«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Internacional coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Arthur. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Juninho está nela.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Internacional a ouviu como outra coisa.
Anthoni esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Internacional, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
Niclas Eliasson e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Internacional pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Niclas Eliasson e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
O negócio que levaria Victor Gabriel para o Corinthians caiu na fase final e ele reapresenta-se no Internacional com um verão para esquecer e uma época inteira para jogar. Ninguém diz quem se levantou da mesa.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Internacional coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Juninho, e o treinador deixou.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Arthur. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Juninho está nela.
Faltam 48 meses e lá de cima só silêncio — sem proposta, sem conversas, nada a que os representantes possam responder. Os clubes que deixam o calendário negociar por eles acabam quase sempre a negociar com o calendário.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Bruno Henrique apontou a data.
Os números não ficam em segredo num vestiário e nunca ficaram. Não pede mais do que vale: pergunta por que o do lado vale mais, e no Internacional essa pergunta é mais difícil de responder.
O Internacional passou o mercado a tentar colocar Bruno Henrique e não apareceu ninguém. Treina com um plantel que já lhe disse que não conta com ele, e ambas as partes esperam agora pela próxima janela.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 9 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Internacional já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Internacional, e não vai ser retirado.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Sport Recife fica com o seu homem, e o Internacional volta a uma lista com um nome riscado.
Alexandro Bernabei esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel04/01/2027
Palavras no treino do Internacional sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Arthur está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
A série sem derrotas chega aos 6 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Plantel04/01/2027
Bater Sergio Rochet tornou-se o trabalho mais difícil da divisão
11 jogos sem sofrer, e a contar. Os avançados costumavam acreditar aqui; agora rematam cedo demais, rematam ao lado, e procuram alguém a quem atribuir a culpa.
Em resumo
JogoAo fim de 4 jogos, o Internacional volta a perder
O Internacional ofereceu $7.8M; o Atlético Mineiro disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Internacional podem fingir não ter ouvido.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Juventude fica com o seu homem, e o Internacional volta a uma lista com um nome riscado.
Tem 20 anos e ninguém em Internacional o contratou para esta época. Negócios destes julgam-se daqui a quatro anos, por gente que talvez já não esteja na casa.
Alexandro Bernabei e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Aos 19 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Arthur estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Em resumo
As bancadasO Internacional gasta $14.6M na contratação que a cidade queria
O Flamengo queria mais do que $7.8M e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Zenit fica com o seu homem, e o Internacional volta a uma lista com um nome riscado.
Houve 6 defesas pelo meio e pelo menos três que não tinham nada que ser defesas. Os dez jogadores de campo devem-lhe um copo, e sabem-no.
Jogo19/12/2026
Ninguém quer jogar contra o Internacional neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Alexandro Bernabei e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel21/12/2026
Palavras no treino do Internacional sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Guillermo Maripán está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
200 jogos com a camisola. Ninguém se propõe construir um registo assim; acontece a um certo tipo de jogador num certo tipo de clube, e esta cidade sabe o que tem.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Alerrandro produziu-o, e o 8.75 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
O Internacional perguntou e o Bragantino disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
A proposta seguiu esta semana para o Bahia, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Dribles concretizados: 23. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Internacional coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em Internacional já falam dele no passado.
Plantel14/12/2026
Arthur desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 10 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Internacional perdeu-o em tudo menos nos papéis.
$6.8M era o máximo que o clube pagaria, e o Bragantino pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Sport Recife fica com o seu homem, e o Internacional volta a uma lista com um nome riscado.
O Fluminense aceitou o dinheiro. O que o Internacional ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
Dribles concretizados: 23. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Internacional coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel07/12/2026
Guillermo Maripán desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Niclas Eliasson e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel30/11/2026
Palavras no treino do Internacional sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Guillermo Maripán está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Sofrer é uma coisa; a resposta é o que fala de um balneário. Alerrandro pôs o Internacional de novo em igualdade em 3 minutos, e o Bragantino nunca chegou a jogar com vantagem.
Dribles concretizados: 15. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
A ficha de jogo di-lo em público todas as semanas até mudar. A única versão de ficar de fora que um futebolista não consegue contestar, e a que lhe custa mais.
O banco30/11/2026
A vista do banco
“Não perdemos. Há semanas em que é só isso que se consegue, e prefiro ter o ponto a não o ter.” Mateus Soares escolheu a versão do copo meio cheio do 1‑1; os adeptos saíram com a outra.
Alexandro Bernabei e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Arthur estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
21 dias, diz o departamento médico, e os departamentos médicos são otimistas por profissão. A ficha de jogo vai parecer errada sem ele.
O banco23/11/2026
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 2‑3 Mateus Soares saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Outro tem estado melhor, o treinador disse-o com uma ficha de jogo, e não há discussão possível. Vai recuperar a camisola da única maneira que ela se recupera.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Internacional coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Avaliado com 9.73. Há carreiras inteiras sem uma única tarde assim, e ele acabou de ter uma à frente de todo o Internacional.
Plantel16/11/2026
Arthur desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Bruno Henrique, e o treinador deixou.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Internacional a ouviu como outra coisa.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Kauan será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Internacional as despedidas começaram em silêncio.
Alexandro Bernabei esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel09/11/2026
Guillermo Maripán desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Foi preciso Niclas Eliasson marcar para trazer alguma coisa para casa: 1‑1 com o Atlético Mineiro, e metade do balneário vai chamar-lhe um ponto ganho.
A única versão de ficar de fora contra a qual um jogador não pode argumentar, e a que pior aceita. Outro tem estado melhor e a ficha de jogo di-lo, em público, todas as semanas até mudar.
“Não é o fim do mundo e não chega. As duas coisas são verdade.” O treinador, depois de um empate por 1‑1, disse a coisa honesta e foi dizê-la outra vez lá dentro.
Em resumo
Notas dos jogadoresNinguém conseguiu chegar a Calebe
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 9 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.35 para o resto.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Internacional a ouviu como outra coisa.
Alexandro Bernabei e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel02/11/2026
Palavras no treino do Internacional sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Arthur está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Internacional disse a Arthur que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
Alexandro Bernabei e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel26/10/2026
Guillermo Maripán desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Internacional disse a Braian Aguirre que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
Outro tem estado melhor, o treinador disse-o com uma ficha de jogo, e não há discussão possível. Vai recuperar a camisola da única maneira que ela se recupera.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Internacional sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Em resumo
JogoPonto ganho ou dois perdidos para o Internacional?
O Palmeiras segue em frente e o Internacional vai para casa, com um 0‑3 a decidir tudo. O balneário vai agora dizer que a prioridade é o campeonato, porque é isso que os balneários dizem.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 8 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
7.77, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Internacional coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Diego Esser será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Internacional as despedidas começaram em silêncio.
Aos 19 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
Plantel19/10/2026
Guillermo Maripán desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Notas dos jogadoresNiclas Eliasson passa por eles um de cada vez
Notas dos jogadoresNoventa minutos de Alerrandro no seu melhor
11Edição
O Correio de Internacional
12/10/2026
Do nosso correspondente de futebolInquietação
Jogo10/10/2026
Não se vê o fim da espera do Internacional por uma vitória
Já são 6 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Internacional tem de arrancar um resultado de algum lado.
Houve 6 defesas pelo meio e pelo menos três que não tinham nada que ser defesas. Os dez jogadores de campo devem-lhe um copo, e sabem-no.
Notas dos jogadores12/10/2026
Um golo de defesa dá a vitória ao Internacional — 7.97
1 para Braian Aguirre, avaliado com 7.97, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Internacional ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Internacional coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Arthur estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Empate aos 86 minutos, depois de uma tarde que o Internacional tinha praticamente arrumada. O Ceará vai chamar-lhe um ponto ganho; o balneário da casa vai chamar-lhe dois oferecidos, e ambos têm razão.
Alexandro Bernabei e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 21 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Plantel05/10/2026
Palavras no treino do Internacional sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Arthur está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 3 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
A porta ficou fechada muito depois do apito final. O que ali se disse é com eles; se resultou, decide-se no sábado.
O banco05/10/2026
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Niclas Eliasson
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
Em resumo
Plantel10 caras novas e o Internacional ainda se está a conhecer
Não se vê o fim da espera do Internacional por uma vitória
Já são 4 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Internacional tem de arrancar um resultado de algum lado.
Alexandro Bernabei e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Dribles concretizados: 22. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Plantel28/09/2026
Guillermo Maripán desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O Sport Recife vai continuar a utilizá-lo até junho e não receberá nada por ele depois. Cédric Soares pré-acordou a mudança para o Internacional, e os únicos que perdem nesse arranjo são os que deixaram o contrato correr.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Internacional, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Outro tem estado melhor, o treinador disse-o com uma ficha de jogo, e não há discussão possível. Vai recuperar a camisola da única maneira que ela se recupera.
“Não é o fim do mundo e não chega. As duas coisas são verdade.” O treinador, depois de um empate por 0‑0, disse a coisa honesta e foi dizê-la outra vez lá dentro.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Internacional coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Arthur estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 0‑2, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
A história da ambição ao contrário, a que ninguém conta: um futebolista a pedir um palco mais pequeno, menos câmaras e uma bancada que não se vire. Não é fraqueza e é quase sempre contada como se fosse.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Internacional ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Guillermo Maripán estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Dribles concretizados: 17. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Mateus Soares depois do 1‑2, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Kayky, e o treinador deixou.
Alexandro Bernabei e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Todas as séries acabam numa tarde que alguém tinha dado como rotina. Esta durou 8 jogos, o suficiente para uma cidade ter deixado de contar, e pouco o suficiente para se lembrar exatamente de quem a parou.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Guillermo Maripán estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Guillermo Maripán, e o treinador deixou.
A música estava desligada e os duches correram até tarde. O que se disse naquele balneário fica lá, mas o sábado publicará a ata.
Plantel07/09/2026
10 caras novas e o Internacional ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
Os jogos da taça esperam que alguém os agarre, e Gustavo Prado agarrou este contra o Bragantino. 2‑0 no fim, e no sorteio da próxima ronda está o nome do Internacional.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
Alexandro Bernabei e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 18 anos que sente como seu. Raykkonen tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Plantel31/08/2026
Palavras no treino do Internacional sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Arthur está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Os jogos da taça esperam que alguém os agarre, e Paulinho agarrou este contra o Fortaleza. 3‑1 no fim, e no sorteio da próxima ronda está o nome do Internacional.
As regras permitem-no e dói na mesma. Diego Esser acertou condições com o Atletico Goianiense para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
A proposta do Oliveirense por Kauan foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Internacional coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Internacional ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Dribles concretizados: 21. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Em resumo
PlantelUma zanga por causa do esforço no Internacional
Os jogos da taça esperam que alguém os agarre, e Kayky agarrou este contra o Santa Cruz. 3‑0 no fim, e no sorteio da próxima ronda está o nome do Internacional.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Kayky produziu-o, e o 8.87 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Alexandro Bernabei esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Nunca quis estar noutro sítio. Ainda há trabalho por acabar aqui.» Raykkonen compromete-se com o Internacional por mais 4 anos.
Plantel17/08/2026
Palavras no treino do Internacional sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Guillermo Maripán está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Aos 23 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Arthur agiu, no Internacional, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
As regras permitem-no e dói na mesma. Bernardo Jacob acertou condições com o Sampaio Correa para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Alexandro Bernabei e o Internacional acertam mais 4 anos.
Niclas Eliasson e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
A formação existe exatamente para esta manhã. Guilherme Souza passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Caio Machado está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Internacional ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Alan Patrick e o Internacional acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Alexandro Bernabei e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Dribles concretizados: 21. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Plantel03/08/2026
Guillermo Maripán desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Plantel03/08/2026
7 caras novas e o Internacional ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.