«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Juazeirense podem fingir não ter ouvido.
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Titi está a viver essa versão no Juazeirense, e costuma notar-se no primeiro mês.
Georgemy esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel01/03/2027
Palavras no treino do Juazeirense sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Marcelo Cauã está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Faltam 10 meses e lá de cima só silêncio — sem proposta, sem conversas, nada a que os representantes possam responder. Os clubes que deixam o calendário negociar por eles acabam quase sempre a negociar com o calendário.
Um ano depois, a cidade não se abriu, a língua não chegou, e o almoço come-se sozinho mais vezes do que alguém no Juazeirense admitiria. Nota-se aos sábados.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Juazeirense, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
O encolher de ombros desapareceu, a língua vai chegando, e discute nos treinos como alguém que conta estar aqui no próximo ano. Metade do valor de um reforço é isto, e nada disso aparece na verba.
Georgemy e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Douglas Souza estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
Plantel15/02/2027
7 caras novas e o Juazeirense ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Juazeirense sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
João Grilo e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel08/02/2027
Douglas Souza desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Faz aos sábados coisas a que ninguém à sua volta consegue responder: durante uma temporada é lisonjeiro e depois é um problema. O Juazeirense não o segura a fingir o contrário.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até João Grilo assinar alguma coisa — um contrato no Juazeirense ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Adauto Júnior apontou a data.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Léo Godo assinar alguma coisa — um contrato no Juazeirense ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
João Grilo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel25/01/2027
Palavras no treino do Juazeirense sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Douglas Souza está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Adauto Júnior apontou a data.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Juazeirense coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Marcelo Cauã estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Plantel18/01/2027
No Juazeirense ainda são estranhos uns para os outros
7 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
Faz todos os sábados coisas a que ninguém à volta dele consegue responder. É lisonjeiro durante uma época e um problema a partir daí, e o Juazeirense sabe em que fase está.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Juazeirense, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Em resumo
MercadoA conversa sobre Derlis Ortiz não desaparece
15 dias de fora para Thiago Cunha depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Juazeirense vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Arthurzinho agiu, no Juazeirense, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Juazeirense coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O Juazeirense perguntou e o Colón disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Juazeirense, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Juazeirense, mais uma semana sem a assinatura de Arthurzinho.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até João Grilo assinar alguma coisa — um contrato no Juazeirense ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
MercadoO Juazeirense faz compras onde não custa nada
23Edição
A Sentinela de Juazeirense
04/01/2027
Do nosso correspondente de futebolEstável
Plantel04/01/2027
22 dias de fora para Thiago Cunha depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Juazeirense vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Georgemy esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Toda a gente no Juazeirense viu antes de alguém o dizer, que é como isto vai sempre. Aos 38 o declínio é real e mensurável — 3 pontos — e só falta saber como o clube trata alguém a quem deve muitíssimo.
$52.0K era o máximo que o clube pagaria, e o Santos pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
Plantel04/01/2027
Douglas Souza desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para João Vitor, e o treinador deixou.
A direção respondeu com dinheiro em vez de incentivo, que é a única resposta que um treinador quer ouvir. Gastá-lo bem passa a ser problema exclusivamente dele.
30 dias de fora para Thiago Cunha depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Juazeirense vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Juazeirense coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A proposta seguiu esta semana para o Santos, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Plantel28/12/2026
Douglas Souza desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O Juazeirense perguntou e o América Mineiro disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Perguntou-se ao Godoy Cruz se o emprestaria. Os empréstimos acertam-se depressa ou não se acertam, e este será uma coisa ou outra até ao fim de semana.
Uma sondagem ao Colón para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
39 dias de fora para Thiago Cunha depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Juazeirense vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Felipe Garcia esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Juazeirense, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Juazeirense sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
Há um nível em que um futebolista deixa de ser posto à prova e passa apenas a ser contido, e ele chegou lá há algum tempo. No Juazeirense sabem-no, e também todos os que o veem.
Uma cara nova na posição dele e uma camisola que julgava sua de repente em discussão. O Juazeirense não prometeu nada, que é o que os clubes prometem nesta fase.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Juazeirense falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Juazeirense fez a parte difícil com o Sport Recife, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
João Grilo e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Douglas Souza estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O Juazeirense perguntou e o Nova Iguaçu disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Perguntou-se ao Atlético Goianiense se o emprestaria. Os empréstimos acertam-se depressa ou não se acertam, e este será uma coisa ou outra até ao fim de semana.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Bruno Barbosa e o Juazeirense acertam mais 1 anos.
Bruno Barbosa tem 35 e já não tem nada a provar. O que lhe resta é saber onde se colocar, quando baixar o ritmo e o que dizer ao intervalo, e nada disso aparece num gráfico físico.
Em resumo
MercadoA história de João Grilo recusa-se a morrer
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 53 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Operário Ferroviário fica com o seu homem, e o Juazeirense volta a uma lista com um nome riscado.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Plantel07/12/2026
Palavras no treino do Juazeirense sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Marcelo Cauã está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
O Juazeirense já telefonou ao Nova Iguaçu. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
Plantel07/12/2026
5 caras novas e o Juazeirense ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
Direção07/12/2026
Aberto para negócios: o Juazeirense entra no mercado
O período de inscrições está aberto e o telefone já começou. Daqui até ao fecho, este clube vai ser associado a quarenta jogadores e contratar três, que é a proporção do costume.
61 dias de fora para Thiago Cunha depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Juazeirense vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
João Grilo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel30/11/2026
João Vitor desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Metade do calendário jogado, 6.º lugar, 25 pontos somados. Multiplicar por dois é a conta que todos os adeptos já fizeram e a única que ninguém no clube fará em voz alta.
Aqui não há queixa possível e todos os envolvidos sabem, o que não encurta o caminho até ao banco. A forma é a única moeda do futebol sobre a qual não se pode pedir emprestado.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Juazeirense falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Juazeirense coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Palavras no treino do Juazeirense sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Douglas Souza está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 1‑3, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
A única versão de ficar de fora contra a qual um jogador não pode argumentar, e a que pior aceita. Outro tem estado melhor e a ficha de jogo di-lo, em público, todas as semanas até mudar.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Juazeirense, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Antevisão23/11/2026
O Juazeirense mede-se com a equipa que todos perseguem
O Central chega como líder. Uma equipa no topo perde mais ou menos uma vez por mês, e o clube que o consegue ganha uma semana de que se lembra durante um ano.
Em resumo
MercadoA conversa sobre Derlis Ortiz não desaparece
Notas dos jogadoresÉverton passa por eles um de cada vez
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 76 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Felipe Garcia e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel16/11/2026
Palavras no treino do Juazeirense sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Douglas Souza está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Assis, e o treinador deixou.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Léo Godo. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Felipe Garcia e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Tem 21 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Há um nível em que um futebolista deixa de ser posto à prova e passa apenas a ser contido, e ele chegou lá há algum tempo. No Juazeirense sabem-no, e também todos os que o veem.
Plantel09/11/2026
No Juazeirense ainda são estranhos uns para os outros
22 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
Outro tem estado melhor, o treinador disse-o com uma ficha de jogo, e não há discussão possível. Vai recuperar a camisola da única maneira que ela se recupera.
Marcelo Cauã consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Marcelo Cauã acabou de assinar pelo Juazeirense e, por uma vez, a resposta importava.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Felipe Garcia e o Juazeirense acertam mais 1 anos.
Dribles concretizados: 22. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Juazeirense coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel02/11/2026
Palavras no treino do Juazeirense sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Douglas Souza está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Adauto Júnior, e o treinador deixou.
Tem 20 anos e ninguém em Juazeirense o contratou para esta época. Negócios destes julgam-se daqui a quatro anos, por gente que talvez já não esteja na casa.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Juazeirense coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Um ponto é um ponto e fico com ele, mas devíamos ter levado os três.” Fernando Monteiro depois do empate por 1‑1, e a frase que todos os treinadores do país disseram a certa altura deste fim de semana.
A única versão de ficar de fora contra a qual um jogador não pode argumentar, e a que pior aceita. Outro tem estado melhor e a ficha de jogo di-lo, em público, todas as semanas até mudar.
O desenho queria outro perfil frente a este adversário, o que é uma resposta futebolística a sério e nenhum consolo para o visado. Não fez nada de errado e não jogou.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Juazeirense sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Juazeirense. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
Dribles concretizados: 7. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Em resumo
Notas dos jogadoresA tarde passou toda por Éverton
Aos 37 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.14 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
João Grilo e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Noventa minutos concretos pediam outro tipo de jogador, e o treinador escolheu um. Não está em má forma e não está na equipa, e as duas coisas são verdade.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Assis apontou a data.
«Se nos vão ganhar, que não seja porque alguém aqui não se quis chatear.» Levantou-se e disse-o à frente de todos, e isso é algo que um grupo recorda de um homem durante anos.
O encolher de ombros desapareceu, a língua vai chegando, e discute nos treinos como alguém que conta estar aqui no próximo ano. Metade do valor de um reforço é isto, e nada disso aparece na verba.
João Grilo e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel12/10/2026
João Vitor desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Plantel12/10/2026
21 caras novas e o Juazeirense ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
João Grilo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Toda a gente no Juazeirense viu antes de alguém o dizer, que é como isto vai sempre. Aos 37 o declínio é real e mensurável — 3 pontos — e só falta saber como o clube trata alguém a quem deve muitíssimo.
Plantel05/10/2026
Palavras no treino do Juazeirense sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. João Vitor está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Faz aos sábados coisas a que ninguém à sua volta consegue responder: durante uma temporada é lisonjeiro e depois é um problema. O Juazeirense não o segura a fingir o contrário.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 0‑1, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Outro tem estado melhor, o treinador disse-o com uma ficha de jogo, e não há discussão possível. Vai recuperar a camisola da única maneira que ela se recupera.
Já são 6 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Dribles concretizados: 19. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” André Mendes e o Juazeirense acertam mais 3 anos.
Caio Cunha esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Não é o fim do mundo e não chega. As duas coisas são verdade.” O treinador, depois de um empate por 0‑0, disse a coisa honesta e foi dizê-la outra vez lá dentro.
A ficha de jogo di-lo em público todas as semanas até mudar. A única versão de ficar de fora que um futebolista não consegue contestar, e a que lhe custa mais.
Plantel28/09/2026
O melhor da divisão no último fim de semana foi um jogador do Juazeirense
É uma honra pequena e não é coisa nenhuma: alguém viu todos os jogos da divisão e decidiu que Derlis Ortiz foi o melhor de qualquer um deles.
O Sergipe vai querer esquecer isto depressa: 5‑1, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Juazeirense foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Derlis Ortiz produziu-o, e o 9.43 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
João Grilo e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
6 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Juazeirense e do Sergipe por igual; os restantes divertiram-se imenso.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Não há forma mais cruel de perder um jogo. O Juazeirense marcou aos 93, o pontapé de saída mal chegou a acontecer, e a bancada visitante ainda estava de pé quando soou o apito.
A formação existe exatamente para esta manhã. Alex Rodrigues passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Sérgio Martins está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
João Grilo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel07/09/2026
19 caras novas e o Juazeirense ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
Quatro ou cinco jornadas de regularidade, medidas contra todos os da divisão que fazem o seu trabalho. Marlon sai dessa comparação dentro da equipa, e o Juazeirense beneficiou de cada uma dessas tardes.
Faz aos sábados coisas a que ninguém à sua volta consegue responder: durante uma temporada é lisonjeiro e depois é um problema. O Juazeirense não o segura a fingir o contrário.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Marcelo Duarte: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Juazeirense a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
É o negócio menos glamoroso que um clube faz e a razão por que as épocas não desabam em fevereiro. João Victor está cá para as semanas em que há três lesionados e alguém tem de jogar na mesma.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Juazeirense coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 6 golos entre o Juazeirense e o Jequié, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Derlis Ortiz. 4‑2 sobre o Jequié, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Notas dos jogadores31/08/2026
Derlis Ortiz jogou uma tarde diferente da de toda a gente
9.38. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
Plantel31/08/2026
Palavras no treino do Juazeirense sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. João Vitor está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Faz todos os sábados coisas a que ninguém à volta dele consegue responder. É lisonjeiro durante uma época e um problema a partir daí, e o Juazeirense sabe em que fase está.
Em resumo
As bancadasUma longa viagem ao Jequié que valeu a pena
Derlis Ortiz consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Derlis Ortiz acabou de assinar pelo Juazeirense e, por uma vez, a resposta importava.
Algumas transferências precisam de uma campanha de imprensa. Esta precisava de uma camisola com o número antigo. Marcelo Duarte volta a ser jogador do Juazeirense, e a cidade tem a sua história do verão.
João Grilo e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Léo Godo e o Juazeirense acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Plantel24/08/2026
João Vitor desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Outro tem estado melhor, o treinador disse-o com uma ficha de jogo, e não há discussão possível. Vai recuperar a camisola da única maneira que ela se recupera.
O banco24/08/2026
O veredicto do treinador
“Estou frustrado, sinceramente. Fizemos o suficiente para ganhar e não ganhámos.” Fernando Monteiro não o escondia depois do 0‑0, e no balneário do Juazeirense também ninguém o escondia.
Acabou 0-3. Uma eliminação na taça é uma desilusão; isto foi um desmantelamento público, e a diferença mede-se em quantas pessoas ainda falarão nisso em agosto.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Anderson Carvalho. 3‑1 sobre o Santa Cruz de Natal, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Não acontece nada durante meses e depois ele simplesmente chega, a custo zero, tendo assinado um pré-contrato enquanto ainda jogava por outro. É a forma menos dramática de contratar um futebolista e muitas vezes a mais esperta.
Aos 21 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
“Merecemos. Pedi-lhes uma reação e tive-a, e agora quero o mesmo outra vez no sábado.” Fernando Monteiro sobre uma tarde de 3‑1 que lhe agradou mais do que estava disposto a mostrar.
Éverton tem 37 e já não tem nada a provar. O que lhe resta é saber onde se colocar, quando baixar o ritmo e o que dizer ao intervalo, e nada disso aparece num gráfico físico.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 16 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 8 golos entre o Juazeirense e o Santa Cruz, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
Mercado10/08/2026
Um dos nossos: Gato junta-se à equipa principal do Juazeirense
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Gato é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Luís Lima está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
A formação existe exatamente para esta manhã. André Mendes passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
A formação existe exatamente para esta manhã. Thiago Cunha passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Marlon, e o treinador deixou.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Adriano Pardal. 2‑1 sobre o Ferroviário, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
“O mérito é dos jogadores. Hoje o meu trabalho foi fácil.” Não foi, e toda a gente na sala o sabia; depois do 2‑1, Fernando Monteiro podia dar-se ao luxo de ser generoso.
O passado entrou à frente dele. Os jogadores que estiveram onde ele esteve são ouvidos num balneário antes de o merecerem, e ele será ouvido enquanto a forma durar.
Treina a sério, diz o que há a dizer e volta para um apartamento vazio. No Juazeirense ninguém fez nada de mal, e é justamente isso que torna tudo tão difícil de resolver.
Contrato liquidado, apertos de mão, nenhuma verba a mudar de mãos. Victor Ramos deixa o Juazeirense pela porta discreta, e a folha salarial respira um pouco melhor.