Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
Plantel09/10/2028
55 dias de fora para Eduardo Souza depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Belenenses vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Já são 7 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Sebastián Acosta e o Belenenses acertam mais 2 anos.
Alejandro Alfaro e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Belenenses, e 0 jogos em 11 dizem que merece ser ouvido.
Plantel09/10/2028
Vinícius Peixoto desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
17 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Belenenses falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Belenenses podem fingir não ter ouvido.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Sebastián Acosta e o Belenenses acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Já são 6 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Mathias De Amorim e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Rob Street estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 23 anos que sente como seu. Mathias De Amorim tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Belenenses falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Gonçalo Oliveira e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Belenenses ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Rob Street estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 3 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Rafael Carvalho, e o treinador deixou.
Dribles concretizados: 18. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Belenenses, e 3 jogos em 11 dizem que merece ser ouvido.
O banco25/09/2028
A vista do banco
“Não perdemos. Há semanas em que é só isso que se consegue, e prefiro ter o ponto a não o ter.” Duarte Goncalves escolheu a versão do copo meio cheio do 0‑0; os adeptos saíram com a outra.
Em resumo
JogoPonto ganho ou dois perdidos para o Belenenses?
O Leixões fechou tudo por 0‑0. A época reduz-se ao campeonato, e no estádio já se sabia muito antes do apito final.
Jogo16/09/2028
O Belenenses torna a sua casa um sítio difícil de visitar
16 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 77 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Um desempate por grandes penalidades fica na memória pelo fim, e este acaba em Heitor: 1 travadas, e uma bancada que vai descrever cada uma delas nos próximos vinte anos.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Belenenses coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Tem 22 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
PlantelVinícius Peixoto desentende-se com um colega por causa das exigências
Notas dos jogadoresJoão Pedro falha aos onze metros
111Edição
A Crónica de Belenenses
11/09/2028
Do nosso correspondente de futebolInquietação
As bancadas11/09/2028
A raiva no Belenenses transborda para fora do estádio
Deixou de ser um ambiente nas bancadas e passou a ser algo organizado. As direções podem ignorar um mau ambiente durante muito tempo; esta fase não a conseguem ignorar por muito.
O clube procurou lá fora durante um mês, não encontrou nada de que gostasse mais e entregou o cargo a quem já o estava a fazer. Conhece a casa; falta provar que conhece o resto.
Plantel11/09/2028
84 dias de fora para Eduardo Souza depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Belenenses vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Gonçalo Oliveira e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel11/09/2028
Palavras no treino do Belenenses sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Rob Street está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O Belenenses perguntou e o Leixões disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
«Há uma distância, e fingir que não há não ajuda ninguém.» Nenhuma das partes se mexeu, e o calendário trabalha para uma delas apenas.
Plantel11/09/2028
10 caras novas e o Belenenses ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
15 jogos sem vencer é o tipo de série que muda a forma como uma cidade fala do seu clube, e o Amora foi a tarde em que parou. Um resultado não resolve nada, e um resultado faz tudo parecer diferente.
Plantel04/09/2028
92 dias de fora para Eduardo Souza depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Belenenses vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Mercado04/09/2028
Tão perto: a transferência de Keanu Cupido morre em cima da hora
O valor estava acertado e o voo já tinha sido visto — e então o telefone deixou de tocar. O Gil Vicente seguiu em frente, Keanu Cupido apresenta-se de volta no Belenenses, e todos fingem que segunda-feira é só uma segunda-feira.
«Dei tudo aqui e preciso de um desafio novo.» O pedido é formal, e a relação nunca mais vai ser exatamente a mesma.
Direção04/09/2028
Fecha o mercado: 25 entradas, 17 saídas no Belenenses
O prazo passou e o plantel é o plantel. Chegaram 25, saíram 17, e tudo o resto que se imprimiu sobre este clube no último mês foi um rumor que ficou rumor.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Farense fica com o seu homem, e o Belenenses volta a uma lista com um nome riscado.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Mathias De Amorim. 1‑0 sobre o Amora, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Belenenses falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Belenenses perdeu-o em tudo menos nos papéis.
14 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Belenenses, e não vai ser retirado.
O Rio Ave pagou $1.9M e o Belenenses aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
Em resumo
Alvos de mercadoNão há negócio por Biel a esse preço
Não se vê o fim da espera do Belenenses por uma vitória
Já são 14 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Belenenses tem de arrancar um resultado de algum lado.
Plantel21/08/2028
107 dias de fora para Eduardo Souza depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Belenenses vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Dribles concretizados: 30. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
A proposta seguiu esta semana para o Sporting CP, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
O Belenenses perguntou e o Amora disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
3 jogos, nenhum golo e um centro de treinos que já tentou tudo. Vai acabar — as secas acabam sempre — mas ninguém no Belenenses sabe dizer em que semana.
O comunicado agradeceu o trabalho e desejou sorte, por esta ordem e mais ou menos com estas palavras. A procura começa de imediato.
As bancadas14/08/2028
Os adeptos organizam-se contra a direção do Belenenses
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
13 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
«Disseram-me qual seria o meu papel e assinei por causa disso. Não aconteceu.» Uma queixa com data marcada é a mais difícil de resolver.
Direção14/08/2028
5 jogadores da formação recebem número de equipa principal no Belenenses
A manhã em que o percurso deixa de ser um folheto e passa a ser uma ficha de jogo. A maioria não estará cá daqui a três anos; todos já fizeram a parte difícil, que era chegar a hoje.
Para o Belenenses, cada ponto é agora uma discussão
Posição 9 e 15 pontos, e nesta parte da cidade a classificação lê-se de baixo para cima. O calendário deixou de ser um programa e passou a ser uma contagem decrescente.
O que se dizia à porta fechada passou a dizer-se diante de um microfone. Em Belenenses toda a gente sabe fazer a conta, incluindo o homem a quem se dirige.
Todo o departamento de futebol numa sala, numa manhã de dia de semana. Nada foi anunciado depois, que é o que uma direção anuncia quando a paciência acabou.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Belenenses, e não vai ser retirado.
Gonçalo Oliveira esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O Belenenses perguntou e o Leiria disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
18 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Belenenses perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
As condições foram oferecidas e recusadas. Se foi o salário, a função ou a cidade, no AVS ninguém diz, e no Belenenses ninguém gosta de estar a adivinhar.
Pedro Ferreira e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O Belenenses perguntou e o Atlético CP disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Plantel31/07/2028
No Belenenses ainda são estranhos uns para os outros
8 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
O Belenenses já telefonou ao Deportes Quindio. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
Perguntou-se ao Nova Iguaçu se o emprestaria. Os empréstimos acertam-se depressa ou não se acertam, e este será uma coisa ou outra até ao fim de semana.
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 26 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Verba acordada, salário acordado, e o Vitoria Guimaraes à espera com uma camisola. No Belenenses ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Belenenses ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Gonçalo Oliveira e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Alejandro Alfaro estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 35 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Belenenses já se começa a dizer o nome dele no passado.
Tudo acordado com o Vizela, tudo acordado com o jogador; só falta convencer um médico. A fotografia está a um dia ou dois.
Plantel17/07/2028
Vinícius Peixoto desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O Belenenses perguntou e o Sanjoanense disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Belenenses coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A proposta ficou longe e foi recusada quase sem discussão. Se a segunda for recusada com a mesma rapidez já é outra conversa.
Plantel10/07/2028
Palavras no treino do Belenenses sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Vinícius Peixoto está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Moreirense fica com o seu homem, e o Belenenses volta a uma lista com um nome riscado.
Alejandro Alfaro e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Uma sondagem ao Sporting CP para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
O Belenenses já telefonou ao Atlético CP. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
O banco10/07/2028
Luís Bastos tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Belenenses dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Em resumo
MercadoA conversa sobre Ivan Mandić não desaparece
O comunicado da direção tinha três frases e uma delas mencionava resultados. Nuno Barbosa treina há tempo suficiente para traduzir: ganhar depressa, ou o próximo comunicado será mais curto.
Nada foi anunciado e toda a gente percebe o que significa. Uma direção que convoca todo o departamento de futebol numa terça de manhã é uma direção que deixou de acreditar que o problema se resolve sozinho.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Belenenses, e não vai ser retirado.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Vinícius Peixoto e o Belenenses acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Atlético CP fica com o seu homem, e o Belenenses volta a uma lista com um nome riscado.
Em resumo
PlantelAlejandro Alfaro desentende-se com um colega por causa das exigências
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Belenenses podem fingir não ter ouvido.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Plantel26/06/2028
Vinícius Peixoto desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Belenenses coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Treina a sério, diz o que há a dizer e volta para um apartamento vazio. No Belenenses ninguém fez nada de mal, e é justamente isso que torna tudo tão difícil de resolver.
Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
Direção19/06/2028
O silêncio lá de cima começa a ouvir-se em Belenenses
Ninguém na direção disse nada contra o treinador — e é esse o problema: também já não dizem nada a favor.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Belenenses ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
A proposta do Pacos de Ferreira por Luizinho foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Mathias De Amorim e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel19/06/2028
Vinícius Peixoto desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Uma sondagem ao Atlético CP para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Belenenses já se começa a dizer o nome dele no passado.
Pedro Ferreira e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Trofense fica com o seu homem, e o Belenenses volta a uma lista com um nome riscado.
Plantel12/06/2028
Palavras no treino do Belenenses sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Alejandro Alfaro está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Uma sondagem ao Maritimo para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Rob Street treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
O comunicado da direção tinha três frases e uma delas mencionava resultados. Nuno Barbosa treina há tempo suficiente para traduzir: ganhar depressa, ou o próximo comunicado será mais curto.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Belenenses coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel05/06/2028
Palavras no treino do Belenenses sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Vinícius Peixoto está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Belenenses foi explícito quanto à situação de Jhon Aponza, o que é mais do que muitos recebem.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Belenenses, mais uma semana sem a assinatura de Rob Street.
O Belenenses já telefonou ao Alverca. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
Em resumo
O bancoA saída do treinador deixa Keanu Cupido exposto
Alejandro Alfaro esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Os salários ultrapassaram as receitas e a contabilidade começou a aparecer em reuniões a que antes mandava desculpas. Numa época destas, a ambição vem em segundo.
Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Belenenses ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Emanuel Moreira e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
O único prémio que mais ninguém no relvado pode ganhar vai para Ivan Mandić, com 11 balizas a zeros ao longo da época. Há guarda-redes que esperam uma carreira inteira por uma época assim.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Alejandro Alfaro estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
32 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Belenenses perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Ibrahima Guirassy e o Belenenses acertam mais 4 anos.
Alejandro Alfaro e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Abdulrahman Al-Dakheel estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Belenenses, mais uma semana sem a assinatura de Alejandro Alfaro.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Manuel Loaiza, e o treinador deixou.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Alejandro Alfaro treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
40 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Belenenses perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
A direcção disse em público o que já dizia em privado. Os resultados daqui até à próxima reunião decidem tudo, e no clube toda a gente sabe fazer as contas.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Rodrigo Martins será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Belenenses as despedidas começaram em silêncio.
Alejandro Alfaro e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Belenenses, mais uma semana sem a assinatura de Rob Street.
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
Uma mudança no banco não é uma história, são vinte e cinco. Esta é a de Heitor: era o jogador de alguém e agora tem de ser o de outra pessoa, a começar do zero.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Luís Bastos está nela.
Mauro Antunes lesiona os ligamentos do joelho — 48 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 48 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Mathias De Amorim e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Alejandro Alfaro estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Belenenses sabem-no.
Todos os plantéis são metade jogadores que o treinador escolheu e metade jogadores que herdou. Heitor foi escolhido, o homem que o escolheu foi-se, e ele recomeça do zero com o próximo.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Diogo Leitão treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
Plantel24/04/2028
Mauro Antunes lesiona os ligamentos do joelho — 56 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 56 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Direção24/04/2028
O silêncio lá de cima começa a ouvir-se em Belenenses
Ninguém na direção disse nada contra o treinador — e é esse o problema: também já não dizem nada a favor.
Pedro Ferreira esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Belenenses lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Plantel24/04/2028
Palavras no treino do Belenenses sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Alejandro Alfaro está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Faltam 3 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Belenenses pode pedir e sobe o salário que Diogo Leitão pode exigir.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Belenenses. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Erik treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
63 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Belenenses perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Sebastián Navarro quer futebol continental; se o Belenenses o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Gonçalo Oliveira esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Faltam 4 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Belenenses pode pedir e sobe o salário que Rodrigo Martins pode exigir.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Belenenses, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Belenenses. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
A língua chegou, o encolher de ombros foi-se, e discute nos treinos como um homem que conta estar cá para o ano. Nada disto aparece num valor de transferência, e tudo isto aparece no relvado.
71 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Belenenses perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Belenenses ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Plantel10/04/2028
Alejandro Alfaro desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
José Lino esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
78 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Belenenses perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
O que se dizia à porta fechada passou a dizer-se diante de um microfone. Em Belenenses toda a gente sabe fazer a conta, incluindo o homem a quem se dirige.
Emanuel Moreira e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Estamos muito longe um do outro, e fingir o contrário não ajuda ninguém.» Nada se moveu, e o calendário não joga a favor do clube.
Plantel03/04/2028
Palavras no treino do Belenenses sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Abdulrahman Al-Dakheel está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Vejo todos os jogos do Belenenses daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Santa Clara segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
Todo o plantel tem homens contratados por um treinador concreto e homens que foram simplesmente herdados. Keanu Cupido está no primeiro grupo, e quem o quis aqui já não está no edifício.
MercadoContinua sem haver assinatura de Mauro Antunes
87Edição
A Crónica de Belenenses
27/03/2028
Do nosso correspondente de futebolCrise
As bancadas27/03/2028
A raiva no Belenenses transborda para fora do estádio
Deixou de ser um ambiente nas bancadas e passou a ser algo organizado. As direções podem ignorar um mau ambiente durante muito tempo; esta fase não a conseguem ignorar por muito.
86 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Belenenses perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Belenenses coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Jesús Espinosa treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Mauro Antunes lesiona os ligamentos do joelho — 93 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 93 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Jogo20/03/2028
Para o Belenenses, cada ponto é agora uma discussão
Posição 9 e 15 pontos, e nesta parte da cidade a classificação lê-se de baixo para cima. O calendário deixou de ser um programa e passou a ser uma contagem decrescente.
«Há manhãs em que acordas e tudo o que conheces continua longíssimo.» Não é o futebol e nunca foi: o Belenenses lida com um homem que quer outro país.
Plantel20/03/2028
Palavras no treino do Belenenses sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Alejandro Alfaro está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Plantel20/03/2028
No Belenenses ainda são estranhos uns para os outros
11 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
Mauro Antunes lesiona os ligamentos do joelho — 104 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 104 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Belenenses ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Mathias De Amorim esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Luís Bastos está nela.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Diogo Leitão treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Ivan Mandić fez a conta e não gosta do resultado. Nada corrói um grupo mais depressa, e nenhum clube resolveu isto explicando a um futebolista a estrutura salarial.
Mauro Antunes lesiona os ligamentos do joelho — 113 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 113 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
O que se dizia à porta fechada passou a dizer-se diante de um microfone. Em Belenenses toda a gente sabe fazer a conta, incluindo o homem a quem se dirige.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Sebastián Acosta e o Belenenses acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Belenenses coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Belenenses ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Todo o plantel tem homens contratados por um treinador concreto e homens que foram simplesmente herdados. Heitor está no primeiro grupo, e quem o quis aqui já não está no edifício.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Os adeptos organizam-se contra a direção do Belenenses
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
120 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Belenenses perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Gonçalo Oliveira e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Belenenses lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Plantel28/02/2028
Palavras no treino do Belenenses sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Alejandro Alfaro está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Faltam 5 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Belenenses pode pedir e sobe o salário que Diogo Leitão pode exigir.
127 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Belenenses perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Abdulrahman Al-Dakheel estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Plantel21/02/2028
10 caras novas e o Belenenses ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Ythallo treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
Em resumo
O bancoO treinador crava a sua bandeira em João Costa
135 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Belenenses perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Rodrigo Martins será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Belenenses as despedidas começaram em silêncio.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
As regras permitem-no e dói na mesma. Rodrigo Martins acertou condições com o Tondela para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Belenenses coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Porto fica com o seu homem, e o Belenenses volta a uma lista com um nome riscado.
Há um nível em que um futebolista deixa de ser posto à prova e passa apenas a ser contido, e ele chegou lá há algum tempo. No Belenenses sabem-no, e também todos os que o veem.
Ninguém o confirma e as fichas de jogo confirmam-no todas as semanas. Um erro comprou-lhe um período como segunda opção que já é mais longo do que o erro merecia.
Em resumo
O bancoLuís Bastos tornou-se um homem de confiança do treinador
Mauro Antunes lesiona os ligamentos do joelho — 144 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 144 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
O que se dizia à porta fechada passou a dizer-se diante de um microfone. Em Belenenses toda a gente sabe fazer a conta, incluindo o homem a quem se dirige.
A proposta do Tondela por Diogo Leitão foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Direção07/02/2028
O prazo passa com 10 contratações e 3 saídas
Está feito o negócio no Belenenses até o mercado voltar a abrir. Se chegou, responde-se aos sábados e não numa coluna, e o primeiro sábado está perto.
As condições foram oferecidas e recusadas. Se foi o salário, a função ou a cidade, no Marco 09 ninguém diz, e no Belenenses ninguém gosta de estar a adivinhar.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Keanu Cupido e o Belenenses acertam mais 3 anos.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Envigado fica com o seu homem, e o Belenenses volta a uma lista com um nome riscado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Alejandro Alfaro estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Belenenses coisas que levam mais de uma semana a retirar.
152 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Belenenses perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
As bancadas31/01/2028
Os adeptos organizam-se contra a direção do Belenenses
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Belenenses coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A lesão mais comum do futebol e aquela de que mais se volta à pressa. O Belenenses vai falar em 14 dias e vai ter cuidado, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
Plantel31/01/2028
Palavras no treino do Belenenses sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Abdulrahman Al-Dakheel está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
160 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Belenenses perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Belenenses coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Arouca fica com o seu homem, e o Belenenses volta a uma lista com um nome riscado.
Plantel24/01/2028
Demasiada mudança demasiado depressa no Belenenses
9 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
O Belenenses já telefonou ao Atlético CP. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
Há um nível em que um futebolista deixa de ser posto à prova e passa apenas a ser contido, e ele chegou lá há algum tempo. No Belenenses sabem-no, e também todos os que o veem.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Belenenses, mais uma semana sem a assinatura de Alejandro Alfaro.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Belenenses podem fingir não ter ouvido.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Belenenses fez a parte difícil com o Caldas, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Belenenses ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Pedro Ferreira e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Sport Recife fica com o seu homem, e o Belenenses volta a uma lista com um nome riscado.
Plantel17/01/2028
Palavras no treino do Belenenses sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Alejandro Alfaro está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Faz aos sábados coisas a que ninguém à sua volta consegue responder: durante uma temporada é lisonjeiro e depois é um problema. O Belenenses não o segura a fingir o contrário.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Belenenses, mais uma semana sem a assinatura de Ibrahima Guirassy.
Rob Street consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Rob Street acabou de assinar pelo Belenenses e, por uma vez, a resposta importava.
A proposta do Alverca por Jhon Aponza foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Belenenses podem fingir não ter ouvido.
Gonçalo Oliveira e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O Belenenses perguntou e o Académico de Viseu disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Alejandro Alfaro estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Welton Júnior e o Belenenses acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Não se vê o fim da espera do Belenenses por uma vitória
Já são 12 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Belenenses tem de arrancar um resultado de algum lado.
Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
9.º lugar com 15 pontos. Todas as épocas são uma história e esta é a última linha dela, e agora o clube tem três meses para decidir de que fala a próxima.
A proposta do Felgueiras por Rodrigo Martins foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Belenenses podem fingir não ter ouvido.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Belenenses está a esgotar-se.
Gonçalo Oliveira e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Vejo todos os jogos do Belenenses daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Goiás segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
Não se vê o fim da espera do Belenenses por uma vitória
Já são 11 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Belenenses tem de arrancar um resultado de algum lado.
Pedro Ferreira e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel27/12/2027
Jhon Aponza desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Em resumo
DireçãoEm Belenenses, 108% das receitas vão para salários
18 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Belenenses perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 10 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
Tem 23 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Plantel20/12/2027
Palavras no treino do Belenenses sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Jhon Aponza está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
25 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Belenenses perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 9 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Sebastián Navarro quer futebol continental; se o Belenenses o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 18 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Kayque esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
33 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Belenenses perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 8 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Jhon Aponza estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Belenenses coisas que levam mais de uma semana a retirar.
42 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Belenenses perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Jogo29/11/2027
Para o Belenenses, cada ponto é agora uma discussão
Posição 10 e 11 pontos, e nesta parte da cidade a classificação lê-se de baixo para cima. O calendário deixou de ser um programa e passou a ser uma contagem decrescente.
Plantel29/11/2027
19 dias de fora para Miguel Salgado depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Belenenses vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
7 jogos, nenhum golo e um centro de treinos que já tentou tudo. Vai acabar — as secas acabam sempre — mas ninguém no Belenenses sabe dizer em que semana.
10 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Ythallo e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel29/11/2027
Jhon Aponza desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Em resumo
DireçãoOs salários levam 117% do que Belenenses recebem
O bancoMeio satisfeito: Nuno Barbosa sobre o empate
50 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Belenenses perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Belenenses falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Jogo20/11/2027
Não se vê o fim da espera do Belenenses por uma vitória
Já são 6 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Belenenses tem de arrancar um resultado de algum lado.
6 jogos sem golo. Os avançados deixam de levantar a cabeça, os médios dão o toque a mais, e cada remate que passa por cima é seguido de um lamento que se acumula desde o último golo.
Gonçalo Oliveira esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Diogo Leitão, e o treinador deixou.
O banco22/11/2027
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑1, ditas por Nuno Barbosa a uma sala que já as tinha ouvido.
Em resumo
O bancoNeste momento há alguém melhor do que Santiago Franco
60 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Belenenses perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Belenenses falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Belenenses sabem-no.
Gonçalo Oliveira e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Nuno Januário, e o treinador deixou.
O banco15/11/2027
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Isaac
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
O banco15/11/2027
Luís Bastos tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Belenenses dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Pedro Ferreira: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Belenenses a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Belenenses, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
EmprestadosO Belenenses pensa em encurtar o empréstimo
67Edição
A Crónica de Belenenses
08/11/2027
Do nosso correspondente de futebolInquietação
Plantel08/11/2027
Eduardo Souza lesiona os ligamentos do joelho — 69 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 69 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Eliminado, 0‑2 com o Estrela da Amadora, e a longa discussão sobre qual dos pequenos momentos o decidiu. Agora só resta o campeonato, e toda a gente o sabe.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 43 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Jogo06/11/2027
Não se vê o fim da espera do Belenenses por uma vitória
Já são 5 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Belenenses tem de arrancar um resultado de algum lado.
5 jogos sem golo. Os avançados deixam de levantar a cabeça, os médios dão o toque a mais, e cada remate que passa por cima é seguido de um lamento que se acumula desde o último golo.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Belenenses coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Dribles concretizados: 20. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Plantel08/11/2027
Palavras no treino do Belenenses sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Jhon Aponza está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
77 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Belenenses perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Jogo01/11/2027
Para o Belenenses, cada ponto é agora uma discussão
Posição 10 e 9 pontos, e nesta parte da cidade a classificação lê-se de baixo para cima. O calendário deixou de ser um programa e passou a ser uma contagem decrescente.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 53 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Dribles concretizados: 28. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Pedro Ferreira e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 3 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
85 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Belenenses perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 62 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Jhon Aponza estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
8 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Metade do calendário jogado, 7.º lugar, 9 pontos somados. Multiplicar por dois é a conta que todos os adeptos já fizeram e a única que ninguém no clube fará em voz alta.
Eduardo Souza lesiona os ligamentos do joelho — 93 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 93 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Belenenses falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Jhon Aponza estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Belenenses coisas que levam mais de uma semana a retirar.
7.22, e nenhuma discussão séria de quem lá esteve. O Belenenses tinha onze homens em campo e um deles decidiu como aquilo correu.
O banco18/10/2027
A vista do banco
“Não perdemos. Há semanas em que é só isso que se consegue, e prefiro ter o ponto a não o ter.” Nuno Barbosa escolheu a versão do copo meio cheio do 0‑0; os adeptos saíram com a outra.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Diogo Leitão treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
Eduardo Souza lesiona os ligamentos do joelho — 103 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 103 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Plantel11/10/2027
81 dias de fora para Miguel Salgado depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Belenenses vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Belenenses lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Ythallo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Antevisão11/10/2027
O Belenenses mede-se com a equipa que todos perseguem
O Sporting da Covilhã chega como líder. Uma equipa no topo perde mais ou menos uma vez por mês, e o clube que o consegue ganha uma semana de que se lembra durante um ano.
O banco11/10/2027
Luís Bastos tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Belenenses dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Vestiu a outra camisola. No sábado joga contra o Sporting da Covilhã com esta, e tudo o que disser esta semana sobre ser um jogo como os outros será mentira.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Belenenses sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Belenenses falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
8 jogos sem vencer é o tipo de série que muda a forma como uma cidade fala do seu clube, e o Oliveirense foi a tarde em que parou. Um resultado não resolve nada, e um resultado faz tudo parecer diferente.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Belenenses coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel04/10/2027
Jhon Aponza desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Uma exibição de 8.26 não aparece com frequência e, quando aparece, o resto da equipa passa a cenário. Esteve magnífico.
Notas dos jogadores04/10/2027
Rodrigo Martins jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.02. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
Plantel04/10/2027
No Belenenses ainda são estranhos uns para os outros
10 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
Em resumo
DireçãoOs salários levam 87% do que Belenenses recebem
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Belenenses vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Gonçalo Oliveira esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
45 dias, diz o exame, e os exames são mais simpáticos do que a realidade. Os jogos desse período acabaram de passar a ser trabalho de outro.
Plantel27/09/2027
Jhon Aponza desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Belenenses vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
1 defendidos dos onze metros, e um estádio que vai descrever cada um deles durante vinte anos. Um guarda-redes precisa de uma noite assim numa carreira, e foi esta.
Jogo18/09/2027
Não se vê o fim da espera do Belenenses por uma vitória
Já são 7 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Belenenses tem de arrancar um resultado de algum lado.
Pedro Ferreira esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Emanuel Moreira, e o treinador deixou.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Belenenses vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 5 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Jhon Aponza estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Belenenses coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Jesús Espinosa, e o treinador deixou.
Faz todos os sábados coisas a que ninguém à volta dele consegue responder. É lisonjeiro durante uma época e um problema a partir daí, e o Belenenses sabe em que fase está.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Belenenses falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Mercado06/09/2027
Tão perto: a transferência de Rodrigo Martins morre em cima da hora
O valor estava acertado e o voo já tinha sido visto — e então o telefone deixou de tocar. O Arouca seguiu em frente, Rodrigo Martins apresenta-se de volta no Belenenses, e todos fingem que segunda-feira é só uma segunda-feira.
Direção06/09/2027
O prazo passa com 26 contratações e 13 saídas
Está feito o negócio no Belenenses até o mercado voltar a abrir. Se chegou, responde-se aos sábados e não numa coluna, e o primeiro sábado está perto.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Jhon Aponza estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O Belenenses perguntou e o Santa Clara disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Kayque e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Vejo todos os jogos do Belenenses daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Goiás segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Belenenses perdeu-o em tudo menos nos papéis.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 4 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
Emanuel Moreira esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O Belenenses já telefonou ao Santa Clara. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
Aqui não há queixa possível e todos os envolvidos sabem, o que não encurta o caminho até ao banco. A forma é a única moeda do futebol sobre a qual não se pode pedir emprestado.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
A proposta do Leixões por Rodrigo Martins foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O Casa Pia pagou $1.3M e o Belenenses aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 3 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
O Belenenses perguntou e o Marco 09 disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Kayque esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
14 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Belenenses perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Belenenses podem fingir não ter ouvido.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Contrato novo para o homem do banco, e a coisa mais clara que uma direcção pode dizer sem convocar uma conferência de imprensa. Prometer estabilidade é barato; entregá-la não é.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Belenenses coisas que levam mais de uma semana a retirar.
5 miúdos sobem, e algures no edifício as pessoas que os treinaram aos doze anos estão a ter, em silêncio, a melhor manhã do seu ano de trabalho. Nada disto aparece num resultado, e é para isto que a formação existe.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Antonio Simoes é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Ruben Costa é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
22 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Belenenses perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
A proposta do Casa Pia por Jaiminho foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Belenenses, e não vai ser retirado.
Evandro Barros e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Belenenses, mais uma semana sem a assinatura de Rodrigo Martins.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Evandro Barros: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Belenenses a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Belenenses, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Eduardo Souza lesiona os ligamentos do joelho — 30 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 30 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
O Famalicao pagou $1.3M e o Belenenses aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
Pedro Ferreira e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Jhon Aponza estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Belenenses, mais uma semana sem a assinatura de Jaiminho.
38 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Belenenses perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
A abordagem foi feita e a resposta veio numa frase. Não há número em cima da mesa porque não havia número que chegasse.
Plantel26/07/2027
Palavras no treino do Belenenses sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Jhon Aponza está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Faz todos os sábados coisas a que ninguém à volta dele consegue responder. É lisonjeiro durante uma época e um problema a partir daí, e o Belenenses sabe em que fase está.
Perguntou-se ao Excursionistas se o emprestaria. Os empréstimos acertam-se depressa ou não se acertam, e este será uma coisa ou outra até ao fim de semana.
Uma sondagem ao Deportivo Pereira para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Danny apontou a data.
45 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Belenenses perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Danny e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Faz aos sábados coisas a que ninguém à sua volta consegue responder: durante uma temporada é lisonjeiro e depois é um problema. O Belenenses não o segura a fingir o contrário.
Uma sondagem ao Farense para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
Uma sondagem ao Deportivo Pereira para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
Plantel19/07/2027
Demasiada mudança demasiado depressa no Belenenses
6 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para João Machado, e o treinador deixou.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Bruno Pinto apontou a data.
MercadoOs representantes de João Lucas andam a telefonar
50Edição
A Crónica de Belenenses
12/07/2027
Do nosso correspondente de futebolEstável
Plantel12/07/2027
Eduardo Souza lesiona os ligamentos do joelho — 54 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 54 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
O Belenenses perguntou e o Oliveirense disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Luís Bastos e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
Plantel12/07/2027
Palavras no treino do Belenenses sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Jhon Aponza está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O Belenenses já telefonou ao Farense. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
Perguntou-se ao Estoril Praia se o emprestaria. Os empréstimos acertam-se depressa ou não se acertam, e este será uma coisa ou outra até ao fim de semana.
Uma sondagem ao Santa Clara para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
62 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Belenenses perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Posição 2, 31 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Belenenses fez a parte difícil com o Union Magdalena, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Kayque e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel05/07/2027
Jhon Aponza desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Belenenses, mais uma semana sem a assinatura de Emanuel Moreira.
Uma sondagem ao Mafra para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
Perguntou-se ao Deportivo Pasto se o emprestaria. Os empréstimos acertam-se depressa ou não se acertam, e este será uma coisa ou outra até ao fim de semana.
Eduardo Souza lesiona os ligamentos do joelho — 69 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 69 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Belenenses, e não vai ser retirado.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Vizela fica com o seu homem, e o Belenenses volta a uma lista com um nome riscado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Belenenses coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Uma sondagem ao Oliveirense para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Belenenses. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Belenenses, mais uma semana sem a assinatura de Manuel Simões.
Treina a sério, diz o que há a dizer e volta para um apartamento vazio. No Belenenses ninguém fez nada de mal, e é justamente isso que torna tudo tão difícil de resolver.
79 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Belenenses perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
A proposta do CSKA Sofia por Vinícius Peixoto foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O Belenenses perguntou e o Estoril Praia disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Os papéis estão assinados: Silas Bjerre chega do Torreense num negócio de $170.0K. Agora vem a parte difícil.
Plantel21/06/2027
Jhon Aponza desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Tem 18 anos, e os relatórios dos observadores concordam na única linha que importa: o teto. Contratações assim são bilhetes de lotaria preenchidos por profissionais.
O Belenenses já telefonou ao Santa Clara. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
Em resumo
Plantel5 caras novas e o Belenenses ainda se está a conhecer
88 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Belenenses perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
A perseguição a Mathias De Amorim terminou com $12.6M a mudar de mãos e o Famalicao sem razões para dizer que não. Os adeptos julgarão o valor da única maneira que conta: aos sábados.
O Belenenses foi ao Braga com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Belenenses coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Mathias De Amorim era o nome em todos os programas de rádio, e o clube foi buscá-lo por $12.6M. Durante uma semana a direção não faz nada de errado, e é uma semana que a maioria das direções nunca tem.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Bruno Pinto, e o treinador deixou.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do Belenenses sobre quem trabalha
96 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Belenenses perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
O aperto de mão com o Famalicao está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Belenenses podem fingir não ter ouvido.
Ivan Mandić esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” João Lucas tem a sua resposta do Belenenses; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Nem contrato novo nem número novo: um lugar novo na cabeça do treinador, que é a única promoção no futebol que conta de verdade. Afonso Valente subiu nela.
Em resumo
DireçãoAberto para negócios: o Belenenses entra no mercado
103 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Belenenses perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Bruno Pinto e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel31/05/2027
Palavras no treino do Belenenses sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Jhon Aponza está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Danny treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Bruninho, e o treinador deixou.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Cesinha apontou a data.
111 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Belenenses perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Um prémio individual é coisa estranha num desporto de equipa, e os melhores não se discutem. Teve o tipo de ano que acaba com o seu nome lido em voz alta, e o Belenenses beneficiou disso.
Lorenzo Torriani e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Em resumo
PlantelJhon Aponza desentende-se com um colega por causa das exigências
119 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Belenenses perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Ibrahima Ba esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
126 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Belenenses perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Belenenses coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Jhon Aponza estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
134 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Belenenses perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Lorenzo Torriani e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Jhon Aponza estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Belenenses, mais uma semana sem a assinatura de Emanuel Moreira.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
O bancoO treinador crava a sua bandeira em Evandro Barros
39Edição
A Crónica de Belenenses
26/04/2027
Do nosso correspondente de futebolEstável
Plantel26/04/2027
Eduardo Souza lesiona os ligamentos do joelho — 141 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 141 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Danny e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
Ivan Mandić e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel19/04/2027
Jhon Aponza desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Plantel19/04/2027
5 caras novas e o Belenenses ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Danny treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Ivan Mandić assinar alguma coisa — um contrato no Belenenses ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Belenenses. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Jhon Aponza estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Vejo todos os jogos do Belenenses daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Operário Ferroviário segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Belenenses. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
18 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Belenenses perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Belenenses coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Os números não ficam em segredo num vestiário e nunca ficaram. Não pede mais do que vale: pergunta por que o do lado vale mais, e no Belenenses essa pergunta é mais difícil de responder.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Belenenses, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Mateus Anderson lesiona os ligamentos do joelho — 25 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 25 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Ibrahima Ba esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel29/03/2027
Ivan Mandić melhorou aos 24, o que ninguém esperava
As carreiras devem estagnar e depois cair, e quem ignora isso é sempre quem estava a ouvir no treino. 3 pontos, ao longo de meses, numa idade em que a direção costuma ser só uma.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do Belenenses sobre quem trabalha
32 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Belenenses perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Plantel22/03/2027
Palavras no treino do Belenenses sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Jhon Aponza está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Plantel22/03/2027
No Belenenses ainda são estranhos uns para os outros
8 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Ivan Mandić assinar alguma coisa — um contrato no Belenenses ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
40 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Belenenses perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Lorenzo Torriani e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Vejo todos os jogos do Belenenses daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Operário Ferroviário segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Mauro Antunes treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Bruno Pinto e o Belenenses acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Danny esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Belenenses sabem-no.
Em resumo
PlantelUma zanga por causa do esforço no Belenenses
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Belenenses ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Belenenses coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel01/03/2027
Palavras no treino do Belenenses sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Jhon Aponza está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Belenenses, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Treina a sério, diz o que há a dizer e volta para um apartamento vazio. No Belenenses ninguém fez nada de mal, e é justamente isso que torna tudo tão difícil de resolver.
Bruno Pinto e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel22/02/2027
Demasiada mudança demasiado depressa no Belenenses
8 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Danny treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Ivan Mandić assinar alguma coisa — um contrato no Belenenses ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Um ano depois, a cidade não se abriu, a língua não chegou, e o almoço come-se sozinho mais vezes do que alguém no Belenenses admitiria. Nota-se aos sábados.
Lorenzo Torriani e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O Belenenses perguntou e o Braga disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Jhon Aponza estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Belenenses, e 0 jogos em 5 dizem que merece ser ouvido.
Um ano depois, a cidade não se abriu, a língua não chegou, e o almoço come-se sozinho mais vezes do que alguém no Belenenses admitiria. Nota-se aos sábados.
Onde jogava antes fala por ele quase todo o tempo no Belenenses. O balneário respeita-o, os miúdos estudam-no, e a única coisa capaz de o furar é um mau mês.
Uma época a olhar para o jogador de outro: Alex Rolfini chega do Bristol City com algo a provar e um bilhete de volta na gaveta. Os bons empréstimos enriquecem toda a gente; este começa no sábado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Belenenses coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O Belenenses perguntou e o Estoril Praia disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
O passado entrou à frente dele. Os jogadores que estiveram onde ele esteve são ouvidos num balneário antes de o merecerem, e ele será ouvido enquanto a forma durar.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Bruno Pinto apontou a data.
Ibrahima Ba esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Bristol City fica com o seu homem, e o Belenenses volta a uma lista com um nome riscado.
Faz todos os sábados coisas a que ninguém à volta dele consegue responder. É lisonjeiro durante uma época e um problema a partir daí, e o Belenenses sabe em que fase está.
O Belenenses já telefonou ao Bristol City. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
Perguntou-se ao Aguilas Doradas se o emprestaria. Os empréstimos acertam-se depressa ou não se acertam, e este será uma coisa ou outra até ao fim de semana.
Ivan Mandić e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O Belenenses perguntou e o CRB disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Plantel25/01/2027
Jhon Aponza desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O Belenenses já telefonou ao Novorizontino. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
Plantel25/01/2027
No Belenenses ainda são estranhos uns para os outros
5 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
Faz todos os sábados coisas a que ninguém à volta dele consegue responder. É lisonjeiro durante uma época e um problema a partir daí, e o Belenenses sabe em que fase está.
Uma época a olhar para o jogador de outro: Lorenzo Torriani chega do AC Milan com algo a provar e um bilhete de volta na gaveta. Os bons empréstimos enriquecem toda a gente; este começa no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Jhon Aponza estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O Belenenses já telefonou ao CRB. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
Perguntou-se ao Sporting CP se o emprestaria. Os empréstimos acertam-se depressa ou não se acertam, e este será uma coisa ou outra até ao fim de semana.
Uma sondagem ao AC Milan para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
Ivan Mandić esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Aos 21 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Luizinho agiu, no Belenenses, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Faz todos os sábados coisas a que ninguém à volta dele consegue responder. É lisonjeiro durante uma época e um problema a partir daí, e o Belenenses sabe em que fase está.
Tem 19 anos, e os relatórios dos observadores concordam na única linha que importa: o teto. Contratações assim são bilhetes de lotaria preenchidos por profissionais.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Nuno Tomás tem a sua resposta do Belenenses; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Belenenses podem fingir não ter ouvido.
Plantel04/01/2027
Uma transferência que Jhon Aponza teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Jhon Aponza está a viver essa versão no Belenenses, e costuma notar-se no primeiro mês.
O tipo de ano que acaba com um nome a ser lido num salão. O Belenenses aproveitou-o todas as semanas e tem agora o problema de todos os outros saberem.
O telefone voltou a tocar por causa de Vinícius Peixoto, e desta vez do outro lado está o Pouso Alegre. No Belenenses ouvem com educação e não prometem nada.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 21 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Belenenses coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Diogo Monteiro, 21 anos, joga como se cá estivesse há anos — 8.00
Um 8.00 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 21. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Belenenses coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Tem 21 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Soube como os outros, uma hora antes, por uma folha colada na parede. Ninguém em Belenenses fingiu que fosse outra coisa que não uma decisão sobre ele.
O banco28/12/2026
O veredicto do treinador
“Não me vou entusiasmar, e também não os deixo entusiasmar a eles. Foi um bom dia. Virão outros mais difíceis.” Nuno Barbosa foi breve depois da vitória por 1‑0, que é o que os treinadores fazem quando estão contentes.
17 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Belenenses perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Posição 2, 28 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Romualdas Jansonas produziu-o, e o 8.67 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Kayque esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Romualdas Jansonas. 2‑1 sobre o Caldas, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Aos 21 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
“Merecemos. Pedi-lhes uma reação e tive-a, e agora quero o mesmo outra vez no sábado.” Nuno Barbosa sobre uma tarde de 2‑1 que lhe agradou mais do que estava disposto a mostrar.
Henrique Pereira lesiona os ligamentos do joelho — 25 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 25 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Emanuel Moreira esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Um jogador que contava ser titular assistiu de fora. O treinador vai chamar-lhe uma decisão pela equipa; Kayque chama-lhe outra coisa em privado.
O banco14/12/2026
O veredicto do treinador
“Estou frustrado, sinceramente. Fizemos o suficiente para ganhar e não ganhámos.” Nuno Barbosa não o escondia depois do 0‑0, e no balneário do Belenenses também ninguém o escondia.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Belenenses. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
Dribles concretizados: 38. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Plantel07/12/2026
Henrique Pereira lesiona os ligamentos do joelho — 34 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 34 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Luís Bastos e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Duas equipas do topo da tabela, uma tarde, e um mês de conversa decidido em noventa minutos. O Belenenses não vai usar a palavra título esta semana e não vai deixar de a pensar.
O painel dos descontos já estava levantado, a vitória já estava dada, e então o União de Santarém marcou. Não há pior minuto para sofrer, e o estádio esvaziou-se no silêncio que se segue a um desses.
A direção respondeu com dinheiro em vez de incentivo, que é a única resposta que um treinador quer ouvir. Gastá-lo bem passa a ser problema exclusivamente dele.
Danny e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Segue-se o União de Santarém, e as duas equipas para que a divisão olha encontram-se. A quem ganhar dirão que nada está decidido no mesmo fôlego em que lhe dão os parabéns.
O banco30/11/2026
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑1 Nuno Barbosa saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Belenenses disse a Mauro Antunes que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O desenho queria outro perfil frente a este adversário, o que é uma resposta futebolística a sério e nenhum consolo para o visado. Não fez nada de errado e não jogou.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Vinícius Peixoto, e o treinador deixou.
Todos os reforços esperam por ele e todas as conferências de imprensa perguntam por ele até chegar. Chegou, o Belenenses tem o seu homem a marcar, e o segundo é sempre mais fácil.
Bruno Pinto esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Segue-se o Mafra, e as duas equipas para que a divisão olha encontram-se. A quem ganhar dirão que nada está decidido no mesmo fôlego em que lhe dão os parabéns.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Eduardo Souza, e o treinador deixou.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Belenenses, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Danny apontou a data.