“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Juventus, e não vai ser retirado.
Verba acordada, salário acordado, e o Carrarese à espera com uma camisola. No Juventus ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
A perseguição a Beto terminou com $5.0M a mudar de mãos e o Lazio sem razões para dizer que não. Os adeptos julgarão o valor da única maneira que conta: aos sábados.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Beto acabou de assinar pelo Juventus e, por uma vez, a resposta importava.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
6 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
O Juventus perguntou e o Lazio disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Saiu miúdo e regressa a saber ainda onde fica a bancada dos visitantes. A maioria dos reforços tem de ser explicada à cidade; a este bastou uma fotografia.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Juventus, e não vai ser retirado.
O Juventus ofereceu $26.3M; o Palermo disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Juventus já se começa a dizer o nome dele no passado.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Fabio Miretti agiu, no Juventus, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Juventus fez a parte difícil com o Lazio, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
A proposta seguiu esta semana para o Lazio, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Está feito, e ainda com jogos por disputar. A próxima época vai ter noites de holofotes contra clubes de outros países, e as contas ganham uma linha que no ano passado não tinham.
A proposta seguiu esta semana para o Atalanta, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Há futebolistas que fazem uma boa temporada e futebolistas por quem uma temporada é recordada; aos segundos leem-lhes o nome num salão no verão. No Juventus estarão discretamente encantados e, em privado, nervosos.
Chegou por uma verba e sai por uma fração dela. $248.4K do que o Juventus pagou por Danilo Cataldi é dinheiro que o clube não volta a ver, e a direção será interpelada sobre isso durante duas épocas.
O telefone voltou a tocar por causa de Vangelis Pavlidis, e desta vez do outro lado está o Palermo. No Juventus ouvem com educação e não prometem nada.
22 golos e uma média de 7.65 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Khvicha Kvaratskhelia está nela.
O banco27/05/2030
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑1, ditas por Silvio Sala a uma sala que já as tinha ouvido.
Já são 21 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Jogo18/05/2030
O Juventus torna a sua casa um sítio difícil de visitar
23 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
A série sem derrotas chega aos 20 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Juventus a ouviu como outra coisa.
Uma média de 7.27 na época, com 14 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Mateo Pellegrino quer futebol continental; se o Juventus o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Duas equipas do topo da tabela, uma tarde, e um mês de conversa decidido em noventa minutos. O Juventus não vai usar a palavra título esta semana e não vai deixar de a pensar.
Emprestados13/05/2030
O empréstimo de Sebastiano Nava mede-se pelo que não acontece
13 balizas a zeros em 34 jogos no Reggiana. É o ofício inteiro de um guarda-redes bem cumprido, e está a ser cumprido muito longe do clube que o detém.
Os dérbis fazem nomes, e Christopher Nkunku fez o seu contra o Torino. 3‑0, o orgulho está seguro — e a outra metade da cidade vai estar farta de ouvir falar dele já na terça-feira.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Danilo Cataldi será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Juventus as despedidas começaram em silêncio.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Juventus a ouviu como outra coisa.
Jogo04/05/2030
Ninguém quer jogar contra o Juventus neste momento
4 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Nada na semana que aí vem é normal. O Torino no sábado, uma cidade que já começou a falar disso, e um balneário a quem não é preciso explicar o que significa.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Mateo Pellegrino estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
28 golos e uma média de 7.73 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Khvicha Kvaratskhelia produziu-o, e o 8.64 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
Notas dos jogadores22/04/2030
Jesús Rodríguez jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.58. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do Juventus sobre quem trabalha
EmprestadosO empréstimo de Sebastiano Nava mede-se pelo que não acontece
O Juventus torna a sua casa um sítio difícil de visitar
20 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
A série sem derrotas chega aos 16 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Uma média de 7.71 na época, com 26 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Khvicha Kvaratskhelia produziu-o, e o 8.52 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Juventus ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
24 golos e uma média de 7.69 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Juventus a ouviu como outra coisa.
Jogo06/04/2030
Ninguém quer jogar contra o Juventus neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Juventus vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Plantel01/04/2030
Mateo Pellegrino desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Weston McKennie está nela.
O treinador reorganizou as ideias e Federico Baschirotto saiu delas mais abaixo. Vão dizer-lhe que é temporário, e os jogadores que já ouviram isso antes vão desviar o olhar.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Juventus vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Uma média de 7.67 na época, com 21 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
A série sem derrotas chega aos 13 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
78 pontos, e o resto da divisão a olhar para cima. Todas as equipas que acabam em primeiro passam a época a fingir que não pensam nisso, e esta começou a fingir.
Dribles concretizados: 23. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
8 convocatórias são um elogio ao plantel e uma dor de cabeça para quem o dirige. Vai recebê-los de volta daqui a quinze dias, cansados e em vários estados de conservação.
O Juventus torna a sua casa um sítio difícil de visitar
18 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Juventus vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Uma média de 7.65 na época, com 20 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Jesús Rodríguez produziu-o, e o 8.47 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Todos suspeitavam que havia esta versão dele lá dentro, e aqui está a prova. 8.00, e nem uma objeção no estádio.
Plantel18/03/2030
Palavras no treino do Juventus sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Mateo Pellegrino está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Vitória por 1‑0 sobre o Torino, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Juventus vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Minuto 91. Khvicha Kvaratskhelia encontrou a finalização num tempo que só existia por causa das paragens anteriores, e o Torino passou do ponto ao nada num só movimento.
18 golos e uma média de 7.61 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Já são 11 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Juventus ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Juventus, e não vai ser retirado.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Juventus vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Jesús Rodríguez produziu-o, e o 8.61 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
A série sem derrotas chega aos 9 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Juventus ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
A carreira de um guarda-redes conta-se pelos jogos em que ninguém lhe marcou, e Alex Meret tem agora 100 deles em 356 partidas. Nada naquele número foi sorte.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Juventus falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Já são 8 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Juventus falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
18 golos e uma média de 7.58 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
A série sem derrotas chega aos 7 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
15 golos em 23 jogos no Bologna — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Juventus alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Todas as séries acabam numa tarde que alguém tinha dado como rotina. Esta durou 6 jogos, o suficiente para uma cidade ter deixado de contar, e pouco o suficiente para se lembrar exatamente de quem a parou.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Khvicha Kvaratskhelia. 1‑0 sobre o Sassuolo, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Juventus vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
17 golos e uma média de 7.57 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Já são 5 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Juventus ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Juventus a ouviu como outra coisa.
$2.6M era o máximo que o clube pagaria, e o Bologna pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
O Arsenal pagou $125.4M e o Juventus aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
Vitória por 3‑0 sobre o Padova, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 87 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
Chegou por uma verba e sai por uma fração dela. $1.7M do que o Juventus pagou por William Saliba é dinheiro que o clube não volta a ver, e a direção será interpelada sobre isso durante duas épocas.
Em resumo
Notas dos jogadoresChristian Comotto, 21 anos, joga como se cá estivesse há anos — 8.37
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 19 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
A proposta do Manchester United por Manu Koné foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
$3.9M era o máximo que o clube pagaria, e o Lazio pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Juventus ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Juventus falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Juventus perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Minuto 90. Vangelis Pavlidis encontrou a finalização num tempo que só existia por causa das paragens anteriores, e o Fiorentina passou do ponto ao nada num só movimento.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Vangelis Pavlidis produziu-o, e o 9.28 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
A proposta do AC Milan por Danilo Cataldi foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Jogo19/01/2030
O Juventus torna a sua casa um sítio difícil de visitar
11 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 38 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Isto não é profundidade de plantel e ninguém finge que seja. Pagaram-se $44.3M porque Yann Aurel Bisseck é simplesmente melhor do que o que já cá estava, e o clube decidiu deixar de esperar.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Juventus perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Yann Aurel Bisseck acabou de assinar pelo Juventus e, por uma vez, a resposta importava.
O Juventus perguntou e o Napoli disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
A primeira derrota em 14 jogos. O treinador dirá que tinha de chegar; o balneário dirá que não tinha de chegar contra o Inter; os adeptos dirão as duas coisas, por essa ordem, a semana inteira.
$3.7M era o máximo que o clube pagaria, e o Napoli pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
A proposta do Manchester United por Matteo Palma foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Juventus vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
O Juventus foi ao Palermo com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
A proposta do Manchester City por William Saliba foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
9 triunfos consecutivos como visitante. As equipas que ganham fora costumam saber defender e contra-atacar, e a tabela começou a refletir o que essas viagens renderam.
O Juventus foi ao Napoli com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Martin Baturina produziu-o, e o 8.57 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Ninguém quer jogar contra o Juventus neste momento
13 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Juventus vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
46 pontos, e o resto da divisão a olhar para cima. Todas as equipas que acabam em primeiro passam a época a fingir que não pensam nisso, e esta começou a fingir.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Danilo Cataldi será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Juventus as despedidas começaram em silêncio.
Uma média de 7.49 na época, com 13 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Não há pior forma de perder um futebolista. Danilo Cataldi pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
10 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Juventus coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Os dérbis fazem nomes, e Christopher Nkunku fez o seu contra o Torino. 1‑0, o orgulho está seguro — e a outra metade da cidade vai estar farta de ouvir falar dele já na terça-feira.
Jogo22/12/2029
Ninguém quer jogar contra o Juventus neste momento
12 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Juventus vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Vangelis Pavlidis produziu-o, e o 9.29 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Jogo22/12/2029
Mais uma trazida de fora
8 seguidas na estrada para o Juventus. Os autocarros saem cedo, chegam de noite a estádios pouco simpáticos, e voltam sempre com três pontos.
Contra qualquer outro seriam três pontos e pouco mais. Contra eles, e com o nome dele no golo, é um ano de conversa garantida para o Juventus e uma história que vai sobreviver ao contrato dele.
Uma média de 7.44 na época, com 11 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Jogo22/12/2029
O Juventus torna a sua casa um sítio difícil de visitar
9 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do Juventus sobre quem trabalha
Já são 10 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em Juventus já falam dele no passado.
Notas dos jogadores17/12/2029
Christian Comotto, 21 anos, joga como se cá estivesse há anos — 8.47
Um 8.47 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 21. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
7.78, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
12 golos e uma média de 7.45 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Juventus a ouviu como outra coisa.
11 golos e uma média de 7.40 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Já são 7 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
6 triunfos consecutivos como visitante. As equipas que ganham fora costumam saber defender e contra-atacar, e a tabela começou a refletir o que essas viagens renderam.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Juventus ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
8 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Juventus e do Cagliari por igual; os restantes divertiram-se imenso.
O Empoli vai querer esquecer isto depressa: 4‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Juventus foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
3 golos num só jogo. O primeiro foi bem apontado, o segundo com fome, e ao terceiro a bancada já só esperava que a bola lhe chegasse.
Jogo24/11/2029
Ninguém quer jogar contra o Juventus neste momento
6 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Jesús Rodríguez e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Aqui não há queixa possível e todos os envolvidos sabem, o que não encurta o caminho até ao banco. A forma é a única moeda do futebol sobre a qual não se pode pedir emprestado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Fikayo Tomori será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Juventus as despedidas começaram em silêncio.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Juventus, e não vai ser retirado.
Ninguém faz um documentário sobre um isquiotibial e toda a gente nisto o teme. No Juventus vão ter cuidado com a data de regresso, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Fikayo Tomori, e o treinador deixou.
O banco19/11/2029
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Rafa Marín
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Juventus sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Francesco Pio Esposito apontou a data.
O Genoa vai querer esquecer isto depressa: 4‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Juventus foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
2 golos, e o segundo foi o que fechou o jogo. Nota de 8.44, e com mais sorte ao primeiro poste teria tido um terceiro.
Jogo10/11/2029
Ninguém quer jogar contra o Juventus neste momento
5 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Juventus ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Jogo10/11/2029
Mais uma trazida de fora
5 seguidas na estrada para o Juventus. Os autocarros saem cedo, chegam de noite a estádios pouco simpáticos, e voltam sempre com três pontos.
Com 10 jogadores ao serviço das seleções, os treinos são pequenos e o treinador até consegue ouvir-se. É a única pausa da época, e nunca sabe bem a uma.
Loïs Openda esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
9 golos e uma média de 7.32 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Christian Comotto não precisou: 8.52, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Juventus ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Já são 4 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Jesús Rodríguez produziu-o, e o 8.65 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Já são 7 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Loïs Openda e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Francesco Pio Esposito, e o treinador deixou.
Aos 23 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Fikayo Tomori será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Juventus as despedidas começaram em silêncio.
3 triunfos consecutivos como visitante. As equipas que ganham fora costumam saber defender e contra-atacar, e a tabela começou a refletir o que essas viagens renderam.
200 jogos com esta camisola, através de treinadores, descidas e tudo o resto. Uma entrega assim está a desaparecer do futebol, e a bancada sabe o que está a ver.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Mateo Pellegrino estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Loïs Openda esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Mateo Pellegrino estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Vangelis Pavlidis está nela.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Manu Koné. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Um ano depois, a cidade não se abriu, a língua não chegou, e o almoço come-se sozinho mais vezes do que alguém no Juventus admitiria. Nota-se aos sábados.
Segue-se o Parma, e há um homem no balneário do Juventus que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
Jesús Rodríguez fez a conta e não gosta do resultado. Nada corrói um grupo mais depressa, e nenhum clube resolveu isto explicando a um futebolista a estrutura salarial.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Juventus a ouviu como outra coisa.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Alex Meret e o Juventus acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
11 convocatórias são um elogio ao plantel e uma dor de cabeça para quem o dirige. Vai recebê-los de volta daqui a quinze dias, cansados e em vários estados de conservação.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Juventus coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Todas as séries acabam numa tarde que alguém tinha dado como rotina. Esta durou 4 jogos, o suficiente para uma cidade ter deixado de contar, e pouco o suficiente para se lembrar exatamente de quem a parou.
Uma nota de 7.77, e ninguém no estádio a contestaria. Esteve em tudo o que importava e em quase tudo o que não.
O banco08/10/2029
William Saliba tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Juventus dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Vejo todos os jogos do Juventus daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Reggiana segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
Já são 4 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Juventus ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Jesús Rodríguez e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Juventus sabem-no.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Juventus ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Jogo22/09/2029
Ninguém quer jogar contra o Juventus neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Nota 8.04 — daquelas que um cronista aponta duas vezes para ter a certeza. Saiu-lhe tudo o que tentou, e o que não tentou não valia a pena.
Plantel24/09/2029
Palavras no treino do Juventus sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Mateo Pellegrino está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Vangelis Pavlidis está nela.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Mario Gila treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
“Merecemos. Pedi-lhes uma reação e tive-a, e agora quero o mesmo outra vez no sábado.” Silvio Sala sobre uma tarde de 1‑0 que lhe agradou mais do que estava disposto a mostrar.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Manu Koné. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Verba acordada, salário acordado, e o Empoli à espera com uma camisola. No Juventus ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Juventus coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Juventus lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Mateo Pellegrino estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Plantel10/09/2029
No Juventus ainda são estranhos uns para os outros
10 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que William Saliba está nela.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Juventus, e não vai ser retirado.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Juventus ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Vangelis Pavlidis e o Juventus acertam mais 3 anos.
Com 11 jogadores ao serviço das seleções, os treinos são pequenos e o treinador até consegue ouvir-se. É a única pausa da época, e nunca sabe bem a uma.
Aos 27 a evolução devia ter acabado. Não acabou: 3 pontos acima da marca do início do ano, o que acontece aos jogadores que levam a sério as partes aborrecidas do ofício.
Khvicha Kvaratskhelia e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
7 miúdos sobem, e algures no edifício as pessoas que os treinaram aos doze anos estão a ter, em silêncio, a melhor manhã do seu ano de trabalho. Nada disto aparece num resultado, e é para isto que a formação existe.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Nicola Fiorini está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
A formação existe exatamente para esta manhã. Sebastiano Piccini passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
A formação existe exatamente para esta manhã. Marco Andreoli passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Juventus perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Jesús Rodríguez esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel20/08/2029
Palavras no treino do Juventus sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Mateo Pellegrino está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Weston McKennie assinar alguma coisa — um contrato no Juventus ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Loïs Openda treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Mateo Pellegrino: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Juventus a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Christopher Nkunku apontou a data.
O Juventus perguntou e o Lazio disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Juventus, e não vai ser retirado.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Juventus a ouviu como outra coisa.
Aos 17 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
A papelada fica pronta muito antes do jogador. Piotr Zieliński acertou vir quando o contrato atual terminar, o que significa que o Juventus substituiu um orçamento de verão por um telefonema.
Ambas as partes esperam falar nos próximos dias. O Juventus vai pedir um valor, e tudo o que vier depois é aritmética.
Plantel13/08/2029
Mateo Pellegrino desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
14 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que William Saliba está nela.
$47.4M era o máximo que o clube pagaria, e o Udinese pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Juventus ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Jesper Lindstrøm está a viver essa versão no Juventus, e costuma notar-se no primeiro mês.
Loïs Openda e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Aos 27 a evolução devia ter acabado. Não acabou: 3 pontos acima da marca do início do ano, o que acontece aos jogadores que levam a sério as partes aborrecidas do ofício.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
O Juventus foi ao Udinese com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
O Juventus perguntou e o Avellino disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Juventus fez a parte difícil com o Napoli, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Posição 2, 90 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Federico Baschirotto está a viver essa versão no Juventus, e costuma notar-se no primeiro mês.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $54.0M — um clube que quer Nicolás González ao ponto de perguntar duas vezes.
Em resumo
PlantelMateo Pellegrino desentende-se com um colega por causa das exigências
O Juventus ofereceu $6.1M; o Cagliari disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Modena fica com o seu homem, e o Juventus volta a uma lista com um nome riscado.
O Juventus foi ao Empoli com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Plantel23/07/2029
Uma transferência que El Bilal Touré teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. El Bilal Touré está a viver essa versão no Juventus, e costuma notar-se no primeiro mês.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Loïs Openda esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Em resumo
PlantelMateo Pellegrino desentende-se com um colega por causa das exigências
MercadoManu Koné colocado na lista de transferências
O bancoManu Koné tornou-se um homem de confiança do treinador
O Juventus perguntou e o Pescara disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Francesco Pio Esposito acabou de assinar pelo Juventus e, por uma vez, a resposta importava.
Chegou por uma verba e sai por uma fração dela. $213.6K do que o Juventus pagou por Nikita Contini é dinheiro que o clube não volta a ver, e a direção será interpelada sobre isso durante duas épocas.
As bancadas16/07/2029
Os adeptos revoltam-se com a venda de Khéphren Thuram por $78.6M
Vai para o AC Milan, o clube tem $78.6M que não tinha na sexta-feira, e os programas de rádio já decidiram como se sentem quanto a isso. Vender bem e vender alguém que amavam não são a mesma competência.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Juventus ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 17 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Em resumo
PlantelNo Juventus ainda são estranhos uns para os outros
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Juventus perdeu-o em tudo menos nos papéis.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Juventus, e não vai ser retirado.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Khvicha Kvaratskhelia e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Aos 20 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Borussia Dortmund fica com o seu homem, e o Juventus volta a uma lista com um nome riscado.
Isto não é profundidade de plantel e ninguém finge que seja. Pagaram-se $119.8M porque Khvicha Kvaratskhelia é simplesmente melhor do que o que já cá estava, e o clube decidiu deixar de esperar.
Posição 2, 90 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Juventus, e não vai ser retirado.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Martin Baturina acabou de assinar pelo Juventus e, por uma vez, a resposta importava.
Jesús Rodríguez e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Não há pior forma de perder um futebolista. Filippo Bellino pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Em resumo
PlantelMatteo Palma é melhor futebolista do que era
As bancadasO Juventus gasta $119.8M na contratação que a cidade queria
$438.6M era o máximo que o clube pagaria, e o Arsenal pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Chelsea fica com o seu homem, e o Juventus volta a uma lista com um nome riscado.
O Juventus foi ao Stade Rennais com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
O Juventus foi ao Como com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Juventus perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Jesús Rodríguez agiu, no Juventus, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
A proposta seguiu esta semana para o Arsenal, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Juventus perdeu-o em tudo menos nos papéis.
O Juventus perguntou e o Genoa disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
A perseguição a Mateo Pellegrino terminou com $27.0M a mudar de mãos e o Empoli sem razões para dizer que não. Os adeptos julgarão o valor da única maneira que conta: aos sábados.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Osasuna tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Mateo Pellegrino está a viver essa versão no Juventus, e costuma notar-se no primeiro mês.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Juventus coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Verba acordada, salário acordado, e o AS Roma à espera com uma camisola. No Juventus ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Chega um momento em que um clube apoia a sua ambição ou admite que não a tem. O Juventus pagou $35.3M por Mario Gila, que é a forma mais barulhenta de dizer qual das duas escolheu.
O Juventus ofereceu $31.2M; o Avellino disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Nicola Zalewski está a viver essa versão no Juventus, e costuma notar-se no primeiro mês.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $55.6M — um clube que quer Assane Diao ao ponto de perguntar duas vezes.
Em resumo
Plantel7 jogadores do Juventus ao serviço das seleções
O Juventus e o Lazio acertaram em $33.7M. O resto pertence ao jogador e ao empresário, e um adepto que já viu uma destas sabe que ainda não é altura de comprar a camisola.
Está feito, e ainda com jogos por disputar. A próxima época vai ter noites de holofotes contra clubes de outros países, e as contas ganham uma linha que no ano passado não tinham.
O Juventus foi ao Bari com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
O Juventus foi ao Empoli com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Um prémio individual é coisa estranha num desporto de equipa, e os melhores não se discutem. Teve o tipo de ano que acaba com o seu nome lido em voz alta, e o Juventus beneficiou disso.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Juventus a ouviu como outra coisa.
A qualificação está garantida, e para a época que vem as grandes noites de holofotes são continentais. Para os jogadores é um palco; para as contas, uma tábua de salvação; para os adeptos, passaportes.
3 triunfos consecutivos como visitante. As equipas que ganham fora costumam saber defender e contra-atacar, e a tabela começou a refletir o que essas viagens renderam.
10 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
11 golos e uma média de 7.31 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Nota 8.00 — daquelas que um cronista aponta duas vezes para ter a certeza. Saiu-lhe tudo o que tentou, e o que não tentou não valia a pena.
Emprestados21/05/2029
Os golos continuam a chegar do exílio de Jeff Ekhator
12 golos em 36 jogos no Sassuolo — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Juventus alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Juventus disse a Evan N'Dicka que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Iker Bravo tem a sua resposta do Juventus; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
O Venezia vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Juventus foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
21 golos e uma média de 7.68 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
25 golos em 35 jogos no Lazio — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Juventus alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Luis Milla será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Juventus as despedidas começaram em silêncio.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
20 golos e uma média de 7.66 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Posição 2, 83 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Juventus ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
9 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Matteo Palma, 21 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.71
Um 7.71 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 21. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Juventus coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Rafa Marín, e o treinador deixou.
Aos 21 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Vangelis Pavlidis. 2‑0 sobre o AS Roma, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Dribles concretizados: 36. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Juventus, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Nahuel Molina será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Juventus as despedidas começaram em silêncio.
10 golos e uma média de 7.28 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Jogo21/04/2029
O Juventus torna a sua casa um sítio difícil de visitar
8 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Um jogador que contava ser titular assistiu de fora. O treinador vai chamar-lhe uma decisão pela equipa; Fikayo Tomori chama-lhe outra coisa em privado.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que William Saliba está nela.
Avaliado com 7.69. Pergunte a qualquer pessoa à saída do estádio o que decidiu aquilo e receberá um nome, que é o único prémio que alguma vez contou a sério.
Vitória por 4‑0 sobre o Udinese, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Hugo Ekitiké produziu-o, e o 8.68 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
21 golos em 31 jogos no Lazio — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Juventus alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Todas as séries acabam numa tarde que alguém tinha dado como rotina. Esta durou 11 jogos, o suficiente para uma cidade ter deixado de contar, e pouco o suficiente para se lembrar exatamente de quem a parou.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Luis Milla será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Juventus as despedidas começaram em silêncio.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Alex Meret, e o treinador deixou.
20 golos e uma média de 7.67 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Hugo Ekitiké produziu-o, e o 8.62 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Weston McKennie está nela.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Rafa Marín treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Um mês é longo o suficiente para ninguém entrar por acaso. William Saliba está no melhor onze da divisão, o que é um elogio mais discreto do que um prémio e mais fiável.
A despromoção que um clube nunca anuncia e um balneário nota sempre. Nikita Contini está mais longe da equipa do que estava, e a razão só lhe será dada quando perguntar.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Juventus sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Segue-se o Genoa, e há um homem no balneário do Juventus que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
Ninguém quer jogar contra o Juventus neste momento
9 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Juventus ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Loïs Openda esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
7 convocatórias são um elogio ao plantel e uma dor de cabeça para quem o dirige. Vai recebê-los de volta daqui a quinze dias, cansados e em vários estados de conservação.
Uma média de 7.26 na época, com 10 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Em resumo
Notas dos jogadoresWilliam Saliba em notas de excelência
Ninguém quer jogar contra o Juventus neste momento
8 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Uma média de 7.64 na época, com 18 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Juventus ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Jogo17/03/2029
Mais uma trazida de fora
4 seguidas na estrada para o Juventus. Os autocarros saem cedo, chegam de noite a estádios pouco simpáticos, e voltam sempre com três pontos.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Christopher Nkunku. 2‑0 sobre o Napoli, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Já são 7 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Juventus, e não vai ser retirado.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Juventus ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Juventus sabem-no.
Loïs Openda e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O Hellas Verona está fora e o Juventus segue em frente, com um 3‑1 como palavra final. O quadro abre-se um pouco, e toda a gente se permite espreitá-lo.
O Udinese vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Juventus foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Pedro Mendes produziu-o, e o 8.69 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Hugo Ekitiké produziu-o, e o 8.64 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Uma média de 7.60 na época, com 17 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Juventus ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Fikayo Tomori e o Juventus acertam mais 3 anos.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Juventus ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Christopher Nkunku produziu-o, e o 8.64 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Juventus ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Já são 3 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
As regras permitem-no e dói na mesma. Gabriele Finocchiaro acertou condições com o Genoa para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Juventus perdeu-o em tudo menos nos papéis.
O Bologna vai querer esquecer isto depressa: 5‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Juventus foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Já são 100 pelo clube, cada um arquivado na memória de alguém com uma data e um resultado. É sobre números assim que os adeptos vão discutir daqui a vinte anos.
O Juventus ofereceu $22.7M; o Modena disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
O Juventus ficou sem tempo com o Lazio. Os papéis estavam abertos quando o prazo passou, e uma transferência que estava quase feita é agora uma transferência que nunca aconteceu.
Mercado05/02/2029
Tão perto: a transferência de Hugo Ekitiké morre em cima da hora
O valor estava acertado e o voo já tinha sido visto — e então o telefone deixou de tocar. O Atlético Madrid seguiu em frente, Hugo Ekitiké apresenta-se de volta no Juventus, e todos fingem que segunda-feira é só uma segunda-feira.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Vangelis Pavlidis acabou de assinar pelo Juventus e, por uma vez, a resposta importava.
O prazo passou e o plantel é o plantel. Chegaram 8, saíram 7, e tudo o resto que se imprimiu sobre este clube no último mês foi um rumor que ficou rumor.
Derrota por 0‑2 com o Inter no único jogo que nunca é só um jogo. No trabalho, na escola, no café — desta não haverá como fugir esta semana.
Jogo27/01/2029
O Juventus torna a sua casa um sítio difícil de visitar
22 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
3 defendidos dos onze metros, e um estádio que vai descrever cada um deles durante vinte anos. Um guarda-redes precisa de uma noite assim numa carreira, e foi esta.
Os jogos da taça esperam que alguém os agarre, e Samuel Chukwueze agarrou este contra o Cremonese. 1‑1 no fim, e no sorteio da próxima ronda está o nome do Juventus.
A perseguição a Josh Doig terminou com $23.6M a mudar de mãos e o Sassuolo sem razões para dizer que não. Os adeptos julgarão o valor da única maneira que conta: aos sábados.
A proposta do Liverpool por Hugo Ekitiké foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Juventus, e não vai ser retirado.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Plantel29/01/2029
Uma transferência que Josh Doig teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Josh Doig está a viver essa versão no Juventus, e costuma notar-se no primeiro mês.
O aperto de mão com o Sassuolo está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
Verba acordada, salário acordado, e o St. Gallen à espera com uma camisola. No Juventus ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
O Juventus perguntou e o AS Roma disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
As bancadas22/01/2029
Os adeptos revoltam-se com a venda de Kenan Yıldız por $123.9M
Vai para o Arsenal, o clube tem $123.9M que não tinha na sexta-feira, e os programas de rádio já decidiram como se sentem quanto a isso. Vender bem e vender alguém que amavam não são a mesma competência.
13 golos e uma média de 7.53 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
21 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Juventus perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Isto não é profundidade de plantel e ninguém finge que seja. Pagaram-se $31.0M porque Evan N'Dicka é simplesmente melhor do que o que já cá estava, e o clube decidiu deixar de esperar.
$21.3M era o máximo que o clube pagaria, e o Sassuolo pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
Posição 2, 48 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Plantel15/01/2029
Uma transferência que Evan N'Dicka teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Evan N'Dicka está a viver essa versão no Juventus, e costuma notar-se no primeiro mês.
Os dérbis fazem nomes, e Randal Kolo Muani fez o seu contra o Torino. 4‑1, o orgulho está seguro — e a outra metade da cidade vai estar farta de ouvir falar dele já na terça-feira.
Chega um momento em que um clube apoia a sua ambição ou admite que não a tem. O Juventus pagou $34.9M por Rafa Marín, que é a forma mais barulhenta de dizer qual das duas escolheu.
O Juventus foi ao Hellas Verona com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
O Juventus ofereceu $29.6M; o Atalanta disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
O AS Roma pagou $33.3M e o Juventus aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Juventus fez a parte difícil com o Udinese, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
A proposta ficou longe e foi recusada quase sem discussão. Se a segunda for recusada com a mesma rapidez já é outra conversa.
Plantel08/01/2029
Rafa Marín consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Rafa Marín acabou de assinar pelo Juventus e, por uma vez, a resposta importava.
O Juventus foi ao Bologna com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
PlantelAs defesas já dobram a marcação a Kenan Yıldız
127Edição
O Correio de Juventus
01/01/2029
Do nosso correspondente de futebolTriunfo
Jogo30/12/2028
O Juventus torna a sua casa um sítio difícil de visitar
20 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
42 pontos, e o resto da divisão a olhar para cima. Todas as equipas que acabam em primeiro passam a época a fingir que não pensam nisso, e esta começou a fingir.
Há futebolistas que fazem uma boa temporada e futebolistas por quem uma temporada é recordada; aos segundos leem-lhes o nome num salão no verão. No Juventus estarão discretamente encantados e, em privado, nervosos.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Uma média de 7.42 na época, com 16 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
A primeira derrota em 12 jogos. O treinador dirá que tinha de chegar; o balneário dirá que não tinha de chegar contra o Frosinone; os adeptos dirão as duas coisas, por essa ordem, a semana inteira.
Uma média de 7.38 na época, com 15 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Juventus coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Ninguém quer jogar contra o Juventus neste momento
11 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Jogo16/12/2028
O Juventus torna a sua casa um sítio difícil de visitar
18 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Um 8.36 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 19. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Aos 34 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.37 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Juventus ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
5 triunfos consecutivos como visitante. As equipas que ganham fora costumam saber defender e contra-atacar, e a tabela começou a refletir o que essas viagens renderam.
A dinâmica não se compra e perde-se depressa; neste momento o Juventus tem 9 vitórias seguidas dela.
Jogo09/12/2028
O Juventus torna a sua casa um sítio difícil de visitar
17 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Juventus, e não vai ser retirado.
A proposta do River Plate por Jhon Lucumí foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Juventus ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Já são 8 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
O Genoa vai querer esquecer isto depressa: 4‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Juventus foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Kenan Yıldız produziu-o, e o 8.50 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Edon Zhegrova produziu-o, e o 8.44 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
30 pontos, e o resto da divisão a olhar para cima. Todas as equipas que acabam em primeiro passam a época a fingir que não pensam nisso, e esta começou a fingir.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Juventus ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Nahuel Molina e o Juventus acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Hugo Ekitiké e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
3 triunfos consecutivos como visitante. As equipas que ganham fora costumam saber defender e contra-atacar, e a tabela começou a refletir o que essas viagens renderam.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Khéphren Thuram está nela.
Aqui não há queixa possível e todos os envolvidos sabem, o que não encurta o caminho até ao banco. A forma é a única moeda do futebol sobre a qual não se pode pedir emprestado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Juventus ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Juventus sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Fikayo Tomori: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Juventus a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Gabriele Calvani treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
O Juventus torna a sua casa um sítio difícil de visitar
16 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Dois golos e um 8.39 a acompanhar. Os avançados são julgados por tardes como esta e recordados por muito menos delas do que se imagina.
Jogo11/11/2028
Ninguém quer jogar contra o Juventus neste momento
6 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Luis Milla será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Juventus as despedidas começaram em silêncio.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Juventus a ouviu como outra coisa.
Edon Zhegrova esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Fikayo Tomori, e o treinador deixou.
Tem 23 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Vitória por 4‑0 sobre o Carpi, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
O mais difícil de ter 19 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Destiny Elimoghale não precisou: 8.19, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Já são 5 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Randal Kolo Muani e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 23 anos que sente como seu. Iker Bravo tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Juventus pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Jogo28/10/2028
Ninguém quer jogar contra o Juventus neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
Já são 8 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Loïs Openda e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
7 golos e uma média de 7.23 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
O banco23/10/2028
Kenan Yıldız tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Juventus dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Luis Milla será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Juventus as despedidas começaram em silêncio.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Juventus foi explícito quanto à situação de Alessandro Bianco, o que é mais do que muitos recebem.
O banco16/10/2028
Manu Koné tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Juventus dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Kenan Yıldız. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Plantel16/10/2028
O melhor da divisão no último fim de semana foi um jogador do Juventus
É uma honra pequena e não é coisa nenhuma: alguém viu todos os jogos da divisão e decidiu que Hugo Ekitiké foi o melhor de qualquer um deles.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Juventus. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
Em resumo
O bancoIker Bravo pede uma conversa com o treinador
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Juventus, e não vai ser retirado.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Kenan Yıldız produziu-o, e o 8.58 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Juventus coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Já são 7 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Notas dos jogadores09/10/2028
Hugo Ekitiké jogou uma tarde diferente da de toda a gente
10.00. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
21 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Juventus perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Juventus a ouviu como outra coisa.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Juventus lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Já são 6 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Alex Meret, e o treinador deixou.
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 29 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Juventus, e não vai ser retirado.
3‑0, e Randal Kolo Muani ficou com os títulos numa tarde em que tudo correu bem ao Juventus. Tardes assim contam-se o inverno inteiro.
Jogo23/09/2028
O Juventus torna a sua casa um sítio difícil de visitar
12 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Juventus ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
40 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Juventus perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Juventus, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Luis Milla será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Juventus as despedidas começaram em silêncio.
Randal Kolo Muani e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
200 jogos com esta camisola, através de treinadores, descidas e tudo o resto. Uma entrega assim está a desaparecer do futebol, e a bancada sabe o que está a ver.
49 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Juventus perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Alessandro Bianco: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Juventus a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Juventus, e não vai ser retirado.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Juventus já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Juventus a ouviu como outra coisa.
Direção04/09/2028
Fecha o mercado: 25 entradas, 41 saídas no Juventus
O prazo passou e o plantel é o plantel. Chegaram 25, saíram 41, e tudo o resto que se imprimiu sobre este clube no último mês foi um rumor que ficou rumor.
Jogo02/09/2028
O Juventus torna a sua casa um sítio difícil de visitar
11 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Com 9 jogadores ao serviço das seleções, os treinos são pequenos e o treinador até consegue ouvir-se. É a única pausa da época, e nunca sabe bem a uma.
Loïs Openda esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Em resumo
Notas dos jogadoresKenan Yıldız jogou uma tarde diferente da de toda a gente
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Juventus já se começa a dizer o nome dele no passado.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 16 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 23 anos que sente como seu. Kenan Yıldız tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Nada na semana que aí vem é normal. O Inter no sábado, uma cidade que já começou a falar disso, e um balneário a quem não é preciso explicar o que significa.
$68.3M era o máximo que o clube pagaria, e o Manchester City pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Frosinone fica com o seu homem, e o Juventus volta a uma lista com um nome riscado.
A proposta do Reggiana por Nikita Contini foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Estava tudo acordado até deixar de estar, e Ismaël Konaté regressa a Juventus com um verão para esquecer. Nenhum dos clubes diz quem se levantou da mesa.
As carreiras devem estagnar e depois cair, e quem ignora isso é sempre quem estava a ouvir no treino. 3 pontos, ao longo de meses, numa idade em que a direção costuma ser só uma.
Direção21/08/2028
6 jogadores da formação sobem à equipa principal do Juventus
Números de equipa principal entregues a miúdos que os treinadores conhecem desde os doze anos. A maioria não vai lá chegar, e todos já fizeram a parte difícil.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Flavio Gatti está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Em resumo
MercadoUm dos nossos: Ciro Sanna junta-se à equipa principal do Juventus
$68.3M em cima da mesa do Manchester City. O treinador queria-o, a direção acertou um número, e as únicas vozes que faltam ouvir são as do outro clube.
O valor estava acertado e o voo já tinha sido visto — e então o telefone deixou de tocar. O Atalanta seguiu em frente, Francisco Conceição apresenta-se de volta no Juventus, e todos fingem que segunda-feira é só uma segunda-feira.
O Juventus perguntou e o Bari disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Juventus ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
William Saliba e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Francisco Conceição e o Juventus acertam mais 5 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 23 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Aos 27 a evolução devia ter acabado. Não acabou: 3 pontos acima da marca do início do ano, o que acontece aos jogadores que levam a sério as partes aborrecidas do ofício.
Ninguém o confirma e as fichas de jogo confirmam-no todas as semanas. Um erro comprou-lhe um período como segunda opção que já é mais longo do que o erro merecia.
24 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Juventus perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
O Juventus perguntou e o Tottenham disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
A perseguição a Fikayo Tomori terminou com $11.9M a mudar de mãos e o Bari sem razões para dizer que não. Os adeptos julgarão o valor da única maneira que conta: aos sábados.
Plantel07/08/2028
Uma transferência que Fikayo Tomori teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Fikayo Tomori está a viver essa versão no Juventus, e costuma notar-se no primeiro mês.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Juventus a ouviu como outra coisa.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Christopher Nkunku e o Juventus acertam mais 3 anos.
32 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Juventus perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Juventus já se começa a dizer o nome dele no passado.
Randal Kolo Muani e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Juventus lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
O Sheffield United queria mais do que $76.9M e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Sassuolo fica com o seu homem, e o Juventus volta a uma lista com um nome riscado.
A perseguição a Vanja Milinković-Savić terminou com $16.6M a mudar de mãos e o Napoli sem razões para dizer que não. Os adeptos julgarão o valor da única maneira que conta: aos sábados.
Verba acordada, salário acordado, e o Sampdoria à espera com uma camisola. No Juventus ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Francisco Conceição e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $62.9M — um clube que quer Gustav Isaksen ao ponto de perguntar duas vezes.
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Vanja Milinković-Savić está a viver essa versão no Juventus, e costuma notar-se no primeiro mês.