O aperto de mão com o Atalanta está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Juventus fez a parte difícil com o AS Roma, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
O Juventus foi ao Bologna com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
O Juventus perguntou e o AS Roma disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Juventus já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Arkadiusz Milik não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Juventus a ouviu como outra coisa.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $17.0M — um clube que quer Rodrigo Mora ao ponto de perguntar duas vezes.
Todas as séries acabam numa tarde que alguém tinha dado como rotina. Esta durou 23 jogos, o suficiente para uma cidade ter deixado de contar, e pouco o suficiente para se lembrar exatamente de quem a parou.
A qualificação está garantida, e para a época que vem as grandes noites de holofotes são continentais. Para os jogadores é um palco; para as contas, uma tábua de salvação; para os adeptos, passaportes.
1‑2 frente ao Inter, e a estrada acaba aqui. As eliminações da taça são mortes rápidas — sem segunda mão, sem próxima semana, só o campeonato daqui até maio.
Há futebolistas que fazem uma boa temporada e futebolistas por quem uma temporada é recordada; aos segundos leem-lhes o nome num salão no verão. No Juventus estarão discretamente encantados e, em privado, nervosos.
Uma média de 7.48 na época, com 18 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Juventus ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Nick Woltemade e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
36 jogos e 0 golos longe daqui, e um homem que o treinador não tinha no verão passado. O empréstimo fez o que os empréstimos devem fazer e quase nunca fazem.
Em resumo
PlantelOdilon Kossounou desentende-se com um colega por causa das exigências
Já são 23 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Emprestados24/05/2027
Os golos continuam a chegar do exílio de Loïs Openda
28 golos em 33 jogos no Olympique Lyonnais — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Juventus alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Kenan Yıldız esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Dribles concretizados: 22. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
13 golos e uma média de 7.29 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
12 golos em 15 jogos no Sassuolo — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Juventus alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
A série sem derrotas chega aos 22 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
A primeira derrota em 17 jogos. O treinador dirá que tinha de chegar; o balneário dirá que não tinha de chegar contra o Napoli; os adeptos dirão as duas coisas, por essa ordem, a semana inteira.
Uma média de 7.43 na época, com 16 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Francisco Conceição esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel17/05/2027
Odilon Kossounou desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Ninguém quer jogar contra o Juventus neste momento
17 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Dribles concretizados: 32. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Não há forma mais cruel de perder um jogo. O Juventus marcou aos 94, o pontapé de saída mal chegou a acontecer, e a bancada visitante ainda estava de pé quando soou o apito.
8 triunfos consecutivos como visitante. As equipas que ganham fora costumam saber defender e contra-atacar, e a tabela começou a refletir o que essas viagens renderam.
Uma média de 7.59 na época, com 13 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Juventus coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Aos 21 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Já são 16 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Jogo01/05/2027
O Juventus torna a sua casa um sítio difícil de visitar
23 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Juventus ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Gabriel Martinelli e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Em resumo
Notas dos jogadoresNoventa minutos de Weston McKennie no seu melhor
AntevisãoOs vizinhos são o próximo adversário do Juventus
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 18 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Gabriel Martinelli e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Kenan Yıldız. 1‑0 sobre o Sassuolo, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Já são 14 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Jogo17/04/2027
O Juventus torna a sua casa um sítio difícil de visitar
22 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Juventus falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Os jogos da taça esperam que alguém os agarre, e Gabriel Martinelli agarrou este contra o Lazio. 2‑0 no fim, e no sorteio da próxima ronda está o nome do Juventus.
Posição 2, 89 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Francisco Conceição e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Já são 12 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 34 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Tem 21 anos, média de 7.56, e os profissionais mais velhos começaram a dar-lhe a bola nos minutos difíceis. Essa última parte é o verdadeiro relatório de observação.
Uma média de 7.44 na época, com 16 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Jogo10/04/2027
Mais uma trazida de fora
6 seguidas na estrada para o Juventus. Os autocarros saem cedo, chegam de noite a estádios pouco simpáticos, e voltam sempre com três pontos.
Já são 11 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Jogo03/04/2027
O Juventus torna a sua casa um sítio difícil de visitar
20 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Juventus falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Uma média de 7.46 na época, com 18 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Carlo Pinsoglio será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Juventus as despedidas começaram em silêncio.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 52 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Francisco Conceição esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel29/03/2027
Odilon Kossounou desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Bremer está nela.
Plantel29/03/2027
5 caras novas e o Juventus ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
Emprestados29/03/2027
Os golos continuam a chegar do exílio de Fabio Miretti
8 golos em 29 jogos no Besiktas — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Juventus alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Juventus sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Guglielmo Vicario treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Já são 10 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 60 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Nick Woltemade produziu-o, e o 9.27 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Kenan Yıldız não precisou: 8.05, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
5 triunfos consecutivos como visitante. As equipas que ganham fora costumam saber defender e contra-atacar, e a tabela começou a refletir o que essas viagens renderam.
Francisco Conceição e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Uma média de 7.31 na época, com 13 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 70 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Já são 9 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Uma média de 7.51 numa equipa principal para a qual lhe sobram vários anos de juventude. Juventus têm alguma coisa, e a esta altura o escalão inteiro já reparou.
Uma média de 7.43 na época, com 16 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 79 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Vitória por 4‑1 sobre o Genoa, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
O Lecce vai querer esquecer isto depressa: 4‑1, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Juventus foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Já são 8 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Juventus vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Juventus ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
14 golos e uma média de 7.43 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Gabriel Martinelli esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Tem 21 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Nick Woltemade. 2‑0 sobre o Parma, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Juventus vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Já são 5 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Nota 7.75 aos 21 anos, numa equipa que não faz concessões à idade. Não precisou de nenhuma, e parecia o homem menos nervoso em campo.
Emprestados22/02/2027
Os golos continuam a chegar do exílio de Loïs Openda
18 golos em 23 jogos no Olympique Lyonnais — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Juventus alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Nick Woltemade e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Federico Gatti estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O AS Roma vai querer esquecer isto depressa: 6‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Juventus foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
16 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Francisco Conceição produziu-o, e o 8.22 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Ismaël Konaté não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
Uma média de 7.49 numa equipa principal para a qual lhe sobram vários anos de juventude. Juventus têm alguma coisa, e a esta altura o escalão inteiro já reparou.
«Dei tudo aqui e preciso de um desafio novo.» O pedido é formal, e a relação nunca mais vai ser exatamente a mesma.
Notas dos jogadores08/02/2027
Kenan Yıldız, 21 anos, joga como se cá estivesse há anos — 8.31
Um 8.31 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 21. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Os centrais têm licença para subir duas vezes por época e são julgados pelo que fazem quando lá chegam. Federico Gatti marcou, foi avaliado com 7.39 e voltou antes de alguém dar pela falta.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Juventus a ouviu como outra coisa.
A proposta do FF Jaro por Ismaël Konaté foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
As regras permitem-no e dói na mesma. Carlo Pinsoglio acertou condições com o Lazio para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Juventus coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Uma média de 7.36 na época, com 13 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Em resumo
EmprestadosOs golos continuam a chegar do exílio de Loïs Openda
JogoAconteça o que acontecer, o Juventus não perde
Chega um momento em que um clube apoia a sua ambição ou admite que não a tem. O Juventus pagou $35.7M por Raoul Bellanova, que é a forma mais barulhenta de dizer qual das duas escolheu.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Juventus, e não vai ser retirado.
Jogo30/01/2027
O Juventus torna a sua casa um sítio difícil de visitar
15 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Kenan Yıldız não precisou: 8.18, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Raoul Bellanova agiu, no Juventus, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
O prazo passou e o plantel é o plantel. Chegaram 5, saíram 4, e tudo o resto que se imprimiu sobre este clube no último mês foi um rumor que ficou rumor.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Juventus ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Uma média de 7.43 na época, com 14 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Chega um momento em que um clube apoia a sua ambição ou admite que não a tem. O Juventus pagou $31.9M por Roger Ibañez, que é a forma mais barulhenta de dizer qual das duas escolheu.
O Juventus foi ao Atalanta com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Vitória por 2‑0 sobre o Cagliari, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
«Dei tudo aqui e preciso de um desafio novo.» O pedido é formal, e a relação nunca mais vai ser exatamente a mesma.
Mercado25/01/2027
Tão perto: a transferência de Kenan Yıldız morre em cima da hora
O valor estava acertado e o voo já tinha sido visto — e então o telefone deixou de tocar. O Liverpool seguiu em frente, Kenan Yıldız apresenta-se de volta no Juventus, e todos fingem que segunda-feira é só uma segunda-feira.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Al-Hilal fica com o seu homem, e o Juventus volta a uma lista com um nome riscado.
Em resumo
Notas dos jogadoresBis, e a tarde é de Assane Diao — 8.33
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Como fica com o seu homem, e o Juventus volta a uma lista com um nome riscado.
Uma média de 7.42 numa equipa principal para a qual lhe sobram vários anos de juventude. Juventus têm alguma coisa, e a esta altura o escalão inteiro já reparou.
Gabriel Martinelli e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
12 golos e uma média de 7.34 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Em resumo
Emprestados11 golos por empréstimo para Loïs Openda
A perseguição a Gianluca Scamacca terminou com $26.1M a mudar de mãos e o Atalanta sem razões para dizer que não. Os adeptos julgarão o valor da única maneira que conta: aos sábados.
A perseguição a Odilon Kossounou terminou com $23.9M a mudar de mãos e o Atalanta sem razões para dizer que não. Os adeptos julgarão o valor da única maneira que conta: aos sábados.
Verba acordada, salário acordado, e o Cosenza à espera com uma camisola. No Juventus ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
O Paris Saint-Germain queria mais do que $9.5M e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
O Atalanta aceitou o dinheiro. O que o Juventus ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
Todas as séries acabam numa tarde que alguém tinha dado como rotina. Esta durou 18 jogos, o suficiente para uma cidade ter deixado de contar, e pouco o suficiente para se lembrar exatamente de quem a parou.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Borussia Dortmund fica com o seu homem, e o Juventus volta a uma lista com um nome riscado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Juventus, e não vai ser retirado.
Ninguém quer jogar contra o Juventus neste momento
18 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Marcar a qualquer outro é um golo. Marcar-lhes a eles é uma história que leva o nome de quem marcou durante uma década, e os adeptos do Juventus já começaram a contá-la.
11 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Bremer e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
13 golos e uma média de 7.35 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Khéphren Thuram produziu-o, e o 8.70 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Kenan Yıldız não precisou: 8.53, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Jogo19/12/2026
Mais uma trazida de fora
7 seguidas na estrada para o Juventus. Os autocarros saem cedo, chegam de noite a estádios pouco simpáticos, e voltam sempre com três pontos.
Tem 21 anos, média de 7.37, e os profissionais mais velhos começaram a dar-lhe a bola nos minutos difíceis. Essa última parte é o verdadeiro relatório de observação.
Vitória por 3‑0 sobre o Monza, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
Não há forma mais cruel de perder um jogo. O Juventus marcou aos 90, o pontapé de saída mal chegou a acontecer, e a bancada visitante ainda estava de pé quando soou o apito.
O mais difícil de ter 20 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Jeff Ekhator não precisou: 8.30, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Notas dos jogadores14/12/2026
Filip Kostić, 34 anos, faz recuar o relógio — 8.09
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.09 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Juventus coisas que levam mais de uma semana a retirar.
9 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Ninguém quer jogar contra o Juventus neste momento
13 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
O Cagliari vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Juventus foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Juventus a ouviu como outra coisa.
Gabriel Martinelli esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel07/12/2026
Palavras no treino do Juventus sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Federico Gatti está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Jogo05/12/2026
O Juventus torna a sua casa um sítio difícil de visitar
8 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Ninguém quer jogar contra o Juventus neste momento
12 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
O Cremonese vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Juventus foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
«Disseram-me coisas antes de eu assinar. Não as vou repetir, mas lembro-me de todas.» Juventus nada responderam, o que também é uma resposta.
Mercado30/11/2026
O Juventus pode não conseguir dar a Bremer o que ele quer
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Bremer quer futebol continental; se o Juventus o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Gabriel Martinelli e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
5 triunfos consecutivos como visitante. As equipas que ganham fora costumam saber defender e contra-atacar, e a tabela começou a refletir o que essas viagens renderam.
Já são 11 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
O Genoa vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Juventus foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Kenan Yıldız não precisou: 8.51, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Alex Meret esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Uma média de 7.17 numa equipa principal para a qual lhe sobram vários anos de juventude. Juventus têm alguma coisa, e a esta altura o escalão inteiro já reparou.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 21 anos que sente como seu. Kenan Yıldız tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Plantel23/11/2026
Federico Gatti desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Nick Woltemade esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O banco16/11/2026
Pierre Kalulu tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Juventus dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Juventus, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Andrea Cambiaso: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Juventus a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Emprestados16/11/2026
Os golos continuam a chegar do exílio de Loïs Openda
5 golos em 9 jogos no Olympique Lyonnais — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Juventus alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Teun Koopmeiners apontou a data.
Os jogos da taça esperam que alguém os agarre, e Jérémie Boga agarrou este contra o Dolomiti Bellunesi. 3‑0 no fim, e no sorteio da próxima ronda está o nome do Juventus.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Jérémie Boga produziu-o, e o 8.39 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Nota 7.60 aos 21 anos, numa equipa que não faz concessões à idade. Não precisou de nenhuma, e parecia o homem menos nervoso em campo.
Notas dos jogadores09/11/2026
Filip Kostić, 34 anos, faz recuar o relógio — 8.23
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.23 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Juventus coisas que levam mais de uma semana a retirar.
10 convocatórias são um elogio ao plantel e uma dor de cabeça para quem o dirige. Vai recebê-los de volta daqui a quinze dias, cansados e em vários estados de conservação.
O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Kenan Yıldız não precisou: 7.96, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Juventus ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Francisco Conceição e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
4 triunfos consecutivos como visitante. As equipas que ganham fora costumam saber defender e contra-atacar, e a tabela começou a refletir o que essas viagens renderam.
Aos 21 anos foi melhor do que todos da sua idade na divisão durante quatro semanas seguidas, o que é mais difícil do que uma boa tarde. O Juventus vai tentar não fazer disso um caso.
O Parma vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Juventus foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Já são 7 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
2 golos, e o segundo foi o que fechou o jogo. Nota de 8.60, e com mais sorte ao primeiro poste teria tido um terceiro.
Notas dos jogadores26/10/2026
Kenan Yıldız, 21 anos, joga como se cá estivesse há anos — 8.54
Um 8.54 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 21. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Francisco Conceição e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Uma média de 7.05 numa equipa principal para a qual lhe sobram vários anos de juventude. Juventus têm alguma coisa, e a esta altura o escalão inteiro já reparou.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 21 anos que sente como seu. Kenan Yıldız tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
200 jogos com a camisola. Ninguém se propõe construir um registo assim; acontece a um certo tipo de jogador num certo tipo de clube, e esta cidade sabe o que tem.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Já são 6 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Juventus coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 20 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Jogo17/10/2026
Mais uma trazida de fora
3 seguidas na estrada para o Juventus. Os autocarros saem cedo, chegam de noite a estádios pouco simpáticos, e voltam sempre com três pontos.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Gabriel Martinelli. 1‑0 sobre o Udinese, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Jérémie Boga, e o treinador deixou.
“O mérito é dos jogadores. Hoje o meu trabalho foi fácil.” Não foi, e toda a gente na sala o sabia; depois do 1‑0, Silvio Sala podia dar-se ao luxo de ser generoso.
Em resumo
MercadoA história de Kenan Yıldız recusa-se a morrer
Gabriel Martinelli esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Aos 29 anos a evolução devia estar terminada, e não está: 3 pontos melhor do que há um ano. Acontece aos que levam a sério as partes aborrecidas.
Plantel12/10/2026
Federico Gatti desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Plantel12/10/2026
No Juventus ainda são estranhos uns para os outros
9 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Juventus sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
O Pisa vai querer esquecer isto depressa: 5‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Juventus foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Aos 21 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
Francisco Conceição e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
O centro de treinos fica sossegado durante quinze dias. 10 homens partiram para serem jogadores de outros, e o treinador fica com os que ninguém chamou.
O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Kenan Yıldız não precisou: 8.15, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Já são 4 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Francisco Conceição e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Tem 21 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
A ficha de jogo di-lo em público todas as semanas até mudar. A única versão de ficar de fora que um futebolista não consegue contestar, e a que lhe custa mais.
O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Kenan Yıldız não precisou: 8.57, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Bremer esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A única versão de ficar de fora contra a qual um jogador não pode argumentar, e a que pior aceita. Outro tem estado melhor e a ficha de jogo di-lo, em público, todas as semanas até mudar.
O Juventus fez saber ao mercado que Dušan Vlahović está disponível. O anúncio não traz preço, mas toda a gente do ramo sabe mais ou menos o que lá diz.
Francisco Conceição esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Merecemos. Pedi-lhes uma reação e tive-a, e agora quero o mesmo outra vez no sábado.” Silvio Sala sobre uma tarde de 3‑0 que lhe agradou mais do que estava disposto a mostrar.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Juventus, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Em resumo
Notas dos jogadoresKenan Yıldız passa por eles um de cada vez
O bancoO treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Randal Kolo Muani
O bancoNeste momento há alguém melhor do que Danilo Cataldi
A proposta do Atalanta por Lloyd Kelly foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Direção07/09/2026
O Juventus fecha o mercado com um plantel feito por si
9 entradas e 8 saídas, e nenhuma mudança durante meses. O treinador tem o que tem, os adeptos têm a sua opinião sobre isso, e a tabela terá a última palavra.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Juventus ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Francisco Conceição e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
A despromoção que um clube nunca anuncia e um balneário nota sempre. Randal Kolo Muani está mais longe da equipa do que estava, e a razão só lhe será dada quando perguntar.
A história da ambição ao contrário, a que ninguém conta: um futebolista a pedir um palco mais pequeno, menos câmaras e uma bancada que não se vire. Não é fraqueza e é quase sempre contada como se fosse.
Plantel07/09/2026
9 caras novas e o Juventus ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Lazio fica com o seu homem, e o Juventus volta a uma lista com um nome riscado.
Dribles concretizados: 29. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 6 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Notas dos jogadores31/08/2026
Kenan Yıldız, 21 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.78
Um 7.78 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 21. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Gabriel Martinelli e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Com 10 jogadores ao serviço das seleções, os treinos são pequenos e o treinador até consegue ouvir-se. É a única pausa da época, e nunca sabe bem a uma.
Aos 21 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Chega um momento em que um clube apoia a sua ambição ou admite que não a tem. O Juventus pagou $84.5M por Gabriel Martinelli, que é a forma mais barulhenta de dizer qual das duas escolheu.
Dribles concretizados: 35. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
O Juventus perguntou e o Napoli disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Gabriel Martinelli acabou de assinar pelo Juventus e, por uma vez, a resposta importava.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Juventus coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Em resumo
Direção5 jogadores da formação sobem à equipa principal do Juventus
O aperto de mão com o Arsenal está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
O Juventus perguntou e o Paris Saint-Germain disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Chega um momento em que um clube apoia a sua ambição ou admite que não a tem. O Juventus pagou $16.9M por Alex Meret, que é a forma mais barulhenta de dizer qual das duas escolheu.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
A verba é $4.9M, o contrato está assinado, e a discussão sobre se ele vale o preço pode começar. O Lazio negociou duro; o tempo dirá quem ganhou.
Plantel17/08/2026
Alex Meret consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Alex Meret acabou de assinar pelo Juventus e, por uma vez, a resposta importava.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $97.3M — um clube que quer Gabriel Martinelli ao ponto de perguntar duas vezes.
Francisco Conceição esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Em resumo
AntevisãoOs vizinhos são o próximo adversário do Juventus
O Juventus perguntou e o AS Roma disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Juventus já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Juventus a ouviu como outra coisa.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $29.7M — um clube que quer Charles De Ketelaere ao ponto de perguntar duas vezes.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Juventus coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Galatasaray fica com o seu homem, e o Juventus volta a uma lista com um nome riscado.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Juventus a ouviu como outra coisa.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Dušan Vlahović e o Juventus acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Bremer e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel03/08/2026
Federico Gatti desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.