Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Santino Galesio produziu-o, e o 8.79 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Uriel Valdez produziu-o, e o 8.48 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Boca Juniors ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Milton Delgado esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Em resumo
Notas dos jogadoresNinguém conseguiu chegar a Cristian Lucero
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 9 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Boca Juniors, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Lucas Villalba será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Boca Juniors as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Boca Juniors coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Boca Juniors ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Boca Juniors ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Boca Juniors ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Milton Delgado esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A direcção pôs dinheiro em cima da mesa em vez de uma palavra de incentivo. O que lhe acontece a partir de agora é problema de outro, e trabalho de outro.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Michael Pearson será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Boca Juniors as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Boca Juniors coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Tobías Andrada assinar alguma coisa — um contrato no Boca Juniors ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
O Almirante Brown vai querer esquecer isto depressa: 5‑1, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Boca Juniors foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Posição 1, 21 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 10.00 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Boca Juniors coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 6 golos entre o Boca Juniors e o Almirante Brown, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
O Banfield segue em frente e o Boca Juniors vai para casa, com um 0‑1 a decidir tudo. O balneário vai agora dizer que a prioridade é o campeonato, porque é isso que os balneários dizem.
Aos 38 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.31 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Lucas Villalba será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Boca Juniors as despedidas começaram em silêncio.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Boca Juniors pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Milton Delgado esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel15/09/2042
Bater Carlos Gomez tornou-se o trabalho mais difícil da divisão
16 jogos sem sofrer, e a contar. Os avançados costumavam acreditar aqui; agora rematam cedo demais, rematam ao lado, e procuram alguém a quem atribuir a culpa.
Cabeceamentos, cortes, desarmes, interceções: 18 no total, e nem um golo às suas costas. Daquelas exibições que nunca entram nos melhores momentos e ganham jogos.
539 jogos ao longo de 18 épocas e uma só camisola. Já ninguém constrói uma carreira assim de propósito; acontece a certo tipo de jogador em certo tipo de clube.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Boca Juniors, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Andrés Romero será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Boca Juniors as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Boca Juniors coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Aconteça o que acontecer, o Boca Juniors não perde
Já são 26 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 8 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
538 jogos ao longo de 18 épocas e uma só camisola. Já ninguém constrói uma carreira assim de propósito; acontece a certo tipo de jogador em certo tipo de clube.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Boca Juniors pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Michael Pearson será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Boca Juniors as despedidas começaram em silêncio.
Lautaro Di Lollo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Notas dos jogadoresNinguém conseguiu chegar a Cristian Lucero
839Edição
O Correio de Boca Juniors
25/08/2042
Do nosso correspondente de futebolOtimismo
Jogo23/08/2042
O Boca Juniors torna a sua casa um sítio difícil de visitar
35 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
A série sem derrotas chega aos 25 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Aos 34 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.37 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Boca Juniors coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Boca Juniors ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Em resumo
PlantelLautaro Di Lollo tornou-se um homem de confiança do treinador
Notas dos jogadoresTobías Andrada encarou-os todo o jogo
Aconteça o que acontecer, o Boca Juniors não perde
Já são 24 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Boca Juniors ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Milton Delgado esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Maximiliano De Luca. 1‑0 sobre o Defensa y Justicia, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Boca Juniors podem fingir não ter ouvido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Boca Juniors coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Lautaro Di Lollo, e o treinador deixou.
Plantel11/08/2042
Bater Carlos Gomez tornou-se o trabalho mais difícil da divisão
13 jogos sem sofrer, e a contar. Os avançados costumavam acreditar aqui; agora rematam cedo demais, rematam ao lado, e procuram alguém a quem atribuir a culpa.
Aconteça o que acontecer, o Boca Juniors não perde
Já são 22 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
293 jogos ao longo de 15 épocas e uma só camisola. Já ninguém constrói uma carreira assim de propósito; acontece a certo tipo de jogador em certo tipo de clube.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Boca Juniors ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Milton Delgado esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A proposta do Racing por Juan Sánchez foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
12 balizas a zeros e a contar. Os avançados saem deste estádio a resmungar o nome dele, que é exatamente como um guarda-redes mede uma boa época.
Plantel04/08/2042
Benjamin Reid desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
33 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Ações defensivas: 27, e a baliza a zero no final. As melhores tardes de um central parecem não ter nada dentro, e é exatamente esse o ponto.
Jogo26/07/2042
Ninguém quer jogar contra o Boca Juniors neste momento
4 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Boca Juniors coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Lautaro Di Lollo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Toda a gente deixou de fingir: o Unión de Santa Fe vai fazer a chamada por Luka Guskov esta semana. O Boca Juniors tem um número em mente, e o número não é tímido.
O Chelsea pagou $23.5M e o Boca Juniors aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Luka Guskov será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Boca Juniors as despedidas começaram em silêncio.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Boca Juniors, e não vai ser retirado.
Os contabilistas vão chamar-lhe bom negócio e terão razão, o que não é o assunto de ninguém fora da administração. Christophe Bourgeois era uma das razões por que as pessoas vinham, e $23.5M não substitui isso sozinho.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Boca Juniors coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do Boca Juniors sobre quem trabalha
A proposta do Independiente Rivadavia por Nikita Kaliuzhnyi foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Boca Juniors podem fingir não ter ouvido.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Boca Juniors a ouviu como outra coisa.
Lautaro Di Lollo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Posição 1, 38 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Boca Juniors ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Boca Juniors coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Chega um momento em que um clube apoia a sua ambição ou admite que não a tem. O Boca Juniors pagou $5.4M por Benjamin Reid, que é a forma mais barulhenta de dizer qual das duas escolheu.
A proposta do Deportivo Riestra por Matías Galarza foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Plantel23/06/2042
Benjamin Reid consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Benjamin Reid acabou de assinar pelo Boca Juniors e, por uma vez, a resposta importava.
Milton Delgado esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Boca Juniors ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
É esta a época com que a cidade vai medir as vinte seguintes. O troféu viaja para casa com o plantel, e o percurso pelas ruas está combinado há dias.
Jogo11/06/2042
Aconteça o que acontecer, o Boca Juniors não perde
Já são 19 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
A eliminatória está fechada e do lado certo. 2‑1 esta noite, um balneário que não vai descer durante dia e meio, e uma ronda seguinte em que ninguém pensou ainda.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Boca Juniors, e não vai ser retirado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Boca Juniors coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O Boca Juniors torna a sua casa um sítio difícil de visitar
30 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
4‑2 chega. A um jogo de tudo aquilo para que a época serviu — a maior manhã que um clube pode ter sem ter ganho nada, e que qualquer adepto assinaria já assim mesmo.
Vitória por 0‑0 sobre o Los Andes, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
Não há forma mais cruel de perder um jogo. O Boca Juniors marcou aos 99, o pontapé de saída mal chegou a acontecer, e a bancada visitante ainda estava de pé quando soou o apito.
Um desempate por grandes penalidades fica na memória pelo fim, e este acaba em Mario Pjaca: 1 travadas, e uma bancada que vai descrever cada uma delas nos próximos vinte anos.
A proposta do Levski por Tobías Andrada foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O Boca Juniors torna a sua casa um sítio difícil de visitar
28 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
3‑0 resolve, e um clube que passou uma época a ganhar o direito de jogar estes jogos ganhou um deles. Esta noite acabou a época de outro, que é a parte que ninguém menciona nos festejos.
361 jogos ao longo de 15 épocas e uma só camisola. Já ninguém constrói uma carreira assim de propósito; acontece a certo tipo de jogador em certo tipo de clube.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Boca Juniors podem fingir não ter ouvido.
Notas dos jogadores02/06/2042
Ricardo Moreno, 21 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.90
Um 7.90 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 21. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
A proposta ficou muito aquém e em Boca Juniors não precisaram de pensar muito. Ninguém neste negócio lê uma primeira recusa como um fim.
Jogo28/05/2042
Ninguém quer jogar contra o Boca Juniors neste momento
4 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
4‑0 resolve, e um clube que passou uma época a ganhar o direito de jogar estes jogos ganhou um deles. Esta noite acabou a época de outro, que é a parte que ninguém menciona nos festejos.
Milton Delgado esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Boca Juniors ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
2 golos em vinte minutos com Guapo no meio de tudo, e o Racing Club sem conseguir chegar à bola tempo suficiente para mudar seja o que for. Há jogos que se ganham antes da primeira bebida.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Boca Juniors, e não vai ser retirado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Boca Juniors coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Ninguém no Boca Juniors dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Matías Galarza, e o treinador deixou.
Plantel19/05/2042
Palavras no treino do Boca Juniors sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Tomás Báez está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
26 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
A série sem derrotas chega aos 14 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Aos 35 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.19 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Milton Delgado esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Michael Pearson será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Boca Juniors as despedidas começaram em silêncio.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 6 golos entre o Boca Juniors e o Estudiantes, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
Posição 1, 35 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
A série sem derrotas chega aos 13 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Florian Junuzovic será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Boca Juniors as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Boca Juniors coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Diego Tarzia e o Boca Juniors acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
O Boca Juniors torna a sua casa um sítio difícil de visitar
25 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Vitória por 4‑1 sobre o Maipú, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
A série sem derrotas chega aos 12 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
O mais difícil de ter 18 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. José Arias não precisou: 8.11, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.84 aos 36, e ninguém no campo esteve melhor.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Boca Juniors podem fingir não ter ouvido.
Milton Delgado esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Boca Juniors podem fingir não ter ouvido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Boca Juniors coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Ninguém no Boca Juniors dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Plantel21/04/2042
Bater Carlos Gomez tornou-se o trabalho mais difícil da divisão
8 jogos sem sofrer, e a contar. Os avançados costumavam acreditar aqui; agora rematam cedo demais, rematam ao lado, e procuram alguém a quem atribuir a culpa.
Plantel21/04/2042
Palavras no treino do Boca Juniors sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Tomás Báez está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Alan Velasco assinar alguma coisa — um contrato no Boca Juniors ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Em resumo
JogoPonto ganho ou dois perdidos para o Boca Juniors?
O Boca Juniors torna a sua casa um sítio difícil de visitar
23 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.42 aos 35, e ninguém no campo esteve melhor.
Lautaro Di Lollo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Boca Juniors ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Aleksandar Stančić. 1‑0 sobre o Vélez, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
19 vezes se meteu no caminho. Escreve-se sobre os centrais quando erram e ignoram-se quando não erram, por isso uma tarde destas tem de ser dita em voz alta: é ele a razão de o marcador dizer o que diz.
Posição 1, 27 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.23 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Boca Juniors ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Jogo05/04/2042
Ninguém quer jogar contra o Boca Juniors neste momento
4 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Boca Juniors ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Boca Juniors coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Jogo05/04/2042
Mais uma trazida de fora
4 seguidas na estrada para o Boca Juniors. Os autocarros saem cedo, chegam de noite a estádios pouco simpáticos, e voltam sempre com três pontos.
O Boca Juniors torna a sua casa um sítio difícil de visitar
22 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Notas dos jogadores31/03/2042
Uriel Valdez, 34 anos, faz recuar o relógio — 8.01
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.01 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Boca Juniors, e não vai ser retirado.
Lautaro Di Lollo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Guapo será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Boca Juniors as despedidas começaram em silêncio.
13 ações combinadas e 7.13. O trabalho dele aparece sob a forma de outros parecerem bons, e a única maneira fiável de o notar é ver o que acontece nas tardes em que ele falta.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Tobías Andrada, e o treinador deixou.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Em resumo
PlantelTomás Báez desentende-se com um colega por causa das exigências
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Boca Juniors pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Boca Juniors, e não vai ser retirado.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Boca Juniors coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Sergio Paz será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Boca Juniors as despedidas começaram em silêncio.
Jogo22/03/2042
Aconteça o que acontecer, o Boca Juniors não perde
Já são 6 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Christophe Bourgeois. 3‑1 sobre o Talleres, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Um desempate por grandes penalidades fica na memória pelo fim, e este acaba em Carlos Gomez: 2 travadas, e uma bancada que vai descrever cada uma delas nos próximos vinte anos.
Cabeceamentos, cortes, desarmes, interceções: 28 no total, e nem um golo às suas costas. Daquelas exibições que nunca entram nos melhores momentos e ganham jogos.
Aos 38 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.87 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Boca Juniors ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Milton Delgado esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Boca Juniors falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.15 aos 35, e ninguém no campo esteve melhor.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Boca Juniors ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Boca Juniors coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Jogo08/03/2042
Ninguém quer jogar contra o Boca Juniors neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Cristian Lucero. 3‑1 sobre o Aldosivi, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Ricardo Moreno e o Boca Juniors acertam mais 4 anos.
MercadoAndrés Romero colocado na lista de transferências
Notas dos jogadoresNinguém conseguiu chegar a Alan Velasco
814Edição
O Correio de Boca Juniors
03/03/2042
Do nosso correspondente de futebolOtimismo
Jogo01/03/2042
O Boca Juniors torna a sua casa um sítio difícil de visitar
19 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Boca Juniors falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Boca Juniors pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Aos 34 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.02 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Boca Juniors podem fingir não ter ouvido.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 9 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
1‑2 perante o nível do Universidad Catolica. Ninguém vai fingir que isto é um escândalo: a distância é real, é mensurável, e encurtá-la é um projeto e não uma palestra.
Há golos que ganham jogos e golos que os tiram a alguém. Valentino Luna marcou ao minuto 85, o Estudiantes já pensava na viagem de regresso, e o Boca Juniors levou tudo.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 33 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Boca Juniors podem fingir não ter ouvido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Boca Juniors coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Boca Juniors ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
18 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 42 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.98 aos 35, e ninguém no campo esteve melhor.
Milton Delgado esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Luka Guskov, e o treinador deixou.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Boca Juniors falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Boca Juniors coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Daniel Di María e o Boca Juniors acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
18 vezes se meteu no caminho. Escreve-se sobre os centrais quando erram e ignoram-se quando não erram, por isso uma tarde destas tem de ser dita em voz alta: é ele a razão de o marcador dizer o que diz.
A venda concretizou-se, o dinheiro veio com ela, e tudo o que alguém tinha planeado para a próxima época é agora provisório. Donos novos chegam sempre a prometer paciência.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 58 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
566 jogos ao longo de 17 épocas e uma só camisola. Já ninguém constrói uma carreira assim de propósito; acontece a certo tipo de jogador em certo tipo de clube.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Boca Juniors, e não vai ser retirado.
Milton Delgado esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Guapo será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Boca Juniors as despedidas começaram em silêncio.
O Boca Juniors mexeu-se antes que outro pudesse: novo contrato para Juan Pablo Arias, acertado em silêncio e anunciado em voz alta. As direções renovam com treinadores por muitas razões; a boa é aquela com que esta se parece.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Juan Giménez e o Boca Juniors acertam mais 2 anos.
9 miúdos sobem, e algures no edifício as pessoas que os treinaram aos doze anos estão a ter, em silêncio, a melhor manhã do seu ano de trabalho. Nada disto aparece num resultado, e é para isto que a formação existe.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 65 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Boca Juniors, e não vai ser retirado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Boca Juniors coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Boca Juniors ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Ninguém no Boca Juniors dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 74 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Boca Juniors pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Milton Delgado esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Sebastián Ortiz e o Boca Juniors acertam mais 4 anos.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Boca Juniors falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
A proposta do Atlético Tucumán por Luka Guskov foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Boca Juniors ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Boca Juniors coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alan Velasco lesiona os ligamentos do joelho — 19 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 19 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Boca Juniors falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Um prémio individual é coisa estranha num desporto de equipa, e os melhores não se discutem. Teve o tipo de ano que acaba com o seu nome lido em voz alta, e o Boca Juniors beneficiou disso.
363 jogos ao longo de 10 épocas e uma só camisola. Já ninguém constrói uma carreira assim de propósito; acontece a certo tipo de jogador em certo tipo de clube.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Boca Juniors a ouviu como outra coisa.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Boca Juniors ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
As regras permitem-no e dói na mesma. Guapo acertou condições com o Vélez para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
27 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Boca Juniors perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Boca Juniors falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Santino Galesio acabou de assinar pelo Boca Juniors e, por uma vez, a resposta importava.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Boca Juniors podem fingir não ter ouvido.
Lautaro Di Lollo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
34 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Boca Juniors perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
A proposta do Independiente Rivadavia por Maximiliano De Luca foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Boca Juniors coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Mais um nome na lista: o Banfield fez a pergunta que todo o futebol anda a fazer sobre Cristian Lucero. A resposta do Boca Juniors não mudou — para já.
Vai falar-se desta época nesta cidade durante muito tempo. A taça volta com o plantel, e o percurso já está combinado.
Plantel16/12/2041
Alan Velasco lesiona os ligamentos do joelho — 44 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 44 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os jogos da taça esperam que alguém os agarre, e Florian Junuzovic agarrou este contra o River Plate. 3‑1 no fim, e no sorteio da próxima ronda está o nome do Boca Juniors.
Posição 1, 38 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
2‑4 frente ao Millonarios. O futebol continental não perdoa aquilo que uma liga interna deixa passar, e esta foi uma noite passada a descobrir quais dessas coisas o clube ainda arrasta.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Aleksandar Stančić acabou de assinar pelo Boca Juniors e, por uma vez, a resposta importava.
Há futebolistas que fazem uma boa temporada e futebolistas por quem uma temporada é recordada; aos segundos leem-lhes o nome num salão no verão. No Boca Juniors estarão discretamente encantados e, em privado, nervosos.
Há golos, e depois há golos àquele adversário em concreto. Os adeptos do Boca Juniors têm um ano de conversa garantida e sabem muito bem de quem é o nome.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
52 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Boca Juniors perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Boca Juniors coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Maximiliano Duarte acabou de assinar pelo Boca Juniors e, por uma vez, a resposta importava.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Uriel Valdez e o Boca Juniors acertam mais 2 anos.
59 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Boca Juniors perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
4‑1 resolve, e um clube que passou uma época a ganhar o direito de jogar estes jogos ganhou um deles. Esta noite acabou a época de outro, que é a parte que ninguém menciona nos festejos.
0‑0 frente ao Melgar, sob os holofotes, contra gente que não fala a mesma língua que a bancada. É nestas noites que um clube mede a sua década, e nunca são tantas quantas se espera.
17 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 7 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Boca Juniors, e não vai ser retirado.
2‑1 chega. A um jogo de tudo aquilo para que a época serviu — a maior manhã que um clube pode ter sem ter ganho nada, e que qualquer adepto assinaria já assim mesmo.
68 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Boca Juniors perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Jogo20/11/2041
Ninguém quer jogar contra o Boca Juniors neste momento
10 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Florian Junuzovic produziu-o, e o 8.91 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Há golos que ganham jogos e golos que os tiram a alguém. Florian Junuzovic marcou ao minuto 86, o San Lorenzo já pensava na viagem de regresso, e o Boca Juniors levou tudo.
15 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Boca Juniors coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Em resumo
Notas dos jogadoresNinguém conseguiu chegar a Cristian Lucero
77 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Boca Juniors perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
5‑1 resolve, e um clube que passou uma época a ganhar o direito de jogar estes jogos ganhou um deles. Esta noite acabou a época de outro, que é a parte que ninguém menciona nos festejos.
Jogo13/11/2041
Ninguém quer jogar contra o Boca Juniors neste momento
9 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Boca Juniors pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.16 aos 37, e ninguém no campo esteve melhor.
Lautaro Di Lollo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alan Velasco lesiona os ligamentos do joelho — 85 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 85 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
A eliminatória está fechada e do lado certo. 3‑0 esta noite, um balneário que não vai descer durante dia e meio, e uma ronda seguinte em que ninguém pensou ainda.
1‑0 frente ao Audax Italiano, sob os holofotes, contra gente que não fala a mesma língua que a bancada. É nestas noites que um clube mede a sua década, e nunca são tantas quantas se espera.
O mais difícil de ter 20 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Roberto Varela não precisou: 7.92, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
13 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Boca Juniors coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Boca Juniors pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Um médio mede-se por saber se a equipa funciona quando ele está em campo, algo quase impossível de ver e completamente óbvio em retrospetiva. 13 ações, 7.24, e um treinador que não o vai substituir tão cedo.
93 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Boca Juniors perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
268 jogos ao longo de 14 épocas e uma só camisola. Já ninguém constrói uma carreira assim de propósito; acontece a certo tipo de jogador em certo tipo de clube.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Boca Juniors ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Lautaro Di Lollo e o Boca Juniors acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Lautaro Di Lollo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A direcção pôs dinheiro em cima da mesa em vez de uma palavra de incentivo. O que lhe acontece a partir de agora é problema de outro, e trabalho de outro.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Alan Velasco. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
102 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Boca Juniors perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Vitória por 2‑1 sobre o Racing Club, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 8 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 18 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Cristian Lucero produziu-o, e o 8.30 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Jogo26/10/2041
Ninguém quer jogar contra o Boca Juniors neste momento
6 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Aos 36 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.12 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Andrés Romero será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Boca Juniors as despedidas começaram em silêncio.
109 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Boca Juniors perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Boca Juniors falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Lautaro Di Lollo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em Boca Juniors já falam dele no passado.
Jogo19/10/2041
Ninguém quer jogar contra o Boca Juniors neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Alan Velasco lesiona os ligamentos do joelho — 117 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 117 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Boca Juniors falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 7 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Boca Juniors coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Lautaro Di Lollo. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
13 ações defensivas e uma baliza a zero no fim delas. A tarde de um defesa só se pode contar pelo que não aconteceu, e é por isso que ninguém faz um resumo com ela e qualquer treinador da divisão a assinava.
Aconteça o que acontecer, o Boca Juniors não perde
Já são 15 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
0‑0 frente ao Millonarios, sob os holofotes, contra gente que não fala a mesma língua que a bancada. É nestas noites que um clube mede a sua década, e nunca são tantas quantas se espera.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 43 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 7 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Luka Guskov será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Boca Juniors as despedidas começaram em silêncio.
Aos 34 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.00 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Boca Juniors ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Lautaro Di Lollo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Em resumo
JogoO Boca Juniors torna a sua casa um sítio difícil de visitar
A série sem derrotas chega aos 13 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 52 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Boca Juniors ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Boca Juniors coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguns jogos decidem-se num instante; este decidiu-se num homem. 7.87 na ficha, e os adeptos do Boca Juniors saíram a repetir um nome.
Plantel30/09/2041
Milton Delgado tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Boca Juniors dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Manuel Tucker, e o treinador deixou.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 61 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Florian Junuzovic produziu-o, e o 9.02 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Dois golos e um 8.27 a acompanhar. Os avançados são julgados por tardes como esta e recordados por muito menos delas do que se imagina.
Jogo21/09/2041
Ninguém quer jogar contra o Boca Juniors neste momento
5 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Lautaro Di Lollo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Boca Juniors ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
O Newell's Old Boys está fora e o Boca Juniors segue em frente, com um 4‑0 como palavra final. O quadro abre-se um pouco, e toda a gente se permite espreitá-lo.
Dois golos e um 9.44 a acompanhar. Os avançados são julgados por tardes como esta e recordados por muito menos delas do que se imagina.
Notas dos jogadores16/09/2041
Alan Velasco, 39 anos, faz recuar o relógio — 7.89
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.89 aos 39, e ninguém no campo esteve melhor.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Boca Juniors coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Disseram-me coisas antes de eu assinar. Não as vou repetir, mas lembro-me de todas.» Boca Juniors nada responderam, o que também é uma resposta.
Jogo14/09/2041
Ninguém quer jogar contra o Boca Juniors neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
22 vezes se meteu no caminho. Escreve-se sobre os centrais quando erram e ignoram-se quando não erram, por isso uma tarde destas tem de ser dita em voz alta: é ele a razão de o marcador dizer o que diz.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Luka Guskov será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Boca Juniors as despedidas começaram em silêncio.
Aos 37 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.34 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Milton Delgado e o Boca Juniors acertam mais 2 anos.
A série sem derrotas chega aos 8 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Milton Delgado esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
22 vezes se meteu no caminho. Escreve-se sobre os centrais quando erram e ignoram-se quando não erram, por isso uma tarde destas tem de ser dita em voz alta: é ele a razão de o marcador dizer o que diz.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
Notas dos jogadoresUma tarde de defesa para Tobías Andrada
788Edição
O Correio de Boca Juniors
02/09/2041
Do nosso correspondente de futebolOtimismo
Notas dos jogadores02/09/2041
Alan Velasco, 39 anos, faz recuar o relógio — 7.95
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.95 aos 39, e ninguém no campo esteve melhor.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Andrés Romero será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Boca Juniors as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Boca Juniors coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A série sem derrotas chega aos 7 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
A direção respondeu com dinheiro em vez de incentivo, que é a única resposta que um treinador quer ouvir. Gastá-lo bem passa a ser problema exclusivamente dele.
Plantel02/09/2041
Milton Delgado tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Boca Juniors dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Quatro ou cinco jornadas de regularidade, medidas contra todos os da divisão que fazem o seu trabalho. Alan Velasco sai dessa comparação dentro da equipa, e o Boca Juniors beneficiou de cada uma dessas tardes.
Ninguém quer jogar contra o Boca Juniors neste momento
6 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Aos 34 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.90 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Milton Delgado esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Boca Juniors ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
O Godoy Cruz obrigou o Boca Juniors a suar, mas no fim o marcador dizia 1‑0 e a tabela não pergunta como.
Plantel26/08/2041
Uma lesão muscular afasta Tomás Villalba durante 16 dias
Ninguém faz um documentário sobre um isquiotibial e toda a gente nisto o teme. No Boca Juniors vão ter cuidado com a data de regresso, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
A única versão de ficar de fora contra a qual um jogador não pode argumentar, e a que pior aceita. Outro tem estado melhor e a ficha de jogo di-lo, em público, todas as semanas até mudar.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 8 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.30 aos 37, e ninguém no campo esteve melhor.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Boca Juniors coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Aos 33 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.89 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Lautaro Di Lollo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
17 ações defensivas e uma baliza a zero no fim delas. A tarde de um defesa só se pode contar pelo que não aconteceu, e é por isso que ninguém faz um resumo com ela e qualquer treinador da divisão a assinava.
Cabeceamentos, cortes, desarmes, interceções: 17 no total, e nem um golo às suas costas. Daquelas exibições que nunca entram nos melhores momentos e ganham jogos.
O Tigre vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Boca Juniors foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Aos 34 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.01 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Boca Juniors ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
«Nunca quis estar noutro sítio. Ainda há trabalho por acabar aqui.» Jabes Saralegui compromete-se com o Boca Juniors por mais 2 anos.
Jogo03/08/2041
Ninguém quer jogar contra o Boca Juniors neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
A proposta ficou longe e foi recusada quase sem discussão. Se a segunda for recusada com a mesma rapidez já é outra conversa.
Notas dos jogadores29/07/2041
Uriel Valdez, 34 anos, faz recuar o relógio — 7.95
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.95 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
Lautaro Di Lollo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Lucas Villalba será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Boca Juniors as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Boca Juniors coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Luka Guskov, e o treinador deixou.
Toda a gente deixou de fingir: o Tigre vai fazer a chamada por Andrés Romero esta semana. O Boca Juniors tem um número em mente, e o número não é tímido.
Plantel22/07/2041
Milton Delgado tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Boca Juniors dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do Boca Juniors sobre quem trabalha
A proposta do Rosario Central por Cristian Lucero foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Lautaro Di Lollo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel15/07/2041
Uma transferência que Enzo Romero teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Enzo Romero está a viver essa versão no Boca Juniors, e costuma notar-se no primeiro mês.
Toda a gente deixou de fingir: o Aldosivi vai fazer a chamada por Nahuel Arias esta semana. O Boca Juniors tem um número em mente, e o número não é tímido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Boca Juniors podem fingir não ter ouvido.
A proposta do Banfield por Pablo Solari foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Boca Juniors coisas que levam mais de uma semana a retirar.
341 jogos ao longo de 14 épocas e uma só camisola. Já ninguém constrói uma carreira assim de propósito; acontece a certo tipo de jogador em certo tipo de clube.
A proposta do Mamelodi Sundowns por Christophe Bourgeois foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Lautaro Di Lollo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A proposta do Tigre por Nahuel Arias foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Boca Juniors podem fingir não ter ouvido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Boca Juniors coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Matías Galarza desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
1‑2, e uma época que chegou a maio acabou em quinze dias. É isto um playoff: nove meses de trabalho decididos por duas noites, e quem o desenhou não estava a pensar no balneário derrotado.
A proposta do Atlético Tucumán por Luka Guskov foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Isto não é profundidade de plantel e ninguém finge que seja. Pagaram-se $4.0M porque Carlos Gomez é simplesmente melhor do que o que já cá estava, e o clube decidiu deixar de esperar.
Plantel17/06/2041
Carlos Gomez consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Carlos Gomez acabou de assinar pelo Boca Juniors e, por uma vez, a resposta importava.
Lautaro Di Lollo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Toda a gente deixou de fingir: o Aldosivi vai fazer a chamada por Nahuel Arias esta semana. O Boca Juniors tem um número em mente, e o número não é tímido.
Mais um nome na lista: o Maipú fez a pergunta que todo o futebol anda a fazer sobre Cristian Rodríguez. A resposta do Boca Juniors não mudou — para já.
Passado o Talleres e rumo à final. Um clube pode passar uma geração sem um dia destes e depois ter dois em quatro anos, e ninguém sabe de antemão que tipo de clube é.
O painel já tinha subido, os protestos já tinham começado, e então a bola entrou ao minuto 99. O Talleres vai rever cada segundo do tempo extra durante uma semana.
Minuto 105. Ezequiel Di María encontrou a finalização num tempo que só existia por causa das paragens anteriores, e o Central Norte passou do ponto ao nada num só movimento.
Aos 38 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.02 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Boca Juniors coisas que levam mais de uma semana a retirar.
2‑1 resolve, e um clube que passou uma época a ganhar o direito de jogar estes jogos ganhou um deles. Esta noite acabou a época de outro, que é a parte que ninguém menciona nos festejos.
Jogo29/05/2041
Manuel Tucker ganha-o quando o apito já devia ter soado
Minuto 97. Manuel Tucker encontrou a finalização num tempo que só existia por causa das paragens anteriores, e o San Lorenzo passou do ponto ao nada num só movimento.
Posição 2, 29 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Jogo29/05/2041
Ninguém quer jogar contra o Boca Juniors neste momento
7 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
181 jogos ao longo de 14 épocas e uma só camisola. Já ninguém constrói uma carreira assim de propósito; acontece a certo tipo de jogador em certo tipo de clube.
A proposta do AZ por Tobías Andrada foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.95 aos 36, e ninguém no campo esteve melhor.
4‑0 resolve, e um clube que passou uma época a ganhar o direito de jogar estes jogos ganhou um deles. Esta noite acabou a época de outro, que é a parte que ninguém menciona nos festejos.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Florian Junuzovic produziu-o, e o 8.86 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
A dinâmica não se compra e perde-se depressa; neste momento o Boca Juniors tem 6 vitórias seguidas dela.
Notas dos jogadores27/05/2041
Roberto Varela, 20 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.64
Um 7.64 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 20. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Boca Juniors coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Aos 20 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Ações defensivas: 16. Chegou primeiro a tudo e tarde a nada, e por isso o guarda-redes teve um dia tranquilo.
Plantel27/05/2041
Jabes Saralegui tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Boca Juniors dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do Boca Juniors sobre quem trabalha
Lautaro Di Lollo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Plantel20/05/2041
Tomás Báez desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Christophe Bourgeois produziu-o, e o 8.93 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Boca Juniors ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Jogo11/05/2041
Ninguém quer jogar contra o Boca Juniors neste momento
5 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Boca Juniors coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Boca Juniors disse a Luka Guskov que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
Plantel13/05/2041
Milton Delgado tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Boca Juniors dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Boca Juniors sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Em resumo
Notas dos jogadoresNinguém conseguiu chegar a Jabes Saralegui
DireçãoA formação do Boca Juniors continua a produzir
Aos 37 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.24 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Jogo04/05/2041
Ninguém quer jogar contra o Boca Juniors neste momento
4 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Lautaro Di Lollo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Boca Juniors ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Uriel Valdez e o Boca Juniors acertam mais 2 anos.
Os jogos da taça esperam que alguém os agarre, e Michael Pearson agarrou este contra o Maipú. 2‑0 no fim, e no sorteio da próxima ronda está o nome do Boca Juniors.
Jogo27/04/2041
Alan Velasco ganha-o quando o apito já devia ter soado
Minuto 90. Alan Velasco encontrou a finalização num tempo que só existia por causa das paragens anteriores, e o Lanús passou do ponto ao nada num só movimento.
Notas dos jogadores29/04/2041
Owen Pereira, 33 anos, faz recuar o relógio — 8.07
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.07 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
Milton Delgado esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Alan Velasco. 3‑2 sobre o Lanús, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 20 anos que sente como seu. Roberto Varela tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
2‑2 frente ao Universidad Catolica, sob os holofotes, contra gente que não fala a mesma língua que a bancada. É nestas noites que um clube mede a sua década, e nunca são tantas quantas se espera.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Boca Juniors pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Boca Juniors coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Jogo20/04/2041
Aconteça o que acontecer, o Boca Juniors não perde
Já são 8 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Um 2‑1 sobre o Newell's Old Boys, conquistado e não oferecido, e o tipo de tarde que manda toda a gente para casa a falar da próxima semana em vez desta.
2 golos antes de o estádio acabar de chegar. O Newell's Old Boys passou o resto da tarde a jogar um jogo já decidido, e toda a gente nas bancadas sabia disso.
Colete de aquecimento, noventa minutos a ver, e um aperto de mão no fim que não enganou ninguém. Os jogos grandes dizem em quem o treinador confia; este disse-o a Luka Guskov.
Em resumo
Notas dos jogadoresPablo Solari falha aos onze metros
PlantelLautaro Di Lollo tornou-se um homem de confiança do treinador
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Nahuel Arias será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Boca Juniors as despedidas começaram em silêncio.
Notas dos jogadores15/04/2041
Uriel Valdez, 34 anos, faz recuar o relógio — 8.03
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.03 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
Milton Delgado esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
8 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Boca Juniors e do Universidad Catolica por igual; os restantes divertiram-se imenso.
483 jogos ao longo de 17 épocas e uma só camisola. Já ninguém constrói uma carreira assim de propósito; acontece a certo tipo de jogador em certo tipo de clube.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Boca Juniors coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Ezequiel Navarro será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Boca Juniors as despedidas começaram em silêncio.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Matías Galarza e o Boca Juniors acertam mais 2 anos.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Luka Guskov, e o treinador deixou.
482 jogos ao longo de 17 épocas e uma só camisola. Já ninguém constrói uma carreira assim de propósito; acontece a certo tipo de jogador em certo tipo de clube.
Aos 37 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.86 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Boca Juniors a ouviu como outra coisa.
Lautaro Di Lollo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Lautaro Di Lollo. 1‑0 sobre o Almirante Brown, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Jack Ross, e o treinador deixou.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Pablo Solari tem a sua resposta do Boca Juniors; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Há golos que ganham jogos e golos que os tiram a alguém. Uriel Valdez marcou ao minuto 85, o Estudiantes já pensava na viagem de regresso, e o Boca Juniors levou tudo.
Aos 38 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.21 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Boca Juniors ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Boca Juniors coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Nahuel Arias será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Boca Juniors as despedidas começaram em silêncio.
Lautaro Di Lollo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Plantel18/03/2041
Tomás Báez desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Aqui não há queixa possível e todos os envolvidos sabem, o que não encurta o caminho até ao banco. A forma é a única moeda do futebol sobre a qual não se pode pedir emprestado.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Lautaro Di Lollo assinar alguma coisa — um contrato no Boca Juniors ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
22 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Boca Juniors perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Aos 37 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.41 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Boca Juniors coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Ezequiel Navarro será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Boca Juniors as despedidas começaram em silêncio.
Jogo09/03/2041
Ninguém quer jogar contra o Boca Juniors neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
18 vezes se meteu no caminho. Escreve-se sobre os centrais quando erram e ignoram-se quando não erram, por isso uma tarde destas tem de ser dita em voz alta: é ele a razão de o marcador dizer o que diz.
Ninguém no Boca Juniors dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Em resumo
MercadoA conversa sobre Luka Guskov não desaparece
Notas dos jogadoresNinguém conseguiu chegar a Uriel Valdez
A série sem derrotas chega aos 22 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Plantel04/03/2041
Luka Guskov lesiona os ligamentos do joelho — 30 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 30 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
1‑0 frente ao Estudiantes, e uma exibição que será descrita durante o resto da época a quem não esteve lá. Maximiliano De Luca está no centro dessa descrição.
Jogo02/03/2041
O Boca Juniors torna a sua casa um sítio difícil de visitar
17 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Noventa minutos de muito pouco e depois tudo de uma vez. O golo chegou aos 89, e o Aldosivi passou o resto do jogo a reclamar com o árbitro em vez de perseguir a bola.
Aos 37 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.20 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Lautaro Di Lollo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Diego Tarzia e o Boca Juniors acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
A série sem derrotas chega aos 20 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Boca Juniors coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Ações defensivas: 16, e a baliza a zero no final. As melhores tardes de um central parecem não ter nada dentro, e é exatamente esse o ponto.
Plantel25/02/2041
Milton Delgado tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Boca Juniors dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Em resumo
MercadoA conversa sobre Alan Velasco não desaparece
JogoPonto ganho ou dois perdidos para o Boca Juniors?
DireçãoA formação do Boca Juniors continua a produzir
760Edição
O Correio de Boca Juniors
18/02/2041
Do nosso correspondente de futebolOtimismo
Jogo16/02/2041
Aconteça o que acontecer, o Boca Juniors não perde
Já são 19 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
«Disseram-me qual seria o meu papel e assinei por causa disso. Não aconteceu.» Uma queixa com data marcada é a mais difícil de resolver.
Jogo16/02/2041
O Boca Juniors torna a sua casa um sítio difícil de visitar
15 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Nahuel Arias será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Boca Juniors as despedidas começaram em silêncio.
Milton Delgado esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Avaliado com 7.77. Pergunte a qualquer pessoa à saída do estádio o que decidiu aquilo e receberá um nome, que é o único prémio que alguma vez contou a sério.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Aconteça o que acontecer, o Boca Juniors não perde
Já são 18 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Jogo09/02/2041
O Boca Juniors torna a sua casa um sítio difícil de visitar
14 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Aos 36 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.89 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Boca Juniors coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Ezequiel Navarro será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Boca Juniors as despedidas começaram em silêncio.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Owen Pereira e o Boca Juniors acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Notas dos jogadores11/02/2041
Alan Velasco fez o trabalho que ninguém conta — 6.50
9 ações combinadas e 6.50. O trabalho dele aparece sob a forma de outros parecerem bons, e a única maneira fiável de o notar é ver o que acontece nas tardes em que ele falta.
Ninguém no Boca Juniors dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Milton Delgado e o Boca Juniors acertam mais 2 anos.
Lautaro Di Lollo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O Boca Juniors mexeu-se antes que outro pudesse: novo contrato para Juan Pablo Arias, acertado em silêncio e anunciado em voz alta. As direções renovam com treinadores por muitas razões; a boa é aquela com que esta se parece.
11 miúdos sobem, e algures no edifício as pessoas que os treinaram aos doze anos estão a ter, em silêncio, a melhor manhã do seu ano de trabalho. Nada disto aparece num resultado, e é para isto que a formação existe.
A formação existe exatamente para esta manhã. Felipe Lombardi passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Agustín Suárez está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Franco Ponce está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Fernando Moretti está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Direção04/02/2041
O estádio vai crescer
Os planos estão aprovados para uma lotação de 88692. Decisões destas julgam-se vinte anos depois, por gente que não estava na sala.
Em resumo
DireçãoO Boca Juniors liberta $5.0M para o treinador
PlantelAlan Velasco tornou-se um homem de confiança do treinador
PlantelTomás Báez desentende-se com um colega por causa das exigências
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Boca Juniors pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Boca Juniors coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
Plantel28/01/2041
Milton Delgado tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Boca Juniors dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Boca Juniors sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Boca Juniors ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Milton Delgado esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Boca Juniors, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Boca Juniors coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
A proposta do Sarmiento por Luka Guskov foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Há futebolistas que fazem uma boa temporada e futebolistas por quem uma temporada é recordada; aos segundos leem-lhes o nome num salão no verão. No Boca Juniors estarão discretamente encantados e, em privado, nervosos.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Boca Juniors pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Boca Juniors podem fingir não ter ouvido.
336 jogos ao longo de 13 épocas e uma só camisola. Já ninguém constrói uma carreira assim de propósito; acontece a certo tipo de jogador em certo tipo de clube.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Boca Juniors a ouviu como outra coisa.
Mercado07/01/2041
Tão perto: a transferência de Duje Slatina morre em cima da hora
O valor estava acertado e o voo já tinha sido visto — e então o telefone deixou de tocar. O Independiente seguiu em frente, Duje Slatina apresenta-se de volta no Boca Juniors, e todos fingem que segunda-feira é só uma segunda-feira.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Jabes Saralegui e o Boca Juniors acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
A direcção pôs dinheiro em cima da mesa em vez de uma palavra de incentivo. O que lhe acontece a partir de agora é problema de outro, e trabalho de outro.
Em resumo
DireçãoA formação do Boca Juniors continua a produzir
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Boca Juniors podem fingir não ter ouvido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Boca Juniors coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Em resumo
PlantelUma transferência que Angel De La Cruz teria feito de graça
PlantelPalavras no treino do Boca Juniors sobre quem trabalha
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 14 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Boca Juniors, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Nahuel Arias será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Boca Juniors as despedidas começaram em silêncio.
O telefone voltou a tocar por causa de Luka Guskov, e desta vez do outro lado está o Sarmiento. No Boca Juniors ouvem com educação e não prometem nada.
É esta a época com que a cidade vai medir as vinte seguintes. O troféu viaja para casa com o plantel, e o percurso pelas ruas está combinado há dias.
Jogo12/12/2040
Ninguém quer jogar contra o Boca Juniors neste momento
10 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Vitória por 2‑1 sobre o Estudiantes, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 23 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Um prémio individual é coisa estranha num desporto de equipa, e os melhores não se discutem. Teve o tipo de ano que acaba com o seu nome lido em voz alta, e o Boca Juniors beneficiou disso.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Boca Juniors falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Lautaro Di Lollo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Boca Juniors, e não vai ser retirado.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em Boca Juniors já falam dele no passado.
Plantel10/12/2040
Uma transferência que Luca Raffin teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Luca Raffin está a viver essa versão no Boca Juniors, e costuma notar-se no primeiro mês.
A eliminatória está fechada e do lado certo. 2‑0 esta noite, um balneário que não vai descer durante dia e meio, e uma ronda seguinte em que ninguém pensou ainda.
2‑0 frente ao Ayacucho, e uma exibição que será descrita durante o resto da época a quem não esteve lá. Rodrigo Bacidalupe está no centro dessa descrição.
Jogo28/11/2040
Ninguém quer jogar contra o Boca Juniors neste momento
8 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 39 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Rodrigo Bacidalupe produziu-o, e o 8.77 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Florian Junuzovic produziu-o, e o 8.72 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 7 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Passado o River Plate e rumo à final. Um clube pode passar uma geração sem um dia destes e depois ter dois em quatro anos, e ninguém sabe de antemão que tipo de clube é.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 48 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Jogo21/11/2040
Ninguém quer jogar contra o Boca Juniors neste momento
6 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Boca Juniors ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Boca Juniors pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Lautaro Di Lollo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Boca Juniors podem fingir não ter ouvido.
Há golos, e depois há golos àquele adversário em concreto. Os adeptos do Boca Juniors têm um ano de conversa garantida e sabem muito bem de quem é o nome.