Não se vê o fim da espera do Mezőkövesd por uma vitória
Já são 4 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Mezőkövesd tem de arrancar um resultado de algum lado.
3 jogos, nenhum golo e um centro de treinos que já tentou tudo. Vai acabar — as secas acabam sempre — mas ninguém no Mezőkövesd sabe dizer em que semana.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Miloje Jelenić estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Miloje Jelenić, e o treinador deixou.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
A despromoção que um clube nunca anuncia e um balneário nota sempre. Péter Zachán está mais longe da equipa do que estava, e a razão só lhe será dada quando perguntar.
“Há coisas de que gostei e coisas que vamos repetir na terça-feira até saírem bem.” 0‑0, e um treinador que já tinha decidido como seria a terça-feira.
Dribles concretizados: 25. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
0‑1 para o Bekescsaba, e nenhuma queixa que valha a pena imprimir. A exibição não pediu mais do que aquilo que recebeu.
Plantel26/10/2026
Sándor Vajda desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O banco26/10/2026
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑1 Tamas Gulacsi saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Zoltán Varjas, e o treinador deixou.
Disseram uma coisa a Zoltán Varjas e depois aconteceu. Neste meio, isso passa por notável, e o balneário reparou mais depressa do que qualquer adepto podia.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Mezőkövesd coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Miloje Jelenić estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Acontece a todos e continua a ser o parágrafo mais difícil que um jornal local tem de escrever. 36 anos, 3 pontos abaixo do que era, e um corpo que começou a cobrar juros sobre uma carreira.
Plantel19/10/2026
8 caras novas e o Mezőkövesd ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Attila Lőrinczy: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Mezőkövesd a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Miljan Krpić esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Acontece a todos e continua a ser o parágrafo mais difícil que um jornal local tem de escrever. 34 anos, 3 pontos abaixo do que era, e um corpo que começou a cobrar juros sobre uma carreira.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Stefan Golubović estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Máté Deczki, e o treinador deixou.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Miloje Jelenić assinar alguma coisa — um contrato no Mezőkövesd ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Treina a sério, diz o que há a dizer e volta para um apartamento vazio. No Mezőkövesd ninguém fez nada de mal, e é justamente isso que torna tudo tão difícil de resolver.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Mezőkövesd. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
Dribles concretizados: 21. Cada vez que recebia, alguém tinha de decidir, e todas as vezes a decisão foi a errada.
Direção05/10/2026
Os salários engolem 156% das receitas do Mezőkövesd
Nenhum clube fica com muito do que ganha; a maior parte vai para os jogadores. Ficar quase sem nada é um arranjo diferente, e sempre que alguém o experimentou terminou da mesma forma.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Sándor Vajda estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Quatro ou cinco jornadas de regularidade, medidas contra todos os da divisão que fazem o seu trabalho. Miloje Jelenić sai dessa comparação dentro da equipa, e o Mezőkövesd beneficiou de cada uma dessas tardes.
Acabou 1‑1, e de certa forma sempre pareceu que ia acabar assim. Uma daquelas tardes em que a tabela mexe menos do que os nervos.
O banco05/10/2026
O veredicto do treinador
“Estou frustrado, sinceramente. Fizemos o suficiente para ganhar e não ganhámos.” Tamas Gulacsi não o escondia depois do 1‑1, e no balneário do Mezőkövesd também ninguém o escondia.
Miljan Krpić e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Dribles concretizados: 20. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Miloje Jelenić estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Aos 21 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Uma nota de 7.90, e ninguém no estádio a contestaria. Esteve em tudo o que importava e em quase tudo o que não.
O banco28/09/2026
A vista do banco
“Controlámos o jogo. Houve períodos de que não gostei e vamos vê-los, mas o grupo mostrou-me alguma coisa.” Tamas Gulacsi, sobre uma vitória por 1‑0 que já ia a desmontar a caminho da sala de imprensa.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Zsombor Gruber produziu-o, e o 9.02 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
6 jogos sem vencer, e depois isto, frente ao BVSC-Zugló. O alívio é um barulho estranho num estádio de futebol, e foi o único que se ouviu no fim.
Plantel21/09/2026
Miloje Jelenić desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O BVSC-Zugló fica com o seu homem, e o Mezőkövesd volta a uma lista com um nome riscado.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Zsombor Gruber. 2‑1 sobre o BVSC-Zugló, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Viktor Csörgő esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Tem 22 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Mezőkövesd podem fingir não ter ouvido.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Honved fica com o seu homem, e o Mezőkövesd volta a uma lista com um nome riscado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Sándor Vajda estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Dribles concretizados: 16. Pelo minuto setenta aparece no rosto de um lateral um desespero muito próprio, e ali estava ele.
O banco14/09/2026
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 2‑3, ditas por Tamas Gulacsi a uma sala que já as tinha ouvido.
A proposta do Honved por Mátyás Gresó foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Mezőkövesd podem fingir não ter ouvido.
Direção07/09/2026
O Mezőkövesd fecha o mercado com um plantel feito por si
17 entradas e 0 saídas, e nenhuma mudança durante meses. O treinador tem o que tem, os adeptos têm a sua opinião sobre isso, e a tabela terá a última palavra.
Plantel07/09/2026
Palavras no treino do Mezőkövesd sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Miloje Jelenić está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
A despromoção que um clube nunca anuncia e um balneário nota sempre. Lajos Bertus está mais longe da equipa do que estava, e a razão só lhe será dada quando perguntar.
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 14 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
A proposta do Kryvbas por Sándor Vajda foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Mezőkövesd podem fingir não ter ouvido.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o Guarani fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
Miljan Krpić e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel31/08/2026
Palavras no treino do Mezőkövesd sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Miloje Jelenić está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 21 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Mezőkövesd coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Sándor Vajda estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O Mezőkövesd perguntou e o Nyíregyháza disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Minuto 88, frente ao Kecskeméti TE, e um golo que soube a vitória a toda a gente que ficou. Foi um empate. Ninguém à saída do estádio o vai descrever assim.
Avaliado com 7.95. Pergunte a qualquer pessoa à saída do estádio o que decidiu aquilo e receberá um nome, que é o único prémio que alguma vez contou a sério.
Plantel24/08/2026
7 caras novas e o Mezőkövesd ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
Em resumo
Alvos de mercadoUm empréstimo de Benjamin Göschl está em marcha
Miljan Krpić esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Dribles concretizados: 21. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Plantel17/08/2026
Palavras no treino do Mezőkövesd sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Miloje Jelenić está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O AS Saint-Etienne fica com o seu homem, e o Mezőkövesd volta a uma lista com um nome riscado.
Faz aos sábados coisas a que ninguém à sua volta consegue responder: durante uma temporada é lisonjeiro e depois é um problema. O Mezőkövesd não o segura a fingir o contrário.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Mezőkövesd, mais uma semana sem a assinatura de Miljan Krpić.
O banco17/08/2026
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑2, ditas por Tamas Gulacsi a uma sala que já as tinha ouvido.
Miljan Krpić consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Miljan Krpić acabou de assinar pelo Mezőkövesd e, por uma vez, a resposta importava.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Máté Deczki e o Mezőkövesd acertam mais 3 anos.
Miljan Krpić e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O Mezőkövesd perguntou e o Lommel disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Gabor Szoboszlai está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Balazs Orban é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Akos Gazdag está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
A formação existe exatamente para esta manhã. Viktor Nikolic passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Máté Deczki, e o treinador deixou.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Sándor Vajda e o Mezőkövesd acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Slovan Bratislava fica com o seu homem, e o Mezőkövesd volta a uma lista com um nome riscado.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Ádám Pintér. 2‑1 sobre o Ajka, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Attila Lőrinczy e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Tem 23 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Mezőkövesd, mais uma semana sem a assinatura de Sándor Vajda.
“O mérito é dos jogadores. Hoje o meu trabalho foi fácil.” Não foi, e toda a gente na sala o sabia; depois do 2‑1, Tamas Gulacsi podia dar-se ao luxo de ser generoso.