Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 52 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Leandro Soares e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e João Pedro Tchoca estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Wesley Cavalcante é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Mateus Pivô. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Em resumo
PlantelArthur Viana passa a ter um programa só dele
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Brusque falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Brusque coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e David da Hora estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Kelvi. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
O bancoAdriano Klein pede uma conversa com o treinador
O bancoO treinador crava a sua bandeira em David da Hora
26Edição
O Diário de Brusque
25/01/2027
Do nosso correspondente de futebolInquietação
Plantel25/01/2027
18 dias de fora para Alan Pedro depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Brusque vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
João Pedro Tchoca e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Em resumo
PlantelDavid da Hora desentende-se com um colega por causa das exigências
O bancoAdriano Klein pede uma conversa com o treinador
25Edição
O Diário de Brusque
18/01/2027
Do nosso correspondente de futebolInquietação
Plantel18/01/2027
25 dias de fora para Alan Pedro depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Brusque vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e João Pedro Tchoca estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 34 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
João Pedro Tchoca esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Leandro Soares estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Samuel Monteiro está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Brusque ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 41 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Ramiro Quintana acabou de assinar pelo Brusque e, por uma vez, a resposta importava.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Brusque coisas que levam mais de uma semana a retirar.
$42.0K era o máximo que o clube pagaria, e o Corinthians pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e David da Hora estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Santa Cruz fica com o seu homem, e o Brusque volta a uma lista com um nome riscado.
O Brusque já telefonou ao Nova Iguaçu. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
50 dias de fora para Alan Pedro depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Brusque vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Matheus Nogueira e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
$42.0K em cima da mesa do Corinthians. O treinador queria-o, a direção acertou um número, e as únicas vozes que faltam ouvir são as do outro clube.
Plantel28/12/2026
Guilherme Nunes desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O Brusque perguntou e o Cruzeiro disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
O banco28/12/2026
Mateus Pivô tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Brusque dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 57 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Brusque fez a parte difícil com o Corinthians, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Brusque coisas que levam mais de uma semana a retirar.
$35.0K era o máximo que o clube pagaria, e o Náutico pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Leandro Soares está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Coritiba fica com o seu homem, e o Brusque volta a uma lista com um nome riscado.
Em resumo
Plantel13 caras novas e o Brusque ainda se está a conhecer
Yan Silva lesiona os ligamentos do joelho — 16 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 16 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Plantel14/12/2026
65 dias de fora para Alan Pedro depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Brusque vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Jorge Bosmediano e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Leandro Soares está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
A abordagem foi feita e a resposta veio numa frase. Não há número em cima da mesa porque não havia número que chegasse.
Mercado14/12/2026
Um dos nossos: Showman junta-se à equipa principal do Brusque
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Showman é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
O Brusque já telefonou ao Coritiba. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
123 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Brusque perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 72 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Jogo05/12/2026
Não se vê o fim da espera do Brusque por uma vitória
Já são 7 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Brusque tem de arrancar um resultado de algum lado.
A lesão mais comum do futebol e aquela de que mais se volta à pressa. O Brusque vai falar em 16 dias e vai ter cuidado, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Jean Carlos e o Brusque acertam mais 1 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 4 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Monte Azul fica com o seu homem, e o Brusque volta a uma lista com um nome riscado.
131 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Brusque perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 79 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
3 jogos sem golo. Os avançados deixam de levantar a cabeça, os médios dão o toque a mais, e cada remate que passa por cima é seguido de um lamento que se acumula desde o último golo.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
138 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Brusque perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Plantel23/11/2026
87 dias de fora para Alan Pedro depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Brusque vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Matheus Nogueira e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Vanderley, e o treinador deixou.
O banco23/11/2026
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑2 Fernando Correia saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Em resumo
O bancoMatheus Nogueira tornou-se um homem de confiança do treinador
148 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Brusque perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Plantel16/11/2026
95 dias de fora para Alan Pedro depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Brusque vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Matheus Nogueira esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Todos os desenhos têm posições e este não tem a dele. O Brusque vai mudar o desenho, mudar-lhe a função ou mudar-lhe o clube, e ele está à espera de saber qual.
O banco16/11/2026
Cipriano tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Brusque dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Mateus Pivô. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Brusque, mais uma semana sem a assinatura de Lautaro Grosso.
É o negócio menos glamoroso que um clube faz e a razão por que as épocas não desabam em fevereiro. Lautaro Grosso está cá para as semanas em que há três lesionados e alguém tem de jogar na mesma.
156 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Brusque perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 102 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Brusque coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Leandro Soares estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Há coisas de que gostei e coisas que vamos repetir na terça-feira até saírem bem.” 0‑0, e um treinador que já tinha decidido como seria a terça-feira.
Martín Lucero lesiona os ligamentos do joelho — 165 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 165 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 109 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Estava tudo acordado com o outro clube, e então o médico falou. O Brusque desistiu de uma contratação por conselho de alguém que nunca o viu jogar, que é exatamente como deve funcionar.
Jorge Bosmediano esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Alessandro Vinícius estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Rafael Furlan lesiona os ligamentos do joelho — 36 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 36 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 116 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
7.39, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Brusque coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O golo que pôs o Ituano na frente ainda passava nos ecrãs do corredor quando o Brusque empatou, 4 minutos depois. Uma vantagem vale o que se fizer com ela.
Em resumo
PlantelNo Brusque ainda são estranhos uns para os outros
O bancoO veredicto do treinador
O bancoMatheus Nogueira tornou-se um homem de confiança do treinador
12Edição
O Diário de Brusque
19/10/2026
Do nosso correspondente de futebolEstável
Plantel19/10/2026
Rafael Furlan lesiona os ligamentos do joelho — 43 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 43 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 125 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Minuto 92. Andrey encontrou a finalização num tempo que só existia por causa das paragens anteriores, e o Botafogo-PB passou do ponto ao nada num só movimento.
Matheus Nogueira esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Acontece a todos e continua a ser o parágrafo mais difícil que um jornal local tem de escrever. 34 anos, 3 pontos abaixo do que era, e um corpo que começou a cobrar juros sobre uma carreira.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Andrey. 2‑1 sobre o Botafogo-PB, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Aos 22 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
50 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Brusque perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Brusque coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Aos 22 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
Plantel12/10/2026
Uma transferência que Alex Payares teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Alex Payares está a viver essa versão no Brusque, e costuma notar-se no primeiro mês.
A formação existe exatamente para esta manhã. Victor Tavares passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Wesley Gomes é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
O banco12/10/2026
Cipriano tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Brusque dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Ninguém vende um lugar anual com uma contratação destas. Qualquer treinador que tenha passado um mau outubro quer uma assim, e o Brusque foi buscar a sua cedo.
O bancoO treinador crava a sua bandeira em Leandro Soares
10Edição
O Diário de Brusque
05/10/2026
Do nosso correspondente de futebolInquietação
Plantel05/10/2026
Rafael Furlan lesiona os ligamentos do joelho — 58 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 58 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.53 para o resto.
Matheus Nogueira e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
A papelada fica pronta muito antes do jogador. Yamil Asad acertou vir quando o contrato atual terminar, o que significa que o Brusque substituiu um orçamento de verão por um telefonema.
Rafael Furlan lesiona os ligamentos do joelho — 66 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 66 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Guilherme Nunes agiu, no Brusque, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Matheus Nogueira e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Brusque, mais uma semana sem a assinatura de Guilherme Nunes.
Ninguém no Brusque dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Rafael Furlan lesiona os ligamentos do joelho — 73 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 73 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Jean Carlos produziu-o, e o 8.64 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
A papelada fica pronta muito antes do jogador. Heitor acertou vir quando o contrato atual terminar, o que significa que o Brusque substituiu um orçamento de verão por um telefonema.
Tem 21 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
82 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Brusque perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Judson acabou de assinar pelo Brusque e, por uma vez, a resposta importava.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
3 jogos sem golo. Os avançados deixam de levantar a cabeça, os médios dão o toque a mais, e cada remate que passa por cima é seguido de um lamento que se acumula desde o último golo.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Fernando Correia depois do 0‑2, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
O banco14/09/2026
Cipriano tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Brusque dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Em resumo
MercadoJudson traz os cabelos brancos que faltavam ao Brusque
90 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Brusque perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Plantel07/09/2026
Jean Carlos consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Jean Carlos acabou de assinar pelo Brusque e, por uma vez, a resposta importava.
Há um nível em que um futebolista deixa de ser posto à prova e passa apenas a ser contido, e ele chegou lá há algum tempo. No Brusque sabem-no, e também todos os que o veem.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Mateus Pivô está nela.
Antevisão07/09/2026
O Brusque mede-se com a equipa que todos perseguem
O Londrina chega como líder. Uma equipa no topo perde mais ou menos uma vez por mês, e o clube que o consegue ganha uma semana de que se lembra durante um ano.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Matheus Nogueira: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Brusque a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Contrato liquidado, apertos de mão, nenhuma verba a mudar de mãos. Marcos Borges deixa o Brusque pela porta discreta, e a folha salarial respira um pouco melhor.
97 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Brusque perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 11 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
O CRB segue em frente e o Brusque vai para casa, com um 0‑5 a decidir tudo. O balneário vai agora dizer que a prioridade é o campeonato, porque é isso que os balneários dizem.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Fernando Correia depois do 0‑3, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
6 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Matheus Nogueira está nela.
Em resumo
PlantelO melhor da divisão no último fim de semana foi um jogador do Brusque
104 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Brusque perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 7 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Matheus Nogueira esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
6 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Brusque e do Retrô por igual; os restantes divertiram-se imenso.
Aos 23 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Em resumo
Notas dos jogadoresMateus Pivô jogou uma tarde diferente da de toda a gente
As bancadasA bancada visitante no Retrô volta para casa feliz
Um desempate por grandes penalidades fica na memória pelo fim, e este acaba em Matheus Nogueira: 2 travadas, e uma bancada que vai descrever cada uma delas nos próximos vinte anos.
O Marcílio Dias está fora e o Brusque segue em frente, com um 0‑0 como palavra final. O quadro abre-se um pouco, e toda a gente se permite espreitá-lo.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. André Radija agiu, no Brusque, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Rafael Furlan e o Brusque acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Brusque coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Matheus Nogueira, e o treinador deixou.
Um penálti é o único momento do futebol em que não há onde esconder-se, e ele não o marcou. O caminho de volta foi longo, e a semana vai ser mais longa ainda.
Dribles concretizados: 16. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Há exatamente uma destas por carreira e normalmente não corre assim. 1 no marcador, 7.46 ao lado do nome e uma bancada que nunca o tinha visto a cantá-lo no final.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Mateus Pivô e o Brusque acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 14 anos que sente como seu. Eduardo Cunha tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
A formação existe exatamente para esta manhã. Eduardo Cunha passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Marcos Borges está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Cristiano Martins está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Matheus Nogueira e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Terminou 2‑1, e a tarde foi de Álvaro: marcou quando era preciso, e é a razão de os pontos ficarem com o Brusque.
O banco03/08/2026
O veredicto do treinador
“Não me vou entusiasmar, e também não os deixo entusiasmar a eles. Foi um bom dia. Virão outros mais difíceis.” Fernando Correia foi breve depois da vitória por 2‑1, que é o que os treinadores fazem quando estão contentes.
Contrato liquidado, apertos de mão, nenhuma verba a mudar de mãos. Paulo Gianezini deixa o Brusque pela porta discreta, e a folha salarial respira um pouco melhor.
Contrato liquidado, apertos de mão, nenhuma verba a mudar de mãos. Lucas de Sá deixa o Brusque pela porta discreta, e a folha salarial respira um pouco melhor.