13 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Yanela Mbuthuma e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Deon Hotto estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Orlando Pirates foi explícito quanto à situação de Nkosinathi Sibisi, o que é mais do que muitos recebem.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Makhehleni Makhaula, e o treinador deixou.
Avaliado com 7.40. Pergunte a qualquer pessoa à saída do estádio o que decidiu aquilo e receberá um nome, que é o único prémio que alguma vez contou a sério.
Posição 3, 51 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.16 aos 35, e ninguém no campo esteve melhor.
Já são 4 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Orlando Pirates coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A formação existe exatamente para esta manhã. Kermit Manyama passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Bongani Khune está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
A formação existe exatamente para esta manhã. Teboho Mokoena passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
Verba acordada, salário acordado, e o Liberty Professionals à espera com uma camisola. No Orlando Pirates ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Orlando Pirates podem fingir não ter ouvido.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Orlando Pirates pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
12 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.95 para o resto.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Orlando Pirates fez a parte difícil com o Aldosivi, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Deon Hotto está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O San Martín SJ fica com o seu homem, e o Orlando Pirates volta a uma lista com um nome riscado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Orlando Pirates, e não vai ser retirado.
As bancadas01/02/2027
Os adeptos revoltam-se com a venda de Seth Green por $440.0K
Vai para o Bloemfontein Celtic, o clube tem $440.0K que não tinha na sexta-feira, e os programas de rádio já decidiram como se sentem quanto a isso. Vender bem e vender alguém que amavam não são a mesma competência.
O prazo passou e o plantel é o plantel. Chegaram 1, saíram 5, e tudo o resto que se imprimiu sobre este clube no último mês foi um rumor que ficou rumor.
O Bloemfontein Celtic paga $440.0K, e o negócio está fechado. O número lê-se bem num balanço; se se lê bem dentro de campo é pergunta para a próxima época.
Plantel01/02/2027
Deon Hotto desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Belgrano fica com o seu homem, e o Orlando Pirates volta a uma lista com um nome riscado.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Orlando Pirates podem fingir não ter ouvido.
2 golos, e o segundo foi o que fechou o jogo. Nota de 8.50, e com mais sorte ao primeiro poste teria tido um terceiro.
As bancadas25/01/2027
Os adeptos revoltam-se com a venda de Evidence Makgopa por $2.1M
Vai para o Mamelodi Sundowns, o clube tem $2.1M que não tinha na sexta-feira, e os programas de rádio já decidiram como se sentem quanto a isso. Vender bem e vender alguém que amavam não são a mesma competência.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Orlando Pirates fez a parte difícil com o Barau, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Verba acordada, salário acordado, e o Mamelodi Sundowns à espera com uma camisola. No Orlando Pirates ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
0‑4 frente ao Mamelodi Sundowns, e nenhuma queixa que sobreviva ao replay. O treinador falou de carácter no final; a bancada usou palavras mais curtas.
Os contabilistas vão chamar-lhe bom negócio e terão razão, o que não é o assunto de ninguém fora da administração. Siyabonga Dladla era uma das razões por que as pessoas vinham, e $880.0K não substitui isso sozinho.
A primeira derrota em 8 jogos. O treinador dirá que tinha de chegar; o balneário dirá que não tinha de chegar contra o Mamelodi Sundowns; os adeptos dirão as duas coisas, por essa ordem, a semana inteira.
Yanela Mbuthuma e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Deon Hotto está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
2 à frente e em controlo total, e acabou com o SuperSport United como a equipa mais feliz. Não há versão desta tarde que o Orlando Pirates goste de rever.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Orlando Pirates podem fingir não ter ouvido.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Orlando Pirates perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Vai para o Young Boys, o clube tem $10.3M que não tinha na sexta-feira, e os programas de rádio já decidiram como se sentem quanto a isso. Vender bem e vender alguém que amavam não são a mesma competência.
Os centrais têm licença para subir duas vezes por época e são julgados pelo que fazem quando lá chegam. Thalente Mbatha marcou, foi avaliado com 7.79 e voltou antes de alguém dar pela falta.
O negócio que levaria Siyabonga Dladla para o Smouha caiu na fase final e ele reapresenta-se no Orlando Pirates com um verão para esquecer e uma época inteira para jogar. Ninguém diz quem se levantou da mesa.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Orlando Pirates coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Em resumo
PlantelDeon Hotto desentende-se com um colega por causa das exigências
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Orlando Pirates podem fingir não ter ouvido.
Um prémio individual é coisa estranha num desporto de equipa, e os melhores não se discutem. Teve o tipo de ano que acaba com o seu nome lido em voz alta, e o Orlando Pirates beneficiou disso.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Orlando Pirates pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
A série sem derrotas chega aos 7 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
10 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Yanela Mbuthuma e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
A série sem derrotas chega aos 6 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Plantel28/12/2026
Deon Hotto desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
O banco28/12/2026
A vista do banco
“Não perdemos. Há semanas em que é só isso que se consegue, e prefiro ter o ponto a não o ter.” Teboho Erasmus escolheu a versão do copo meio cheio do 0‑0; os adeptos saíram com a outra.
Posição 3, 34 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
9 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Plantel21/12/2026
Deon Hotto desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
100 vezes com estas cores, com qualquer tempo e sob quatro ou cinco treinadores diferentes. Este tipo de serviço está a desaparecer do futebol sem fazer barulho.
Nkosinathi Sibisi esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Sihle Nduli está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Um ponto é um ponto e fico com ele, mas devíamos ter levado os três.” Teboho Erasmus depois do empate por 0‑0, e a frase que todos os treinadores do país disseram a certa altura deste fim de semana.
Noventa minutos, zero golos, e a discussão começou antes de o parque de estacionamento esvaziar: um ponto somado ou dois deitados fora contra o Platinum Stars? Na quinta-feira ainda vai haver quem discuta.
Ninguém o confirma e as fichas de jogo confirmam-no todas as semanas. Um erro comprou-lhe um período como segunda opção que já é mais longo do que o erro merecia.
Segue-se o Free State Stars, e há um homem no balneário do Orlando Pirates que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
2 defendidos dos onze metros, e um estádio que vai descrever cada um deles durante vinte anos. Um guarda-redes precisa de uma noite assim numa carreira, e foi esta.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Kabelo Moagi será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Orlando Pirates as despedidas começaram em silêncio.
Yanela Mbuthuma esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Deon Hotto está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Vejo todos os jogos do Orlando Pirates daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Kaizer Chiefs segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
Em resumo
JogoO Orlando Pirates torna a sua casa um sítio difícil de visitar
Yanela Mbuthuma e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel30/11/2026
Deon Hotto desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Tem 22 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Evidence Makgopa. 2‑0 sobre o Kaizer Chiefs, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Notas dos jogadores30/11/2026
Tshepang Moremi jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.13. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
17 ações defensivas e uma baliza a zero no fim delas. A tarde de um defesa só se pode contar pelo que não aconteceu, e é por isso que ninguém faz um resumo com ela e qualquer treinador da divisão a assinava.
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
O banco30/11/2026
O veredicto do treinador
“Não me vou entusiasmar, e também não os deixo entusiasmar a eles. Foi um bom dia. Virão outros mais difíceis.” Teboho Erasmus foi breve depois da vitória por 2‑0, que é o que os treinadores fazem quando estão contentes.
Posição 2, 26 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Yanela Mbuthuma e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
0‑1 para o Ajax Cape Town, e nenhuma queixa que valha a pena imprimir. A exibição não pediu mais do que aquilo que recebeu.
Plantel23/11/2026
Sihle Nduli desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Teboho Erasmus depois do 0‑1, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
Noventa minutos concretos pediam outro tipo de jogador, e o treinador escolheu um. Não está em má forma e não está na equipa, e as duas coisas são verdade.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Orlando Pirates sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Aos 26 anos está na equipa por mérito e outro está a ver. No Orlando Pirates os lugares ganham-se em silêncio e perdem-se com barulho, e este foi ganho.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Deon Hotto está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Makhehleni Makhaula e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Makhehleni Makhaula, e o treinador deixou.
Ninguém o confirma e as fichas de jogo confirmam-no todas as semanas. Um erro comprou-lhe um período como segunda opção que já é mais longo do que o erro merecia.
Vestiu a outra camisola. No sábado joga contra o Ajax Cape Town com esta, e tudo o que disser esta semana sobre ser um jogo como os outros será mentira.
3 golos em 11 jogos no Jomo Cosmos — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Orlando Pirates alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Os números não ficam em segredo num vestiário e nunca ficaram. Não pede mais do que vale: pergunta por que o do lado vale mais, e no Orlando Pirates essa pergunta é mais difícil de responder.
O Jomo Cosmos vai querer esquecer isto depressa: 5‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Orlando Pirates foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Evidence Makgopa produziu-o, e o 8.61 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Aos 35 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.84 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Orlando Pirates ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Sihle Nduli estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Patrick Maswanganyi, e o treinador deixou.
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
Um mês é longo o suficiente para ninguém entrar por acaso. Deon Hotto está no melhor onze da divisão, o que é um elogio mais discreto do que um prémio e mais fiável.
O banco02/11/2026
A vista do banco
“Não perdemos. Há semanas em que é só isso que se consegue, e prefiro ter o ponto a não o ter.” Teboho Erasmus escolheu a versão do copo meio cheio do 0‑0; os adeptos saíram com a outra.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Posição 3, 22 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.73 para o resto.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Deon Hotto estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Tem 23 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Duas equipas do topo da tabela, uma tarde, e um mês de conversa decidido em noventa minutos. O Orlando Pirates não vai usar a palavra título esta semana e não vai deixar de a pensar.
16 ações defensivas e uma baliza a zero no fim delas. A tarde de um defesa só se pode contar pelo que não aconteceu, e é por isso que ninguém faz um resumo com ela e qualquer treinador da divisão a assinava.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Jabu Mokone e o Orlando Pirates acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Em resumo
PlantelNo Orlando Pirates ainda são estranhos uns para os outros
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Orlando Pirates pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Orlando Pirates coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Deon Hotto está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Aos 24 a evolução devia ter acabado. Não acabou: 3 pontos acima da marca do início do ano, o que acontece aos jogadores que levam a sério as partes aborrecidas do ofício.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Yanela Mbuthuma esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Sihle Nduli estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Orlando Pirates sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Nkosinathi Sibisi apontou a data.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Yanela Mbuthuma produziu-o, e o 9.04 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Aos 34 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.98 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Yanela Mbuthuma e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Algumas transferências precisam de uma campanha de imprensa. Esta precisava de uma camisola com o número antigo. Jabu Mokone volta a ser jogador do Orlando Pirates, e a cidade tem a sua história do verão.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 19 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
7 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Orlando Pirates e do University of Pretoria por igual; os restantes divertiram-se imenso.
Já são 6 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do Orlando Pirates sobre quem trabalha
DireçãoEm Orlando Pirates, 136% das receitas vão para salários
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Deon Hotto está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Orlando Pirates coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
A lista é um documento discreto com um significado ruidoso. Evidence Makgopa pode falar com quem perguntar, e no clube toda a gente sabe o que isso quer dizer.
“Um ponto é um ponto e fico com ele, mas devíamos ter levado os três.” Teboho Erasmus depois do empate por 0‑0, e a frase que todos os treinadores do país disseram a certa altura deste fim de semana.
Ninguém no Orlando Pirates sugere que esteja em má fase. O treinador quis simplesmente outras qualidades para noventa minutos concretos, e contra isso um jogador não pode treinar nada.
Deon Hotto e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Uma média de 7.04 numa equipa principal para a qual lhe sobram vários anos de juventude. Orlando Pirates têm alguma coisa, e a esta altura o escalão inteiro já reparou.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Orlando Pirates foi explícito quanto à situação de Patrick Maswanganyi, o que é mais do que muitos recebem.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O banco21/09/2026
A vista do banco
“Controlámos o jogo. Houve períodos de que não gostei e vamos vê-los, mas o grupo mostrou-me alguma coisa.” Teboho Erasmus, sobre uma vitória por 2‑0 que já ia a desmontar a caminho da sala de imprensa.
Dribles concretizados: 35. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
O SuperSport United vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Orlando Pirates foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Orlando Pirates, e não vai ser retirado.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Relebohile Mofokeng produziu-o, e o 8.57 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Jomo Cosmos tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Kabelo Moagi será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Orlando Pirates as despedidas começaram em silêncio.
Já são 3 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Deon Hotto estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Orlando Pirates, e não vai ser retirado.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Plateau United tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Njabulo Blom agiu, no Orlando Pirates, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Um negócio que à hora de almoço estava a um telefonema de fechar estava morto à meia-noite. O Orlando Pirates vai tentar outra vez quando o mercado abrir; nessa altura o Oxford United pode já não estar a vender.
Direção07/09/2026
O prazo passa com 9 contratações e 37 saídas
Está feito o negócio no Orlando Pirates até o mercado voltar a abrir. Se chegou, responde-se aos sábados e não numa coluna, e o primeiro sábado está perto.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Deon Hotto estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Nkosinathi Sibisi e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Tshepang Moremi, e o treinador deixou.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Orlando Pirates já se começa a dizer o nome dele no passado.
Um 8.39 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 21. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
O Orlando Pirates perguntou e o Botev Plovdiv disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Os centrais têm licença para subir duas vezes por época e são julgados pelo que fazem quando lá chegam. Thalente Mbatha marcou, foi avaliado com 7.88 e voltou antes de alguém dar pela falta.
Ninguém faz um documentário sobre um isquiotibial e toda a gente nisto o teme. No Orlando Pirates vão ter cuidado com a data de regresso, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Orlando Pirates podem fingir não ter ouvido.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Orlando Pirates já se começa a dizer o nome dele no passado.
O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Relebohile Mofokeng não precisou: 8.11, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Orlando Pirates ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Deon Hotto estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Orlando Pirates coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Mais um nome na lista: o Black Aces fez a pergunta que todo o futebol anda a fazer sobre Kabelo Moagi. A resposta do Orlando Pirates não mudou — para já.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Orlando Pirates perdeu-o em tudo menos nos papéis.
A proposta do RKC Waalwijk por Relebohile Mofokeng foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Plantel17/08/2026
Deon Hotto desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Patrick Maswanganyi esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Todos suspeitavam que havia esta versão dele lá dentro, e aqui está a prova. 8.40, e nem uma objeção no estádio.
O banco17/08/2026
A vista do banco
“Controlámos o jogo. Houve períodos de que não gostei e vamos vê-los, mas o grupo mostrou-me alguma coisa.” Teboho Erasmus, sobre uma vitória por 1‑0 que já ia a desmontar a caminho da sala de imprensa.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Deon Hotto: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Orlando Pirates a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Orlando Pirates perdeu-o em tudo menos nos papéis.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Cemran Dansin não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
Um 7.81 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 21. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Aos 34 anos, todas as boas tardes são chamadas de regresso ao passado, e esta foi: 7.98, e ninguém melhor em campo.
Mercado10/08/2026
Tão perto: a transferência de Tapelo Xoki morre em cima da hora
O valor estava acertado e o voo já tinha sido visto — e então o telefone deixou de tocar. O SuperSport United seguiu em frente, Tapelo Xoki apresenta-se de volta no Orlando Pirates, e todos fingem que segunda-feira é só uma segunda-feira.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Oswin Appollis e o Orlando Pirates acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Patrick Maswanganyi e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Deon Hotto está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Patrick Maswanganyi e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Sihle Nduli tem a sua resposta do Orlando Pirates; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Uma sondagem ao Cortulua para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Oswin Appollis treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Os números não ficam secretos num balneário. Não está a pedir mais do que vale; está a perguntar porque é que alguém ao lado dele vale mais, e o Orlando Pirates não tem uma boa resposta.