Dribles concretizados: 40. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Belenenses coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Um mês é longo o suficiente para ninguém entrar por acaso. Diogo Monteiro está no melhor onze da divisão, o que é um elogio mais discreto do que um prémio e mais fiável.
Belenenses vão explicá-lo como uma decisão de equipa, e talvez seja. Um balneário nunca leu isso assim, nem uma vez.
O banco02/11/2026
A vista do banco
“Não perdemos. Há semanas em que é só isso que se consegue, e prefiro ter o ponto a não o ter.” Nuno Barbosa escolheu a versão do copo meio cheio do 0‑0; os adeptos saíram com a outra.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Belenenses, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Pedro Ferreira esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Dribles concretizados: 26. Pelo minuto setenta aparece no rosto de um lateral um desespero muito próprio, e ali estava ele.
Jogo17/10/2026
Não se vê o fim da espera do Belenenses por uma vitória
Já são 5 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Belenenses tem de arrancar um resultado de algum lado.
5 jogos sem golo. Os avançados deixam de levantar a cabeça, os médios dão o toque a mais, e cada remate que passa por cima é seguido de um lamento que se acumula desde o último golo.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Afonso Valente, e o treinador deixou.
“Há coisas de que gostei e coisas que vamos repetir na terça-feira até saírem bem.” 0‑0, e um treinador que já tinha decidido como seria a terça-feira.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Belenenses, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
As bancadas esperaram por um golo que nunca chegou. O Sporting da Covilhã defendeu com muita gente e levou aquilo que veio buscar, e as duas equipas podiam ainda estar a jogar sem incomodar o marcador.
Segue-se o Académica, e há um homem no balneário do Belenenses que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Belenenses coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel12/10/2026
Demasiada mudança demasiado depressa no Belenenses
17 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
Segue-se o Sporting da Covilhã, e há um homem no balneário do Belenenses que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Danny apontou a data.
O encolher de ombros desapareceu, a língua vai chegando, e discute nos treinos como alguém que conta estar aqui no próximo ano. Metade do valor de um reforço é isto, e nada disso aparece na verba.
4 jogos, nenhum golo e um centro de treinos que já tentou tudo. Vai acabar — as secas acabam sempre — mas ninguém no Belenenses sabe dizer em que semana.
Ivan Mandić e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Ivan Mandić, e o treinador deixou.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Nuno Barbosa depois do 0‑1, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
O desenho queria outro perfil frente a este adversário, o que é uma resposta futebolística a sério e nenhum consolo para o visado. Não fez nada de errado e não jogou.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 3 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
Outro tem estado melhor, o treinador disse-o com uma ficha de jogo, e não há discussão possível. Vai recuperar a camisola da única maneira que ela se recupera.
“Não é o fim do mundo e não chega. As duas coisas são verdade.” O treinador, depois de um empate por 0‑0, disse a coisa honesta e foi dizê-la outra vez lá dentro.
As bancadas esperaram por um golo que nunca chegou. O Atlético CP defendeu com muita gente e levou aquilo que veio buscar, e as duas equipas podiam ainda estar a jogar sem incomodar o marcador.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Nuno Januário: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Belenenses a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
0‑1 frente ao Atlético CP, e a estrada acaba aqui. As eliminações da taça são mortes rápidas — sem segunda mão, sem próxima semana, só o campeonato daqui até maio.
Dribles concretizados: 33. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Avaliado com 7.35. Pergunte a qualquer pessoa à saída do estádio o que decidiu aquilo e receberá um nome, que é o único prémio que alguma vez contou a sério.
“Não é o fim do mundo e não chega. As duas coisas são verdade.” O treinador, depois de um empate por 0‑0, disse a coisa honesta e foi dizê-la outra vez lá dentro.
Ninguém no Belenenses sugere que esteja em má fase. O treinador quis simplesmente outras qualidades para noventa minutos concretos, e contra isso um jogador não pode treinar nada.
As bancadas esperaram por um golo que nunca chegou. O União de Santarém defendeu com muita gente e levou aquilo que veio buscar, e as duas equipas podiam ainda estar a jogar sem incomodar o marcador.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Diogo Leitão: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Belenenses a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Dribles concretizados: 30. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Já são 3 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
O relógio fez o que o Guarani não quis fazer, e acabou com aquilo. Os adeptos que seguiram a contagem decrescente vão passar o próximo mercado a fazê-lo outra vez.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Porto fica com o seu homem, e o Belenenses volta a uma lista com um nome riscado.
Kayque e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Diogo Leitão. 1‑0 sobre o Amora, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Bruninho, e o treinador deixou.
O Guarani aceitou o dinheiro. O que o Belenenses ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Belenenses, e não vai ser retirado.
Direção07/09/2026
Fecha o mercado: 28 entradas, 14 saídas no Belenenses
O prazo passou e o plantel é o plantel. Chegaram 28, saíram 14, e tudo o resto que se imprimiu sobre este clube no último mês foi um rumor que ficou rumor.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $161.0K — um clube que quer Lagartinho ao ponto de perguntar duas vezes.
As condições foram oferecidas e recusadas. Se foi o salário, a função ou a cidade, no Cruzeiro ninguém diz, e no Belenenses ninguém gosta de estar a adivinhar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Belenenses coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O Portimonense queria mais do que $150.0K e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
Chega um momento em que um clube apoia a sua ambição ou admite que não a tem. O Belenenses pagou $730.0K por Luís Bastos, que é a forma mais barulhenta de dizer qual das duas escolheu.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o Santos fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Belenenses coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Luís Bastos era o nome em todos os programas de rádio, e o clube foi buscá-lo por $730.0K. Durante uma semana a direção não faz nada de errado, e é uma semana que a maioria das direções nunca tem.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Estrela da Amadora fica com o seu homem, e o Belenenses volta a uma lista com um nome riscado.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Belenenses fez a parte difícil com o Santos, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Danny esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Tem 21 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Romualdas Jansonas. 1‑0 sobre o Lusitano Évora, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Todos os desenhos têm posições e este não tem a dele. O Belenenses vai mudar o desenho, mudar-lhe a função ou mudar-lhe o clube, e ele está à espera de saber qual.
Uma sondagem ao Cruzeiro para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Levski fica com o seu homem, e o Belenenses volta a uma lista com um nome riscado.
Chega um momento em que um clube apoia a sua ambição ou admite que não a tem. O Belenenses pagou $840.0K por Ivan Mandić, que é a forma mais barulhenta de dizer qual das duas escolheu.
Evandro Barros e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Ivan Mandić era o nome em todos os programas de rádio, e o clube foi buscá-lo por $840.0K. Durante uma semana a direção não faz nada de errado, e é uma semana que a maioria das direções nunca tem.
Há um nível em que um futebolista deixa de ser posto à prova e passa apenas a ser contido, e ele chegou lá há algum tempo. No Belenenses sabem-no, e também todos os que o veem.
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Vinícius Peixoto está a viver essa versão no Belenenses, e costuma notar-se no primeiro mês.
A camisola ainda lhe serve. Mauro Antunes está de volta ao Belenenses, e metade do estádio ainda o lembra com estas cores. Há contratações que é preciso vender à cidade; esta vendeu-se sozinha.
A camisola ainda lhe serve. Diogo Leitão está de volta ao Belenenses, e metade do estádio ainda o lembra com estas cores. Há contratações que é preciso vender à cidade; esta vendeu-se sozinha.
Saiu miúdo e regressa a saber ainda onde fica a bancada dos visitantes. A maioria dos reforços tem de ser explicada à cidade; a este bastou uma fotografia.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Belenenses coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Miguel Marques está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Não está a ser deixado de fora. Simplesmente não há, no sistema que o Belenenses joga, sítio onde pôr um homem que faz o que ele faz, o que é mais difícil de ouvir do que qualquer ficha de jogo.
Plantel10/08/2026
No Belenenses ainda são estranhos uns para os outros
11 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
A proposta seguiu esta semana para o Estrela da Amadora, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Evandro Barros esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Faz aos sábados coisas a que ninguém à sua volta consegue responder: durante uma temporada é lisonjeiro e depois é um problema. O Belenenses não o segura a fingir o contrário.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e João Lucas estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Perguntou-se ao Estrela da Amadora se o emprestaria. Os empréstimos acertam-se depressa ou não se acertam, e este será uma coisa ou outra até ao fim de semana.
Uma sondagem ao Arouca para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.