Verba acordada, salário acordado, e o Honved à espera com uma camisola. No Ferencvaros ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
O Ferencvaros perguntou e o Beitar Jerusalem disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Ferencvaros coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O telefone voltou a tocar por causa de Lenny Joseph, e desta vez do outro lado está o Chamois Niortais. No Ferencvaros ouvem com educação e não prometem nada.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Ferencvaros, e não vai ser retirado.
A proposta do Cotonsport Garoua por Habib Maïga foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Plantel24/08/2026
Uma transferência que Álex Vallejo teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Álex Vallejo está a viver essa versão no Ferencvaros, e costuma notar-se no primeiro mês.
Mariano Gómez e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O telefone voltou a tocar por causa de Franko Kovačević, e desta vez do outro lado está o APOEL. No Ferencvaros ouvem com educação e não prometem nada.
Minuto 92, frente ao Haladas, e um golo que soube a vitória a toda a gente que ficou. Foi um empate. Ninguém à saída do estádio o vai descrever assim.
Plantel24/08/2026
Barnabás Czéh desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Tamas Nikolic e o Ferencvaros acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Não há forma mais cruel de perder um jogo. O Ferencvaros marcou aos 91, o pontapé de saída mal chegou a acontecer, e a bancada visitante ainda estava de pé quando soou o apito.
Verba acordada, salário acordado, e o Paksi à espera com uma camisola. No Ferencvaros ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Já são 3 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
A proposta seguiu esta semana para o Diosgyor, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 6 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O MTK Budapest fica com o seu homem, e o Ferencvaros volta a uma lista com um nome riscado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Ferencvaros coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Attila Botka está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
200 jogos com a camisola. Ninguém se propõe construir um registo assim; acontece a um certo tipo de jogador num certo tipo de clube, e esta cidade sabe o que tem.
O Diosgyor vai querer esquecer isto depressa: 4‑1, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Ferencvaros foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Mariano Gómez quer futebol continental; se o Ferencvaros o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Dénes Dibusz e o Ferencvaros acertam mais 2 anos.
Mariano Gómez esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.