogadores02/04/2040
Saïd El Mala, 33 anos, faz recuar o relógio — 7.87
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.87 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
Jogo31/03/2040
Ninguém quer jogar contra o Bayern Munich neste momento
4 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Alphonso Davies lesiona os ligamentos do joelho — 50 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 50 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Kaio Jorge produziu-o, e o 9.22 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Bayern Munich falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Posição 3, 67 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Jean-Mattéo Bahoya esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Jogo24/03/2040
Ninguém quer jogar contra o Bayern Munich neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 6 golos entre o Bayern Munich e o Bayer Leverkusen, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
Jacob Ambæk lesiona os ligamentos do joelho — 46 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 46 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
O VfB Stuttgart está fora e o Bayern Munich segue em frente, com um 3‑2 como palavra final. O quadro abre-se um pouco, e toda a gente se permite espreitá-lo.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 40 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Emre Ünüvar produziu-o, e o 8.77 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Bayern Munich pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
56 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Bayern Munich perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Bayern Munich falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Mirza Ćatović será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Bayern Munich as despedidas começaram em silêncio.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Bayern Munich a ouviu como outra coisa.
Jean-Mattéo Bahoya esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Uma média de 7.25 na época, com 19 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Já são 15 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Raras vezes este jogo viu exibição assim: 6‑1 frente ao Werder Bremen, e podiam ter sido mais.
Jogo03/03/2040
O Bayern Munich torna a sua casa um sítio difícil de visitar
16 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Bayern Munich falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Bayern Munich a ouviu como outra coisa.
Em resumo
Notas dos jogadoresJean-Mattéo Bahoya, 34 anos, faz recuar o relógio — 7.97
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 65 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Michael Olise esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Uma média de 7.20 na época, com 17 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em Bayern Munich já falam dele no passado.
Plantel27/02/2040
Palavras no treino do Bayern Munich sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Jeanuël Belocian está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O Union Berlin vai querer esquecer isto depressa: 6‑1, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Bayern Munich foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Jacob Ambæk produziu-o, e o 9.73 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Bayern Munich falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 8 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Minuto 88, meio estádio já a caminho da saída, e Jacob Ambæk decidiu que ninguém ia a lado nenhum. O AZ não teve tempo para responder.
Jogo18/02/2040
O Bayern Munich torna a sua casa um sítio difícil de visitar
15 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Saïd El Mala produziu-o, e o 8.38 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 83 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Estava tudo acordado até deixar de estar, e Alphonso Davies regressa a Bayern Munich com um verão para esquecer. Nenhum dos clubes diz quem se levantou da mesa.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Mirza Ćatović será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Bayern Munich as despedidas começaram em silêncio.
Já são 11 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Bayern Munich a ouviu como outra coisa.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Bayern Munich coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do Bayern Munich sobre quem trabalha
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 9 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Bayern Munich falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
68 jogos ao longo de 14 épocas e uma só camisola. Já ninguém constrói uma carreira assim de propósito; acontece a certo tipo de jogador em certo tipo de clube.
13 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Bayern Munich podem fingir não ter ouvido.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Bayern Munich falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Bayern Munich podem fingir não ter ouvido.
A série sem derrotas chega aos 9 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Jean-Mattéo Bahoya esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Toda a gente deixou de fingir: o Hamburger SV vai fazer a chamada por Alphonso Davies esta semana. O Bayern Munich tem um número em mente, e o número não é tímido.
Não há pior forma de perder um futebolista. Tobias Slotsager pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Bayern Munich podem fingir não ter ouvido.
O St. Pauli está fora e o Bayern Munich segue em frente, com um 1‑0 como palavra final. O quadro abre-se um pouco, e toda a gente se permite espreitá-lo.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Bayern Munich falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
A proposta do Hamburger SV por Lennart Karl foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
3.º lugar e 49 pontos no marcador. No estádio ainda ninguém diz a palavra, e no estádio toda a gente pensa nela.
Jogo21/01/2040
Ninguém quer jogar contra o Bayern Munich neste momento
5 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
O telefone voltou a tocar por causa de Martín Cortés, e desta vez do outro lado está o SC Freiburg. No Bayern Munich ouvem com educação e não prometem nada.
12 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
O SC Freiburg vai querer esquecer isto depressa: 4‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Bayern Munich foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 119 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Wael Mohya produziu-o, e o 8.44 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Bayern Munich ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Michael Olise esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Jogo14/01/2040
O Bayern Munich torna a sua casa um sítio difícil de visitar
11 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
A proposta do TSG Hoffenheim por Jean-Mattéo Bahoya foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Aos 38 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.06 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Bayern Munich a ouviu como outra coisa.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Bayern Munich coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Bayern Munich ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não há pior forma de perder um futebolista. Iker Muñoz pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Em resumo
PlantelMichael Olise desentende-se com um colega por causa das exigências
Não há forma mais cruel de perder um jogo. O Bayern Munich marcou aos 92, o pontapé de saída mal chegou a acontecer, e a bancada visitante ainda estava de pé quando soou o apito.
Há futebolistas que fazem uma boa temporada e futebolistas por quem uma temporada é recordada; aos segundos leem-lhes o nome num salão no verão. No Bayern Munich estarão discretamente encantados e, em privado, nervosos.
505 jogos ao longo de 13 épocas e uma só camisola. Já ninguém constrói uma carreira assim de propósito; acontece a certo tipo de jogador em certo tipo de clube.
Mais um nome na lista: o Union Berlin fez a pergunta que todo o futebol anda a fazer sobre Lennart Karl. A resposta do Bayern Munich não mudou — para já.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Bayern Munich a ouviu como outra coisa.
Notas dos jogadores02/01/2040
Saïd El Mala, 33 anos, faz recuar o relógio — 7.98
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.98 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
Jean-Mattéo Bahoya esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Dušan Vlahović e o Bayern Munich acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Alphonso Davies esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel26/12/2039
Jeanuël Belocian desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Wael Mohya. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Jean-Mattéo Bahoya esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel19/12/2039
Palavras no treino do Bayern Munich sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Michael Olise está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nota de 7.66. Há um tipo de avançado cujo valor só aparece quando se conta aquilo em que participou em vez daquilo que finalizou, e este é o dia em que esse argumento se demonstra sozinho.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
Jogo17/12/2039
O Bayern Munich torna a sua casa um sítio difícil de visitar
9 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
A única versão de ficar de fora contra a qual um jogador não pode argumentar, e a que pior aceita. Outro tem estado melhor e a ficha de jogo di-lo, em público, todas as semanas até mudar.
3‑1 frente ao Club Brugge, sob os holofotes, contra gente que não fala a mesma língua que a bancada. É nestas noites que um clube mede a sua década, e nunca são tantas quantas se espera.
A proposta do Flamengo por Orri Óskarsson foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Aos 35 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.89 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Bayern Munich a ouviu como outra coisa.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Bayern Munich coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel12/12/2039
Michael Olise desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Sven Kraus será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Bayern Munich as despedidas começaram em silêncio.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
638 jogos ao longo de 20 épocas e uma só camisola. Já ninguém constrói uma carreira assim de propósito; acontece a certo tipo de jogador em certo tipo de clube.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Já são 3 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
3‑1 frente ao Twente, sob os holofotes, contra gente que não fala a mesma língua que a bancada. É nestas noites que um clube mede a sua década, e nunca são tantas quantas se espera.
Vitória por 1‑1 sobre o Heidenheim, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Bayern Munich pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 7 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.82 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
Jean-Mattéo Bahoya esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Em resumo
Notas dos jogadoresNinguém conseguiu chegar a Felix Winter
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 7 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.81 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Bayern Munich coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel21/11/2039
Michael Olise desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Dušan Vlahović assinar alguma coisa — um contrato no Bayern Munich ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
12 tentativas, nenhuma lá dentro. Esteve nos sítios certos a tarde toda, que é a parte difícil, e fez mal a parte fácil: com isso um treinador consegue viver.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 7 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
A série sem derrotas chega aos 9 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Bayern Munich coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel14/11/2039
Dušan Vlahović desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Bayern Munich ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
696 jogos ao longo de 14 épocas com estas cores. Carreiras assim já não se constroem, e o Bayern Munich sabe bem o que tem.
Notas dos jogadores07/11/2039
Saïd El Mala, 33 anos, faz recuar o relógio — 8.11
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.11 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.84 para o resto.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Bayern Munich coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Já são 8 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Dribles concretizados: 24. Cada vez que recebia, alguém tinha de decidir, e todas as vezes a decisão foi a errada.
Plantel07/11/2039
Michael Olise desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Um jogador que contava ser titular assistiu de fora. O treinador vai chamar-lhe uma decisão pela equipa; Alphonso Davies chama-lhe outra coisa em privado.
O VfL Wolfsburg vai querer esquecer isto depressa: 7‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Bayern Munich foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.19 aos 37, e ninguém no campo esteve melhor.
Jean-Mattéo Bahoya esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Já são 3 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Plantel31/10/2039
Palavras no treino do Bayern Munich sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Michael Olise está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 7 golos entre o Bayern Munich e o VfL Wolfsburg, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
Notas dos jogadores31/10/2039
Jacob Ambæk jogou uma tarde diferente da de toda a gente
9.73. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
Em resumo
Notas dos jogadoresNoventa minutos de Martín Cortés no seu melhor
PlantelO treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Dušan Vlahović
MercadoA história de Lennart Karl recusa-se a morrer
3‑0. É por noites destas que os clubes passam décadas a tentar qualificar-se para esta competição, e elas chegam talvez duas vezes nesse período. Quem esteve no estádio vai descrevê-la mal durante anos.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 9 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Jogo22/10/2039
Jacob Ambæk ganha-o quando o apito já devia ter soado
Minuto 90. Jacob Ambæk encontrou a finalização num tempo que só existia por causa das paragens anteriores, e o Union Berlin passou do ponto ao nada num só movimento.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Jacob Ambæk produziu-o, e o 9.01 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Aleksandar Pavlović produziu-o, e o 8.33 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.45 para o resto.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Bayern Munich coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel24/10/2039
Palavras no treino do Bayern Munich sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Dušan Vlahović está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 21 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Bayern Munich coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel17/10/2039
Palavras no treino do Bayern Munich sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Michael Olise está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Jonas Urbig. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Em resumo
MercadoO Bayern Munich faz compras onde não custa nada
Notas dos jogadoresWael Mohya tinha sempre o passe
Os dérbis fazem nomes, e Wael Mohya fez o seu contra o Borussia Dortmund. 3‑2, o orgulho está seguro — e a outra metade da cidade vai estar farta de ouvir falar dele já na terça-feira.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Bayern Munich falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Bayern Munich coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel10/10/2039
Michael Olise desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Wael Mohya. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
521 jogos ao longo de 27 épocas e uma só camisola. Já ninguém constrói uma carreira assim de propósito; acontece a certo tipo de jogador em certo tipo de clube.
3‑2 frente ao Club Brugge, sob os holofotes, contra gente que não fala a mesma língua que a bancada. É nestas noites que um clube mede a sua década, e nunca são tantas quantas se espera.
O painel já tinha subido, os protestos já tinham começado, e então a bola entrou ao minuto 95. O Club Brugge vai rever cada segundo do tempo extra durante uma semana.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 39 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.17 aos 37, e ninguém no campo esteve melhor.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Jean-Mattéo Bahoya e o Bayern Munich acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Jean-Mattéo Bahoya esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Bayern Munich falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.28 aos 37, e ninguém no campo esteve melhor.
Alphonso Davies esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel26/09/2039
Michael Olise desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
Em resumo
Notas dos jogadoresNinguém conseguiu chegar a Lennart Karl
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 55 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Aos 33 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.99 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Jean-Mattéo Bahoya esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel19/09/2039
Palavras no treino do Bayern Munich sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Michael Olise está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Sven Kraus será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Bayern Munich as despedidas começaram em silêncio.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Dušan Vlahović, e o treinador deixou.
O Bayern Munich torna a sua casa um sítio difícil de visitar
24 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Bayern Munich falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 7 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Bayern Munich a ouviu como outra coisa.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.84 aos 38, e ninguém no campo esteve melhor.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Bayern Munich coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel12/09/2039
Palavras no treino do Bayern Munich sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Dušan Vlahović está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 73 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 8 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
551 jogos ao longo de 14 épocas e uma só camisola. Já ninguém constrói uma carreira assim de propósito; acontece a certo tipo de jogador em certo tipo de clube.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Bayern Munich ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Jean-Mattéo Bahoya esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
23 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 82 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 7 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Jogo27/08/2039
Ninguém quer jogar contra o Bayern Munich neste momento
5 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Aos 33 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.08 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
O telefone voltou a tocar por causa de Lennart Karl, e desta vez do outro lado está o Heidenheim. No Bayern Munich ouvem com educação e não prometem nada.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.85 para o resto.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 91 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
A proposta do SC Freiburg por Orri Óskarsson foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Michael Olise esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel22/08/2039
Dušan Vlahović desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Posição 1, 85 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 98 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Bayern Munich coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel15/08/2039
Michael Olise desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Jonas Urbig assinar alguma coisa — um contrato no Bayern Munich ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
O Bayern Munich fez saber ao mercado que Orri Óskarsson está disponível. O anúncio não traz preço, mas toda a gente do ramo sabe mais ou menos o que lá diz.
Em resumo
DireçãoA formação do Bayern Munich continua a produzir
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Bayern Munich podem fingir não ter ouvido.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 105 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Bayern Munich ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Bayern Munich coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Bayern Munich falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
505 jogos ao longo de 12 épocas e uma só camisola. Já ninguém constrói uma carreira assim de propósito; acontece a certo tipo de jogador em certo tipo de clube.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Bayern Munich ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Bayern Munich coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Bayern Munich falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Jean-Mattéo Bahoya esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel25/07/2039
Palavras no treino do Bayern Munich sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Michael Olise está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Bayern Munich foi explícito quanto à situação de Alphonso Davies, o que é mais do que muitos recebem.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Bayern Munich falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
A proposta do Bayer Leverkusen por Orri Óskarsson foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Bayern Munich a ouviu como outra coisa.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Bayern Munich coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Frank Neumann será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Bayern Munich as despedidas começaram em silêncio.
Plantel18/07/2039
Michael Olise desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Bayern Munich falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
A proposta do Mainz 05 por Martín Cortés foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Orri Óskarsson será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Bayern Munich as despedidas começaram em silêncio.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Bayern Munich a ouviu como outra coisa.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Bayern Munich coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel11/07/2039
Dušan Vlahović desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Bayern Munich falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Bayern Munich a ouviu como outra coisa.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Bayern Munich coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel04/07/2039
Michael Olise desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Bayern Munich falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Jean-Mattéo Bahoya esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Não há pior forma de perder um futebolista. Paul Schulz pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Em resumo
PlantelDušan Vlahović desentende-se com um colega por causa das exigências
PlantelO treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Dušan Vlahović
Posição 1, 85 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 48 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Bayern Munich coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel20/06/2039
Palavras no treino do Bayern Munich sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Dušan Vlahović está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Jonas Urbig assinar alguma coisa — um contrato no Bayern Munich ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Contrato liquidado, apertos de mão, nenhuma verba a mudar de mãos. Sven Günther deixa o Bayern Munich pela porta discreta, e a folha salarial respira um pouco melhor.
Em resumo
DireçãoA formação do Bayern Munich continua a produzir
Michael Olise lesiona os ligamentos do joelho — 21 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 21 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 57 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Bayern Munich ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Michael Olise esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel13/06/2039
Antton Nylund consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Antton Nylund acabou de assinar pelo Bayern Munich e, por uma vez, a resposta importava.
29 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Bayern Munich perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 66 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
A proposta do Mainz 05 por Martín Cortés foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Bayern Munich a ouviu como outra coisa.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Alphonso Davies e o Bayern Munich acertam mais 2 anos.
Michael Olise lesiona os ligamentos do joelho — 37 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 37 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Bayern Munich pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Bayern Munich falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
45 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Bayern Munich perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 84 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Um prémio individual é coisa estranha num desporto de equipa, e os melhores não se discutem. Teve o tipo de ano que acaba com o seu nome lido em voz alta, e o Bayern Munich beneficiou disso.
Alphonso Davies esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Em resumo
MercadoA história de Jonas Urbig recusa-se a morrer
DireçãoA formação do Bayern Munich continua a produzir
54 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Bayern Munich perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Jogo11/05/2039
O Bayern Munich torna a sua casa um sítio difícil de visitar
22 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 10 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Bayern Munich falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
24 golos e uma média de 7.38 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Há golos, e depois há golos àquele adversário em concreto. Os adeptos do Bayern Munich têm um ano de conversa garantida e sabem muito bem de quem é o nome.
Michael Olise lesiona os ligamentos do joelho — 62 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 62 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Bayern Munich falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Bayern Munich pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Bayern Munich falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Bayern Munich pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Michael Olise e o Bayern Munich acertam mais 2 anos.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Bayern Munich, e não vai ser retirado.
Jean-Mattéo Bahoya esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A direcção pôs dinheiro em cima da mesa em vez de uma palavra de incentivo. O que lhe acontece a partir de agora é problema de outro, e trabalho de outro.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Bayern Munich pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 122 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Posição 1, 85 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Bayern Munich coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Felix Winter será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Bayern Munich as despedidas começaram em silêncio.
Em resumo
PlantelMichael Olise desentende-se com um colega por causa das exigências
MercadoA história de Jonas Urbig recusa-se a morrer
37 vezes se meteu no caminho. Escreve-se sobre os centrais quando erram e ignoram-se quando não erram, por isso uma tarde destas tem de ser dita em voz alta: é ele a razão de o marcador dizer o que diz.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 10 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Michael Olise esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Já são 3 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Plantel18/04/2039
Alphonso Davies desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Cabeceamentos, cortes, desarmes, interceções: 17 no total, e nem um golo às suas costas. Daquelas exibições que nunca entram nos melhores momentos e ganham jogos.
Em resumo
Notas dos jogadoresWael Mohya encarou-os todo o jogo
MercadoA história de Lennart Karl recusa-se a morrer
Ser difícil de bater não é o mesmo que ganhar, mas 30 jogos sem derrota são uma base que o Bayern Munich não tinha no outono.
Jogo09/04/2039
O Bayern Munich torna a sua casa um sítio difícil de visitar
21 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Bayern Munich coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel11/04/2039
Palavras no treino do Bayern Munich sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Alphonso Davies está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Um 1‑0 sobre o RB Leipzig, conquistado e não oferecido, e o tipo de tarde que manda toda a gente para casa a falar da próxima semana em vez desta.
Notas dos jogadores11/04/2039
Michael Olise fez o trabalho que ninguém conta — 6.81
11 ações combinadas e 6.81. O trabalho dele aparece sob a forma de outros parecerem bons, e a única maneira fiável de o notar é ver o que acontece nas tardes em que ele falta.
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 17 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 9 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
677 jogos ao longo de 13 épocas e uma só camisola. Já ninguém constrói uma carreira assim de propósito; acontece a certo tipo de jogador em certo tipo de clube.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Bayern Munich a ouviu como outra coisa.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.97 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Bayern Munich, e não vai ser retirado.
Um 2‑1 sobre o Borussia Mönchengladbach, conquistado e não oferecido, e o tipo de tarde que manda toda a gente para casa a falar da próxima semana em vez desta.
Em resumo
DireçãoO Bayern Munich liberta $26.4M para o treinador
A série sem derrotas chega aos 28 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
25 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Bayern Munich perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Bayern Munich coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Bayern Munich podem fingir não ter ouvido.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Felix Winter será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Bayern Munich as despedidas começaram em silêncio.
33 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Bayern Munich perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
20 jogos sem derrota aqui. A cada treinador visitante perguntam-lhe por isso na semana anterior, que é exatamente a razão por que a série continua.
Jogo19/03/2039
Ninguém quer jogar contra o Bayern Munich neste momento
10 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Os jogos da taça esperam que alguém os agarre, e Christian Kofane agarrou este contra o FC Augsburg. 3‑1 no fim, e no sorteio da próxima ronda está o nome do Bayern Munich.
7.92, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Bayern Munich coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel21/03/2039
Michael Olise desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 43 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
4‑1. É por noites destas que os clubes passam décadas a tentar qualificar-se para esta competição, e elas chegam talvez duas vezes nesse período. Quem esteve no estádio vai descrevê-la mal durante anos.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 8 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Bayern Munich ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
25 ações defensivas e uma baliza a zero no fim delas. A tarde de um defesa só se pode contar pelo que não aconteceu, e é por isso que ninguém faz um resumo com ela e qualquer treinador da divisão a assinava.
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 50 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
O Werder Bremen vai querer esquecer isto depressa: 5‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Bayern Munich foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
511 jogos ao longo de 16 épocas e uma só camisola. Já ninguém constrói uma carreira assim de propósito; acontece a certo tipo de jogador em certo tipo de clube.
Jogo05/03/2039
Ninguém quer jogar contra o Bayern Munich neste momento
6 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 7 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Bayern Munich a ouviu como outra coisa.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Bayern Munich podem fingir não ter ouvido.
Em resumo
Notas dos jogadoresNoventa minutos de Jacob Ambæk no seu melhor
58 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Bayern Munich perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
A desvantagem de 2 golos foi real e a recuperação também. Jacob Ambæk esteve no centro, o VfL Wolfsburg no fim, e quem saiu cedo vai ouvir falar desta tarde durante anos.
Já são 5 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Jean-Mattéo Bahoya esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Felix Winter será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Bayern Munich as despedidas começaram em silêncio.
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 66 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
3‑1 frente ao Rosenborg, sob os holofotes, contra gente que não fala a mesma língua que a bancada. É nestas noites que um clube mede a sua década, e nunca são tantas quantas se espera.
O Union Berlin vai querer esquecer isto depressa: 7‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Bayern Munich foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Jacob Ambæk produziu-o, e o 9.29 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Christian Kofane produziu-o, e o 8.11 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
76 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Bayern Munich perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
A série sem derrotas chega aos 19 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
O Heidenheim vai querer esquecer isto depressa: 8‑3, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Bayern Munich foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Jacob Ambæk produziu-o, e o 9.23 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Aos 37 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.04 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Bayern Munich a ouviu como outra coisa.
7.64, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
83 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Bayern Munich perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Um dérbi nunca é só futebol, mas o futebol ajudou: 2‑1, e a bancada visitante esvaziou cedo. O direito de mandar bocas fica renovado por mais uma época.
Já são 18 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
508 jogos ao longo de 26 épocas e uma só camisola. Já ninguém constrói uma carreira assim de propósito; acontece a certo tipo de jogador em certo tipo de clube.
O AS Roma pagou $24.1M e o Bayern Munich aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
15 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Bayern Munich a ouviu como outra coisa.
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 93 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
A série sem derrotas chega aos 17 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 7 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Bayern Munich a ouviu como outra coisa.
Jean-Mattéo Bahoya esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Bayern Munich podem fingir não ter ouvido.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Bayern Munich ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Em resumo
PlantelAlphonso Davies desentende-se com um colega por causa das exigências
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 102 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
A proposta do Köln por Jean-Mattéo Bahoya foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Minuto 95. Christian Kofane encontrou a finalização num tempo que só existia por causa das paragens anteriores, e o Union Berlin passou do ponto ao nada num só movimento.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Bayern Munich podem fingir não ter ouvido.
Aos 34 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.42 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 111 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os papéis estão assinados: Mirza Ćatović chega do SC Freiburg num negócio de $19.7M. Agora vem a parte difícil.
Plantel17/01/2039
Uma transferência que Kaio Jorge teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Kaio Jorge está a viver essa versão no Bayern Munich, e costuma notar-se no primeiro mês.
A proposta do PSV por Emre Ünüvar foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Jogo15/01/2039
O Bayern Munich torna a sua casa um sítio difícil de visitar
13 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 120 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 10 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
A série sem derrotas chega aos 13 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Há golos que ganham jogos e golos que os tiram a alguém. Emre Ünüvar marcou ao minuto 88, o Hamburger SV já pensava na viagem de regresso, e o Bayern Munich levou tudo.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Emre Ünüvar produziu-o, e o 8.80 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
A proposta do Racing Genk por Orri Óskarsson foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Bayern Munich coisas que levam mais de uma semana a retirar.