Dribles concretizados: 21. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Clément Lhernault estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
A direção respondeu com dinheiro em vez de incentivo, que é a única resposta que um treinador quer ouvir. Gastá-lo bem passa a ser problema exclusivamente dele.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
24 pontos, e o resto da divisão a olhar para cima. Todas as equipas que acabam em primeiro passam a época a fingir que não pensam nisso, e esta começou a fingir.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Borac Čačak pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Jogo24/10/2026
Ninguém quer jogar contra o Borac Čačak neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Plantel26/10/2026
Palavras no treino do Borac Čačak sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Đorđe Glišović está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Acontece a todos e continua a ser o parágrafo mais difícil que um jornal local tem de escrever. 37 anos, 3 pontos abaixo do que era, e um corpo que começou a cobrar juros sobre uma carreira.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Nikola Čolić. 3‑1 sobre o Loznica, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Plantel19/10/2026
Clément Lhernault desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Tem 17 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Notas dos jogadores19/10/2026
Todor Glišović jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.21. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Clément Lhernault estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Borac Čačak ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Borac Čačak coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Vahid Gicić, e o treinador deixou.
Plantel12/10/2026
19 caras novas e o Borac Čačak ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
Segue-se o Loznica, e há um homem no balneário do Borac Čačak que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Edward Unuigbeje treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
Aos 19 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
Đorđe Glišović e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Borac Čačak sabem-no.
200 vezes com estas cores, com qualquer tempo e sob quatro ou cinco treinadores diferentes. Este tipo de serviço está a desaparecer do futebol sem fazer barulho.
Bogdan Milošević esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Clément Lhernault estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Veljko Mladenović está nela.
“Um ponto é um ponto e fico com ele, mas devíamos ter levado os três.” Uros Milenkovic depois do empate por 2‑2, e a frase que todos os treinadores do país disseram a certa altura deste fim de semana.
«De fora não vem ninguém salvar-nos.» Foi curto, foi incómodo e, segundo todos, o vestiário do Borac Čačak ficou depois mais calado do que em toda a temporada.
Veljko Mladenović e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel21/09/2026
Clément Lhernault desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Veljko Mladenović. 2‑1 sobre o Tekstilac Odžaci, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
10 ações combinadas e 6.95. O trabalho dele aparece sob a forma de outros parecerem bons, e a única maneira fiável de o notar é ver o que acontece nas tardes em que ele falta.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Mateja Bojović, e o treinador deixou.
“O mérito é dos jogadores. Hoje o meu trabalho foi fácil.” Não foi, e toda a gente na sala o sabia; depois do 2‑1, Uros Milenkovic podia dar-se ao luxo de ser generoso.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Aleksa Marković está nela.
Em resumo
AntevisãoO líder é o próximo adversário do Borac Čačak
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Đorđe Glišović estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O Borac Čačak perguntou e o IMT disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Recuperou e depois fez alguma coisa com isso, que são dois trabalhos e a razão de o marcador ter o aspeto que tem. 9 ações combinadas e uma nota de 6.71, e nenhuma delas entrará num resumo.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
Plantel14/09/2026
19 caras novas e o Borac Čačak ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
O banco14/09/2026
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑1, ditas por Uros Milenkovic a uma sala que já as tinha ouvido.
“Fiz tudo o que me pediram nos treinos e ao sábado não mudou nada.” A queixa mais conhecida do futebol, e uma a que o Borac Čačak terá de responder com minutos ou com uma transferência.
Está feito o negócio no Borac Čačak até o mercado voltar a abrir. Se chegou, responde-se aos sábados e não numa coluna, e o primeiro sábado está perto.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Borac Čačak fez a parte difícil com o Partizan, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Plantel07/09/2026
Clément Lhernault desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Vahid Gicić e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Faz aos sábados coisas a que ninguém à sua volta consegue responder: durante uma temporada é lisonjeiro e depois é um problema. O Borac Čačak não o segura a fingir o contrário.
Quando isto acontece nada se anuncia, e toda a gente sabe. É uma parte maior do plano do Borac Čačak do que era há um mês, e o centro de treinos percebeu-o antes de a ficha de jogo o dizer.
É o negócio menos glamoroso que um clube faz e a razão por que as épocas não desabam em fevereiro. Elijah Akanni está cá para as semanas em que há três lesionados e alguém tem de jogar na mesma.
Já são 6 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Plantel31/08/2026
Đorđe Glišović desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Dribles concretizados: 18. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
7.85, e nenhuma discussão séria de quem lá esteve. O Borac Čačak tinha onze homens em campo e um deles decidiu como aquilo correu.
O banco31/08/2026
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Bogdan Milošević
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
“O mérito é dos jogadores. Hoje o meu trabalho foi fácil.” Não foi, e toda a gente na sala o sabia; depois do 1‑0, Uros Milenkovic podia dar-se ao luxo de ser generoso.
Em resumo
O bancoVeljko Mladenović tornou-se um homem de confiança do treinador
Vitória por 1‑0 sobre o Napredak, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
Noventa minutos de muito pouco e depois tudo de uma vez. O golo chegou aos 85, e o Napredak passou o resto do jogo a reclamar com o árbitro em vez de perseguir a bola.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Borac Čačak fez a parte difícil com o Voždovac, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Borac Čačak coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O Borac Čačak perguntou e o Partizan disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
O mais difícil de ter 17 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Vahid Gicić não precisou: 7.92, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.83 para o resto.
Đorđe Glišović esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Aos 17 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Faz todos os sábados coisas a que ninguém à volta dele consegue responder. É lisonjeiro durante uma época e um problema a partir daí, e o Borac Čačak sabe em que fase está.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Borac Čačak, mais uma semana sem a assinatura de Bogdan Milošević.
Em resumo
PlantelClément Lhernault desentende-se com um colega por causa das exigências
Plantel16 caras novas e o Borac Čačak ainda se está a conhecer
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Darko Stanojević acabou de assinar pelo Borac Čačak e, por uma vez, a resposta importava.
As condições foram oferecidas e recusadas. Se foi o salário, a função ou a cidade, no OFK Beograd ninguém diz, e no Borac Čačak ninguém gosta de estar a adivinhar.
Bogdan Milošević esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Petar Ristić e o Borac Čačak acertam mais 4 anos.
Plantel10/08/2026
Đorđe Glišović desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Crvena Zvezda fica com o seu homem, e o Borac Čačak volta a uma lista com um nome riscado.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Dejan Grujic está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Novi Pazar fica com o seu homem, e o Borac Čačak volta a uma lista com um nome riscado.
Veljko Mladenović esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Tem 23 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Perguntou-se ao Zeleznicar Pancevo se o emprestaria. Os empréstimos acertam-se depressa ou não se acertam, e este será uma coisa ou outra até ao fim de semana.
“Merecemos. Pedi-lhes uma reação e tive-a, e agora quero o mesmo outra vez no sábado.” Uros Milenkovic sobre uma tarde de 1‑0 que lhe agradou mais do que estava disposto a mostrar.
Faz aos sábados coisas a que ninguém à sua volta consegue responder: durante uma temporada é lisonjeiro e depois é um problema. O Borac Čačak não o segura a fingir o contrário.