1‑0 na noite, e a eliminatória é deles. A época de outros acabou nos mesmos noventa minutos, o que os festejos no Boca Juniors têm todo o direito de ignorar.
3‑0. É por noites destas que os clubes passam décadas a tentar qualificar-se para esta competição, e elas chegam talvez duas vezes nesse período. Quem esteve no estádio vai descrevê-la mal durante anos.
54 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Boca Juniors perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Não há forma mais cruel de perder um jogo. O Boca Juniors marcou aos 115, o pontapé de saída mal chegou a acontecer, e a bancada visitante ainda estava de pé quando soou o apito.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.01 aos 35, e ninguém no campo esteve melhor.
2‑1 na noite, e a eliminatória é deles. A época de outros acabou nos mesmos noventa minutos, o que os festejos no Boca Juniors têm todo o direito de ignorar.
62 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Boca Juniors perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.98 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Boca Juniors coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Matías Otero será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Boca Juniors as despedidas começaram em silêncio.
Plantel22/11/2032
Palavras no treino do Boca Juniors sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Dominik Greif está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O bancoJonathan David tornou-se um homem de confiança do treinador
O bancoA vista do banco
329Edição
O Correio de Boca Juniors
15/11/2032
Do nosso correspondente de futebolOtimismo
Plantel15/11/2032
Joaquín Vázquez lesiona os ligamentos do joelho — 69 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 69 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Lautaro Martínez esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Boca Juniors ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Boca Juniors a ouviu como outra coisa.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Igor Paixão estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Tomás Medina tem a sua resposta do Boca Juniors; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
61 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
78 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Boca Juniors perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
2‑1 frente ao Alianza Lima, sob os holofotes, contra gente que não fala a mesma língua que a bancada. É nestas noites que um clube mede a sua década, e nunca são tantas quantas se espera.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Boca Juniors ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Nada assinado, nada desmentido, e muita gente de repente muito cuidadosa com as palavras. Quem já viveu uma destas sabe que a parte silenciosa dura meses.
Aos 35 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.39 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Uma média de 7.48 na época, com 16 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Boca Juniors podem fingir não ter ouvido.
Lautaro Martínez e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
25 golos e uma média de 7.74 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
86 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Boca Juniors perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Dribles concretizados: 32. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Jogo30/10/2032
Ninguém quer jogar contra o Boca Juniors neste momento
6 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Boca Juniors ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.91 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
4‑2 frente ao Alianza Lima, sob os holofotes, contra gente que não fala a mesma língua que a bancada. É nestas noites que um clube mede a sua década, e nunca são tantas quantas se espera.
23 golos e uma média de 7.77 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
O Lanús vai querer esquecer isto depressa: 5‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Boca Juniors foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Já são 4 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Boca Juniors coisas que levam mais de uma semana a retirar.
PlantelIgor Paixão desentende-se com um colega por causa das exigências
325Edição
O Correio de Boca Juniors
18/10/2032
Do nosso correspondente de futebolOtimismo
Jogo16/10/2032
O Boca Juniors torna a sua casa um sítio difícil de visitar
58 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
A série sem derrotas chega aos 46 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
18 golos e uma média de 7.75 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Lautaro Martínez esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em Boca Juniors já falam dele no passado.
Plantel18/10/2032
Palavras no treino do Boca Juniors sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Dominik Greif está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Rodrigo Bentancur e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Dominik Greif estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Lucas Ferreira, e o treinador deixou.
Faltam 9 meses e lá de cima só silêncio — sem proposta, sem conversas, nada a que os representantes possam responder. Os clubes que deixam o calendário negociar por eles acabam quase sempre a negociar com o calendário.
EmprestadosO empréstimo de Fabricio Iacovich mede-se pelo que não acontece
EmprestadosO empréstimo de Juan Pablo Insúa mede-se pelo que não acontece
323Edição
O Correio de Boca Juniors
04/10/2032
Do nosso correspondente de futebolOtimismo
Jogo02/10/2032
O Boca Juniors torna a sua casa um sítio difícil de visitar
57 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.35 aos 35, e ninguém no campo esteve melhor.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Boca Juniors a ouviu como outra coisa.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Boca Juniors ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
A série sem derrotas chega aos 43 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Posição 2, 25 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Jonathan David produziu-o, e o 8.55 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Uma média de 7.45 na época, com 15 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Boca Juniors coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Boca Juniors ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Plantel27/09/2032
Palavras no treino do Boca Juniors sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Dominik Greif está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
55 jogos sem derrota aqui. A cada treinador visitante perguntam-lhe por isso na semana anterior, que é exatamente a razão por que a série continua.
Jogo18/09/2032
Aconteça o que acontecer, o Boca Juniors não perde
Já são 42 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
4‑0 frente ao Deportivo Tachira, e uma exibição que vai mudar a forma como o resto da competição fala deste clube. No futebol continental as reputações constroem-se em noites soltas, e esta foi uma.
Uma média de 7.70 na época, com 16 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Lautaro Martínez esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Gustavo Romero será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Boca Juniors as despedidas começaram em silêncio.
Dribles concretizados: 24. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Em resumo
PlantelUma zanga por causa do esforço no Boca Juniors
54 jogos sem derrota aqui. A cada treinador visitante perguntam-lhe por isso na semana anterior, que é exatamente a razão por que a série continua.
Jogo11/09/2032
Aconteça o que acontecer, o Boca Juniors não perde
Já são 40 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Um desempate por grandes penalidades fica na memória pelo fim, e este acaba em Dominik Greif: 3 travadas, e uma bancada que vai descrever cada uma delas nos próximos vinte anos.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Álvaro Rodríguez será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Boca Juniors as despedidas começaram em silêncio.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Luis Palma será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Boca Juniors as despedidas começaram em silêncio.
Lautaro Martínez e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel06/09/2032
Dominik Greif desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O treinador reorganizou as ideias e Igor Paixão saiu delas mais abaixo. Vão dizer-lhe que é temporário, e os jogadores que já ouviram isso antes vão desviar o olhar.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Lautaro Martínez está nela.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Plantel06/09/2032
Demasiada mudança demasiado depressa no Boca Juniors
6 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Boca Juniors pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Boca Juniors coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Boca Juniors ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Martín Zubimendi estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Igor Paixão. 2‑0 sobre o Instituto, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Jogo28/08/2032
Mais uma trazida de fora
3 seguidas na estrada para o Boca Juniors. Os autocarros saem cedo, chegam de noite a estádios pouco simpáticos, e voltam sempre com três pontos.
Notas dos jogadores30/08/2032
Igor Paixão jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.45. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
Em resumo
Notas dos jogadoresNoventa minutos de Jabes Saralegui no seu melhor
Plantel6 jogadores do Boca Juniors ao serviço das seleções
EmprestadosOs golos continuam a chegar do exílio de Fabrizio Sartori
317Edição
O Correio de Boca Juniors
23/08/2032
Do nosso correspondente de futebolTriunfo
Jogo21/08/2032
O Boca Juniors torna a sua casa um sítio difícil de visitar
52 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Jogo21/08/2032
Ninguém quer jogar contra o Boca Juniors neste momento
12 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
14 golos e uma média de 7.65 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Isaac James será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Boca Juniors as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Boca Juniors coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Em resumo
PlantelUma zanga por causa do esforço no Boca Juniors
Mais um nome na lista: o RB Leipzig fez a pergunta que todo o futebol anda a fazer sobre Jonathan David. A resposta do Boca Juniors não mudou — para já.
Lautaro Martínez e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel16/08/2032
Igor Paixão desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O Boca Juniors torna a sua casa um sítio difícil de visitar
51 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
O San Martín SJ vai querer esquecer isto depressa: 4‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Boca Juniors foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Quilmes tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Boca Juniors ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Boca Juniors pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Jonathan David e o Boca Juniors acertam mais 2 anos.
12 golos e uma média de 7.59 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Já são 9 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Boca Juniors, e não vai ser retirado.
Uma média de 7.71 na época, com 22 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Verba acordada, salário acordado, e o Nacional à espera com uma camisola. No Boca Juniors ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Boca Juniors coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do Boca Juniors sobre quem trabalha
O Boca Juniors torna a sua casa um sítio difícil de visitar
50 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Boca Juniors perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Vitória por 1‑0 sobre o Barracas Central, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
Jogo24/07/2032
Ninguém quer jogar contra o Boca Juniors neste momento
8 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Uma média de 7.66 na época, com 20 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
Em resumo
Notas dos jogadoresFacundo Medina dos velhos tempos — 7.92
DireçãoO prazo passa com 6 contratações e 9 saídas
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o Real Madrid fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Sevilla fica com o seu homem, e o Boca Juniors volta a uma lista com um nome riscado.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Boca Juniors perdeu-o em tudo menos nos papéis.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Boca Juniors, e não vai ser retirado.
O River Plate aceitou o dinheiro. O que o Boca Juniors ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Flabián Londoño está a viver essa versão no Boca Juniors, e costuma notar-se no primeiro mês.
O Real Madrid aceitou o dinheiro. O que o Boca Juniors ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Atlético Madrid fica com o seu homem, e o Boca Juniors volta a uma lista com um nome riscado.
Verba acordada, salário acordado, e o Gimnasia La Plata à espera com uma camisola. No Boca Juniors ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O La Equidad tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Boca Juniors a ouviu como outra coisa.
Lautaro Martínez e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O Boca Juniors ofereceu $93.0K; o Independiente disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Em resumo
PlantelIgor Paixão desentende-se com um colega por causa das exigências
Verba acordada, salário acordado, e o Vélez à espera com uma camisola. No Boca Juniors ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
A proposta do Estudiantes por Rodrigo Bentancur foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Boca Juniors, e não vai ser retirado.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Rodrigo Bentancur e o Boca Juniors acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Rodrigo Bentancur esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
As regras permitem-no e dói na mesma. Sebastián Otero acertou condições com o Maipú para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
O Boca Juniors ofereceu $260.0K; o Unión de Santa Fe disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Plantel05/07/2032
Dominik Greif desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Em resumo
Alvos de mercadoPorta fechada: Demián Troya fica onde está
PlantelGaspar Padilla consegue a transferência que sempre quis
DireçãoA direção do Boca Juniors arranja $45.2M para o treinador
3‑2 na noite, e a eliminatória é deles. A época de outros acabou nos mesmos noventa minutos, o que os festejos no Boca Juniors têm todo o direito de ignorar.
O painel já tinha subido, os protestos já tinham começado, e então a bola entrou ao minuto 121. O Aldosivi vai rever cada segundo do tempo extra durante uma semana.
Verba acordada, salário acordado, e o Atletico Venezuela à espera com uma camisola. No Boca Juniors ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
A proposta do Fluminense por Igor Paixão foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Matías Pérez não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
Dois golos e um 8.37 a acompanhar. Os avançados são julgados por tardes como esta e recordados por muito menos delas do que se imagina.
Jogo23/06/2032
Ninguém quer jogar contra o Boca Juniors neste momento
6 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
1‑0, e um nome que a cidade vai associar a isto enquanto alguém se lembrar da época. Lautaro Martínez fê-lo no único jogo em que fazê-lo vale mais do que fazê-lo bonito.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Boca Juniors já se começa a dizer o nome dele no passado.
20 golos e uma média de 7.68 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
O Boca Juniors perguntou e o VfB Stuttgart disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Union Espanola tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Notas dos jogadoresA idade ainda não apanhou Lautaro Martínez — 8.24
307Edição
O Correio de Boca Juniors
14/06/2032
Do nosso correspondente de futebolTriunfo
Jogo09/06/2032
O Boca Juniors torna a sua casa um sítio difícil de visitar
46 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Aston Villa fica com o seu homem, e o Boca Juniors volta a uma lista com um nome riscado.
A proposta do Palmeiras por Jonathan David foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Verba acordada, salário acordado, e o Racing à espera com uma camisola. No Boca Juniors ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Ayrton Costa não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Boca Juniors podem fingir não ter ouvido.
45 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
1‑0 resolve, e um clube que passou uma época a ganhar o direito de jogar estes jogos ganhou um deles. Esta noite acabou a época de outro, que é a parte que ninguém menciona nos festejos.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Vélez fica com o seu homem, e o Boca Juniors volta a uma lista com um nome riscado.
Verba acordada, salário acordado, e o Danubio à espera com uma camisola. No Boca Juniors ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Lautaro Martínez esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Martín Zubimendi estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Tomás Medina e o Boca Juniors acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Martín Zubimendi está nela.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Dominik Greif assinar alguma coisa — um contrato no Boca Juniors ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
A série sem derrotas chega aos 26 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Dribles concretizados: 33. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
38 pontos, e o resto da divisão a olhar para cima. Todas as equipas que acabam em primeiro passam a época a fingir que não pensam nisso, e esta começou a fingir.
Lautaro Martínez e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel24/05/2032
Palavras no treino do Boca Juniors sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Dominik Greif está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
9 golos e uma média de 7.46 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Aconteça o que acontecer, o Boca Juniors não perde
Já são 25 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Posição 2, 35 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Rodrigo Bentancur e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Boca Juniors ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Plantel17/05/2032
Uma transferência que Mateo Tanlongo teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Mateo Tanlongo está a viver essa versão no Boca Juniors, e costuma notar-se no primeiro mês.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Dominik Greif estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
8 golos e uma média de 7.42 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
O jogo que o resto da divisão espera com mais vontade do que qualquer das duas equipas envolvidas. Ambas sabem que uma vitória muda a época e uma derrota não a acaba, e é isso que o torna difícil de jogar.
42 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 9.92 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 15 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
17 golos e uma média de 7.65 na época. Uma forma destas nota-se muito para lá desta cidade.
Jogo08/05/2032
Ninguém quer jogar contra o Boca Juniors neste momento
4 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Martín Fernández será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Boca Juniors as despedidas começaram em silêncio.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Boca Juniors perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Plantel03/05/2032
22 dias de fora para Iván Costa depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Boca Juniors vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Boca Juniors a ouviu como outra coisa.
Aos 34 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.84 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Lautaro Martínez e o Boca Juniors acertam mais 4 anos.
Já são 3 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
41 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 31 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Aos 34 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 10.00 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Joaquín Enrico não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
39 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Dribles concretizados: 50. Havia sempre um defesa à frente dele, e nunca houve um defesa à frente dele por muito tempo.
Jogo18/04/2032
Aconteça o que acontecer, o Boca Juniors não perde
Já são 20 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
0‑0 frente ao Estudiantes, sob os holofotes, contra gente que não fala a mesma língua que a bancada. É nestas noites que um clube mede a sua década, e nunca são tantas quantas se espera.
Jonathan David tinha feito a sua parte na construção de um colchão de 2 golos. O que veio depois foi coletivo, e ao Vélez deixaram voltar a um jogo que estava arrumado.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Boca Juniors falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
3‑0, e Jabes Saralegui ficou com os títulos numa tarde em que tudo correu bem ao Boca Juniors. Tardes assim contam-se o inverno inteiro.
Jogo11/04/2032
Mais uma trazida de fora
9 seguidas na estrada para o Boca Juniors. Os autocarros saem cedo, chegam de noite a estádios pouco simpáticos, e voltam sempre com três pontos.
Plantel12/04/2032
46 dias de fora para Iván Costa depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Boca Juniors vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.79 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
A proposta do Los Angeles Football Club por Joaquín Enrico foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Boca Juniors coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 55 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
8 triunfos consecutivos como visitante. As equipas que ganham fora costumam saber defender e contra-atacar, e a tabela começou a refletir o que essas viagens renderam.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Boca Juniors, e não vai ser retirado.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 65 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
Rodrigo Bentancur e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel29/03/2032
Palavras no treino do Boca Juniors sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Martín Zubimendi está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
Ninguém no Boca Juniors dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
37 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
2‑0 frente ao Vélez, sob os holofotes, contra gente que não fala a mesma língua que a bancada. É nestas noites que um clube mede a sua década, e nunca são tantas quantas se espera.
Jogo21/03/2032
Ninguém quer jogar contra o Boca Juniors neste momento
8 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Lautaro Martínez produziu-o, e o 9.28 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Jogo21/03/2032
Mais uma trazida de fora
7 seguidas na estrada para o Boca Juniors. Os autocarros saem cedo, chegam de noite a estádios pouco simpáticos, e voltam sempre com três pontos.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O CF Montreal tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Rodrigo Bentancur e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Luis Ingolotti será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Boca Juniors as despedidas começaram em silêncio.
Em resumo
PlantelMartín Zubimendi desentende-se com um colega por causa das exigências
PlantelUma transferência que Pedro González teria feito de graça
Dois golos e um 8.55 a acompanhar. Os avançados são julgados por tardes como esta e recordados por muito menos delas do que se imagina.
Jogo13/03/2032
Ninguém quer jogar contra o Boca Juniors neste momento
6 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Juan Pablo Insúa não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Boca Juniors ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Boca Juniors coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Em resumo
PlantelDominik Greif desentende-se com um colega por causa das exigências
Notas dos jogadoresIgor Paixão jogou uma tarde diferente da de toda a gente
O Boca Juniors torna a sua casa um sítio difícil de visitar
36 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Aos 34 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 9.31 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Nada assinado, nada desmentido, e muita gente de repente muito cuidadosa com as palavras. Quem já viveu uma destas sabe que a parte silenciosa dura meses.
Jogo06/03/2032
Ninguém quer jogar contra o Boca Juniors neste momento
5 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Boca Juniors coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Boca Juniors, e não vai ser retirado.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do Boca Juniors sobre quem trabalha
O Boca Juniors torna a sua casa um sítio difícil de visitar
35 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
5‑1 frente ao Vélez, e uma exibição que vai mudar a forma como o resto da competição fala deste clube. No futebol continental as reputações constroem-se em noites soltas, e esta foi uma.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Lautaro Martínez produziu-o, e o 9.25 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Boca Juniors ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Já são 4 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Lautaro Martínez e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
PlantelPalavras no treino do Boca Juniors sobre quem trabalha
291Edição
O Correio de Boca Juniors
23/02/2032
Do nosso correspondente de futebolTriunfo
Jogo21/02/2032
O Boca Juniors torna a sua casa um sítio difícil de visitar
34 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Jogo21/02/2032
Aconteça o que acontecer, o Boca Juniors não perde
Já são 9 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Boca Juniors, e não vai ser retirado.
Lautaro Martínez e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Boca Juniors pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Luis Ingolotti será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Boca Juniors as despedidas começaram em silêncio.
Plantel23/02/2032
Dominik Greif desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Um 2‑0 sobre o Independiente Rivadavia, conquistado e não oferecido, e o tipo de tarde que manda toda a gente para casa a falar da próxima semana em vez desta.
PlantelDemasiada mudança demasiado depressa no Boca Juniors
290Edição
O Correio de Boca Juniors
16/02/2032
Do nosso correspondente de futebolTriunfo
Jogo14/02/2032
O Boca Juniors torna a sua casa um sítio difícil de visitar
33 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Martín Zubimendi estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Jonathan David esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Fausto Vera será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Boca Juniors as despedidas começaram em silêncio.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Boca Juniors ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
As regras permitem-no e dói na mesma. Martín Fernández acertou condições com o Defensa y Justicia para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Plantel09/02/2032
Palavras no treino do Boca Juniors sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Dominik Greif está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Boca Juniors ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Facundo Medina está nela.
A proposta do Slavia Prague por Álvaro Rodríguez foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Boca Juniors a ouviu como outra coisa.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Diego Arroyo será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Boca Juniors as despedidas começaram em silêncio.
Rodrigo Bentancur e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Dominik Greif estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
7 miúdos sobem, e algures no edifício as pessoas que os treinaram aos doze anos estão a ter, em silêncio, a melhor manhã do seu ano de trabalho. Nada disto aparece num resultado, e é para isto que a formação existe.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Jonathan David está nela.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Carlos Alberto Ibáñez, e o treinador deixou.
A proposta do Red Bull Salzburg por Jonathan David foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Boca Juniors ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Boca Juniors, e não vai ser retirado.
Rodrigo Bentancur e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Martín Zubimendi estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Álvaro Rodríguez está nela.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Boca Juniors foi explícito quanto à situação de Matías Pellegrini, o que é mais do que muitos recebem.
Verba acordada, salário acordado, e o Zamora à espera com uma camisola. No Boca Juniors ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Facundo Jáuregui não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
Lautaro Martínez esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel19/01/2032
Dominik Greif desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Rodrigo Bentancur está nela.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Plaza Colonia tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Boca Juniors perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Boca Juniors coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em Boca Juniors já falam dele no passado.
Plantel12/01/2032
Dominik Greif desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
A enfermaria confirma 45 dias de paragem para Ayrton Costa, e um plano construído à volta dele tem de ser refeito.
Plantel12/01/2032
Demasiada mudança demasiado depressa no Boca Juniors
12 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Facundo Medina está nela.
Verba acordada, salário acordado, e o Progreso à espera com uma camisola. No Boca Juniors ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
O Boca Juniors perguntou e o Vélez disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
O tipo de ano que acaba com um nome a ser lido num salão. O Boca Juniors aproveitou-o todas as semanas e tem agora o problema de todos os outros saberem.
Um negócio que à hora de almoço estava a um telefonema de fechar estava morto à meia-noite. O Boca Juniors vai tentar outra vez quando o mercado abrir; nessa altura o Defensa y Justicia pode já não estar a vender.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Boca Juniors a ouviu como outra coisa.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Martín Zubimendi e o Boca Juniors acertam mais 4 anos.
Isto não é profundidade de plantel e ninguém finge que seja. Pagaram-se $25.2M porque Martín Zubimendi é simplesmente melhor do que o que já cá estava, e o clube decidiu deixar de esperar.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Boca Juniors já se começa a dizer o nome dele no passado.
A proposta seguiu esta semana para o Defensa y Justicia, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O Villarreal queria mais do que $8.6M e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Boca Juniors podem fingir não ter ouvido.
Chegou por uma verba e sai por uma fração dela. $45.8K do que o Boca Juniors pagou por Roberto Ramírez é dinheiro que o clube não volta a ver, e a direção será interpelada sobre isso durante duas épocas.
30 golos e uma média de 7.87 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
3 defendidos dos onze metros, e um estádio que vai descrever cada um deles durante vinte anos. Um guarda-redes precisa de uma noite assim numa carreira, e foi esta.
1‑1 na noite, e a eliminatória é deles. A época de outros acabou nos mesmos noventa minutos, o que os festejos no Boca Juniors têm todo o direito de ignorar.
15 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Boca Juniors perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
A qualificação está garantida, e para a época que vem as grandes noites de holofotes são continentais. Para os jogadores é um palco; para as contas, uma tábua de salvação; para os adeptos, passaportes.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Ajax fica com o seu homem, e o Boca Juniors volta a uma lista com um nome riscado.
3‑0, e um nome que a cidade vai associar a isto enquanto alguém se lembrar da época. Jonathan David fê-lo no único jogo em que fazê-lo vale mais do que fazê-lo bonito.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Arsenal fica com o seu homem, e o Boca Juniors volta a uma lista com um nome riscado.
23 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Boca Juniors perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
O Racing Club não queria vender e o número é a razão por que o fez. $45.4M por Fer López, e a expectativa que chega com ele não é suavizada por nenhum período de adaptação.
O apuramento está feito e na próxima época os holofotes acendem-se para algo maior. Um palco para os jogadores, oxigénio para as contas e um passaporte para os restantes.
2‑0 frente ao Cerro Porteno, sob os holofotes, contra gente que não fala a mesma língua que a bancada. É nestas noites que um clube mede a sua década, e nunca são tantas quantas se espera.
O Fluminense queria mais do que $39.5M e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Boca Juniors perdeu-o em tudo menos nos papéis.
O Boca Juniors torna a sua casa um sítio difícil de visitar
32 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
O Boca Juniors e o Racing Club acertaram em $45.4M. O resto pertence ao jogador e ao empresário, e um adepto que já viu uma destas sabe que ainda não é altura de comprar a camisola.
1‑0 na noite, e a eliminatória é deles. A época de outros acabou nos mesmos noventa minutos, o que os festejos no Boca Juniors têm todo o direito de ignorar.
Plantel08/12/2031
Fabrizio Sartori lesiona os ligamentos do joelho — 30 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 30 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
A proposta seguiu esta semana para o Fluminense, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Racing Club fica com o seu homem, e o Boca Juniors volta a uma lista com um nome riscado.
Verba acordada, salário acordado, e o Newell's Old Boys à espera com uma camisola. No Boca Juniors ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Atletico Venezuela tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Uma média de 7.86 na época, com 28 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
2‑0 resolve, e um clube que passou uma época a ganhar o direito de jogar estes jogos ganhou um deles. Esta noite acabou a época de outro, que é a parte que ninguém menciona nos festejos.
4‑0 frente ao Liverpool Montevideo, e uma exibição que vai mudar a forma como o resto da competição fala deste clube. No futebol continental as reputações constroem-se em noites soltas, e esta foi uma.
37 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Boca Juniors perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Boca Juniors ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Rodrigo Bentancur e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Já são 3 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
O Boca Juniors torna a sua casa um sítio difícil de visitar
30 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
45 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Boca Juniors perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Uma média de 7.62 na época, com 30 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Matías Pérez será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Boca Juniors as despedidas começaram em silêncio.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Boca Juniors, e não vai ser retirado.
54 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Boca Juniors perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Jonathan David esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Boca Juniors ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Plantel17/11/2031
Igor Paixão desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Boca Juniors sabem-no.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Jonathan David está nela.
“Vejo todos os jogos do Boca Juniors daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Deportivo Lara segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
9 balizas a zeros em 21 jogos no Alianza Lima. É o ofício inteiro de um guarda-redes bem cumprido, e está a ser cumprido muito longe do clube que o detém.
Todas as séries acabam numa tarde que alguém tinha dado como rotina. Esta durou 39 jogos, o suficiente para uma cidade ter deixado de contar, e pouco o suficiente para se lembrar exatamente de quem a parou.
29 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
61 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Boca Juniors perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
2‑0 frente ao Sport Huancayo, sob os holofotes, contra gente que não fala a mesma língua que a bancada. É nestas noites que um clube mede a sua década, e nunca são tantas quantas se espera.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Boca Juniors a ouviu como outra coisa.
Já são 150 pelo clube, cada um arquivado na memória de alguém com uma data e um resultado. É sobre números assim que os adeptos vão discutir daqui a vinte anos.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Boca Juniors coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Notas dos jogadoresJabes Saralegui jogou uma tarde diferente da de toda a gente
275Edição
O Correio de Boca Juniors
03/11/2031
Do nosso correspondente de futebolOtimismo
Jogo01/11/2031
Aconteça o que acontecer, o Boca Juniors não perde
Já são 38 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
28 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
69 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Boca Juniors perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
76 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Boca Juniors perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
5‑1. É por noites destas que os clubes passam décadas a tentar qualificar-se para esta competição, e elas chegam talvez duas vezes nesse período. Quem esteve no estádio vai descrevê-la mal durante anos.
Posição 2, 31 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Boca Juniors coisas que levam mais de uma semana a retirar.
26 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
87 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Boca Juniors perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
25 golos e uma média de 7.84 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
O Newell's Old Boys vai querer esquecer isto depressa: 4‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Boca Juniors foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Abdulelah Al-Amri será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Boca Juniors as despedidas começaram em silêncio.
Rodrigo Bentancur esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
94 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Boca Juniors perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Boca Juniors pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Roberto Ramírez será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Boca Juniors as despedidas começaram em silêncio.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Boca Juniors, e não vai ser retirado.
Álvaro Rodríguez e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
«Há manhãs em que acordas e tudo o que conheces continua longíssimo.» Não é o futebol e nunca foi: o Boca Juniors lida com um homem que quer outro país.
Plantel13/10/2031
Palavras no treino do Boca Juniors sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Igor Paixão está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Facundo Medina está nela.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Diego Segovia, e o treinador deixou.
Aconteça o que acontecer, o Boca Juniors não perde
Já são 34 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
103 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Boca Juniors perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Uma média de 7.81 na época, com 24 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
1‑0 frente ao Cerro Porteno, sob os holofotes, contra gente que não fala a mesma língua que a bancada. É nestas noites que um clube mede a sua década, e nunca são tantas quantas se espera.
O San Lorenzo vai querer esquecer isto depressa: 4‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Boca Juniors foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Boca Juniors ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Boca Juniors podem fingir não ter ouvido.
A série sem derrotas chega aos 32 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
24 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Plantel29/09/2031
Santiago Bueno lesiona os ligamentos do joelho — 23 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 23 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Boca Juniors falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Boca Juniors ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
A primeira derrota em 12 jogos. O treinador dirá que tinha de chegar; o balneário dirá que não tinha de chegar contra o Vélez; os adeptos dirão as duas coisas, por essa ordem, a semana inteira.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Boca Juniors coisas que levam mais de uma semana a retirar.
4 triunfos consecutivos como visitante. As equipas que ganham fora costumam saber defender e contra-atacar, e a tabela começou a refletir o que essas viagens renderam.
33 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Boca Juniors perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
6‑0 frente ao Liverpool Montevideo, e uma exibição que vai mudar a forma como o resto da competição fala deste clube. No futebol continental as reputações constroem-se em noites soltas, e esta foi uma.
Uma média de 7.59 na época, com 25 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Boca Juniors falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Boca Juniors pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
40 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Boca Juniors perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
21 golos e uma média de 7.79 na época. Uma forma destas nota-se muito para lá desta cidade.
Plantel15/09/2031
29 dias de fora para Fabricio Pérez depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Boca Juniors vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Jogo10/09/2031
Jonathan David ganha-o quando o apito já devia ter soado
Minuto 103. Jonathan David encontrou a finalização num tempo que só existia por causa das paragens anteriores, e o Rosario Central passou do ponto ao nada num só movimento.
49 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Boca Juniors perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Rodrigo Bentancur e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Não há pior forma de perder um futebolista. Abdulelah Al-Amri pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Plantel08/09/2031
Isaac James consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Isaac James acabou de assinar pelo Boca Juniors e, por uma vez, a resposta importava.
A direção respondeu com dinheiro em vez de incentivo, que é a única resposta que um treinador quer ouvir. Gastá-lo bem passa a ser problema exclusivamente dele.
O banco08/09/2031
Facundo Medina tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Boca Juniors dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
57 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Boca Juniors perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Já são 8 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Boca Juniors ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Boca Juniors coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Não há pior forma de perder um futebolista. Jeremías Martinet pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Em resumo
PlantelUma zanga por causa do esforço no Boca Juniors
Santiago Bueno lesiona os ligamentos do joelho — 66 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 66 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Jogo23/08/2031
O Boca Juniors torna a sua casa um sítio difícil de visitar
20 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Jogo23/08/2031
Ninguém quer jogar contra o Boca Juniors neste momento
7 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
22 golos e uma média de 7.55 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.23 aos 35, e ninguém no campo esteve melhor.
Álvaro Rodríguez esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel25/08/2031
Palavras no treino do Boca Juniors sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Giovani Lo Celso está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
74 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Boca Juniors perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Uma média de 7.73 na época, com 19 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Jabes Saralegui e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Em resumo
Notas dos jogadoresUm daqueles dias de Igor Paixão
82 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Boca Juniors perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
19 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
O Deportivo Riestra vai querer esquecer isto depressa: 5‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Boca Juniors foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Boca Juniors perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Uma média de 7.49 na época, com 21 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
90 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Boca Juniors perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Boca Juniors podem fingir não ter ouvido.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Boca Juniors já se começa a dizer o nome dele no passado.
17 golos e uma média de 7.66 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Álvaro Rodríguez produziu-o, e o 7.90 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Boca Juniors ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Boca Juniors pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Boca Juniors a ouviu como outra coisa.
Em resumo
JogoNinguém quer jogar contra o Boca Juniors neste momento
PlantelUma zanga por causa do esforço no Boca Juniors
98 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Boca Juniors perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os jogos da taça esperam que alguém os agarre, e Jonathan David agarrou este contra o Banfield. 3‑0 no fim, e no sorteio da próxima ronda está o nome do Boca Juniors.
Verba acordada, salário acordado, e o Alianza Lima à espera com uma camisola. No Boca Juniors ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
A proposta do Olympiacos por Jonathan David foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Uma média de 7.60 na época, com 16 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Em resumo
Notas dos jogadoresFabricio Pérez passa por eles um de cada vez
MercadoTão perto: a transferência de Rodrigo Bacidalupe morre em cima da hora
JogoNinguém quer jogar contra o Boca Juniors neste momento
106 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Boca Juniors perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Boca Juniors perdeu-o em tudo menos nos papéis.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Boca Juniors podem fingir não ter ouvido.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Racing Club fica com o seu homem, e o Boca Juniors volta a uma lista com um nome riscado.
Direção21/07/2031
O prazo passa com 4 contratações e 4 saídas
Está feito o negócio no Boca Juniors até o mercado voltar a abrir. Se chegou, responde-se aos sábados e não numa coluna, e o primeiro sábado está perto.
Álvaro Rodríguez e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel21/07/2031
Palavras no treino do Boca Juniors sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Giovani Lo Celso está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Em resumo
PlantelDemasiada mudança demasiado depressa no Boca Juniors
Santiago Bueno lesiona os ligamentos do joelho — 114 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 114 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Lanús tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Verba acordada, salário acordado, e o Liverpool Montevideo à espera com uma camisola. No Boca Juniors ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
A proposta do Racing por Matías Pérez foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Boca Juniors, e não vai ser retirado.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Boca Juniors pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
As regras permitem-no e dói na mesma. Roberto Ramírez acertou condições com o Rosario Central para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Álvaro Rodríguez e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Em resumo
PlantelUma zanga por causa do esforço no Boca Juniors
121 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Boca Juniors perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Boca Juniors já se começa a dizer o nome dele no passado.
Posição 2, 36 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
O Boca Juniors perguntou e o Real Sociedad disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Boca Juniors, e não vai ser retirado.
Álvaro Rodríguez e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
$300.0K era o máximo que o clube pagaria, e o Godoy Cruz pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
129 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Boca Juniors perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Verba acordada, salário acordado, e o Racing à espera com uma camisola. No Boca Juniors ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Chelsea fica com o seu homem, e o Boca Juniors volta a uma lista com um nome riscado.
A perseguição a Fabrizio Sartori terminou com $5.4M a mudar de mãos e o Lanús sem razões para dizer que não. Os adeptos julgarão o valor da única maneira que conta: aos sábados.
A proposta do Nacional por Fabricio Iacovich foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Fabrizio Sartori agiu, no Boca Juniors, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $315.0K — um clube que quer Ignacio Gutiérrez ao ponto de perguntar duas vezes.
Não há pior forma de perder um futebolista. Rodrigo Bacidalupe pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Em resumo
PlantelIgor Paixão desentende-se com um colega por causa das exigências
138 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Boca Juniors perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Matías Pérez não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Boca Juniors perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Boca Juniors fez a parte difícil com o Lanús, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
A proposta do Wanderers por Aarón Molinas foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Boca Juniors, e não vai ser retirado.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Boca Juniors perdeu-o em tudo menos nos papéis.
$16.7M era o máximo que o clube pagaria, e o Villarreal pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
O Boca Juniors perguntou e o Rosario Central disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Boca Juniors podem fingir não ter ouvido.
Os papéis estão assinados: Fabricio Pérez chega do Estudiantes num negócio de $1.5M. Agora vem a parte difícil.
Plantel16/06/2031
Uma transferência que Fabricio Pérez teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Fabricio Pérez está a viver essa versão no Boca Juniors, e costuma notar-se no primeiro mês.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Aconteça o que acontecer, o Boca Juniors não perde
Já são 20 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Os jogos da taça esperam que alguém os agarre, e Kauê Rodrigues agarrou este contra o Temperley. 1‑0 no fim, e no sorteio da próxima ronda está o nome do Boca Juniors.
Verba acordada, salário acordado, e o Alianza Lima à espera com uma camisola. No Boca Juniors ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O AC Milan fica com o seu homem, e o Boca Juniors volta a uma lista com um nome riscado.
O Boca Juniors foi ao Villarreal com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
16 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Aarón Molinas não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
A proposta do Wanderers por Fabricio Iacovich foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Alvos de mercadoNão há negócio por Carlos Palacios a esse preço
PlantelAs defesas já dobram a marcação a Igor Paixão
253Edição
O Correio de Boca Juniors
02/06/2031
Do nosso correspondente de futebolEstável
Jogo28/05/2031
Aconteça o que acontecer, o Boca Juniors não perde
Já são 19 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Jogo28/05/2031
Uma época acaba em quinze dias para o Boca Juniors
0‑0, e o Gimnasia La Plata segue em frente. Nove meses de trabalho decididos em duas noites, que é o que um playoff é e aquilo em que ninguém que os desenha pensa.
A proposta do Racing por Matías Pérez foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Boca Juniors, e não vai ser retirado.
13 golos e uma média de 7.51 na época. Uma forma destas nota-se muito para lá desta cidade.
Plantel02/06/2031
Igor Paixão desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Igor Paixão e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Leandro Quiroz estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Plantel26/05/2031
Demasiada mudança demasiado depressa no Boca Juniors
8 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Jonathan David está nela.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Boca Juniors, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Sebastián Díaz Robles tem a sua resposta do Boca Juniors; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Dominik Greif. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
7 balizas a zeros em 15 jogos no Alianza Lima. É o ofício inteiro de um guarda-redes bem cumprido, e está a ser cumprido muito longe do clube que o detém.
A série sem derrotas chega aos 18 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
«Disseram-me qual seria o meu papel e assinei por causa disso. Não aconteceu.» Uma queixa com data marcada é a mais difícil de resolver.
Jogo17/05/2031
O Boca Juniors torna a sua casa um sítio difícil de visitar
14 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Plantel19/05/2031
Palavras no treino do Boca Juniors sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Igor Paixão está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Boca Juniors coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A lesão mais comum do futebol e aquela de que mais se volta à pressa. O Boca Juniors vai falar em 16 dias e vai ter cuidado, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
Plantel19/05/2031
Uma transferência que Fausto Vera teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Fausto Vera está a viver essa versão no Boca Juniors, e costuma notar-se no primeiro mês.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Em resumo
Notas dos jogadoresUm daqueles dias de Diego Gómez
A série sem derrotas chega aos 17 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Posição 2, 35 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Boca Juniors, e não vai ser retirado.
16 golos e uma média de 7.38 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Boca Juniors ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Plantel12/05/2031
Palavras no treino do Boca Juniors sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Igor Paixão está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Rodrigo Bentancur e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Todas as séries acabam numa tarde que alguém tinha dado como rotina. Esta durou 6 jogos, o suficiente para uma cidade ter deixado de contar, e pouco o suficiente para se lembrar exatamente de quem a parou.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Boca Juniors podem fingir não ter ouvido.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Boca Juniors falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Igor Paixão produziu-o, e o 8.53 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Já são 6 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
13 golos e uma média de 7.54 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Vitória por 5‑0 sobre o Chaco For Ever, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 22 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Boca Juniors podem fingir não ter ouvido.
Aos 34 anos, todas as boas tardes são chamadas de regresso ao passado, e esta foi: 7.92, e ninguém melhor em campo.
Jogo26/04/2031
O Boca Juniors torna a sua casa um sítio difícil de visitar
12 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do Boca Juniors sobre quem trabalha
PlantelAs defesas já dobram a marcação a Igor Paixão
O San Lorenzo vai querer esquecer isto depressa: 5‑1, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Boca Juniors foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 30 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Aos 35 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.95 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
11 jogos sem derrota aqui. A cada treinador visitante perguntam-lhe por isso na semana anterior, que é exatamente a razão por que a série continua.
Jogo19/04/2031
Ninguém quer jogar contra o Boca Juniors neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Plantel21/04/2031
Palavras no treino do Boca Juniors sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Igor Paixão está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Boca Juniors coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Boca Juniors vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Jogo12/04/2031
Aconteça o que acontecer, o Boca Juniors não perde
Já são 12 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Boca Juniors a ouviu como outra coisa.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Sebastián Díaz Robles será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Boca Juniors as despedidas começaram em silêncio.
Álvaro Rodríguez e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Há manhãs em que acordas e tudo o que conheces continua longíssimo.» Não é o futebol e nunca foi: o Boca Juniors lida com um homem que quer outro país.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 46 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Boca Juniors, e não vai ser retirado.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Igor Paixão produziu-o, e o 8.52 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Dribles concretizados: 30. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
A série sem derrotas chega aos 11 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Boca Juniors ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Boca Juniors falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Igor Paixão estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Álvaro Rodríguez esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
Plantel31/03/2031
Demasiada mudança demasiado depressa no Boca Juniors
7 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Jonathan David está nela.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Diego Gómez assinar alguma coisa — um contrato no Boca Juniors ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Boca Juniors vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Boca Juniors já se começa a dizer o nome dele no passado.
A série sem derrotas chega aos 10 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Plantel24/03/2031
Uma transferência que Diego Arroyo teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Diego Arroyo está a viver essa versão no Boca Juniors, e costuma notar-se no primeiro mês.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Boca Juniors coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A carreira de um guarda-redes conta-se pelos jogos em que ninguém lhe marcou, e Dominik Greif tem agora 99 deles em 361 partidas. Nada naquele número foi sorte.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Leandro Paredes, e o treinador deixou.
Outro tem estado melhor, o treinador disse-o com uma ficha de jogo, e não há discussão possível. Vai recuperar a camisola da única maneira que ela se recupera.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Igor Paixão está nela.
Um desempate por grandes penalidades fica na memória pelo fim, e este acaba em Dominik Greif: 3 travadas, e uma bancada que vai descrever cada uma delas nos próximos vinte anos.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Boca Juniors falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.02 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
A série sem derrotas chega aos 9 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Boca Juniors ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Plantel17/03/2031
Igor Paixão desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O Defensa y Justicia vai querer esquecer isto depressa: 4‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Boca Juniors foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Boca Juniors vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Dribles concretizados: 30. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Álvaro Rodríguez produziu-o, e o 8.11 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Igor Paixão estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Reynaldo Fontalvo agiu, no Boca Juniors, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Boca Juniors falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Álvaro Rodríguez esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Kauê Rodrigues agiu, no Boca Juniors, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
A série sem derrotas chega aos 6 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Boca Juniors, e 0 jogos em 9 dizem que merece ser ouvido.
3 defendidos dos onze metros, e um estádio que vai descrever cada um deles durante vinte anos. Um guarda-redes precisa de uma noite assim numa carreira, e foi esta.
0‑0 frente ao Universitario, sob os holofotes, contra gente que não fala a mesma língua que a bancada. É nestas noites que um clube mede a sua década, e nunca são tantas quantas se espera.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Boca Juniors falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Verba acordada, salário acordado, e o San Jose Earthquakes à espera com uma camisola. No Boca Juniors ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.17 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Boca Juniors coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do Boca Juniors sobre quem trabalha
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Boca Juniors vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Boca Juniors podem fingir não ter ouvido.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Boca Juniors ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Rodrigo Bentancur e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel17/02/2031
Igor Paixão desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Collins Sichenje está a viver essa versão no Boca Juniors, e costuma notar-se no primeiro mês.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Boca Juniors falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.23 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Boca Juniors coisas que levam mais de uma semana a retirar.
8 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Boca Juniors e do Central Córdoba SdE por igual; os restantes divertiram-se imenso.
Já são 50 pelo clube, cada um arquivado na memória de alguém com uma data e um resultado. É sobre números assim que os adeptos vão discutir daqui a vinte anos.
Notas dos jogadores10/02/2031
Igor Paixão jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.47. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
Em resumo
Notas dos jogadoresNoventa minutos de Diego Gómez no seu melhor
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Boca Juniors falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Boca Juniors a ouviu como outra coisa.
Rodrigo Bentancur esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel03/02/2031
Igor Paixão desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
9 miúdos sobem, e algures no edifício as pessoas que os treinaram aos doze anos estão a ter, em silêncio, a melhor manhã do seu ano de trabalho. Nada disto aparece num resultado, e é para isto que a formação existe.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Franco García está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Valentino Ramírez é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Ricardo Romero é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Boca Juniors coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Igor Paixão estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Plantel27/01/2031
Demasiada mudança demasiado depressa no Boca Juniors
14 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
“Vejo todos os jogos do Boca Juniors daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Alianza Lima segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
O banco27/01/2031
Jonathan David tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Boca Juniors dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Diego Gómez. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Gael Sánchez, e o treinador deixou.
“Não assinei para ver. Ninguém assina.” A queixa mais antiga do futebol, e o Boca Juniors vai ter de lhe responder com minutos ou com uma transferência.
A lista é um documento discreto com um significado ruidoso. Rodrigo Bacidalupe pode falar com quem perguntar, e no clube toda a gente sabe o que isso quer dizer.
Em resumo
DireçãoA formação do Boca Juniors vale o que custa
O bancoO treinador crava a sua bandeira em Igor Paixão
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Boca Juniors podem fingir não ter ouvido.
Matías Pérez esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Alex Verón estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Liverpool Montevideo tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Boca Juniors ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Igor Paixão estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Plantel13/01/2031
Luis Palma consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Luis Palma acabou de assinar pelo Boca Juniors e, por uma vez, a resposta importava.
O San Lorenzo queria mais do que $180.0K e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Boca Juniors coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel13/01/2031
Eros Mancuso sofre uma lesão muscular — 14 dias de fora
A lesão que volta sempre, de que se regressa sempre à pressa e que em silêncio custa mais carreiras do que as dramáticas. 14 dias é a estimativa; o número honesto depende de haver paciência.
Verba acordada, salário acordado, e o Wanderers à espera com uma camisola. No Boca Juniors ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
O Boca Juniors perguntou e o Villarreal disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
O Boca Juniors ofereceu $5.5M; o Santos disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Igor Paixão e o Boca Juniors acertam mais 3 anos.
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Abdulelah Al-Amri está a viver essa versão no Boca Juniors, e costuma notar-se no primeiro mês.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Boca Juniors pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
O tipo de ano que acaba com um nome a ser lido num salão. O Boca Juniors aproveitou-o todas as semanas e tem agora o problema de todos os outros saberem.
Álvaro Rodríguez esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.