O último jogo do campeonato está jogado e a tabela parou de mexer: 36 pontos. O verão começa na segunda-feira, e com ele a discussão sobre o que tudo isto quis dizer.
Dribles concretizados: 30. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Feirense coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel03/04/2028
Palavras no treino do Feirense sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Fabio Blanco está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O banco03/04/2028
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑2 Daniel Pacheco saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
Fabio Blanco e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel27/03/2028
Palavras no treino do Feirense sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. João Pedro está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Notas dos jogadores27/03/2028
Ismaël Gharbi jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.22. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Frederico Namora, e o treinador deixou.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Clayton Sales tem a sua resposta do Feirense; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
As regras permitem-no e dói na mesma. Rodrigo Borges acertou condições com o Estoril Praia para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
1‑3 para o Torreense, e nenhuma queixa que valha a pena imprimir. A exibição não pediu mais do que aquilo que recebeu.
Plantel20/03/2028
Palavras no treino do Feirense sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Francisco Souza Silva está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Salvador Blopá e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Jakob Tånnander, e o treinador deixou.
Plantel20/03/2028
7 caras novas e o Feirense ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
O banco20/03/2028
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 1‑3, ditas por Daniel Pacheco a uma sala que já as tinha ouvido.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Rodrigo Borges será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Feirense as despedidas começaram em silêncio.
Uma média de 7.12 numa equipa principal para a qual lhe sobram vários anos de juventude. Feirense têm alguma coisa, e a esta altura o escalão inteiro já reparou.
Tobias Figueiredo e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel13/03/2028
Palavras no treino do Feirense sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Fabio Blanco está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Francisco Souza Silva não precisou: 7.82, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Feirense coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel06/03/2028
Palavras no treino do Feirense sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Fabio Blanco está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Feirense foi explícito quanto à situação de Tobias Figueiredo, o que é mais do que muitos recebem.
Aos 23 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Não se vê o fim da espera do Feirense por uma vitória
Já são 11 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Feirense tem de arrancar um resultado de algum lado.
Fabio Blanco e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel28/02/2028
Palavras no treino do Feirense sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Francisco Souza Silva está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para André Rodrigues, e o treinador deixou.
O banco28/02/2028
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑1 Daniel Pacheco saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Não há pior forma de perder um futebolista. Frederico Namora pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Fabio Blanco estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Salvador Blopá e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Um jogador que contava ser titular assistiu de fora. O treinador vai chamar-lhe uma decisão pela equipa; Tobias Figueiredo chama-lhe outra coisa em privado.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Feirense ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Em resumo
PlantelDemasiada mudança demasiado depressa no Feirense
Tem 21 anos, média de 7.12, e os profissionais mais velhos começaram a dar-lhe a bola nos minutos difíceis. Essa última parte é o verdadeiro relatório de observação.
Fabio Blanco esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel14/02/2028
João Pedro desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Frederico Namora, e o treinador deixou.
Em resumo
DireçãoNinguém saiu depressa do balneário de Feirense
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Guilherme Figueiredo acabou de assinar pelo Feirense e, por uma vez, a resposta importava.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Portimonense fica com o seu homem, e o Feirense volta a uma lista com um nome riscado.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para João Pedro, e o treinador deixou.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Feirense, e não vai ser retirado.
Fabio Blanco desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Feirense coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O Feirense perguntou e o Sassuolo disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 14 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Jogo22/01/2028
Não se vê o fim da espera do Feirense por uma vitória
Já são 6 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Feirense tem de arrancar um resultado de algum lado.
O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Francisco Souza Silva não precisou: 7.92, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Feirense coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel24/01/2028
Palavras no treino do Feirense sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. João Pedro está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Vitoria Guimaraes fica com o seu homem, e o Feirense volta a uma lista com um nome riscado.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Feirense falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 7 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Francisco Souza Silva não precisou: 7.60, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Tobias Figueiredo e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Uma média de 7.03 numa idade em que quase todos os da sua geração ainda jogam nos juniores. O Feirense sabe o que tem, e a esta altura já toda a gente sabe.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Feirense perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 30 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Feirense, e não vai ser retirado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e João Pedro estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 37 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Fabio Blanco e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel03/01/2028
Palavras no treino do Feirense sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. João Pedro está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O banco03/01/2028
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑1, ditas por Daniel Pacheco a uma sala que já as tinha ouvido.
Em resumo
Notas dos jogadoresFabio Blanco encarou-os todo o jogo
Lelê esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel27/12/2027
Palavras no treino do Feirense sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Francisco Souza Silva está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Rodrigo Borges, e o treinador deixou.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“Há coisas de que gostei e coisas que vamos repetir na terça-feira até saírem bem.” 1‑1, e um treinador que já tinha decidido como seria a terça-feira.
Uma média de 7.06 numa idade em que quase todos os da sua geração ainda jogam nos juniores. O Feirense sabe o que tem, e a esta altura já toda a gente sabe.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Feirense coisas que levam mais de uma semana a retirar.
7 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Feirense e do Sporting CP B por igual; os restantes divertiram-se imenso.
Plantel20/12/2027
Palavras no treino do Feirense sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. João Pedro está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Um toque que não queria e um golo que entra no livro com o nome dele ao lado. O Feirense não o vai culpar esta noite, e ele não vai precisar que o façam.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Feirense perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 6 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Notas dos jogadores13/12/2027
Salvador Blopá, 20 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.64
Um 7.64 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 20. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Lelê e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel13/12/2027
Palavras no treino do Feirense sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. João Pedro está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Recuperou e depois fez alguma coisa com isso, que são dois trabalhos e a razão de o marcador ter o aspeto que tem. 14 ações combinadas e uma nota de 7.63, e nenhuma delas entrará num resumo.
6 jogos sem vencer é o tipo de série que muda a forma como uma cidade fala do seu clube, e o Vizela foi a tarde em que parou. Um resultado não resolve nada, e um resultado faz tudo parecer diferente.
Plantel06/12/2027
Fabio Blanco desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 22 anos que sente como seu. Guilherme Santos tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Mateus Moraes e o Feirense acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 6 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Plantel29/11/2027
Palavras no treino do Feirense sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Fabio Blanco está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Salvador Blopá e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
A perder, e batido em qualquer leitura honesta, até ao minuto 94. O Leixões tinha os pontos no bolso e um canto do estádio ainda acreditava, que é geralmente quando acontece.
Tem 20 anos, média de 7.02, e os profissionais mais velhos começaram a dar-lhe a bola nos minutos difíceis. Essa última parte é o verdadeiro relatório de observação.
4 jogos, nenhum golo e um centro de treinos que já tentou tudo. Vai acabar — as secas acabam sempre — mas ninguém no Feirense sabe dizer em que semana.
Plantel22/11/2027
João Pedro desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Salvador Blopá e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Feirense ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Lelê e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel15/11/2027
Fabio Blanco desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
3 jogos, nenhum golo e um centro de treinos que já tentou tudo. Vai acabar — as secas acabam sempre — mas ninguém no Feirense sabe dizer em que semana.
Tem 22 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
0‑1 frente ao Braga, e a estrada acaba aqui. As eliminações da taça são mortes rápidas — sem segunda mão, sem próxima semana, só o campeonato daqui até maio.
Lelê e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel08/11/2027
João Pedro desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Aos 20 anos foi melhor do que todos da sua idade na divisão durante quatro semanas seguidas, o que é mais difícil do que uma boa tarde. O Feirense vai tentar não fazer disso um caso.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Dribles concretizados: 39. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Lelê esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e João Pedro estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para João Pedro, e o treinador deixou.
Empate aos 94 minutos, depois de uma tarde que o Feirense tinha praticamente arrumada. O Chaves vai chamar-lhe um ponto ganho; o balneário da casa vai chamar-lhe dois oferecidos, e ambos têm razão.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Feirense, e não vai ser retirado.
Uma média de 7.04 numa equipa principal para a qual lhe sobram vários anos de juventude. Feirense têm alguma coisa, e a esta altura o escalão inteiro já reparou.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Feirense coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Fabio Blanco estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Francisco Souza Silva. 3‑1 sobre o Benfica B, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Aos 20 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Kirill Klimov produziu-o, e o 8.57 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 6 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Lelê e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
7 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Feirense e do Leiria por igual; os restantes divertiram-se imenso.
Plantel18/10/2027
Palavras no treino do Feirense sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. João Pedro está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Recuperou e depois fez alguma coisa com isso, que são dois trabalhos e a razão de o marcador ter o aspeto que tem. 11 ações combinadas e uma nota de 6.76, e nenhuma delas entrará num resumo.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Feirense ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Já são 3 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Plantel11/10/2027
João Pedro desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Salvador Blopá esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Aos 23 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Com 2 golos de desvantagem isto era uma formalidade, e a formalidade durou até deixar de ser. O Feirense encontrou algo que a primeira parte não tinha anunciado, e o Lusitânia Lourosa não soube segurar o que tinha.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Lelê produziu-o, e o 9.15 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Um 8.61 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 20. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
João Pedro e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Fabio Blanco desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Feirense coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e João Pedro estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Tem 20 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
5 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 23 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Lelê e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel20/09/2027
Palavras no treino do Feirense sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. João Pedro está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 22 anos que sente como seu. João Muniz tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
200 jogos com esta camisola, através de treinadores, descidas e tudo o resto. Uma entrega assim está a desaparecer do futebol, e a bancada sabe o que está a ver.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
«Dei tudo aqui e preciso de um desafio novo.» O pedido é formal, e a relação nunca mais vai ser exatamente a mesma.
Mercado13/09/2027
Tão perto: a transferência de Kirill Klimov morre em cima da hora
O valor estava acertado e o voo já tinha sido visto — e então o telefone deixou de tocar. O Tondela seguiu em frente, Kirill Klimov apresenta-se de volta no Feirense, e todos fingem que segunda-feira é só uma segunda-feira.
A proposta do Torreense por Nathan Cachorrão foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 23 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Aos 27 a evolução devia ter acabado. Não acabou: 3 pontos acima da marca do início do ano, o que acontece aos jogadores que levam a sério as partes aborrecidas do ofício.
Plantel13/09/2027
Palavras no treino do Feirense sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Fabio Blanco está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Benfica fica com o seu homem, e o Feirense volta a uma lista com um nome riscado.
Lelê esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel06/09/2027
João Pedro desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 20 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Feirense coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Participação em 2 golos, de um jogador que passou noventa minutos a fazer aquilo que um treinador quer mesmo: estar onde a bola ia acabar. 7.96 ao lado do nome.
Plantel30/08/2027
Palavras no treino do Feirense sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. João Pedro está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O Feirense perguntou e o Benfica disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Francisco Souza Silva produziu-o, e o 9.13 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Feirense, e não vai ser retirado.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Feirense já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Nea Salamis tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 20 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
João Pedro esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Aos 21 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
3 miúdos sobem, e algures no edifício as pessoas que os treinaram aos doze anos estão a ter, em silêncio, a melhor manhã do seu ano de trabalho. Nada disto aparece num resultado, e é para isto que a formação existe.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Fabio Blanco estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Salvador Blopá esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O Feirense perguntou e o Braga disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Feirense perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Benfica fica com o seu homem, e o Feirense volta a uma lista com um nome riscado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Feirense ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
A proposta do Zeleznicar Pancevo por Rodrigo Dioses foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 21 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Lelê esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Feirense coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel02/08/2027
Palavras no treino do Feirense sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Fabio Blanco está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Benfica fica com o seu homem, e o Feirense volta a uma lista com um nome riscado.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
A despromoção que um clube nunca anuncia e um balneário nota sempre. Stéphane Diarra está mais longe da equipa do que estava, e a razão só lhe será dada quando perguntar.
O nome de Nathan Cachorrão apareceu em conversas de que o Feirense não fez parte. Nada formal, nada assinado — mas também nada de acidental.
Plantel26/07/2027
João Pedro desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Feirense coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Jakob Tånnander, e o treinador deixou.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Feirense. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
Treina a sério, diz o que há a dizer e volta para um apartamento vazio. No Feirense ninguém fez nada de mal, e é justamente isso que torna tudo tão difícil de resolver.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e André Rodrigues treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
A proposta do Santa Clara por Nathan Cachorrão foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O Feirense tinha feito tudo menos convencer o próprio. Fica no PSV, e o treinador volta à estaca zero com o dinheiro ainda no banco.
Plantel19/07/2027
Palavras no treino do Feirense sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. João Pedro está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Salvador Blopá esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A abordagem foi feita e a resposta veio numa frase. Não há número em cima da mesa porque não havia número que chegasse.
Plantel19/07/2027
No Feirense ainda são estranhos uns para os outros
10 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Júnior Franco apontou a data.
João Pedro e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel12/07/2027
Stéphane Diarra desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Feirense sabem-no.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 22 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e João Pedro estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Salvador Blopá e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Benfica fica com o seu homem, e o Feirense volta a uma lista com um nome riscado.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Em resumo
PlantelNão há lugar para João Muniz no desenho novo
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Feirense, e não vai ser retirado.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Feirense já se começa a dizer o nome dele no passado.
Aos 20 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Feirense fez a parte difícil com o Gil Vicente, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Feirense coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Aos 30 anos a evolução devia estar terminada, e não está: 3 pontos melhor do que há um ano. Acontece aos que levam a sério as partes aborrecidas.
Plantel28/06/2027
Palavras no treino do Feirense sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. João Pedro está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O Feirense perguntou e o Benfica disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
19 dias de fora para Enzo Boer depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Feirense vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Aos 20 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
Salvador Blopá esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
As carreiras devem estagnar e depois cair, e quem ignora isso é sempre quem estava a ouvir no treino. 3 pontos, ao longo de meses, numa idade em que a direção costuma ser só uma.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Braga fica com o seu homem, e o Feirense volta a uma lista com um nome riscado.
O Feirense já telefonou ao Corinthians. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
26 dias de fora para Enzo Boer depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Feirense vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 20 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Jakob Tånnander e o Feirense acertam mais 3 anos.
Salvador Blopá e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Sporting CP fica com o seu homem, e o Feirense volta a uma lista com um nome riscado.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Jakob Tånnander, e o treinador deixou.
Uma sondagem ao Benfica para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
Perguntou-se ao Moreirense se o emprestaria. Os empréstimos acertam-se depressa ou não se acertam, e este será uma coisa ou outra até ao fim de semana.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 34 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 22 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Salvador Blopá e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Stéphane Diarra estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
MercadoDesmond Nketia está livre para procurar outro sítio
DireçãoAberto para negócios: o Feirense entra no mercado
44Edição
A Sentinela de Feirense
31/05/2027
Do nosso correspondente de futebolEstável
Plantel31/05/2027
41 dias de fora para Enzo Boer depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Feirense vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
João Pedro esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A forma vai e vem; esta não foi. Ezequiel tem 20 anos, e a versão que treina agora não teria entrado na equipa em que estava há um ano.
Plantel31/05/2027
5 caras novas e o Feirense ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Feirense, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Feirense pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Plantel24/05/2027
48 dias de fora para Enzo Boer depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Feirense vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Salvador Blopá esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e João Pedro estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
A formação existe exatamente para esta manhã. Eduardo Soares passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Francisco Lopes é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Rodrigo Borges treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Em resumo
O bancoO treinador crava a sua bandeira em Salvador Agra
Salvador Blopá e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel17/05/2027
Palavras no treino do Feirense sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. João Pedro está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Feirense, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Salvador Blopá e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel10/05/2027
Palavras no treino do Feirense sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Luís Hemir está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Júnior Franco, e o treinador deixou.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Feirense, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Feirense coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel03/05/2027
Palavras no treino do Feirense sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. João Pedro está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Feirense ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Salvador Blopá esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Rodrigo Dioses acabou de assinar pelo Feirense e, por uma vez, a resposta importava.
Plantel26/04/2027
Palavras no treino do Feirense sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. João Pedro está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Feirense, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Não está a ser deixado de fora. Simplesmente não há, no sistema que o Feirense joga, sítio onde pôr um homem que faz o que ele faz, o que é mais difícil de ouvir do que qualquer ficha de jogo.
Salvador Blopá esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Luís Hemir estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Plantel19/04/2027
No Feirense ainda são estranhos uns para os outros
6 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Nathan Cachorrão, e o treinador deixou.
Ninguém no Feirense dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Feirense. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
Em resumo
PlantelKirill Klimov passou a ter companhia no lugar
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Feirense coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e João Pedro estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Manuel Pinto está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
A formação existe exatamente para esta manhã. Rui Oliveira passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Feirense sabem-no.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
Aos 20 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
Salvador Blopá e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e João Pedro estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Um 1‑0 sobre o Pacos de Ferreira, conquistado e não oferecido, e o tipo de tarde que manda toda a gente para casa a falar da próxima semana em vez desta.
Salvador Blopá e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Luís Hemir estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
Salvador Blopá esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel22/03/2027
Palavras no treino do Feirense sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. João Pedro está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
9 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
O banco22/03/2027
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑1 Daniel Pacheco saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Outro tem estado melhor, o treinador disse-o com uma ficha de jogo, e não há discussão possível. Vai recuperar a camisola da única maneira que ela se recupera.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
Antevisão22/03/2027
O Feirense mede-se com a equipa que todos perseguem
O Académico de Viseu chega como líder. Uma equipa no topo perde mais ou menos uma vez por mês, e o clube que o consegue ganha uma semana de que se lembra durante um ano.
Há golos que ganham jogos e golos que os tiram a alguém. Francisco Souza Silva marcou ao minuto 88, o Oliveirense já pensava na viagem de regresso, e o Feirense levou tudo.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Feirense coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Francisco Souza Silva. 2‑1 sobre o Oliveirense, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 23 anos que sente como seu. Luís Hemir tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Dribles concretizados: 19. Pelo minuto setenta aparece no rosto de um lateral um desespero muito próprio, e ali estava ele.
Plantel15/03/2027
Palavras no treino do Feirense sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Rodrigo Borges está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Colete de aquecimento, noventa minutos a ver, e um aperto de mão no fim que não enganou ninguém. Os jogos grandes dizem em quem o treinador confia; este disse-o a João Miguel.
O mais difícil de ter 20 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Francisco Souza Silva não precisou: 7.81, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Miguel Campos e o Feirense acertam mais 3 anos.
Salvador Blopá e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 20 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Tem 22 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Afonso Martins é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
Salvador Blopá e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel01/03/2027
Palavras no treino do Feirense sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. João Pedro está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
A despromoção que um clube nunca anuncia e um balneário nota sempre. Salvador Agra está mais longe da equipa do que estava, e a razão só lhe será dada quando perguntar.
17 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Feirense perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Andreas Schjelderup produziu-o, e o 8.16 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Salvador Agra e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Jakob Tånnander estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O Farense segurou a vantagem 1 minutos, que não chega para a desfrutar. O Feirense respondeu antes de o festejo terminar, e com isso mudou a forma da tarde.
João Miguel lesiona os ligamentos do joelho — 26 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 26 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
O Sporting CP B vai querer esquecer isto depressa: 4‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Feirense foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Um 8.19 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 20. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Feirense coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Ser difícil de bater não é o mesmo que ganhar, mas 6 jogos sem derrota são uma base que o Feirense não tinha no outono.
Plantel15/02/2027
Luís Hemir desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Não acontece nada durante meses e depois ele simplesmente chega, a custo zero, tendo assinado um pré-contrato enquanto ainda jogava por outro. É a forma menos dramática de contratar um futebolista e muitas vezes a mais esperta.
João Miguel lesiona os ligamentos do joelho — 33 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 33 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Salvador Agra esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e João Pedro estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O Feirense perguntou e o Osasuna disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Rui Correia está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Há um nível em que um futebolista deixa de ser posto à prova e passa apenas a ser contido, e ele chegou lá há algum tempo. No Feirense sabem-no, e também todos os que o veem.
Tem 20 anos e ninguém em Feirense o contratou para esta época. Negócios destes julgam-se daqui a quatro anos, por gente que talvez já não esteja na casa.
41 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Feirense perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Já ia em 9 jogos. Os jogadores não festejaram como quem ganhou um jogo; festejaram como quem acabou de ser libertado de alguma coisa.
Direção01/02/2027
O prazo passa com 6 contratações e 1 saídas
Está feito o negócio no Feirense até o mercado voltar a abrir. Se chegou, responde-se aos sábados e não numa coluna, e o primeiro sábado está perto.
Plantel01/02/2027
Léiner Cuesta consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Léiner Cuesta acabou de assinar pelo Feirense e, por uma vez, a resposta importava.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Feirense coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O Feirense perguntou e o Venezia disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
52 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Feirense perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Jogo23/01/2027
Não se vê o fim da espera do Feirense por uma vitória
Já são 9 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Feirense tem de arrancar um resultado de algum lado.
Um 7.94 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 20. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Salvador Agra e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O Feirense perguntou e o Vizela disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Luís Hemir estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O painel dos descontos já estava levantado, a vitória já estava dada, e então o Vizela marcou. Não há pior minuto para sofrer, e o estádio esvaziou-se no silêncio que se segue a um desses.
João Miguel lesiona os ligamentos do joelho — 60 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 60 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 21 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Plantel18/01/2027
Uma transferência que Enzo Boer teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Enzo Boer está a viver essa versão no Feirense, e costuma notar-se no primeiro mês.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 20 anos que sente como seu. Francisco Souza Silva tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
68 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Feirense perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
A perseguição a Jakob Tånnander terminou com $970.0K a mudar de mãos e o Farense sem razões para dizer que não. Os adeptos julgarão o valor da única maneira que conta: aos sábados.
Aos 20 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
Salvador Agra esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Porto fica com o seu homem, e o Feirense volta a uma lista com um nome riscado.
Aos 21 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
77 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Feirense perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
A proposta do Lusitânia Lourosa por Desmond Nketia foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Aos 19 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Feirense coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para João Pedro, e o treinador deixou.
84 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Feirense perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Salvador Blopá esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Aos 20 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
“Há coisas de que gostei e coisas que vamos repetir na terça-feira até saírem bem.” 0‑0, e um treinador que já tinha decidido como seria a terça-feira.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Feirense disse a Desmond Nketia que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
João Miguel lesiona os ligamentos do joelho — 93 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 93 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Gui Meira não precisou: 7.78, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Dribles concretizados: 23. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Kauã Moraes esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para João Miguel, e o treinador deixou.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Daniel Pacheco depois do 1‑2, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
101 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Feirense perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Aos 20 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Alyair Mora, e o treinador deixou.
Dribles concretizados: 16. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
109 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Feirense perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 17 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
0‑3 para o Pacos de Ferreira, e foi exatamente tão mau como o número sugere. Há derrotas que se discutem e derrotas pelas quais se pede desculpa; esta foi do segundo tipo.
Kauã Moraes e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
116 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Feirense perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Feirense falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 7 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
O Académico de Viseu levou os pontos após um 0‑1 que será difícil de explicar nas bancadas.
O banco30/11/2026
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑1 Daniel Pacheco saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Noventa minutos concretos pediam outro tipo de jogador, e o treinador escolheu um. Não está em má forma e não está na equipa, e as duas coisas são verdade.
125 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Feirense perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Plantel23/11/2026
32 dias de fora para Salvador Agra depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Feirense vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Notas dos jogadores23/11/2026
Kauã Moraes, 20 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.65
Um 7.65 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 20. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Kauã Moraes esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Dribles concretizados: 15. Havia sempre um defesa à frente dele, e nunca houve um defesa à frente dele por muito tempo.
Plantel23/11/2026
6 caras novas e o Feirense ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
132 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Feirense perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 39 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
14 jogos sem vencer é o tipo de série que muda a forma como uma cidade fala do seu clube, e o Oliveirense foi a tarde em que parou. Um resultado não resolve nada, e um resultado faz tudo parecer diferente.
Há golos que ganham jogos e golos que os tiram a alguém. Kauã Moraes marcou ao minuto 85, o Oliveirense já pensava na viagem de regresso, e o Feirense levou tudo.
Salvador Agra esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Kauã Moraes. 2‑1 sobre o Oliveirense, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Não se vê o fim da espera do Feirense por uma vitória
Já são 14 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Feirense tem de arrancar um resultado de algum lado.
Plantel09/11/2026
João Miguel lesiona os ligamentos do joelho — 139 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 139 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Feirense falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Salvador Blopá e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Leonardo Pinto está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Todos os desenhos têm posições e este não tem a dele. O Feirense vai mudar o desenho, mudar-lhe a função ou mudar-lhe o clube, e ele está à espera de saber qual.
Dribles concretizados: 14. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Feirense, mais uma semana sem a assinatura de João Miguel.
João Miguel lesiona os ligamentos do joelho — 146 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 146 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
A série chega a 13 e as perguntas em torno do Feirense já não são delicadas.
Plantel02/11/2026
55 dias de fora para Salvador Agra depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Feirense vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
1‑4 frente ao Vitoria Guimaraes, e a estrada acaba aqui. As eliminações da taça são mortes rápidas — sem segunda mão, sem próxima semana, só o campeonato daqui até maio.
Acabou 1-4. Uma eliminação na taça é uma desilusão; isto foi um desmantelamento público, e a diferença mede-se em quantas pessoas ainda falarão nisso em agosto.
O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Gui Meira não precisou: 8.13, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Salvador Agra e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 63 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 10 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 21 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Feirense coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Nathan Cachorrão, e o treinador deixou.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Feirense disse a Salvador Blopá que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
73 dias de fora para Salvador Agra depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Feirense vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Dribles concretizados: 29. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Aos 19 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
Salvador Agra esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel19/10/2026
No Feirense ainda são estranhos uns para os outros
22 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Ítalo, e o treinador deixou.
82 dias de fora para Salvador Agra depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Feirense vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Jogo10/10/2026
Não se vê o fim da espera do Feirense por uma vitória
Já são 9 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Feirense tem de arrancar um resultado de algum lado.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 20 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Feirense coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Francisco Almeida está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Feirense disse a Stéphane Diarra que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 90 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Dribles concretizados: 28. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
O mais difícil de ter 20 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Kauã Moraes não precisou: 7.94, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Salvador Agra e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Aos 20 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Kirill Klimov, e o treinador deixou.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 98 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Jogo26/09/2026
Não se vê o fim da espera do Feirense por uma vitória
Já são 7 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Feirense tem de arrancar um resultado de algum lado.
Dribles concretizados: 21. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Derrota por 0‑1, e justa. O treinador foi curto nas palavras no final, o que provavelmente foi sensato.
O banco28/09/2026
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑1, ditas por Daniel Pacheco a uma sala que já as tinha ouvido.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Rodrigo Borges: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Feirense a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Ninguém no Feirense sugere que esteja em má fase. O treinador quis simplesmente outras qualidades para noventa minutos concretos, e contra isso um jogador não pode treinar nada.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Feirense falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Salvador Blopá e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Aos 21 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
Plantel21/09/2026
21 caras novas e o Feirense ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
O banco21/09/2026
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Kirill Klimov
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
O banco21/09/2026
A vista do banco
“Não perdemos. Há semanas em que é só isso que se consegue, e prefiro ter o ponto a não o ter.” Daniel Pacheco escolheu a versão do copo meio cheio do 0‑0; os adeptos saíram com a outra.
115 dias de fora para Salvador Agra depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Feirense vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
O mais difícil de ter 19 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Francisco Souza Silva não precisou: 7.62, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Jogo12/09/2026
Não se vê o fim da espera do Feirense por uma vitória
Já são 5 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Feirense tem de arrancar um resultado de algum lado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Feirense coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Tem 19 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 122 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Dribles concretizados: 30. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Direção07/09/2026
Fecha o mercado: 32 entradas, 14 saídas no Feirense
O prazo passou e o plantel é o plantel. Chegaram 32, saíram 14, e tudo o resto que se imprimiu sobre este clube no último mês foi um rumor que ficou rumor.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o Vizela fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
Salvador Blopá esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O Feirense perguntou e o Portimonense disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Aos 19 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
130 dias de fora para Salvador Agra depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Feirense vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
O Feirense perguntou e o Sporting CP disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
0‑1 para o Chaves, e nenhuma queixa que valha a pena imprimir. A exibição não pediu mais do que aquilo que recebeu.
O banco31/08/2026
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑1, ditas por Daniel Pacheco a uma sala que já as tinha ouvido.
Salvador Agra esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O Feirense perguntou e o Benfica disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Recuperou e depois fez alguma coisa com isso, que são dois trabalhos e a razão de o marcador ter o aspeto que tem. 10 ações combinadas e uma nota de 6.82, e nenhuma delas entrará num resumo.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O banco24/08/2026
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 1‑3, ditas por Daniel Pacheco a uma sala que já as tinha ouvido.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Rodolfo Cardoso e o Feirense acertam mais 3 anos.
7.46, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Feirense coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Rodolfo Cardoso acabou de assinar pelo Feirense e, por uma vez, a resposta importava.
O Feirense perguntou e o Vizela disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Não está a ser deixado de fora. Simplesmente não há, no sistema que o Feirense joga, sítio onde pôr um homem que faz o que ele faz, o que é mais difícil de ouvir do que qualquer ficha de jogo.
Em resumo
PlantelNo Feirense ainda são estranhos uns para os outros
Uma transferência que Miguel Campos teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Miguel Campos está a viver essa versão no Feirense, e costuma notar-se no primeiro mês.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Salvador Agra e o Feirense acertam mais 1 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Algumas transferências precisam de uma campanha de imprensa. Esta precisava de uma camisola com o número antigo. André Rodrigues volta a ser jogador do Feirense, e a cidade tem a sua história do verão.
O Feirense perguntou e o Orlando Pirates disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
A formação existe exatamente para esta manhã. Fernando Pereira passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
Francisco Meixedo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Kirill Klimov e o Feirense acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Feirense, mais uma semana sem a assinatura de Francisco Meixedo.
Todos os desenhos têm posições e este não tem a dele. O Feirense vai mudar o desenho, mudar-lhe a função ou mudar-lhe o clube, e ele está à espera de saber qual.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Francisco Meixedo treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.