Daniel Costa lesiona os ligamentos do joelho — 111 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 111 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
O que se dizia à porta fechada passou a dizer-se diante de um microfone. Em Maracanã toda a gente sabe fazer a conta, incluindo o homem a quem se dirige.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Maracanã está a esgotar-se.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Maracanã, e não vai ser retirado.
Bruno Camilo e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Araujo tem a sua resposta do Maracanã; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Minuto 88, meio estádio já a caminho da saída, e Jean Gabriel decidiu que ninguém ia a lado nenhum. O Trem não teve tempo para responder.
Direção26/07/2027
O Maracanã fecha o mercado com um plantel feito por si
0 entradas e 1 saídas, e nenhuma mudança durante meses. O treinador tem o que tem, os adeptos têm a sua opinião sobre isso, e a tabela terá a última palavra.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Maracanã coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Matheus Menezes, e o treinador deixou.
Alan Maimo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Plantel19/07/2027
Thiago Bianchi desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O Maracanã já telefonou ao Guarani. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
Perguntou-se ao Santa Cruz se o emprestaria. Os empréstimos acertam-se depressa ou não se acertam, e este será uma coisa ou outra até ao fim de semana.
O Maracanã já telefonou ao Ferroviária. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
Não se vê o fim da espera do Maracanã por uma vitória
Já são 12 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Maracanã tem de arrancar um resultado de algum lado.
7.54, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
O Maracanã perguntou e o Corinthians disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Emir Basabe, e o treinador deixou.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do Maracanã sobre quem trabalha
Não se vê o fim da espera do Maracanã por uma vitória
Já são 11 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Maracanã tem de arrancar um resultado de algum lado.
Bruno Camilo e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 7 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Maracanã coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O Maracanã perguntou e o Fortaleza disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Emerson Buiu não precisou: 7.73, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Bruno Camilo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O Maracanã perguntou e o Nova Iguaçu disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Acontece a todos e continua a ser o parágrafo mais difícil que um jornal local tem de escrever. 37 anos, 3 pontos abaixo do que era, e um corpo que começou a cobrar juros sobre uma carreira.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Gui Amorim, e o treinador deixou.
Plantel21/06/2027
Palavras no treino do Maracanã sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Leomir está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Renato Nogueira depois do 1‑2, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
7.69, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o Atlético Mineiro fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
0‑3 para o Parnahyba, e foi exatamente tão mau como o número sugere. Há derrotas que se discutem e derrotas pelas quais se pede desculpa; esta foi do segundo tipo.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Maracanã fez a parte difícil com o Corinthians, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Alan Maimo e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Emerson Vagalume e o Maracanã acertam mais 4 anos.
3 jogos, nenhum golo e um centro de treinos que já tentou tudo. Vai acabar — as secas acabam sempre — mas ninguém no Maracanã sabe dizer em que semana.
O Maracanã perguntou e o Criciúma disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Maracanã coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel31/05/2027
Palavras no treino do Maracanã sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Guilherme Lazaroni está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Cainho, e o treinador deixou.
“Não é o fim do mundo e não chega. As duas coisas são verdade.” O treinador, depois de um empate por 0‑0, disse a coisa honesta e foi dizê-la outra vez lá dentro.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Emerson Buiu está nela.
O Ceará segue em frente e o Maracanã vai para casa, com um 1‑2 a decidir tudo. O balneário vai agora dizer que a prioridade é o campeonato, porque é isso que os balneários dizem.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.56 para o resto.
Bruno Camilo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Matheus Menezes, e o treinador deixou.
Ações defensivas: 19. Chegou primeiro a tudo e tarde a nada, e por isso o guarda-redes teve um dia tranquilo.
Plantel24/05/2027
Palavras no treino do Maracanã sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Guilherme Lazaroni está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
19 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Maracanã perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Bruno Camilo e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel17/05/2027
Uma lesão muscular afasta Gleidson durante 15 dias
Ninguém faz um documentário sobre um isquiotibial e toda a gente nisto o teme. No Maracanã vão ter cuidado com a data de regresso, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
26 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Maracanã perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Dribles concretizados: 24. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Bruno Camilo e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Guilherme Lazaroni estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 0‑2, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Otávio lesiona os ligamentos do joelho — 33 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 33 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Vinícius Canindé e o Maracanã acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Maracanã coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Minuto 89, frente ao Imperatriz, e um golo que soube a vitória a toda a gente que ficou. Foi um empate. Ninguém à saída do estádio o vai descrever assim.
O bancoAlan Maimo pede uma conversa com o treinador
39Edição
A Sentinela de Maracanã
26/04/2027
Do nosso correspondente de futebolOtimismo
Plantel26/04/2027
Otávio lesiona os ligamentos do joelho — 40 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 40 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
«Disseram-me qual seria o meu papel e assinei por causa disso. Não aconteceu.» Uma queixa com data marcada é a mais difícil de resolver.
Notas dos jogadores26/04/2027
Gui Amorim, 19 anos, joga como se cá estivesse há anos — 8.00
Um 8.00 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 19. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Bruno Camilo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Aos 19 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Dribles concretizados: 23. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Alan Maimo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Direção19/04/2027
3 jogadores da formação recebem número de equipa principal no Maracanã
A manhã em que o percurso deixa de ser um folheto e passa a ser uma ficha de jogo. A maioria não estará cá daqui a três anos; todos já fizeram a parte difícil, que era chegar a hoje.
Nenhum clube fica com muito do que ganha; a maior parte vai para os jogadores. Ficar quase sem nada é um arranjo diferente, e sempre que alguém o experimentou terminou da mesma forma.
A formação existe exatamente para esta manhã. Felipe Machado passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Matheus Monteiro está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Mercado19/04/2027
Um dos nossos: Guga junta-se à equipa principal do Maracanã
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Guga é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
Plantel19/04/2027
Palavras no treino do Maracanã sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Guilherme Lazaroni está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Maracanã coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel12/04/2027
Palavras no treino do Maracanã sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Leomir está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Bruno Camilo e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
A lesão mais comum do futebol e aquela de que mais se volta à pressa. O Maracanã vai falar em 14 dias e vai ter cuidado, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
Acontece a todos e continua a ser o parágrafo mais difícil que um jornal local tem de escrever. 38 anos, 3 pontos abaixo do que era, e um corpo que começou a cobrar juros sobre uma carreira.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Emir Basabe, e o treinador deixou.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Maracanã, mais uma semana sem a assinatura de Higor.
14 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Maracanã perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
21 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Maracanã perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Bruno Camilo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Nenhum clube fica com muito do que ganha; a maior parte vai para os jogadores. Ficar quase sem nada é um arranjo diferente, e sempre que alguém o experimentou terminou da mesma forma.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Lyan, e o treinador deixou.
Plantel22/03/2027
Palavras no treino do Maracanã sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Leomir está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Bruno Camilo treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Gleidson lesiona os ligamentos do joelho — 28 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 28 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Maracanã coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Otávio, e o treinador deixou.
35 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Maracanã perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Bruno Camilo e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Maracanã, mais uma semana sem a assinatura de Higor.
42 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Maracanã perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Araujo, e o treinador deixou.
Plantel01/03/2027
Leomir desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
49 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Maracanã perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Alan Maimo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Cainho, e o treinador deixou.
7 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
Todas as carreiras longas chegam à semana em que se pensa na última. Ele gostava que fosse onde começou, e o Maracanã sabe agora que esse pensamento chegou.
56 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Maracanã perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Maracanã coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Emir Basabe, e o treinador deixou.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do Maracanã sobre quem trabalha
20 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Maracanã perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Bruno Camilo e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Leomir estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Emir Basabe treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Gui Amorim chegou com um passado num clube maior do que este, e o balneário tratou-o em conformidade. Os mais novos veem-no treinar; os mais velhos veem se aquilo dura.
Matheus Menezes lesiona os ligamentos do joelho — 27 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 27 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Matheus Menezes lesiona os ligamentos do joelho — 34 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 34 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Lyan esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel25/01/2027
Palavras no treino do Maracanã sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Guilherme Lazaroni está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nenhum clube fica com muito do que ganha; a maior parte vai para os jogadores. Ficar quase sem nada é um arranjo diferente, e sempre que alguém o experimentou terminou da mesma forma.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Maracanã, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
O bancoO treinador crava a sua bandeira em Glaybson
25Edição
A Sentinela de Maracanã
18/01/2027
Do nosso correspondente de futebolEstável
Plantel18/01/2027
Gleidson lesiona os ligamentos do joelho — 86 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 86 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Maracanã coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Leomir estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Plantel18/01/2027
No Maracanã ainda são estranhos uns para os outros
10 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Maracanã, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Gleidson lesiona os ligamentos do joelho — 93 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 93 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Guilherme Lazaroni e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Toda a gente o viu antes de alguém o dizer. Aos 34 anos, os números dizem 3 pontos abaixo do que foi, e a pergunta para o Maracanã é como lidar com um homem a quem deve muito.
O Maracanã perguntou e o Náutico disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Otávio, e o treinador deixou.
Há um nível em que um futebolista deixa de ser posto à prova e passa apenas a ser contido, e ele chegou lá há algum tempo. No Maracanã sabem-no, e também todos os que o veem.
101 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Maracanã perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Há futebolistas que fazem uma boa temporada e futebolistas por quem uma temporada é recordada; aos segundos leem-lhes o nome num salão no verão. No Maracanã estarão discretamente encantados e, em privado, nervosos.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 18 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Araujo, e o treinador deixou.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Maracanã, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Maracanã. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
108 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Maracanã perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Maracanã coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O Maracanã perguntou e o Avaí disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Leomir estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Daniel Costa, e o treinador deixou.
Uma sondagem ao Náutico para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
Uma sondagem ao Novorizontino para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
Perguntou-se ao Corinthians se o emprestaria. Os empréstimos acertam-se depressa ou não se acertam, e este será uma coisa ou outra até ao fim de semana.
Em resumo
PlantelNão há lugar para Kayke Santos no desenho novo
115 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Maracanã perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Maracanã fez a parte difícil com o Monte Azul, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o Athletico Paranaense fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Maracanã coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
Plantel21/12/2026
No Maracanã ainda são estranhos uns para os outros
9 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
«Não vim para aqui aquecer à frente das pessoas.» O contrato acaba um dia, sabe contar as semanas, e o Maracanã terá de lhe dar um motivo para ficar ou uma saída.
122 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Maracanã perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Leomir estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Tem 18 anos e ninguém em Maracanã o contratou para esta época. Negócios destes julgam-se daqui a quatro anos, por gente que talvez já não esteja na casa.
Guilherme Lazaroni tem 34 e já não tem nada a provar. O que lhe resta é saber onde se colocar, quando baixar o ritmo e o que dizer ao intervalo, e nada disso aparece num gráfico físico.
129 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Maracanã perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Maracanã, e não vai ser retirado.
Lucas Mota e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
A despromoção que um clube nunca anuncia e um balneário nota sempre. Raul Prata está mais longe da equipa do que estava, e a razão só lhe será dada quando perguntar.
Perguntou-se ao Fluminense se o emprestaria. Os empréstimos acertam-se depressa ou não se acertam, e este será uma coisa ou outra até ao fim de semana.
118 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Maracanã perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
8.º lugar, 22 pontos, e todos os resultados até aqui reduzidos a uma linha. A segunda volta começa com o mesmo plantel e outras expectativas.
O banco30/11/2026
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑1 Renato Nogueira saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Maracanã disse a Higor que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
125 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Maracanã perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
7.67, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
Jogo21/11/2026
Ninguém quer jogar contra o Maracanã neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Dribles concretizados: 22. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Glaybson e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Plantel23/11/2026
No Maracanã ainda são estranhos uns para os outros
13 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
150 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Maracanã perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Maracanã coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Lucas Mota e o Maracanã acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Aos 19 anos está a ser medido contra os restantes jovens da divisão e sai à frente. A versão sénior deste prémio é onde o clube gostaria que isto levasse.
Segue-se o Trem, e há um homem no balneário do Maracanã que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Zé Artur. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Maracanã, mais uma semana sem a assinatura de Bruno Camilo.
Os melhores negócios são aqueles em que os contabilistas nem reparam. Bruno Camilo chega ao Maracanã com o ordenado como único custo e algo a provar como única cláusula.
157 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Maracanã perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Glaybson esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Aos 19 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
“Merecemos. Pedi-lhes uma reação e tive-a, e agora quero o mesmo outra vez no sábado.” Renato Nogueira sobre uma tarde de 1‑0 que lhe agradou mais do que estava disposto a mostrar.
Nenhum clube fica com muito do que ganha; a maior parte vai para os jogadores. Ficar quase sem nada é um arranjo diferente, e sempre que alguém o experimentou terminou da mesma forma.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Willian Daltro, e o treinador deixou.
O treinador reorganizou as ideias e Cleyton saiu delas mais abaixo. Vão dizer-lhe que é temporário, e os jogadores que já ouviram isso antes vão desviar o olhar.
Quatro ou cinco jornadas de regularidade, medidas contra todos os da divisão que fazem o seu trabalho. Zé Artur sai dessa comparação dentro da equipa, e o Maracanã beneficiou de cada uma dessas tardes.
Bruno Morais esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
Plantel26/10/2026
26 caras novas e o Maracanã ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
“Fiz tudo o que me pediram nos treinos e ao sábado não mudou nada.” A queixa mais conhecida do futebol, e uma a que o Maracanã terá de responder com minutos ou com uma transferência.
“Não é o fim do mundo e não chega. As duas coisas são verdade.” O treinador, depois de um empate por 0‑0, disse a coisa honesta e foi dizê-la outra vez lá dentro.
Noventa minutos concretos pediam outro tipo de jogador, e o treinador escolheu um. Não está em má forma e não está na equipa, e as duas coisas são verdade.
Lyan e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Aos 37 anos, 3 pontos abaixo de onde esteve, e um corpo que começou a cobrar juros. Acontece a todos, e continua a ser o parágrafo mais difícil desta página.
Dribles concretizados: 18. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Faz todos os sábados coisas a que ninguém à volta dele consegue responder. É lisonjeiro durante uma época e um problema a partir daí, e o Maracanã sabe em que fase está.
Ninguém no Maracanã sugere que esteja em má fase. O treinador quis simplesmente outras qualidades para noventa minutos concretos, e contra isso um jogador não pode treinar nada.
A camisola ainda lhe serve. Vinícius Canindé está de volta ao Maracanã, e metade do estádio ainda o lembra com estas cores. Há contratações que é preciso vender à cidade; esta vendeu-se sozinha.
Glaybson esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Toda a gente no Maracanã viu antes de alguém o dizer, que é como isto vai sempre. Aos 39 o declínio é real e mensurável — 3 pontos — e só falta saber como o clube trata alguém a quem deve muitíssimo.
Há um nível em que um futebolista deixa de ser posto à prova e passa apenas a ser contido, e ele chegou lá há algum tempo. No Maracanã sabem-no, e também todos os que o veem.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Vivico acabou de assinar pelo Maracanã e, por uma vez, a resposta importava.
Ninguém faz um documentário sobre um isquiotibial e toda a gente nisto o teme. No Maracanã vão ter cuidado com a data de regresso, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o outro clube fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
Os reforços chegam com uma imagem do clube na cabeça, e a deste era maior do que o edifício. Vai jogar bem e vai-se embora, por essa ordem, e toda a gente o sabe.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Araujo, e o treinador deixou.
Aos 36 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.13 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Glaybson e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Acontece a todos e continua a ser o parágrafo mais difícil que um jornal local tem de escrever. 36 anos, 3 pontos abaixo do que era, e um corpo que começou a cobrar juros sobre uma carreira.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Cleyton. 2‑1 sobre o Tocantinópolis, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Dribles concretizados: 18. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
22 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
O banco28/09/2026
A vista do banco
“Controlámos o jogo. Houve períodos de que não gostei e vamos vê-los, mas o grupo mostrou-me alguma coisa.” Renato Nogueira, sobre uma vitória por 2‑1 que já ia a desmontar a caminho da sala de imprensa.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Maracanã coisas que levam mais de uma semana a retirar.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 3 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
Não está a ser deixado de fora. Simplesmente não há, no sistema que o Maracanã joga, sítio onde pôr um homem que faz o que ele faz, o que é mais difícil de ouvir do que qualquer ficha de jogo.
«Estamos muito longe um do outro, e fingir o contrário não ajuda ninguém.» Nada se moveu, e o calendário não joga a favor do clube.
O banco21/09/2026
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑1, ditas por Renato Nogueira a uma sala que já as tinha ouvido.
Ninguém no Maracanã sugere que esteja em má fase. O treinador quis simplesmente outras qualidades para noventa minutos concretos, e contra isso um jogador não pode treinar nada.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Bruno Morais: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Maracanã a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Márcio Assis está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Não está a ser deixado de fora. Simplesmente não há, no sistema que o Maracanã joga, sítio onde pôr um homem que faz o que ele faz, o que é mais difícil de ouvir do que qualquer ficha de jogo.
Tem 19 anos, e os relatórios dos observadores concordam na única linha que importa: o teto. Contratações assim são bilhetes de lotaria preenchidos por profissionais.
Mercado14/09/2026
O Maracanã compra os anos que Lyan tem pela frente
Tem 19 anos, e os relatórios dos observadores concordam na única linha que importa: o teto. Contratações assim são bilhetes de lotaria preenchidos por profissionais.
Tem 19 anos, e os relatórios dos observadores concordam na única linha que importa: o teto. Contratações assim são bilhetes de lotaria preenchidos por profissionais.
Há um nível em que um futebolista deixa de ser posto à prova e passa apenas a ser contido, e ele chegou lá há algum tempo. No Maracanã sabem-no, e também todos os que o veem.
O banco14/09/2026
A vista do banco
“Não perdemos. Há semanas em que é só isso que se consegue, e prefiro ter o ponto a não o ter.” Renato Nogueira escolheu a versão do copo meio cheio do 0‑0; os adeptos saíram com a outra.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o outro clube fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Maracanã coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Uma decisão que não decide nada em campo e decide tudo no balneário. O treinador disse, sem o dizer, que voz quer que se ouça quando a dele não está lá.
Uma cara nova na posição dele e uma camisola que julgava sua de repente em discussão. O Maracanã não prometeu nada, que é o que os clubes prometem nesta fase.
2.º lugar para os anfitriões, uma viagem longa para a bancada visitante, e um jogo que vai parecer banal no papel até ao momento em que deixar de o ser.
Lesão muscular e 18 dias de fora para Bruno Morais
A lesão mais comum do futebol e aquela de que mais se volta à pressa. O Maracanã vai falar em 18 dias e vai ter cuidado, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
Bruno Morais esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Os reforços chegam com uma imagem do clube na cabeça, e a deste era maior do que o edifício. Vai jogar bem e vai-se embora, por essa ordem, e toda a gente o sabe.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Faz todos os sábados coisas a que ninguém à volta dele consegue responder. É lisonjeiro durante uma época e um problema a partir daí, e o Maracanã sabe em que fase está.
Plantel31/08/2026
16 caras novas e o Maracanã ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
A ficha de jogo di-lo em público todas as semanas até mudar. A única versão de ficar de fora que um futebolista não consegue contestar, e a que lhe custa mais.
“Não é o fim do mundo e não chega. As duas coisas são verdade.” O treinador, depois de um empate por 0‑0, disse a coisa honesta e foi dizê-la outra vez lá dentro.
O Humaitá vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Maracanã foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Zé Artur produziu-o, e o 9.23 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Plantel24/08/2026
Jean Gabriel consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Jean Gabriel acabou de assinar pelo Maracanã e, por uma vez, a resposta importava.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Maracanã coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Jean Gabriel e o Maracanã acertam mais 4 anos.
Tem 23 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Faz o seu trabalho e não se está a instalar. O Maracanã devia ser um passo em frente nas contas dele, e as contas dele foram revistas desde que chegou.
Há um nível em que um futebolista deixa de ser posto à prova e passa apenas a ser contido, e ele chegou lá há algum tempo. No Maracanã sabem-no, e também todos os que o veem.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 24 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
0‑7 frente ao Goiás, e a estrada acaba aqui. As eliminações da taça são mortes rápidas — sem segunda mão, sem próxima semana, só o campeonato daqui até maio.
As bancadas17/08/2026
A vergonha da taça no Goiás segue o Maracanã até casa
0-7. Ser eliminado de uma taça é uma tarde; ser eliminado assim é uma semana de programas de rádio, e o treinador vai ouvir todos.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 17 golos entre o Maracanã e o Sampaio Corrêa, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
A porta ficou fechada muito depois do apito final. O que ali se disse é com eles; se resultou, decide-se no sábado.
O banco17/08/2026
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑17 Renato Nogueira saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Os reforços chegam com uma imagem do clube na cabeça, e a deste era maior do que o edifício. Vai jogar bem e vai-se embora, por essa ordem, e toda a gente o sabe.
A formação existe exatamente para esta manhã. Rodrigo Porto passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Sérgio Tavares é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Danilo Queiroz está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Mercado10/08/2026
Um dos nossos: Zico junta-se à equipa principal do Maracanã
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Zico é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Renato Nogueira depois do 1‑6, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
Contrato liquidado, apertos de mão, nenhuma verba a mudar de mãos. Douglas deixa o Maracanã pela porta discreta, e a folha salarial respira um pouco melhor.