O que se dizia à porta fechada passou a dizer-se diante de um microfone. Em Mirassol toda a gente sabe fazer a conta, incluindo o homem a quem se dirige.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Ararat tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
O telefone voltou a tocar por causa de Agustín Fernández, e desta vez do outro lado está o Hapoel Raanana. No Mirassol ouvem com educação e não prometem nada.
Walter e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel08/02/2027
Dieguinho desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
7 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
Todos os plantéis são metade jogadores que o treinador escolheu e metade jogadores que herdou. Walter foi escolhido, o homem que o escolheu foi-se, e ele recomeça do zero com o próximo.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Mirassol, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
«Saberei quando chegar a altura. Ainda não chegou.» Chico Kim tem 35 anos e 327 jogos nas pernas, e o Mirassol terá de planear para qualquer das respostas.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Mirassol está a esgotar-se.
Walter e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O nome de Wallace Yan apareceu em conversas de que o Mirassol não fez parte. Nada formal, nada assinado — mas também nada de acidental.
Plantel01/02/2027
Palavras no treino do Mirassol sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Dieguinho está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O treinador reorganizou as ideias e Aderlan saiu delas mais abaixo. Vão dizer-lhe que é temporário, e os jogadores que já ouviram isso antes vão desviar o olhar.
Todo o plantel tem homens contratados por um treinador concreto e homens que foram simplesmente herdados. Walter está no primeiro grupo, e quem o quis aqui já não está no edifício.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Georgemy, e o treinador deixou.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em Mirassol já falam dele no passado.
Plantel25/01/2027
Dieguinho desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Eduardo tem a sua resposta do Mirassol; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Eduardo treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Mirassol. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
Do centro de treinos dizem que foi o mais afiado da semana inteira. É a notícia mais silenciosa de um jornal e costuma sair na semana anterior a alguém entrar no onze.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Wallace Yan não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
A proposta do Fluminense por Gustavo Cazonatti foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Dieguinho estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Negueba assinar alguma coisa — um contrato no Mirassol ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
O banco18/01/2027
Carlos Eduardo tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Mirassol dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Mirassol, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Mirassol já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Mirassol, e não vai ser retirado.
Um negócio que à hora de almoço estava a um telefonema de fechar estava morto à meia-noite. O Mirassol vai tentar outra vez quando o mercado abrir; nessa altura o Atlético Mineiro pode já não estar a vender.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Mirassol coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A abordagem foi feita e a resposta veio numa frase. Não há número em cima da mesa porque não havia número que chegasse.
Plantel11/01/2027
Dieguinho desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Todos os desenhos têm posições e este não tem a dele. O Mirassol vai mudar o desenho, mudar-lhe a função ou mudar-lhe o clube, e ele está à espera de saber qual.
Em resumo
PlantelDemasiada mudança demasiado depressa no Mirassol
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Joaquín Zappacosta agiu, no Mirassol, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Mirassol está a esgotar-se.
$2.8M em cima da mesa do Atlético Mineiro. O treinador queria-o, a direção acertou um número, e as únicas vozes que faltam ouvir são as do outro clube.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Mirassol ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Estava tudo acordado até deixar de estar, e Lucas Oliveira regressa a Mirassol com um verão para esquecer. Nenhum dos clubes diz quem se levantou da mesa.
O Mirassol ofereceu $1.5M; o Atlético Mineiro disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Georgemy será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Mirassol as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Mirassol coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O Mirassol perguntou e o Vitória disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Plantel28/12/2026
Palavras no treino do Mirassol sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Alesson está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O Mirassol já telefonou ao Fluminense. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
$1.5M em cima da mesa do Atlético Mineiro. O treinador queria-o, a direção acertou um número, e as únicas vozes que faltam ouvir são as do outro clube.
Walter esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Haverá conversa esta semana. Mirassol vão pôr um número, e a partir daí deixa de ser futebol e passa a ser aritmética.
Plantel21/12/2026
Palavras no treino do Mirassol sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Japa está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
A lista é um documento discreto com um significado ruidoso. João Victor pode falar com quem perguntar, e no clube toda a gente sabe o que isso quer dizer.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Mirassol já se começa a dizer o nome dele no passado.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Ceará fica com o seu homem, e o Mirassol volta a uma lista com um nome riscado.
$73.0K era o máximo que o clube pagaria, e o Grêmio pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
Plantel14/12/2026
Dieguinho desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O Mirassol já telefonou ao Junior. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Daniel Borges tem a sua resposta do Mirassol; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Os adeptos organizam-se contra a direção do Mirassol
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
O Mirassol ofereceu $210.0K; o Atlético Mineiro disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
A abordagem foi feita e a resposta veio numa frase. Não há número em cima da mesa porque não havia número que chegasse.
Plantel07/12/2026
Palavras no treino do Mirassol sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Alesson está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
200 jogos com a camisola. Ninguém se propõe construir um registo assim; acontece a um certo tipo de jogador num certo tipo de clube, e esta cidade sabe o que tem.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Walter, e o treinador deixou.
Plantel30/11/2026
Alesson desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Dribles concretizados: 18. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Disseram uma coisa a Neto Moura e depois aconteceu. Neste meio, isso passa por notável, e o balneário reparou mais depressa do que qualquer adepto podia.
O banco30/11/2026
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 2‑3, ditas por Éder Figueiredo a uma sala que já as tinha ouvido.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Gabriel Pires tem a sua resposta do Mirassol; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Alesson e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel23/11/2026
Dieguinho desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Um ponto é um ponto e fico com ele, mas devíamos ter levado os três.” Éder Figueiredo depois do empate por 0‑0, e a frase que todos os treinadores do país disseram a certa altura deste fim de semana.
16 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Mirassol perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Alesson estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Alesson, e o treinador deixou.
«Prefiro dizer-lho na cara do que ler no jornal.» A reunião foi pedida pelo jogador, e isso diz quase tudo.
Antevisão16/11/2026
O Mirassol mede-se com a equipa que todos perseguem
O Flamengo chega como líder. Uma equipa no topo perde mais ou menos uma vez por mês, e o clube que o consegue ganha uma semana de que se lembra durante um ano.
O banco16/11/2026
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Carlos Eduardo
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
24 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Mirassol perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 6 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Walter e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Negueba marcou, e pouco mais correu bem: 1‑2 para o Grêmio, e um caminho silencioso até ao balneário.
Plantel09/11/2026
Alesson desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Dribles concretizados: 17. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
O banco09/11/2026
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 1‑2 Éder Figueiredo saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Mirassol disse a Dieguinho que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Em resumo
Notas dos jogadoresCarlos Eduardo vai rever aquele lance muitas vezes
31 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Mirassol perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
O painel já tinha subido, os protestos já tinham começado, e então a bola entrou ao minuto 93. O Juventude vai rever cada segundo do tempo extra durante uma semana.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Mariano Barreda agiu, no Mirassol, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Mirassol coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Dieguinho estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
João Victor lesiona os ligamentos do joelho — 39 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 39 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Dribles concretizados: 31. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
4 jogos, nenhum golo e um centro de treinos que já tentou tudo. Vai acabar — as secas acabam sempre — mas ninguém no Mirassol sabe dizer em que semana.
Plantel26/10/2026
Palavras no treino do Mirassol sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Alesson está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
16 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
15 vezes se meteu no caminho. Escreve-se sobre os centrais quando erram e ignoram-se quando não erram, por isso uma tarde destas tem de ser dita em voz alta: é ele a razão de o marcador dizer o que diz.
O banco26/10/2026
O veredicto do treinador
“Estou frustrado, sinceramente. Fizemos o suficiente para ganhar e não ganhámos.” Éder Figueiredo não o escondia depois do 0‑0, e no balneário do Mirassol também ninguém o escondia.
João Victor lesiona os ligamentos do joelho — 46 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 46 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Posição 18 e 6 pontos, e nesta parte da cidade a classificação lê-se de baixo para cima. O calendário deixou de ser um programa e passou a ser uma contagem decrescente.
A série chega a 4 e as perguntas em torno do Mirassol já não são delicadas.
Plantel19/10/2026
Alesson desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
3 jogos, nenhum golo e um centro de treinos que já tentou tudo. Vai acabar — as secas acabam sempre — mas ninguém no Mirassol sabe dizer em que semana.
João Victor lesiona os ligamentos do joelho — 54 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 54 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Segue-se o Vitória, e há um homem no balneário do Mirassol que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Lucas Oliveira apontou a data.
Os números não ficam secretos num balneário. Não está a pedir mais do que vale; está a perguntar porque é que alguém ao lado dele vale mais, e o Mirassol não tem uma boa resposta.
Em resumo
MercadoThomazella colocado na lista de transferências
62 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Mirassol perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Dribles concretizados: 32. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Rafael Carioca e o Mirassol acertam mais 2 anos.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Fernandinho será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Mirassol as despedidas começaram em silêncio.
Plantel05/10/2026
Alesson desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Walter, e o treinador deixou.
Todos os desenhos têm posições e este não tem a dele. O Mirassol vai mudar o desenho, mudar-lhe a função ou mudar-lhe o clube, e ele está à espera de saber qual.
70 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Mirassol perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Walter esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
15 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 0‑1, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Negueba assinar alguma coisa — um contrato no Mirassol ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
O bancoIgor Cariús pede uma conversa com o treinador
8Edição
O Correio de Mirassol
21/09/2026
Do nosso correspondente de futebolCrise
Plantel21/09/2026
João Victor lesiona os ligamentos do joelho — 77 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 77 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Mirassol, e não vai ser retirado.
2‑3 para o Bragantino, e nenhuma queixa que valha a pena imprimir. A exibição não pediu mais do que aquilo que recebeu.
O banco21/09/2026
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 2‑3, ditas por Éder Figueiredo a uma sala que já as tinha ouvido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Gustavo Cazonatti tem a sua resposta do Mirassol; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Shaylon: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Mirassol a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Notas dos jogadoresNinguém conseguiu chegar a Shaylon
7Edição
O Correio de Mirassol
14/09/2026
Do nosso correspondente de futebolInquietação
Plantel14/09/2026
João Victor lesiona os ligamentos do joelho — 85 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 85 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Shaylon produziu-o, e o 8.97 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Denilson e o Mirassol acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
7 jogos sem vencer, e depois isto, frente ao Cruzeiro. O alívio é um barulho estranho num estádio de futebol, e foi o único que se ouviu no fim.
Plantel14/09/2026
Palavras no treino do Mirassol sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Alesson está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
94 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Mirassol perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Fernandinho será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Mirassol as despedidas começaram em silêncio.
Plantel07/09/2026
Alesson desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Lucas Oliveira, e o treinador deixou.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Neto Moura: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Mirassol a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
O banco07/09/2026
André Luís tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Mirassol dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Em resumo
MercadoGabriel Pires colocado na lista de transferências
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
15 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 0‑2, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Ninguém no Mirassol sugere que esteja em má fase. O treinador quis simplesmente outras qualidades para noventa minutos concretos, e contra isso um jogador não pode treinar nada.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Negueba assinar alguma coisa — um contrato no Mirassol ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Já vão 6 jogos com pelo menos dois sofridos. A defesa foi reorganizada, o guarda-redes foi apoiado publicamente, e os golos continuam a entrar.
Plantel24/08/2026
Alesson desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Um médio mede-se por saber se a equipa funciona quando ele está em campo, algo quase impossível de ver e completamente óbvio em retrospetiva. 9 ações, 6.54, e um treinador que não o vai substituir tão cedo.
O Cruzeiro segue em frente e o Mirassol vai para casa, com um 3‑5 a decidir tudo. O balneário vai agora dizer que a prioridade é o campeonato, porque é isso que os balneários dizem.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.68 para o resto.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 8 golos entre o Mirassol e o Cruzeiro, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
Plantel17/08/2026
Palavras no treino do Mirassol sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Alesson está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Dieguinho consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Dieguinho acabou de assinar pelo Mirassol e, por uma vez, a resposta importava.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Willian Machado e o Mirassol acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Mirassol ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Walter esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O Atlético Mineiro vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Mirassol foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Mirassol coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel03/08/2026
Palavras no treino do Mirassol sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Alesson está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Faltam 49 meses e lá de cima só silêncio — sem proposta, sem conversas, nada a que os representantes possam responder. Os clubes que deixam o calendário negociar por eles acabam quase sempre a negociar com o calendário.
14 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
“O mérito é dos jogadores. Hoje o meu trabalho foi fácil.” Não foi, e toda a gente na sala o sabia; depois do 3‑0, Éder Figueiredo podia dar-se ao luxo de ser generoso.
Em resumo
Notas dos jogadoresShaylon passa por eles um de cada vez