Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 100 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
A série sem derrotas chega aos 10 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Botafogo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
107 dias de fora para Maílson depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Botafogo vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Já são 8 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Dribles concretizados: 23. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Plantel26/04/2032
Vanderlan desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Botafogo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
A única versão de ficar de fora contra a qual um jogador não pode argumentar, e a que pior aceita. Outro tem estado melhor e a ficha de jogo di-lo, em público, todas as semanas até mudar.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Douglas Bezerra e o Botafogo acertam mais 3 anos.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 114 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Vinicinho produziu-o, e o 8.38 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. JP Murilo será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Botafogo as despedidas começaram em silêncio.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.24 aos 36, e ninguém no campo esteve melhor.
O Botafogo mexeu-se antes que outro pudesse: novo contrato para Mariano Testa, acertado em silêncio e anunciado em voz alta. As direções renovam com treinadores por muitas razões; a boa é aquela com que esta se parece.
A série sem derrotas chega aos 7 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Em resumo
Direção14 jogadores da formação sobem à equipa principal do Botafogo
Notas dos jogadoresUm daqueles dias de Arthur Sales
Um desempate por grandes penalidades fica na memória pelo fim, e este acaba em Gabriel Menegon: 2 travadas, e uma bancada que vai descrever cada uma delas nos próximos vinte anos.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Botafogo falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Lucas Monzón será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Botafogo as despedidas começaram em silêncio.
Martinelli esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A perder, e batido em qualquer leitura honesta, até ao minuto 125. O Penarol tinha os pontos no bolso e um canto do estádio ainda acreditava, que é geralmente quando acontece.
Plantel12/04/2032
Vanderlan desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Botafogo, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Em resumo
Notas dos jogadoresA baliza errada para Erick Belé
O bancoVitinho tornou-se um homem de confiança do treinador
O bancoO veredicto do treinador
297Edição
A Sentinela de Botafogo
05/04/2032
Do nosso correspondente de futebolEstável
Plantel05/04/2032
129 dias de fora para Maílson depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Botafogo vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Botafogo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Botafogo ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Plantel05/04/2032
Vanderlan desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Disseram uma coisa a Martinelli e depois aconteceu. Neste meio, isso passa por notável, e o balneário reparou mais depressa do que qualquer adepto podia.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Martinelli está nela.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Botafogo, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Em resumo
MercadoA história de Diego Costa recusa-se a morrer
136 dias de fora para Maílson depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Botafogo vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Nicolas será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Botafogo as despedidas começaram em silêncio.
Martinelli e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel29/03/2032
Palavras no treino do Botafogo sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Bianneider Tamayo está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Ninguém no Botafogo dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Botafogo falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
19 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Botafogo perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Botafogo ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Martinelli e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel22/03/2032
Palavras no treino do Botafogo sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Vanderlan está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Joelinton está nela.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Vinicinho assinar alguma coisa — um contrato no Botafogo ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
0‑0. O futebol continental é onde um clube descobre o que é realmente, e o Botafogo saiu bem dessa descoberta diante do La Equidad.
Plantel15/03/2032
Henrique Gelain lesiona os ligamentos do joelho — 26 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 26 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Dribles concretizados: 32. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Lucas Monzón será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Botafogo as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Botafogo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel15/03/2032
Vanderlan desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
34 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Botafogo perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Botafogo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel08/03/2032
Vanderlan desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Diego Costa. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Botafogo, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Botafogo. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
Henrique Gelain lesiona os ligamentos do joelho — 41 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 41 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Nicolas será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Botafogo as despedidas começaram em silêncio.
Martinelli e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel01/03/2032
Palavras no treino do Botafogo sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Vanderlan está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Disseram uma coisa a Arthur Sales e depois aconteceu. Neste meio, isso passa por notável, e o balneário reparou mais depressa do que qualquer adepto podia.
Plantel01/03/2032
12 caras novas e o Botafogo ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
Ninguém no Botafogo dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Botafogo sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Gabriel tem a sua resposta do Botafogo; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
0‑0 frente ao La Equidad, sob os holofotes, contra gente que não fala a mesma língua que a bancada. É nestas noites que um clube mede a sua década, e nunca são tantas quantas se espera.
Plantel23/02/2032
Henrique Gelain lesiona os ligamentos do joelho — 48 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 48 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
1 defendidos dos onze metros, e um estádio que vai descrever cada um deles durante vinte anos. Um guarda-redes precisa de uma noite assim numa carreira, e foi esta.
A lesão mais comum do futebol e aquela de que mais se volta à pressa. O Botafogo vai falar em 15 dias e vai ter cuidado, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
Martinelli e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
55 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Botafogo perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Lucas Monzón será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Botafogo as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Botafogo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Kelvin acabou de assinar pelo Botafogo e, por uma vez, a resposta importava.
Plantel16/02/2032
Palavras no treino do Botafogo sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Vanderlan está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Vitinho está nela.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Gabriel Menegon treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Carlinhos, e o treinador deixou.
62 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Botafogo perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Martinelli esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Plantel09/02/2032
Palavras no treino do Botafogo sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Vanderlan está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Botafogo foi explícito quanto à situação de Benjamín Schamine, o que é mais do que muitos recebem.
O banco09/02/2032
Martinelli tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Botafogo dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Diego Costa. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Botafogo ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Alexey Miranchuk e o Botafogo acertam mais 1 anos.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Vanderlan estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Plantel02/02/2032
No Botafogo ainda são estranhos uns para os outros
11 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Alexey Miranchuk está nela.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. JP Murilo será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Botafogo as despedidas começaram em silêncio.
Martinelli e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Vanderlan estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Joelinton está nela.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e JP Murilo treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Eduardo Ribeiro apontou a data.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Lucas Monzón será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Botafogo as despedidas começaram em silêncio.
Plantel19/01/2032
Vanderlan desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Botafogo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Vitinho está nela.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Tobías Ostchega, e o treinador deixou.
A proposta do Boa por JP Murilo foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Martinelli esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
O Botafogo perguntou e o São Paulo disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
O Botafogo ficou sem tempo com o Bragantino. Os papéis estavam abertos quando o prazo passou, e uma transferência que estava quase feita é agora uma transferência que nunca aconteceu.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Botafogo, mais uma semana sem a assinatura de Cleiton.
Plantel12/01/2032
Palavras no treino do Botafogo sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Vanderlan está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O banco12/01/2032
Martinelli tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Botafogo dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Em resumo
PlantelNão há lugar para Derik Lacerda no desenho novo
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Botafogo já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Botafogo a ouviu como outra coisa.
A proposta seguiu esta semana para o Bragantino, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $1.5M — um clube que quer Klayver ao ponto de perguntar duas vezes.
O Botafogo perguntou e o Bragantino disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Há futebolistas que fazem uma boa temporada e futebolistas por quem uma temporada é recordada; aos segundos leem-lhes o nome num salão no verão. No Botafogo estarão discretamente encantados e, em privado, nervosos.
Em resumo
PlantelVanderlan desentende-se com um colega por causa das exigências
PlantelNo Botafogo ainda são estranhos uns para os outros
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 18 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Botafogo, e não vai ser retirado.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Santa Cruz fica com o seu homem, e o Botafogo volta a uma lista com um nome riscado.
O Bragantino queria mais do que $1.1M e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
Martinelli e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Botafogo, e não vai ser retirado.
A perseguição a José Manuel López terminou com $15.0M a mudar de mãos e o Cruzeiro sem razões para dizer que não. Os adeptos julgarão o valor da única maneira que conta: aos sábados.
Plantel22/12/2031
25 dias de fora para Gabriel Abdias depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Botafogo vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Bahia fica com o seu homem, e o Botafogo volta a uma lista com um nome riscado.
A proposta seguiu esta semana para o Bragantino, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Botafogo ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Botafogo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $1.2M — um clube que quer Eric Ramires ao ponto de perguntar duas vezes.
O apuramento está feito e na próxima época os holofotes acendem-se para algo maior. Um palco para os jogadores, oxigénio para as contas e um passaporte para os restantes.
1‑0 frente ao Libertad, sob os holofotes, contra gente que não fala a mesma língua que a bancada. É nestas noites que um clube mede a sua década, e nunca são tantas quantas se espera.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Botafogo perdeu-o em tudo menos nos papéis.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Bahia não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
O painel já tinha subido, os protestos já tinham começado, e então a bola entrou ao minuto 92. O Libertad vai rever cada segundo do tempo extra durante uma semana.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Botafogo falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
A qualificação está garantida, e para a época que vem as grandes noites de holofotes são continentais. Para os jogadores é um palco; para as contas, uma tábua de salvação; para os adeptos, passaportes.
O último jogo do campeonato está jogado e a tabela parou de mexer: 66 pontos. O verão começa na segunda-feira, e com ele a discussão sobre o que tudo isto quis dizer.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 40 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Botafogo perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Aos 35 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.26 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Botafogo, e não vai ser retirado.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 47 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Botafogo, e não vai ser retirado.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Botafogo ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Landerson será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Botafogo as despedidas começaram em silêncio.
Martinelli e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Um médio mede-se por saber se a equipa funciona quando ele está em campo, algo quase impossível de ver e completamente óbvio em retrospetiva. 14 ações, 7.63, e um treinador que não o vai substituir tão cedo.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Martinelli tem a sua resposta do Botafogo; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 55 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Bahia será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Botafogo as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Botafogo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel24/11/2031
Palavras no treino do Botafogo sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Matías Moreno está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Arthur Sales. 1‑0 sobre o Corinthians, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 62 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Lucas Monzón será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Botafogo as despedidas começaram em silêncio.
Martinelli esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Não há pior forma de perder um futebolista. Lucas Monzón pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Matías Moreno estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
A história da ambição ao contrário, e a que ninguém conta: um futebolista que quer um estádio mais pequeno, menos câmaras e uma bancada que não se vira. Não é fraqueza, e raramente é noticiada como outra coisa.
Ninguém no Botafogo dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Vitinho. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Dribles concretizados: 23. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Botafogo a ouviu como outra coisa.
Aos 36 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.11 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Botafogo a ouviu como outra coisa.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Miguel Caldas será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Botafogo as despedidas começaram em silêncio.
Martinelli e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
A série sem derrotas chega aos 7 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Plantel03/11/2031
Matías Moreno desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Dribles concretizados: 19. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Botafogo, e não vai ser retirado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Botafogo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Luiz Fernando agiu, no Botafogo, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Plantel27/10/2031
Palavras no treino do Botafogo sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Matías Moreno está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Ninguém no clube vai dizer em voz alta para quem é esta contratação, que é exatamente como se percebe para quem é. Luiz Fernando chegou para ficar com uma camisola que alguém ainda veste.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Landerson será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Botafogo as despedidas começaram em silêncio.
Martinelli esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Dribles concretizados: 20. Havia sempre um defesa à frente dele, e nunca houve um defesa à frente dele por muito tempo.
Plantel20/10/2031
Vanderlan desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
O banco20/10/2031
Martinelli tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Botafogo dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Não está a ser deixado de fora. Simplesmente não há, no sistema que o Botafogo joga, sítio onde pôr um homem que faz o que ele faz, o que é mais difícil de ouvir do que qualquer ficha de jogo.
“Há coisas de que gostei e coisas que vamos repetir na terça-feira até saírem bem.” 0‑0, e um treinador que já tinha decidido como seria a terça-feira.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em Botafogo já falam dele no passado.
Plantel13/10/2031
Palavras no treino do Botafogo sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Matías Moreno está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O banco13/10/2031
Joelinton tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Botafogo dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Martinelli. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Segue-se o São Paulo, e há um homem no balneário do Botafogo que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
4‑1 frente ao Libertad, numa noite que vai ser revista neste clube durante uma geração. As reputações europeias fazem-se em noites soltas, e esta foi a noite.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Vitinho e o Botafogo acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Martinelli e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Já são 3 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Plantel06/10/2031
Palavras no treino do Botafogo sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Matías Moreno está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O America Mineiro vai querer esquecer isto depressa: 4‑1, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Botafogo foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Botafogo ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Aos 35 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.22 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Botafogo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Notas dos jogadores29/09/2031
Vinicinho jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.39. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
O golo que pôs o America Mineiro na frente ainda passava nos ecrãs do corredor quando o Botafogo empatou, 1 minutos depois. Uma vantagem vale o que se fizer com ela.
Os golos continuam a chegar do exílio de Erick Belé
35 golos em 30 jogos no Deportivo La Guaira — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Botafogo alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
1‑0 frente ao Atletico Bucaramanga, e uma exibição que será descrita durante o resto da época a quem não esteve lá. Arthur Sales está no centro dessa descrição.
Dribles concretizados: 24. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Martinelli esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Matías Moreno estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Matías Moreno estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Joelinton está nela.
Matías Moreno e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em Botafogo já falam dele no passado.
Plantel08/09/2031
Vanderlan desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Ninguém no Botafogo dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Matheus Reis tem a sua resposta do Botafogo; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Maílson, e o treinador deixou.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Botafogo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Jogo30/08/2031
Não se vê o fim da espera do Botafogo por uma vitória
Já são 4 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Botafogo tem de arrancar um resultado de algum lado.
4 jogos sem golo. Os avançados deixam de levantar a cabeça, os médios dão o toque a mais, e cada remate que passa por cima é seguido de um lamento que se acumula desde o último golo.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Cleiton, e o treinador deixou.
Derrota por 0‑1, e justa. O treinador foi curto nas palavras no final, o que provavelmente foi sensato.
Notas dos jogadores01/09/2031
Arthur Sales fez o trabalho que ninguém conta — 6.78
9 ações combinadas e 6.78. O trabalho dele aparece sob a forma de outros parecerem bons, e a única maneira fiável de o notar é ver o que acontece nas tardes em que ele falta.
Todas as séries acabam numa tarde que alguém tinha dado como rotina. Esta durou 10 jogos, o suficiente para uma cidade ter deixado de contar, e pouco o suficiente para se lembrar exatamente de quem a parou.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Botafogo, e não vai ser retirado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Botafogo ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Martinelli esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Dribles concretizados: 21. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Plantel25/08/2031
Matías Moreno desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
3 jogos, nenhum golo e um centro de treinos que já tentou tudo. Vai acabar — as secas acabam sempre — mas ninguém no Botafogo sabe dizer em que semana.
Plantel8 caras novas e o Botafogo ainda se está a conhecer
264Edição
A Sentinela de Botafogo
18/08/2031
Do nosso correspondente de futebolOtimismo
Emprestados18/08/2031
Os golos continuam a chegar do exílio de Erick Belé
34 golos em 29 jogos no Deportivo La Guaira — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Botafogo alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
14 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
A série sem derrotas chega aos 9 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Landerson será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Botafogo as despedidas começaram em silêncio.
Todas as séries acabam numa tarde que alguém tinha dado como rotina. Esta durou 4 jogos, o suficiente para uma cidade ter deixado de contar, e pouco o suficiente para se lembrar exatamente de quem a parou.
21 dias, diz o departamento médico, e os departamentos médicos são otimistas por profissão. A ficha de jogo vai parecer errada sem ele.
Plantel18/08/2031
Vanderlan desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Em resumo
O bancoJoelinton tornou-se um homem de confiança do treinador
13 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Aos 35 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.19 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Martinelli e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Não há pior forma de perder um futebolista. Tomás Giménez pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Os golos continuam a chegar do exílio de Erick Belé
31 golos em 27 jogos no Deportivo La Guaira — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Botafogo alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
O Fortaleza vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Botafogo foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Verba acordada, salário acordado, e o Atletico Venezuela à espera com uma camisola. No Botafogo ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Botafogo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Notas dos jogadores04/08/2031
Arthur Sales jogou uma tarde diferente da de toda a gente
9.77. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do Botafogo sobre quem trabalha
Aos 34 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.22 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
«Disseram-me coisas antes de eu assinar. Não as vou repetir, mas lembro-me de todas.» Botafogo nada responderam, o que também é uma resposta.
Jogo26/07/2031
O Botafogo torna a sua casa um sítio difícil de visitar
12 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
O negócio que levaria JP Murilo para o Juventude caiu na fase final e ele reapresenta-se no Botafogo com um verão para esquecer e uma época inteira para jogar. Ninguém diz quem se levantou da mesa.
A proposta do Metropolitanos por Bianneider Tamayo foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Botafogo ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
O Botafogo ofereceu $990.0K; o Corinthians disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Martinelli esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O Kaizer Chiefs não queria vender e o número é a razão por que o fez. $18.1M por Arthur Sales, e a expectativa que chega com ele não é suavizada por nenhum período de adaptação.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Botafogo perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Rwan Cruz parte para o São Paulo num negócio de $12.6M. Os contabilistas estão satisfeitos; os adeptos, menos.
Plantel21/07/2031
Uma transferência que Arthur Sales teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Arthur Sales está a viver essa versão no Botafogo, e costuma notar-se no primeiro mês.
$2.2M era o máximo que o clube pagaria, e o Santos pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
Direção21/07/2031
O prazo passa com 7 contratações e 14 saídas
Está feito o negócio no Botafogo até o mercado voltar a abrir. Se chegou, responde-se aos sábados e não numa coluna, e o primeiro sábado está perto.
JogoO Botafogo torna a sua casa um sítio difícil de visitar
259Edição
A Sentinela de Botafogo
14/07/2031
Do nosso correspondente de futebolEstável
Alvos de mercado14/07/2031
$18.1M põem os clubes de acordo sobre Arthur Sales
O Kaizer Chiefs aceitou o dinheiro. O que o Botafogo ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Botafogo perdeu-o em tudo menos nos papéis.
O Grêmio segue em frente e o Botafogo vai para casa, com um 0‑0 a decidir tudo. O balneário vai agora dizer que a prioridade é o campeonato, porque é isso que os balneários dizem.
O Botafogo perguntou e o Corinthians disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
1 defendidos dos onze metros, e um estádio que vai descrever cada um deles durante vinte anos. Um guarda-redes precisa de uma noite assim numa carreira, e foi esta.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Botafogo, e não vai ser retirado.
A proposta seguiu esta semana para o Santos, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Martinelli e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Botafogo perdeu-o em tudo menos nos papéis.
A proposta do Santos por Rwan Cruz foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O Vasco da Gama queria mais do que $930.0K e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
Martinelli e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Todas as séries acabam numa tarde que alguém tinha dado como rotina. Esta durou 5 jogos, o suficiente para uma cidade ter deixado de contar, e pouco o suficiente para se lembrar exatamente de quem a parou.
Em resumo
Notas dos jogadoresMarlon Gomes passa por eles um de cada vez
Verba acordada, salário acordado, e o Ceará à espera com uma camisola. No Botafogo ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Chegou por uma verba e sai por uma fração dela. $322.5K do que o Botafogo pagou por Pedro Rocha é dinheiro que o clube não volta a ver, e a direção será interpelada sobre isso durante duas épocas.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Botafogo, e não vai ser retirado.
Jogo28/06/2031
Ninguém quer jogar contra o Botafogo neste momento
5 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. JP Murilo será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Botafogo as despedidas começaram em silêncio.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Matías Moreno estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O Botafogo perguntou e o ABC disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
O Botafogo perguntou e o RB Leipzig disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Botafogo já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Botafogo, e não vai ser retirado.
Martinelli esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O America Mineiro vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Botafogo foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
O Botafogo foi ao Corinthians com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Verba acordada, salário acordado, e o Parana à espera com uma camisola. No Botafogo ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Dois golos e um 9.16 a acompanhar. Os avançados são julgados por tardes como esta e recordados por muito menos delas do que se imagina.
Emprestados16/06/2031
Os golos continuam a chegar do exílio de Erick Belé
25 golos em 20 jogos no Deportivo La Guaira — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Botafogo alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Corinthians fica com o seu homem, e o Botafogo volta a uma lista com um nome riscado.
A proposta do Metropolitanos por Wesley Pomba foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Verba acordada, salário acordado, e o Santa Cruz à espera com uma camisola. No Botafogo ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Maílson agiu, no Botafogo, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $432.3K — um clube que quer Felipe Scheibig ao ponto de perguntar duas vezes.
O Botafogo perguntou e o Palmeiras disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Dribles concretizados: 34. Havia sempre um defesa à frente dele, e nunca houve um defesa à frente dele por muito tempo.
Emprestados02/06/2031
Os golos continuam a chegar do exílio de Erick Belé
24 golos em 18 jogos no Deportivo La Guaira — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Botafogo alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Botafogo, e não vai ser retirado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Matías Moreno estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Os jogos da taça esperam que alguém os agarre, e Danilo agarrou este contra o Mirassol. 3‑0 no fim, e no sorteio da próxima ronda está o nome do Botafogo.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Botafogo ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Martinelli esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Botafogo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Ninguém o confirma e as fichas de jogo confirmam-no todas as semanas. Um erro comprou-lhe um período como segunda opção que já é mais longo do que o erro merecia.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Vanderlan estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
A história da ambição ao contrário, e a que ninguém conta: um futebolista que quer um estádio mais pequeno, menos câmaras e uma bancada que não se vira. Não é fraqueza, e raramente é noticiada como outra coisa.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 0‑1, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.30 aos 35, e ninguém no campo esteve melhor.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Botafogo ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Emprestados12/05/2031
Os golos continuam a chegar do exílio de Erick Belé
20 golos em 15 jogos no Deportivo La Guaira — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Botafogo alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Rwan Cruz e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Botafogo a ouviu como outra coisa.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Miguel Caldas será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Botafogo as despedidas começaram em silêncio.
Martinelli esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
13 jogos longe de casa e 17 golos de colheita. Cada um deles torna a conversa do próximo verão um pouco mais cara.
Plantel28/04/2031
Palavras no treino do Botafogo sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Matías Moreno está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
A música estava desligada e os duches correram até tarde. O que se disse naquele balneário fica lá, mas o sábado publicará a ata.
O banco28/04/2031
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑1, ditas por Mariano Testa a uma sala que já as tinha ouvido.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Martín Ojeda produziu-o, e o 8.54 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Botafogo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
12 jogos no Deportivo La Guaira e os golos não param. No Botafogo acompanham isto mais de perto do que o clube que o tem gostaria.
Plantel21/04/2031
Palavras no treino do Botafogo sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Matías Moreno está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Direção21/04/2031
10 jogadores da formação recebem número de equipa principal no Botafogo
A manhã em que o percurso deixa de ser um folheto e passa a ser uma ficha de jogo. A maioria não estará cá daqui a três anos; todos já fizeram a parte difícil, que era chegar a hoje.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Roberto Teixeira está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. JP Murilo será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Botafogo as despedidas começaram em silêncio.
Martinelli e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Emprestados14/04/2031
Os golos continuam a chegar do exílio de Erick Belé
15 golos em 11 jogos no Deportivo La Guaira — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Botafogo alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Plantel14/04/2031
Palavras no treino do Botafogo sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Pedro Rocha está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Joelinton está nela.
Uma cara nova na sua posição e, de repente, Martinelli tem de reconquistar o que julgava seu. O Botafogo não prometeu nada — nesta fase raramente promete.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Matías Moreno estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Martinelli. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Miguel Caldas será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Botafogo as despedidas começaram em silêncio.
Martinelli esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel31/03/2031
Palavras no treino do Botafogo sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Matías Moreno está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Ninguém no Botafogo dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Cleiton. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Mateo Cáceres treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Botafogo. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
Faltam 3 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Botafogo pode pedir e sobe o salário que Pedro Rocha pode exigir.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Botafogo, e não vai ser retirado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Botafogo ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Botafogo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Emprestados24/03/2031
Os golos continuam a chegar do exílio de Erick Belé
12 golos em 9 jogos no Deportivo La Guaira — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Botafogo alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Plantel24/03/2031
Pedro Rocha desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Martinelli está nela.
Plantel24/03/2031
5 caras novas e o Botafogo ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Botafogo ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Martinelli e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Matías Moreno estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Todos suspeitavam que havia esta versão dele lá dentro, e aqui está a prova. 8.04, e nem uma objeção no estádio.
Emprestados17/03/2031
Os golos continuam a chegar do exílio de Erick Belé
10 golos em 8 jogos no Deportivo La Guaira — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Botafogo alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Joelinton está nela.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Kaio Santos agiu, no Botafogo, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Plantel10/03/2031
Palavras no treino do Botafogo sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Matías Moreno está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Martín Ojeda está nela.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Kaio Santos e o Botafogo acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Martinelli. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
4.º lugar, 73 pontos, e uma reta final que decide se a próxima época tem noites de quinta-feira. Ninguém lhe chama ainda uma corrida, que é o que se diz durante uma.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Botafogo ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Martinelli esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Disseram uma coisa a Matías Moreno e depois aconteceu. Neste meio, isso passa por notável, e o balneário reparou mais depressa do que qualquer adepto podia.
Plantel03/03/2031
Palavras no treino do Botafogo sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Pedro Rocha está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Ninguém no Botafogo dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Botafogo sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Emprestados03/03/2031
Os golos continuam a chegar do exílio de Erick Belé
7 golos em 6 jogos no Deportivo La Guaira — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Botafogo alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
0‑1 frente ao Colo-Colo. O futebol continental não perdoa aquilo que uma liga interna deixa passar, e esta foi uma noite passada a descobrir quais dessas coisas o clube ainda arrasta.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Botafogo, e não vai ser retirado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Botafogo ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Botafogo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Matías Moreno estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Uma média de 7.29 na época, com 10 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Mariano Testa depois do 0‑1, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Cleiton assinar alguma coisa — um contrato no Botafogo ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Martinelli e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Matías Moreno estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Plantel17/02/2031
8 caras novas e o Botafogo ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
O banco17/02/2031
Joelinton tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Botafogo dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
As regras permitem-no e dói na mesma. Pedro Rocha acertou condições com o Cruzeiro para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
21 dias, diz o departamento médico, e os departamentos médicos são otimistas por profissão. A ficha de jogo vai parecer errada sem ele.
Plantel10/02/2031
Palavras no treino do Botafogo sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Pedro Rocha está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Botafogo foi explícito quanto à situação de Mateo Cáceres, o que é mais do que muitos recebem.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Martín Ojeda está nela.
Estava tudo acordado até deixar de estar, e Alexey Miranchuk regressa a Botafogo com um verão para esquecer. Nenhum dos clubes diz quem se levantou da mesa.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Tobias Figueiredo será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Botafogo as despedidas começaram em silêncio.
Rwan Cruz esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel03/02/2031
Matías Moreno desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Ninguém no Botafogo dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Miguel Caldas, e o treinador deixou.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Botafogo sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Em resumo
Direção$14.2M por ano a mais nas contas de Botafogo
Mais um nome na lista: o Dinamo Zagreb fez a pergunta que todo o futebol anda a fazer sobre Alexey Miranchuk. A resposta do Botafogo não mudou — para já.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Franco Torres será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Botafogo as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Botafogo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Matías Moreno estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Cleiton assinar alguma coisa — um contrato no Botafogo ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Botafogo, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Botafogo. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
Em resumo
MercadoContinua sem haver assinatura de Pedro Rocha
Não há pior forma de perder um futebolista. Franco Torres pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Martinelli e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel20/01/2031
Pedro Rocha desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Plantel20/01/2031
8 caras novas e o Botafogo ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Joelinton está nela.
A lesão mais comum do futebol e aquela de que mais se volta à pressa. O Botafogo vai falar em 14 dias e vai ter cuidado, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
Martinelli e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel13/01/2031
Matías Moreno desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Martinelli. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
4.º lugar, 73 pontos, e uma reta final que decide se a próxima época tem noites de quinta-feira. Ninguém lhe chama ainda uma corrida, que é o que se diz durante uma.
Em resumo
MercadoO mercado fechou e Martín Ojeda continua cá
Um prémio individual é coisa estranha num desporto de equipa, e os melhores não se discutem. Teve o tipo de ano que acaba com o seu nome lido em voz alta, e o Botafogo beneficiou disso.
O Botafogo perguntou e o Sport Recife disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Botafogo ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Martinelli esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Ninguém faz um documentário sobre um isquiotibial e toda a gente nisto o teme. No Botafogo vão ter cuidado com a data de regresso, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
Ninguém no Botafogo dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Botafogo perdeu-o em tudo menos nos papéis.
$1.9M era o máximo que o clube pagaria, e o São Paulo pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
Não há pior forma de perder um futebolista. Tobias Figueiredo pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Botafogo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel30/12/2030
Uma transferência que Landerson teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Landerson está a viver essa versão no Botafogo, e costuma notar-se no primeiro mês.
Isto não é profundidade de plantel e ninguém finge que seja. Pagaram-se $19.0M porque Vinicinho é simplesmente melhor do que o que já cá estava, e o clube decidiu deixar de esperar.
Isto não é profundidade de plantel e ninguém finge que seja. Pagaram-se $8.5M porque Diego Costa é simplesmente melhor do que o que já cá estava, e o clube decidiu deixar de esperar.
Verba acordada, salário acordado, e o Boa à espera com uma camisola. No Botafogo ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Plantel23/12/2030
Vinicinho consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Vinicinho acabou de assinar pelo Botafogo e, por uma vez, a resposta importava.
A proposta seguiu esta semana para o São Paulo, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Martinelli e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
$460.0K era o máximo que o clube pagaria, e o Bahia pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
Plantel23/12/2030
Matías Moreno desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O Botafogo foi ao Cruzeiro com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
A proposta do Universidad de Chile por Matías Moreno foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Botafogo vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Botafogo já se começa a dizer o nome dele no passado.
O Botafogo foi ao Internacional com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Botafogo, e não vai ser retirado.
O Botafogo ofereceu $1.2M; o Internacional disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
O apuramento está feito e na próxima época os holofotes acendem-se para algo maior. Um palco para os jogadores, oxigénio para as contas e um passaporte para os restantes.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Botafogo perdeu-o em tudo menos nos papéis.
O último jogo do campeonato está jogado e a tabela parou de mexer: 73 pontos. O verão começa na segunda-feira, e com ele a discussão sobre o que tudo isto quis dizer.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Botafogo vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Aos 35 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.51 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
As regras permitem-no e dói na mesma. Kauã Cruz acertou condições com o Vitória para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
1‑0 frente ao Deportivo Tachira, e uma exibição que será descrita durante o resto da época a quem não esteve lá. Joelinton está no centro dessa descrição.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Botafogo vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Botafogo, e não vai ser retirado.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.42 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. JP Murilo será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Botafogo as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Botafogo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel02/12/2030
Palavras no treino do Botafogo sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Matías Moreno está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Botafogo foi explícito quanto à situação de Matías Moreno, o que é mais do que muitos recebem.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 38 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Botafogo ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Martinelli e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Matías Moreno estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“Há coisas de que gostei e coisas que vamos repetir na terça-feira até saírem bem.” 0‑0, e um treinador que já tinha decidido como seria a terça-feira.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Martinelli assinar alguma coisa — um contrato no Botafogo ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Botafogo ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Pedro Rocha estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O banco18/11/2030
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Cleiton
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
O banco18/11/2030
Joelinton tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Botafogo dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Martín Ojeda. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Martinelli: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Botafogo a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Botafogo disse a Pietro que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
4‑0 frente ao Cienciano, e uma exibição que vai mudar a forma como o resto da competição fala deste clube. No futebol continental as reputações constroem-se em noites soltas, e esta foi uma.
Aos 35 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.47 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
A primeira derrota em 11 jogos. O treinador dirá que tinha de chegar; o balneário dirá que não tinha de chegar contra o Cruzeiro; os adeptos dirão as duas coisas, por essa ordem, a semana inteira.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Botafogo a ouviu como outra coisa.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Matías Moreno estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O Fluminense vai querer esquecer isto depressa: 5‑1, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Botafogo foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Alexey Miranchuk produziu-o, e o 9.14 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Já são 10 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Aos 34 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.88 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Botafogo ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Botafogo, e não vai ser retirado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Botafogo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 6 golos entre o Botafogo e o Fluminense, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
3‑0. É por noites destas que os clubes passam décadas a tentar qualificar-se para esta competição, e elas chegam talvez duas vezes nesse período. Quem esteve no estádio vai descrevê-la mal durante anos.
O Paysandu vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Botafogo foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Joelinton produziu-o, e o 8.39 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Botafogo ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.41 aos 35, e ninguém no campo esteve melhor.
Martinelli e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Martinelli e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Matías Moreno estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Já são 6 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Martín Ojeda. 1‑0 sobre o Sport Recife, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Botafogo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Botafogo ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Matías Moreno estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Ninguém no Botafogo dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Disseram uma coisa a Lucas Araújo e depois aconteceu. Neste meio, isso passa por notável, e o balneário reparou mais depressa do que qualquer adepto podia.
Continua sem haver proposta em cima da mesa, e o contrato de Pedro Rocha continua a encolher. Na língua dos gabinetes, um silêncio tão longo deixa de ser esquecimento e passa a ser resposta.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Botafogo ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Martinelli esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Dribles concretizados: 21. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
A direcção pôs dinheiro em cima da mesa em vez de uma palavra de incentivo. O que lhe acontece a partir de agora é problema de outro, e trabalho de outro.
O banco07/10/2030
Joelinton tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Botafogo dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Em resumo
Notas dos jogadoresMarlon Gomes fica com as honras
Plantel5 caras novas e o Botafogo ainda se está a conhecer
Não há forma mais cruel de perder um jogo. O Botafogo marcou aos 91, o pontapé de saída mal chegou a acontecer, e a bancada visitante ainda estava de pé quando soou o apito.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Botafogo ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Botafogo, e não vai ser retirado.
Martinelli e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel30/09/2030
Matías Moreno desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
9 golos e uma média de 7.25 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
3‑0 frente ao Deportivo Tachira, e uma exibição que vai mudar a forma como o resto da competição fala deste clube. No futebol continental as reputações constroem-se em noites soltas, e esta foi uma.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Matías Moreno estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Botafogo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Gustavo Cascardo será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Botafogo as despedidas começaram em silêncio.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Pedro Rocha estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Mariano Testa depois do 1‑2, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
Um toque que não queria, um ressalto impossível de ler e o seu nome na coluna errada. Depois disto não há consolo, e no Botafogo não o vão tentar esta noite.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. JP Murilo será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Botafogo as despedidas começaram em silêncio.
Martinelli esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel09/09/2030
Matías Moreno desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
Plantel09/09/2030
11 caras novas e o Botafogo ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
A história da ambição ao contrário, a que ninguém conta: um futebolista a pedir um palco mais pequeno, menos câmaras e uma bancada que não se vire. Não é fraqueza e é quase sempre contada como se fosse.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Botafogo sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Diego Raposo tem a sua resposta do Botafogo; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Cleiton: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Botafogo a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Em resumo
O bancoMamady Cissé tornou-se um homem de confiança do treinador
O bancoMateo Cáceres pede uma conversa com o treinador
O Palmeiras segue em frente e o Botafogo vai para casa, com um 0‑2 a decidir tudo. O balneário vai agora dizer que a prioridade é o campeonato, porque é isso que os balneários dizem.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Marlon Gomes será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Botafogo as despedidas começaram em silêncio.
Aos 34 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.18 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Botafogo ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Martinelli e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel02/09/2030
Matías Moreno desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Lucas Araújo será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Botafogo as despedidas começaram em silêncio.
Martinelli e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
4 jogos sem golo. Os avançados deixam de levantar a cabeça, os médios dão o toque a mais, e cada remate que passa por cima é seguido de um lamento que se acumula desde o último golo.
“Podia falar de decisões e podia falar de sorte. Não vou. Perdemos.” O treinador, o 0‑1, e uma conferência de imprensa que durou quatro minutos.
Plantel26/08/2030
Palavras no treino do Botafogo sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Gabriel Menegon está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Dieguinho tem a sua resposta do Botafogo; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Botafogo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Gustavo Cascardo será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Botafogo as despedidas começaram em silêncio.
Plantel19/08/2030
Matías Moreno desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Um ponto é um ponto e fico com ele, mas devíamos ter levado os três.” Mariano Testa depois do empate por 0‑0, e a frase que todos os treinadores do país disseram a certa altura deste fim de semana.
Em resumo
O bancoDanilo tornou-se um homem de confiança do treinador
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Botafogo ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Botafogo ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Martinelli esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Duas equipas do topo da tabela, uma tarde, e um mês de conversa decidido em noventa minutos. O Botafogo não vai usar a palavra título esta semana e não vai deixar de a pensar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Pedro Rocha estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
11 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
A proposta do Houston Dynamo por Gabriel Menegon foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Botafogo ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
O Mirassol vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Botafogo foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Bahia produziu-o, e o 8.25 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Aos 34 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.47 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
O São Paulo queria mais do que $3.6M e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
A proposta do ABC por JP Murilo foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Lucas Araújo será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Botafogo as despedidas começaram em silêncio.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
Rwan Cruz e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Verba acordada, salário acordado, e o Metropolitanos à espera com uma camisola. No Botafogo ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
O Atlético Mineiro paga $19.6M, e o negócio está fechado. O número lê-se bem num balanço; se se lê bem dentro de campo é pergunta para a próxima época.
Chegou por uma verba e sai por uma fração dela. $514.0K do que o Botafogo pagou por Emersonn é dinheiro que o clube não volta a ver, e a direção será interpelada sobre isso durante duas épocas.
A perseguição a Vinícius Lira terminou com $3.5M a mudar de mãos e o Santos sem razões para dizer que não. Os adeptos julgarão o valor da única maneira que conta: aos sábados.
Direção22/07/2030
O prazo passa com 9 contratações e 17 saídas
Está feito o negócio no Botafogo até o mercado voltar a abrir. Se chegou, responde-se aos sábados e não numa coluna, e o primeiro sábado está perto.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $3.4M — um clube que quer Chrystian Barletta ao ponto de perguntar duas vezes.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Botafogo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Em resumo
PlantelUma transferência que Erick Belé teria feito de graça
O Botafogo torna a sua casa um sítio difícil de visitar
19 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Botafogo já se começa a dizer o nome dele no passado.
Noventa minutos de muito pouco e depois tudo de uma vez. O golo chegou aos 86, e o Cruzeiro passou o resto do jogo a reclamar com o árbitro em vez de perseguir a bola.
Aos 33 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.22 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.85 para o resto.
Já são 8 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Verba acordada, salário acordado, e o Grêmio à espera com uma camisola. No Botafogo ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
A proposta do Metropolitanos por Dieguinho foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O Botafogo foi ao Bragantino com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Alexey Miranchuk e o Botafogo acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $1.3M — um clube que quer Guilherme ao ponto de perguntar duas vezes.
As regras permitem-no e dói na mesma. Lucas Araújo acertou condições com o São Paulo para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Botafogo perdeu-o em tudo menos nos papéis.
A proposta seguiu esta semana para o Twente, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O Dynamo Kyiv queria mais do que $18.0M e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
32 pontos, e o resto da divisão a olhar para cima. Todas as equipas que acabam em primeiro passam a época a fingir que não pensam nisso, e esta começou a fingir.
A proposta do Levadia por Gabriel Menegon foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
1 para Bahia, avaliado com 7.94, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
Verba acordada, salário acordado, e o Juventude à espera com uma camisola. No Botafogo ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Botafogo, e não vai ser retirado.
A proposta seguiu esta semana para o Dynamo Kyiv, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.37 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
A proposta do Carabobo por Mamady Cissé foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Botafogo perdeu-o em tudo menos nos papéis.
16 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.34 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
A proposta seguiu esta semana para o Atlético Mineiro, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O ABC pagou $2.8M e o Botafogo aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
As regras permitem-no e dói na mesma. Domingos Andrade acertou condições com o Internacional para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Martinelli esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
$690.0K era o máximo que o clube pagaria, e o Criciuma pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
96 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Botafogo perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Botafogo já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Caio Alexandre não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
A proposta do Palmeiras por Léo Pereira foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Rwan Cruz e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel10/06/2030
Palavras no treino do Botafogo sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Emersonn está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.