30 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Estudiantes perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Estudiantes, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Alejo Medina será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Estudiantes as despedidas começaram em silêncio.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e El Hadji Malick Diouf estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Tanner Tessmann esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
37 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Estudiantes perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Oscar será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Estudiantes as despedidas começaram em silêncio.
Verba acordada, salário acordado, e o Debrecen à espera com uma camisola. No Estudiantes ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Estudiantes a ouviu como outra coisa.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Estudiantes coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Um 3‑2 sobre o Deportivo Riestra, conquistado e não oferecido, e o tipo de tarde que manda toda a gente para casa a falar da próxima semana em vez desta.
Oscar lesiona os ligamentos do joelho — 44 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 44 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Estudiantes, e não vai ser retirado.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Estudiantes a ouviu como outra coisa.
Arda Güler e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Rumarn Burrell agiu, no Estudiantes, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Em resumo
PlantelUma zanga por causa do esforço no Estudiantes
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Estudiantes ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Estudiantes podem fingir não ter ouvido.
28 dias, diz o exame, e os exames são mais simpáticos do que a realidade. Os jogos desse período acabaram de passar a ser trabalho de outro.
Plantel27/01/2031
No Estudiantes ainda são estranhos uns para os outros
12 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Oscar está nela.
«Não vim para aqui aquecer à frente das pessoas.» O contrato acaba um dia, sabe contar as semanas, e o Estudiantes terá de lhe dar um motivo para ficar ou uma saída.
Posição 3, 37 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Verba acordada, salário acordado, e o Dinamo Batumi à espera com uma camisola. No Estudiantes ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Estudiantes podem fingir não ter ouvido.
Fernando Bravo e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Agustín Módica estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O banco20/01/2031
Nicolás Capaldo tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Estudiantes dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Um ano depois, a cidade não se abriu, a língua não chegou, e o almoço come-se sozinho mais vezes do que alguém no Estudiantes admitiria. Nota-se aos sábados.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Estudiantes já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Montevideo City Torque tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
O relógio fez o que o Sevilla não quis fazer, e acabou com aquilo. Os adeptos que seguiram a contagem decrescente vão passar o próximo mercado a fazê-lo outra vez.
A proposta do Miramar Misiones por Rodrigo Cabral foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Estudiantes coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel13/01/2031
Alan Forneris consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Alan Forneris acabou de assinar pelo Estudiantes e, por uma vez, a resposta importava.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Espanyol fica com o seu homem, e o Estudiantes volta a uma lista com um nome riscado.
Plantel13/01/2031
Palavras no treino do Estudiantes sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Agustín Módica está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Verba acordada, salário acordado, e o Cerro à espera com uma camisola. No Estudiantes ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Há futebolistas que fazem uma boa temporada e futebolistas por quem uma temporada é recordada; aos segundos leem-lhes o nome num salão no verão. No Estudiantes estarão discretamente encantados e, em privado, nervosos.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Vélez fica com o seu homem, e o Estudiantes volta a uma lista com um nome riscado.
Mercado06/01/2031
Tão perto: a transferência de Alfonso Pedraza morre em cima da hora
O valor estava acertado e o voo já tinha sido visto — e então o telefone deixou de tocar. O Alianza Lima seguiu em frente, Alfonso Pedraza apresenta-se de volta no Estudiantes, e todos fingem que segunda-feira é só uma segunda-feira.
As regras permitem-no e dói na mesma. Kevin Morgan acertou condições com o Vélez para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Estudiantes já se começa a dizer o nome dele no passado.
Estava tudo acordado com o Rosario Central, e então o médico falou. O Estudiantes desistiu de uma contratação por conselho de alguém que nunca o viu jogar, que é exatamente como deve funcionar.
O Estudiantes perguntou e o River Plate disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Estudiantes, e não vai ser retirado.
Não há pior forma de perder um futebolista. Alejo Medina pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Estudiantes coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel30/12/2030
Agustín Módica desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Em resumo
PlantelDemasiada mudança demasiado depressa no Estudiantes
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O PSV fica com o seu homem, e o Estudiantes volta a uma lista com um nome riscado.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Estudiantes já se começa a dizer o nome dele no passado.
O Estudiantes ofereceu $4.4M; o Gimnasia La Plata disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Estudiantes a ouviu como outra coisa.
4‑1 frente ao Guarani, e uma exibição que vai mudar a forma como o resto da competição fala deste clube. No futebol continental as reputações constroem-se em noites soltas, e esta foi uma.
0‑1 frente ao River Plate, e a estrada acaba aqui. As eliminações da taça são mortes rápidas — sem segunda mão, sem próxima semana, só o campeonato daqui até maio.
Chega um momento em que um clube apoia a sua ambição ou admite que não a tem. O Estudiantes pagou $16.3M por Lautaro Di Lollo, que é a forma mais barulhenta de dizer qual das duas escolheu.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Estudiantes perdeu-o em tudo menos nos papéis.
A verba é $10.4M, o contrato está assinado, e a discussão sobre se ele vale o preço pode começar. O Gimnasia y Esgrima negociou duro; o tempo dirá quem ganhou.
O tipo de ano que acaba com um nome a ser lido num salão. O Estudiantes aproveitou-o todas as semanas e tem agora o problema de todos os outros saberem.
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Lautaro Di Lollo está a viver essa versão no Estudiantes, e costuma notar-se no primeiro mês.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Estudiantes fez a parte difícil com o Vélez, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Estudiantes perdeu-o em tudo menos nos papéis.
O Estudiantes perguntou e o Porto disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Andrés Ferro não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
A proposta do Newell's Old Boys por Rodrigo Auzmendi foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Arda Güler e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
$240.0K era o máximo que o clube pagaria, e o Atlético Tucumán pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
Plantel09/12/2030
Palavras no treino do Estudiantes sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Tanner Tessmann está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Uma média de 7.74 na época, com 34 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
0‑1, e o Atlético Tucumán segue em frente. Nove meses de trabalho decididos em duas noites, que é o que um playoff é e aquilo em que ninguém que os desenha pensa.
3‑2 frente ao Atletico Nacional, sob os holofotes, contra gente que não fala a mesma língua que a bancada. É nestas noites que um clube mede a sua década, e nunca são tantas quantas se espera.
A primeira derrota em 16 jogos. O treinador dirá que tinha de chegar; o balneário dirá que não tinha de chegar contra o Atlético Tucumán; os adeptos dirão as duas coisas, por essa ordem, a semana inteira.
Posição 3, 37 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Alfonso Pedraza será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Estudiantes as despedidas começaram em silêncio.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Estudiantes podem fingir não ter ouvido.
Arda Güler esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Tanner Tessmann estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Ninguém no Estudiantes dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
«Há manhãs em que acordas e tudo o que conheces continua longíssimo.» Não é o futebol e nunca foi: o Estudiantes lida com um homem que quer outro país.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Nazareno Durán será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Estudiantes as despedidas começaram em silêncio.
Plantel18/11/2030
Tanner Tessmann desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Gonzalo Morales e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Há manhãs em que acordas e tudo o que conheces continua longíssimo.» Não é o futebol e nunca foi: o Estudiantes lida com um homem que quer outro país.
O banco18/11/2030
Oscar tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Estudiantes dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Facundo Altamirano, e o treinador deixou.
O Estudiantes torna a sua casa um sítio difícil de visitar
57 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Estudiantes coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Os golos continuam a chegar do exílio de Lucas Varaldo
38 golos em 26 jogos no Miramar Misiones — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Estudiantes alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Estudiantes ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Estudiantes ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
33 golos e uma média de 7.74 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
A série sem derrotas chega aos 11 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Estudiantes ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Arda Güler esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
30 golos e uma média de 7.72 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Dribles concretizados: 36. Pelo minuto setenta aparece no rosto de um lateral um desespero muito próprio, e ali estava ele.
Jogo19/10/2030
Ninguém quer jogar contra o Estudiantes neste momento
6 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Estudiantes podem fingir não ter ouvido.
Arda Güler esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Nazareno Durán será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Estudiantes as despedidas começaram em silêncio.
Jogo19/10/2030
Mais uma trazida de fora
4 seguidas na estrada para o Estudiantes. Os autocarros saem cedo, chegam de noite a estádios pouco simpáticos, e voltam sempre com três pontos.
Um 2‑0 sobre o Unión de Santa Fe, conquistado e não oferecido, e o tipo de tarde que manda toda a gente para casa a falar da próxima semana em vez desta.
Notas dos jogadores21/10/2030
Oscar jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.13. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
Em resumo
Notas dos jogadoresNoventa minutos de Arda Güler no seu melhor
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Estudiantes ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Plantel14/10/2030
Palavras no treino do Estudiantes sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Tanner Tessmann está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Estudiantes foi explícito quanto à situação de Rodrigo Auzmendi, o que é mais do que muitos recebem.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Arda Güler está nela.
29 golos e uma média de 7.71 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
2‑0 frente ao Guarani, sob os holofotes, contra gente que não fala a mesma língua que a bancada. É nestas noites que um clube mede a sua década, e nunca são tantas quantas se espera.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Ransford Königsdörffer produziu-o, e o 9.15 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Já são 5 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Estudiantes ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Santiago Fernández será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Estudiantes as despedidas começaram em silêncio.
Posição 3, 24 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Estudiantes ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
16 golos e uma média de 7.32 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
52 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
2‑1 frente ao Atletico Nacional, sob os holofotes, contra gente que não fala a mesma língua que a bancada. É nestas noites que um clube mede a sua década, e nunca são tantas quantas se espera.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Nazareno Durán será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Estudiantes as despedidas começaram em silêncio.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Tanner Tessmann estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Em resumo
Notas dos jogadoresEsequiel Barco jogou uma tarde diferente da de toda a gente
Um desempate por grandes penalidades fica na memória pelo fim, e este acaba em Leandro Brey: 2 travadas, e uma bancada que vai descrever cada uma delas nos próximos vinte anos.
O Rosario Central está fora e o Estudiantes segue em frente, com um 2‑2 como palavra final. O quadro abre-se um pouco, e toda a gente se permite espreitá-lo.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Estudiantes, e não vai ser retirado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Estudiantes ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Arda Güler e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel16/09/2030
Artem Somka consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Artem Somka acabou de assinar pelo Estudiantes e, por uma vez, a resposta importava.
Plantel16/09/2030
Palavras no treino do Estudiantes sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Tanner Tessmann está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
26 jogos longe de casa e 38 golos de colheita. Cada um deles torna a conversa do próximo verão um pouco mais cara.
Plantel09/09/2030
Uma transferência que Nahuel Estévez teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Nahuel Estévez está a viver essa versão no Estudiantes, e costuma notar-se no primeiro mês.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Estudiantes ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Arda Güler e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Algumas transferências precisam de uma campanha de imprensa. Esta precisava de uma camisola com o número antigo. Nahuel Estévez volta a ser jogador do Estudiantes, e a cidade tem a sua história do verão.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Esequiel Barco e o Estudiantes acertam mais 3 anos.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Estudiantes foi explícito quanto à situação de Alexis Segovia, o que é mais do que muitos recebem.
O banco09/09/2030
Oscar tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Estudiantes dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Alfonso Pedraza será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Estudiantes as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Estudiantes coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Esequiel Barco e o Estudiantes acertam mais 3 anos.
Uma média de 7.26 na época, com 15 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Tanner Tessmann estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O Estudiantes torna a sua casa um sítio difícil de visitar
50 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Estudiantes ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Plantel26/08/2030
Tanner Tessmann desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Notas dos jogadores26/08/2030
Tiago Palacios jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.29. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
26 golos e uma média de 7.63 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Arda Güler e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel19/08/2030
Andrés Ferro consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Andrés Ferro acabou de assinar pelo Estudiantes e, por uma vez, a resposta importava.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Mariano Troilo, e o treinador deixou.
49 jogos sem derrota aqui. A cada treinador visitante perguntam-lhe por isso na semana anterior, que é exatamente a razão por que a série continua.
Emprestados12/08/2030
Os golos continuam a chegar do exílio de Lucas Varaldo
38 golos em 25 jogos no Miramar Misiones — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Estudiantes alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
25 golos e uma média de 7.61 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
«Disseram-me qual seria o meu papel e assinei por causa disso. Não aconteceu.» Uma queixa com data marcada é a mais difícil de resolver.
Jogo10/08/2030
Ninguém quer jogar contra o Estudiantes neste momento
5 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Estudiantes, e não vai ser retirado.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Estudiantes ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Verba acordada, salário acordado, e o Tristán Suárez à espera com uma camisola. No Estudiantes ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Estudiantes podem fingir não ter ouvido.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Alfonso Pedraza será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Estudiantes as despedidas começaram em silêncio.
Já são 4 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
O Estudiantes torna a sua casa um sítio difícil de visitar
48 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Emprestados29/07/2030
Os golos continuam a chegar do exílio de Lucas Varaldo
35 golos em 23 jogos no Miramar Misiones — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Estudiantes alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Os jogos da taça esperam que alguém os agarre, e Bautista Kociubinski agarrou este contra o Banfield. 3‑0 no fim, e no sorteio da próxima ronda está o nome do Estudiantes.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Estudiantes perdeu-o em tudo menos nos papéis.
O Estudiantes ficou sem tempo com o Gijón. Os papéis estavam abertos quando o prazo passou, e uma transferência que estava quase feita é agora uma transferência que nunca aconteceu.
Já são 66 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Jogo20/07/2030
O Estudiantes torna a sua casa um sítio difícil de visitar
46 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
O Gijón aceitou o dinheiro. O que o Estudiantes ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Talleres tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Estudiantes já se começa a dizer o nome dele no passado.
PlantelAs defesas já dobram a marcação a Arda Güler
207Edição
A Crónica de Estudiantes
15/07/2030
Do nosso correspondente de futebolOtimismo
Emprestados15/07/2030
Os golos continuam a chegar do exílio de Lucas Varaldo
31 golos em 21 jogos no Miramar Misiones — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Estudiantes alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Estudiantes já se começa a dizer o nome dele no passado.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Vélez fica com o seu homem, e o Estudiantes volta a uma lista com um nome riscado.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
«Dei tudo aqui e preciso de um desafio novo.» O pedido é formal, e a relação nunca mais vai ser exatamente a mesma.
Plantel15/07/2030
Uma transferência que Fernando Bravo teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Fernando Bravo está a viver essa versão no Estudiantes, e costuma notar-se no primeiro mês.
Arda Güler e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Tanner Tessmann estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O bancoArda Güler tornou-se um homem de confiança do treinador
PlantelDemasiada mudança demasiado depressa no Estudiantes
206Edição
A Crónica de Estudiantes
08/07/2030
Do nosso correspondente de futebolOtimismo
Emprestados08/07/2030
Os golos continuam a chegar do exílio de Lucas Varaldo
30 golos em 20 jogos no Miramar Misiones — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Estudiantes alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Estudiantes já se começa a dizer o nome dele no passado.
O Estudiantes perguntou e o Galatasaray disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
38 pontos, e o resto da divisão a olhar para cima. Todas as equipas que acabam em primeiro passam a época a fingir que não pensam nisso, e esta começou a fingir.
A proposta seguiu esta semana para o Vélez, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O Estudiantes e o Godoy Cruz acertaram em $490.0K. O resto pertence ao jogador e ao empresário, e um adepto que já viu uma destas sabe que ainda não é altura de comprar a camisola.
Verba acordada, salário acordado, e o San Martín SJ à espera com uma camisola. No Estudiantes ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
O Watford não queria vender e o número é a razão por que o fez. $12.9M por Pep Chavarría, e a expectativa que chega com ele não é suavizada por nenhum período de adaptação.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Pep Chavarría agiu, no Estudiantes, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Arda Güler esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
As condições foram oferecidas e recusadas. Se foi o salário, a função ou a cidade, no Huracán ninguém diz, e no Estudiantes ninguém gosta de estar a adivinhar.
Um desempate por grandes penalidades fica na memória pelo fim, e este acaba em Fabricio Iacovich: 3 travadas, e uma bancada que vai descrever cada uma delas nos próximos vinte anos.
O River Plate segue. A tabela disse durante meses que esta equipa era suficientemente boa, e ao formato não interessa o que a tabela disse: a discussão que todos os clubes eliminados têm consigo próprios desde que existem playoffs.
O Estudiantes e o Watford acertaram em $12.9M. O resto pertence ao jogador e ao empresário, e um adepto que já viu uma destas sabe que ainda não é altura de comprar a camisola.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
Verba acordada, salário acordado, e o Melgar à espera com uma camisola. No Estudiantes ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Vélez fica com o seu homem, e o Estudiantes volta a uma lista com um nome riscado.
46 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
1‑0 chega. A um jogo de tudo aquilo para que a época serviu — a maior manhã que um clube pode ter sem ter ganho nada, e que qualquer adepto assinaria já assim mesmo.
Jogo12/06/2030
Ninguém quer jogar contra o Estudiantes neste momento
9 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Estudiantes já se começa a dizer o nome dele no passado.
O VfL Wolfsburg aceitou o dinheiro. O que o Estudiantes ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
Estava tudo acordado até deixar de estar, e Fabricio Iacovich regressa a Estudiantes com um verão para esquecer. Nenhum dos clubes diz quem se levantou da mesa.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Estudiantes, e não vai ser retirado.
45 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Vitória por 4‑2 sobre o Deportivo Riestra, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
Já são 8 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Wanderers tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Verba acordada, salário acordado, e o River Plate à espera com uma camisola. No Estudiantes ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
O Estudiantes foi ao Vélez com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
44 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
A venda está feita e o dinheiro veio com ela. Donos novos chegam a prometer paciência; a promessa tem prazo de validade, e toda a gente no clube sabe mais ou menos qual é.
1‑0 resolve, e um clube que passou uma época a ganhar o direito de jogar estes jogos ganhou um deles. Esta noite acabou a época de outro, que é a parte que ninguém menciona nos festejos.
Já são 7 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
A proposta ficou muito aquém e em Estudiantes não precisaram de pensar muito. Ninguém neste negócio lê uma primeira recusa como um fim.
Emprestados03/06/2030
Os golos continuam a chegar do exílio de Lucas Varaldo
23 golos em 15 jogos no Miramar Misiones — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Estudiantes alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Estudiantes, e não vai ser retirado.
Há futebolistas que fazem uma boa temporada e futebolistas por quem uma temporada é recordada; aos segundos leem-lhes o nome num salão no verão. No Estudiantes estarão discretamente encantados e, em privado, nervosos.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Fabricio Iacovich estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Franco Díaz, e o treinador deixou.
O banco27/05/2030
Oscar tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Estudiantes dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Fabricio Iacovich treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Oscar. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
4 golos em 16 jogos no Patronato — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Estudiantes alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Ninguém quer jogar contra o Estudiantes neste momento
5 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
13 golos e uma média de 7.42 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Mariano Troilo e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel20/05/2030
Palavras no treino do Estudiantes sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Fabricio Iacovich está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Santiago Núñez, e o treinador deixou.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Estudiantes foi explícito quanto à situação de Alexis Manyoma, o que é mais do que muitos recebem.
3 golos numa tarde, todos do mesmo homem. Os restantes jogadores também estiveram presentes, confirmou uma testemunha.
Emprestados13/05/2030
Os golos continuam a chegar do exílio de Lucas Varaldo
21 golos em 12 jogos no Miramar Misiones — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Estudiantes alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Facundo Farías será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Estudiantes as despedidas começaram em silêncio.
Já são 4 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Estudiantes coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Estudiantes podem fingir não ter ouvido.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em Estudiantes já falam dele no passado.
Plantel06/05/2030
Palavras no treino do Estudiantes sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Fabricio Iacovich está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Uma média de 7.32 na época, com 9 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
É sentimental, é completamente sincero e é o princípio de uma saída que ninguém anunciou. O clube pode ser elegante quanto a isso ou pode fingir que não ouviu.
A série sem derrotas chega aos 57 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
41 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
10 jogos longe de casa e 16 golos de colheita. Cada um deles torna a conversa do próximo verão um pouco mais cara.
Plantel29/04/2030
Fabricio Iacovich desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Tem 20 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
A série sem derrotas chega aos 55 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Posição 2, 26 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Fabricio Pérez será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Estudiantes as despedidas começaram em silêncio.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Tanner Tessmann estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Estudiantes coisas que levam mais de uma semana a retirar.
100 jogos com a camisola. Ninguém se propõe construir um registo assim; acontece a um certo tipo de jogador num certo tipo de clube, e esta cidade sabe o que tem.
39 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
O Deportivo Riestra vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Estudiantes foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Rodrigo Auzmendi produziu-o, e o 9.13 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Estudiantes coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel15/04/2030
Palavras no treino do Estudiantes sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Arda Güler está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Em resumo
Notas dos jogadoresArda Güler jogou uma tarde diferente da de toda a gente
Já são 53 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Estudiantes podem fingir não ter ouvido.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Santiago Fernández será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Estudiantes as despedidas começaram em silêncio.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Estudiantes ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Arda Güler esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 6 golos entre o Estudiantes e o Independiente Rivadavia, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do Estudiantes sobre quem trabalha
PlantelUma lesão muscular afasta Fernando Díaz durante 15 dias
Notas dos jogadoresRodrigo Auzmendi jogou uma tarde diferente da de toda a gente
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Estudiantes ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Guillermo de Amores acabou de assinar pelo Estudiantes e, por uma vez, a resposta importava.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Plantel01/04/2030
Demasiada mudança demasiado depressa no Estudiantes
7 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Elías Torres, e o treinador deixou.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Santiago Luján tem a sua resposta do Estudiantes; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que El Hadji Malick Diouf está nela.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Fabricio Iacovich treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Leandro Brey e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Arda Güler estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Disseram uma coisa a Arda Güler e depois aconteceu. Neste meio, isso passa por notável, e o balneário reparou mais depressa do que qualquer adepto podia.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
O banco25/03/2030
Oscar tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Estudiantes dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Oscar assinar alguma coisa — um contrato no Estudiantes ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
38 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
1 defendidos dos onze metros, e um estádio que vai descrever cada um deles durante vinte anos. Um guarda-redes precisa de uma noite assim numa carreira, e foi esta.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Facundo Farías será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Estudiantes as despedidas começaram em silêncio.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Kevin Morgan agiu, no Estudiantes, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Fabricio Iacovich estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Já são 50 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Andreaw Gravillon acabou de assinar pelo Estudiantes e, por uma vez, a resposta importava.
Todas as séries acabam numa tarde que alguém tinha dado como rotina. Esta durou 6 jogos, o suficiente para uma cidade ter deixado de contar, e pouco o suficiente para se lembrar exatamente de quem a parou.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Fabricio Iacovich, e o treinador deixou.
Santiago Fernández e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
37 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Estudiantes, e não vai ser retirado.
Já são 6 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Estudiantes a ouviu como outra coisa.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Fabricio Iacovich estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
36 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
4‑0. É por noites destas que os clubes passam décadas a tentar qualificar-se para esta competição, e elas chegam talvez duas vezes nesse período. Quem esteve no estádio vai descrevê-la mal durante anos.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Arda Güler produziu-o, e o 8.56 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Já são 5 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Fabricio Pérez será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Estudiantes as despedidas começaram em silêncio.
Notas dos jogadores25/02/2030
Um golo de defesa dá a vitória ao Estudiantes — 7.66
1 para Mariano Troilo, avaliado com 7.66, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
Arda Güler e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Alejo Medina agiu, no Estudiantes, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
O Estudiantes torna a sua casa um sítio difícil de visitar
35 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
O Defensa y Justicia vai querer esquecer isto depressa: 5‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Estudiantes foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Estudiantes ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Estudiantes, e não vai ser retirado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Estudiantes coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Já são 3 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Federico Gattoni acabou de assinar pelo Estudiantes e, por uma vez, a resposta importava.
Em resumo
Notas dos jogadoresNoventa minutos de Rodrigo Auzmendi no seu melhor
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Esequiel Barco acabou de assinar pelo Estudiantes e, por uma vez, a resposta importava.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Santiago Fernández será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Estudiantes as despedidas começaram em silêncio.
Mariano Troilo e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Dribles concretizados: 21. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Plantel11/02/2030
Fabricio Iacovich desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Estudiantes ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
A série sem derrotas chega aos 44 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
O Central Córdoba SdE vai querer esquecer isto depressa: 7‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Estudiantes foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Tiago Palacios produziu-o, e o 8.57 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Arda Güler produziu-o, e o 8.45 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Oscar produziu-o, e o 8.40 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Arda Güler esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Contrato novo para o homem do banco, e a coisa mais clara que uma direcção pode dizer sem convocar uma conferência de imprensa. Prometer estabilidade é barato; entregá-la não é.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Fabricio Iacovich, e o treinador deixou.
Santiago Dalmasso e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Franco Herrera estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Fiz tudo o que me pediram nos treinos e ao sábado não mudou nada.” A queixa mais conhecida do futebol, e uma a que o Estudiantes terá de responder com minutos ou com uma transferência.
Ninguém no Estudiantes dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
O Dinamo Zagreb pagou $32.2M e o Estudiantes aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Estudiantes, e não vai ser retirado.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Plantel21/01/2030
Fabricio Iacovich desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Estudiantes coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O banco21/01/2030
Ayden Heaven tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Estudiantes dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Estudiantes perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Os contabilistas vão chamar-lhe bom negócio e terão razão, o que não é o assunto de ninguém fora da administração. Santiago Castro era uma das razões por que as pessoas vinham, e $82.9M não substitui isso sozinho.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Estudiantes a ouviu como outra coisa.
Ayden Heaven e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel14/01/2030
Fabricio Iacovich desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Plantel14/01/2030
Demasiada mudança demasiado depressa no Estudiantes
16 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Atlético Tucumán tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Estudiantes perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Mercado07/01/2030
Tão perto: a transferência de Iván Fresneda morre em cima da hora
O valor estava acertado e o voo já tinha sido visto — e então o telefone deixou de tocar. O Penarol seguiu em frente, Iván Fresneda apresenta-se de volta no Estudiantes, e todos fingem que segunda-feira é só uma segunda-feira.
O tipo de ano que acaba com um nome a ser lido num salão. O Estudiantes aproveitou-o todas as semanas e tem agora o problema de todos os outros saberem.
O Estudiantes perguntou e o Racing Club disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
A proposta do Liverpool Montevideo por Facundo Altamirano foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Alexis Segovia agiu, no Estudiantes, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Santiago Fernández e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Estudiantes perdeu-o em tudo menos nos papéis.
A perseguição a Fernando Díaz terminou com $5.6M a mudar de mãos e o Unión de Santa Fe sem razões para dizer que não. Os adeptos julgarão o valor da única maneira que conta: aos sábados.
Um prémio individual é coisa estranha num desporto de equipa, e os melhores não se discutem. Teve o tipo de ano que acaba com o seu nome lido em voz alta, e o Estudiantes beneficiou disso.
Fernando Díaz consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Fernando Díaz acabou de assinar pelo Estudiantes e, por uma vez, a resposta importava.
«Há manhãs em que acordas e tudo o que conheces continua longíssimo.» Não é o futebol e nunca foi: o Estudiantes lida com um homem que quer outro país.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Estudiantes coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Em resumo
O bancoSantiago Castro tornou-se um homem de confiança do treinador
O Penarol não queria vender e o número é a razão por que o fez. $75.1M por Arda Güler, e a expectativa que chega com ele não é suavizada por nenhum período de adaptação.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Estudiantes perdeu-o em tudo menos nos papéis.
O Estudiantes e o Unión de Santa Fe acertaram em $5.6M. O resto pertence ao jogador e ao empresário, e um adepto que já viu uma destas sabe que ainda não é altura de comprar a camisola.
O Sporting Kansas City não queria vender e o número é a razão por que o fez. $13.0M por Tanner Tessmann, e a expectativa que chega com ele não é suavizada por nenhum período de adaptação.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Arda Güler agiu, no Estudiantes, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Tigre fica com o seu homem, e o Estudiantes volta a uma lista com um nome riscado.
O Estudiantes ofereceu $2.1M; o Rosario Central disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
A série sem derrotas chega aos 43 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
O Estudiantes foi ao Penarol com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
O River Plate está fora e o Estudiantes segue em frente, com um 0‑0 como palavra final. O quadro abre-se um pouco, e toda a gente se permite espreitá-lo.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Estudiantes já se começa a dizer o nome dele no passado.
O Estudiantes e o Defensa y Justicia acertaram em $9.4M. O resto pertence ao jogador e ao empresário, e um adepto que já viu uma destas sabe que ainda não é altura de comprar a camisola.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Estudiantes já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Mariano Troilo não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
O Estudiantes foi ao Tigre com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
$5.7M em cima da mesa do Defensa y Justicia. O treinador queria-o, a direção acertou um número, e as únicas vozes que faltam ouvir são as do outro clube.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Estudiantes, e não vai ser retirado.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Estudiantes a ouviu como outra coisa.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Franco Díaz agiu, no Estudiantes, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $11.1M — um clube que quer Ignacio Russo ao ponto de perguntar duas vezes.
33 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
3‑0. É por noites destas que os clubes passam décadas a tentar qualificar-se para esta competição, e elas chegam talvez duas vezes nesse período. Quem esteve no estádio vai descrevê-la mal durante anos.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Estudiantes podem fingir não ter ouvido.
A proposta seguiu esta semana para o Temperley, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Vélez fica com o seu homem, e o Estudiantes volta a uma lista com um nome riscado.
32 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
0‑0, e o Tigre segue em frente. Nove meses de trabalho decididos em duas noites, que é o que um playoff é e aquilo em que ninguém que os desenha pensa.
36 pontos, e o resto da divisão a olhar para cima. Todas as equipas que acabam em primeiro passam a época a fingir que não pensam nisso, e esta começou a fingir.
1 defendidos dos onze metros, e um estádio que vai descrever cada um deles durante vinte anos. Um guarda-redes precisa de uma noite assim numa carreira, e foi esta.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Estudiantes ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Ayden Heaven e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Disseram-me qual seria o meu papel e assinei por causa disso. Não aconteceu.» Uma queixa com data marcada é a mais difícil de resolver.
Plantel19/11/2029
Fabricio Iacovich desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Santiago Fernández esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O banco19/11/2029
Santiago Castro tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Estudiantes dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Oscar. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Nicolás Capraro tem a sua resposta do Estudiantes; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
5 golos em 13 jogos no Talleres — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Estudiantes alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Em resumo
DireçãoA formação do Estudiantes continua a produzir
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Bautista Kociubinski será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Estudiantes as despedidas começaram em silêncio.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Estudiantes ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Plantel12/11/2029
Fabricio Iacovich desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Santiago Fernández e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Um jogador que contava ser titular assistiu de fora. O treinador vai chamar-lhe uma decisão pela equipa; Fabricio Iacovich chama-lhe outra coisa em privado.
Em resumo
Notas dos jogadoresElías Torres passa por eles um de cada vez
Já são 37 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
29 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
37 golos e uma média de 7.77 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Vitória por 4‑0 sobre o Racing Club, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Estudiantes ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Estudiantes a ouviu como outra coisa.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Nicolás Capaldo e o Estudiantes acertam mais 4 anos.
Já são 35 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
28 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
2‑2 frente ao Colo-Colo, e uma exibição que será descrita durante o resto da época a quem não esteve lá. Santiago Castro está no centro dessa descrição.
32 pontos, e o resto da divisão a olhar para cima. Todas as equipas que acabam em primeiro passam a época a fingir que não pensam nisso, e esta começou a fingir.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Estudiantes sabem-no.
Leandro Brey e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel29/10/2029
Palavras no treino do Estudiantes sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Fabricio Iacovich está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
A série sem derrotas chega aos 33 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Todas as séries acabam numa tarde que alguém tinha dado como rotina. Esta durou 14 jogos, o suficiente para uma cidade ter deixado de contar, e pouco o suficiente para se lembrar exatamente de quem a parou.
«Dei tudo aqui e preciso de um desafio novo.» O pedido é formal, e a relação nunca mais vai ser exatamente a mesma.
Plantel22/10/2029
Uma transferência que Elías Calderón teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Elías Calderón está a viver essa versão no Estudiantes, e costuma notar-se no primeiro mês.
Plantel22/10/2029
Palavras no treino do Estudiantes sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Fabricio Iacovich está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Alcides Benítez e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
6 golos e uma média de 7.30 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Gabriel Neves, e o treinador deixou.
«Há manhãs em que acordas e tudo o que conheces continua longíssimo.» Não é o futebol e nunca foi: o Estudiantes lida com um homem que quer outro país.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Santiago Núñez, e o treinador deixou.
Santiago Dalmasso e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
«Há uma distância, e fingir que não há não ajuda ninguém.» Nenhuma das partes se mexeu, e o calendário trabalha para uma delas apenas.
Plantel15/10/2029
Palavras no treino do Estudiantes sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Lautaro Fedele está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Estudiantes disse a Leandro Brey que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Walter Bou tem a sua resposta do Estudiantes; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
27 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Já são 14 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
3‑0 frente ao Olimpia, e uma exibição que vai mudar a forma como o resto da competição fala deste clube. No futebol continental as reputações constroem-se em noites soltas, e esta foi uma.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Estudiantes, e não vai ser retirado.
Aos 33 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.32 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Estudiantes ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Ninguém faz um documentário sobre um isquiotibial e toda a gente nisto o teme. No Estudiantes vão ter cuidado com a data de regresso, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Uma média de 7.82 na época, com 36 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Já são 12 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
27 pontos, e o resto da divisão a olhar para cima. Todas as equipas que acabam em primeiro passam a época a fingir que não pensam nisso, e esta começou a fingir.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Facundo Farías será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Estudiantes as despedidas começaram em silêncio.
6 triunfos consecutivos como visitante. As equipas que ganham fora costumam saber defender e contra-atacar, e a tabela começou a refletir o que essas viagens renderam.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Estudiantes ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Ayden Heaven e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Em resumo
Notas dos jogadoresSantiago Castro jogou uma tarde diferente da de toda a gente
PlantelFabricio Iacovich desentende-se com um colega por causa das exigências
25 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Uma média de 7.75 na época, com 32 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
O Patronato vai querer esquecer isto depressa: 5‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Estudiantes foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
5 triunfos consecutivos como visitante. As equipas que ganham fora costumam saber defender e contra-atacar, e a tabela começou a refletir o que essas viagens renderam.
Plantel24/09/2029
Fabricio Iacovich desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
24 jogos sem derrota aqui. A cada treinador visitante perguntam-lhe por isso na semana anterior, que é exatamente a razão por que a série continua.
Jogo12/09/2029
Ninguém quer jogar contra o Estudiantes neste momento
9 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
O Newell's Old Boys está fora e o Estudiantes segue em frente, com um 3‑2 como palavra final. O quadro abre-se um pouco, e toda a gente se permite espreitá-lo.
Com 2 golos de desvantagem isto era uma formalidade, e a formalidade durou até deixar de ser. O Estudiantes encontrou algo que a primeira parte não tinha anunciado, e o Newell's Old Boys não soube segurar o que tinha.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Bautista Kociubinski será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Estudiantes as despedidas começaram em silêncio.
Manu Hernando esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 23 anos que sente como seu. Jeremías Merlo tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Estudiantes ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Estudiantes coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel10/09/2029
Palavras no treino do Estudiantes sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Fabricio Iacovich está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O Boca Juniors vai continuar a utilizá-lo até junho e não receberá nada por ele depois. Agustín Marchesín pré-acordou a mudança para o Estudiantes, e os únicos que perdem nesse arranjo são os que deixaram o contrato correr.
É sentimental, é completamente sincero e é o princípio de uma saída que ninguém anunciou. O clube pode ser elegante quanto a isso ou pode fingir que não ouviu.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Estudiantes foi explícito quanto à situação de Santiago Luján, o que é mais do que muitos recebem.
O banco10/09/2029
Tiago Palacios tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Estudiantes dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Disseram uma coisa a Joaquín Tobio Burgos e depois aconteceu. Neste meio, isso passa por notável, e o balneário reparou mais depressa do que qualquer adepto podia.
Já são 8 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Santiago Castro produziu-o, e o 8.96 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Nazareno Durán não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Estudiantes ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Fabricio Iacovich estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
23 jogos sem derrota aqui. A cada treinador visitante perguntam-lhe por isso na semana anterior, que é exatamente a razão por que a série continua.
Jogo25/08/2029
Ninguém quer jogar contra o Estudiantes neste momento
7 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
«Há manhãs em que acordas e tudo o que conheces continua longíssimo.» Não é o futebol e nunca foi: o Estudiantes lida com um homem que quer outro país.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Elías Torres. 1‑0 sobre o Newell's Old Boys, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Santiago Fernández esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Ayden Heaven esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel20/08/2029
Fabricio Iacovich desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
3 triunfos consecutivos como visitante. As equipas que ganham fora costumam saber defender e contra-atacar, e a tabela começou a refletir o que essas viagens renderam.
O Estudiantes torna a sua casa um sítio difícil de visitar
22 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
28 golos e uma média de 7.69 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Santiago Castro produziu-o, e o 9.10 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Jogo11/08/2029
Ninguém quer jogar contra o Estudiantes neste momento
5 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Santiago Fernández será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Estudiantes as despedidas começaram em silêncio.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Estudiantes, e não vai ser retirado.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Fabricio Iacovich estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Cerro Largo tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Facundo Farías será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Estudiantes as despedidas começaram em silêncio.
A proposta do Barracas Central por Jalil Elías foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O Estudiantes ficou sem tempo com o Pachuca. Os papéis estavam abertos quando o prazo passou, e uma transferência que estava quase feita é agora uma transferência que nunca aconteceu.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Estudiantes ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Não há pior forma de perder um futebolista. Franco Colotto pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
O Gimnasia y Esgrima vai querer esquecer isto depressa: 9‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Estudiantes foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
19 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Estudiantes perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Talleres tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Estudiantes já se começa a dizer o nome dele no passado.
24 golos e uma média de 7.58 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Em resumo
Notas dos jogadoresLucas Varaldo marca duas vezes — 9.01
Alvos de mercadoO mercado fecha em cima do negócio de Agustín Módica
19 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
28 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Estudiantes perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Estudiantes já se começa a dizer o nome dele no passado.
O Central Córdoba SdE vai querer esquecer isto depressa: 4‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Estudiantes foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Chega um momento em que um clube apoia a sua ambição ou admite que não a tem. O Estudiantes pagou $9.9M por Manu Hernando, que é a forma mais barulhenta de dizer qual das duas escolheu.
O Girona queria mais do que $68.3M e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
Plantel16/07/2029
Nicolás Capraro lesiona os ligamentos do joelho — 36 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 36 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
O aperto de mão com o Racing Santander está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
Verba acordada, salário acordado, e o Sarmiento à espera com uma camisola. No Estudiantes ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Estudiantes podem fingir não ter ouvido.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Dinamo Batumi tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Javier Vallejos está a viver essa versão no Estudiantes, e costuma notar-se no primeiro mês.
A proposta seguiu esta semana para o Girona, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Plantel09/07/2029
Nicolás Capraro lesiona os ligamentos do joelho — 43 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 43 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Estudiantes perdeu-o em tudo menos nos papéis.
A proposta do Patronato por Bautista Kociubinski foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Gimnasia y Esgrima tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Lucas Varaldo agiu, no Estudiantes, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
$1.4M era o máximo que o clube pagaria, e o Doncaster Rovers pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
O West Bromwich Albion não queria vender e o número é a razão por que o fez. $52.8M por El Hadji Malick Diouf, e a expectativa que chega com ele não é suavizada por nenhum período de adaptação.
Plantel02/07/2029
Nicolás Capraro lesiona os ligamentos do joelho — 50 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 50 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Chega um momento em que um clube apoia a sua ambição ou admite que não a tem. O Estudiantes pagou $39.7M por Ayden Heaven, que é a forma mais barulhenta de dizer qual das duas escolheu.
Verba acordada, salário acordado, e o Veracruz à espera com uma camisola. No Estudiantes ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
O Central Córdoba SdE aceitou o dinheiro. O que o Estudiantes ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
Plantel02/07/2029
Ayden Heaven consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Ayden Heaven acabou de assinar pelo Estudiantes e, por uma vez, a resposta importava.
A proposta seguiu esta semana para o Doncaster Rovers, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
$52.8M em cima da mesa do West Bromwich Albion. O treinador queria-o, a direção acertou um número, e as únicas vozes que faltam ouvir são as do outro clube.
O Estudiantes foi ao Luton Town com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Estudiantes perdeu-o em tudo menos nos papéis.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Racing tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
O aperto de mão com o Belgrano está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
«Há manhãs em que acordas e tudo o que conheces continua longíssimo.» Não é o futebol e nunca foi: o Estudiantes lida com um homem que quer outro país.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Estudiantes já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Estudiantes, e não vai ser retirado.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Santiago Fernández e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel18/06/2029
Walter Bou desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Toda a gente deixou de fingir: o River Plate vai fazer a chamada por Matías Mansilla esta semana. O Estudiantes tem um número em mente, e o número não é tímido.
O banco18/06/2029
Facundo Farías tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Estudiantes dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
A série sem derrotas chega aos 18 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
O Racing Club segue. A tabela disse durante meses que esta equipa era suficientemente boa, e ao formato não interessa o que a tabela disse: a discussão que todos os clubes eliminados têm consigo próprios desde que existem playoffs.
Vitória por 4‑2 sobre o Gimnasia y Esgrima, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Estudiantes já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Danubio tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Walter Bou produziu-o, e o 8.49 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
2‑0 na noite, e a eliminatória é deles. A época de outros acabou nos mesmos noventa minutos, o que os festejos no Estudiantes têm todo o direito de ignorar.
Ser difícil de bater não é o mesmo que ganhar, mas 16 jogos sem derrota são uma base que o Estudiantes não tinha no outono.
Jogo30/05/2029
O Estudiantes torna a sua casa um sítio difícil de visitar
17 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Estudiantes podem fingir não ter ouvido.
O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Joel Medina não precisou: 8.10, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Elías Torres esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
PlantelUma zanga por causa do esforço no Estudiantes
148Edição
A Crónica de Estudiantes
28/05/2029
Do nosso correspondente de futebolOtimismo
Plantel28/05/2029
Palavras no treino do Estudiantes sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Fabricio Iacovich está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Estudiantes ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Estudiantes coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Joel Medina, e o treinador deixou.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Tiago Palacios. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
“Não assinei para ver. Ninguém assina.” A queixa mais antiga do futebol, e o Estudiantes vai ter de lhe responder com minutos ou com uma transferência.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Estudiantes, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Já são 15 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Estudiantes ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Uma média de 7.40 na época, com 15 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Plantel21/05/2029
Palavras no treino do Estudiantes sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Fabricio Iacovich está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
200 jogos com a camisola. Ninguém se propõe construir um registo assim; acontece a um certo tipo de jogador num certo tipo de clube, e esta cidade sabe o que tem.
Ezequiel Piovi esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Notas dos jogadores21/05/2029
Santiago Castro jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.09. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
Disseram uma coisa a Joaquín Tobio Burgos e depois aconteceu. Neste meio, isso passa por notável, e o balneário reparou mais depressa do que qualquer adepto podia.
16 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Estudiantes a ouviu como outra coisa.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Estudiantes ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Estudiantes coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Walter Bou estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Não há forma mais cruel de perder um jogo. O Estudiantes marcou aos 90, o pontapé de saída mal chegou a acontecer, e a bancada visitante ainda estava de pé quando soou o apito.
Elías Torres e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Jeremías Merlo. 1‑0 sobre o Unión de Santa Fe, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Plantel30/04/2029
Walter Bou desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Já são 11 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Estudiantes podem fingir não ter ouvido.
Um 8.00 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 21. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Aos 35 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.36 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Em resumo
JogoAo fim de 10 jogos, o Estudiantes volta a perder
O Deportivo Riestra vai querer esquecer isto depressa: 5‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Estudiantes foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Oscar produziu-o, e o 8.48 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
13 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.11 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
18 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Estudiantes perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.01 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Luca Arfaras será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Estudiantes as despedidas começaram em silêncio.
Jogo07/04/2029
Mais uma trazida de fora
4 seguidas na estrada para o Estudiantes. Os autocarros saem cedo, chegam de noite a estádios pouco simpáticos, e voltam sempre com três pontos.
26 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Estudiantes perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Fabricio Iacovich estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Estudiantes coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Bautista Kociubinski tem a sua resposta do Estudiantes; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
A direção respondeu com dinheiro em vez de incentivo, que é a única resposta que um treinador quer ouvir. Gastá-lo bem passa a ser problema exclusivamente dele.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Luka Fuster, e o treinador deixou.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Facundo Farías está nela.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Matías Mansilla será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Estudiantes as despedidas começaram em silêncio.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Fabricio Iacovich estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Estudiantes sabem-no.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Benjamín Krom e o Estudiantes acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
O banco26/03/2029
Tiago Palacios tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Estudiantes dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Tiago Palacios assinar alguma coisa — um contrato no Estudiantes ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.